O Herdeiro do Mundo

327 - Invocação Mística da Harpia

Antes de iniciar a leitura leiam: Nota autor, esse capítulo não recebeu revisão, assim que ele tiver revisão eu substituo.

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Rael estava lá sentado de olhos fechados com uma gigantesca aura dourada o cobrindo, suas mãos estavam juntas no formato de uma oração abaixo do queixo e suas pernas cruzadas. Em volta de Rael os símbolos giravam no chão e o fio transparente de energia continuava ligado ao céu, mantendo a conexão da técnica com o céu.

 

                Quase ninguém nesse mundo podia nota a sutil e fraca energia que os banhava, essa energia banhava pessoas, terra, rocha, floresta e tudo que estivesse em seu caminho. Enquanto isso ocorria a mente de Rael se mantinha concentrada para separar os pontos de interesse.

 

Em algum momento Rael sentiu a energia dessa análise detectando um ser poderoso e reconheceu como sendo a jovem que encontrou antes a mesma que ele deixou avisado para não mais o seguir. Rael não podia analisar o corpo dela porque havia um limite na sua técnica, tudo que ele podia saber era o cultivo e as coisas que ele já sabia referente a mesma.

 

― ‘Espero que ela não cometa o erro de vim atrás de mim, depois do que aconteceu no passado eu não poupo mais quem entra no meu caminho, nem se for uma bela mulher’.

 

                Rael continuou deixando sua mente interligada a técnica para senti o mundo enquanto as energias das leis o banhavam. Ele não precisava se esforçar muito, a técnica em si sempre o avisava quando encontrava algo interessante para ele se concentrar, embora a todo momento ele se mantivesse de olho.

 

Durante o uso da técnica Rael não poderia se mover, por tanto, se alguém viesse atrás nesse momento encontraria facilmente o garoto naquela situação. A técnica que Rael estava usando era mundial e por tanto, era impossível ocultar, se os cultivadores ficassem muito curiosos eles viriam conferi, mas Rael estava pronto para isso.

 

― Você está sentindo essa energia Henrique? ― Perguntou um jovem cultivador para outro.

 

― Estou sim, e não está muito longe, acho que vem daquela montanha. ― Respondeu o amigo apontando o dedo e o outro concordou.

 

― Vamos dar uma olhada, talvez a gente possa descobri alguma coisa interessante...

 

                Em vários pontos próximos a Rael os cultivadores ficaram interessados e decidiram ir ver o que era, alguns sozinhos, outros em duplas, alguns em grupos. Uma comoção se moveu de várias partes, somente cultivadores muito longe do local não tiveram interesse.

 

                A alguns metros atrás de Rael, sentada em uma rocha estava uma bela jovem de características suaves e refinadas, ela tinha altura mediana pra uma mulher em torno de 1,65 e seu corpo era bem distribuído nem sendo gorda nem magra, ela tinha peitos de tamanhos naturais e condizentes com seu belo corpo. Seus cabelos eram longos, ondulados e tinham uma suave coloração verde misturada a uma dourada. As roupas que ela usava eram trajes simples, uma blusa de seda leve com azul cobrindo seus peitos e uma saia na mesma cor cobrindo parte de suas coxas e cintura, seus pés estavam descalços. Qualquer um que a visse saberia de cara que ela era uma grande beldade e essa beldade, tinha Rael bem em frente aos seus olhos.

 

                A bela jovem de incrível aparência, estava ali sentada na rocha de modo preguiçoso. Ela analisava em mãos uma flauta que ganhou de seu mestre de presente, seu mestre não era outro se não é claro, o próprio Rael. Essa era uma invocação mística chamada de Harpia e atualmente ela estava no decimo segundo reino. Ela tinha sido criada por Violeta e Emilia que entregaram a Rael antes da viagem. Sua invocação não estava ligada ao poder de Rael e por tanto o uso dela não custava nada ao mesmo, mas ela evoluiria com o tempo junto a Rael se tornando mais e mais forte.

 

                Rael tinha a nomeado como Yara. Ele tinha conjurado ela apenas três vezes, a primeira para conhece-la, a segunda para nomeá-la e testa-la. A terceira agora a encarregando da missão de matar qualquer um que ousasse se aproximar. Rael não tinha mais um coração piedoso como no passado.

 

                Yara de vez em quando colocaria a flauta em seus lindos lábios e sopraria enquanto tentava imitar o que o jovem mestre o ensinou. Ela corria seus delicados dedos tampando as aberturas e fazendo o som mudar.

 

                Yara não tinha nada de harpia em seu modo normal, ela parecia mais com uma bela cultivadora renascida em seu estado natural. Não era atoa que muitos de seus mestres tinham relações especiais com as mesmas porque elas de fato, eram muito atraentes e bastante humanas por assim dizer. Seus corpos só mudavam quando entravam no estado de combate.

 

                Rael tinha conversado com a jovem para se integra um pouco e descobriu que ela não tinha interesses nem conhecia nada do mundo. Violeta havia explicado que a harpia com o tempo iria aprender coisas novas e assim e agir da sua própria maneira.

 

― ‘Lembre-se  Rael, ela sempre vai ser leal a você, disso não tenha dúvidas, mas ela vai aprender alguns sentimentos com o tempo e pode ter sua personalidade alterada. As coisas que você vai ensinar para ela a parti de agora farão toda a diferença’ ― Explicou Violeta na época alertando o menino.

 

― ‘E se você ensina sexo a ela, ela vai gostar ficará tarada como uma mulher normal ficaria, Violeta não deve ter mencionado isso devido o seu estado atual’ ― Disse Emilia na época explicando que a jovem harpia, aprenderia qualquer tipo de coisa. Com um conselho de Violeta, Rael foi induzido a dar a ela coisas simples, como instrumentos musicais ou coisas femininas básicas. Assim Rael deu a ela a flauta e mostrou como se usava, ela estava gora tentando imitar o que viu Rael fazer antes.

 

                Yara havia recebido uma ordem que estava em execução naquele momento. Ela parecia uma delicada e inocente jovem brincando com uma flauta, mas seus sentidos estavam atentos na área de alcance cercando o menino que ela deveria proteger.

 

― ‘Quero que você mate qualquer cultivador não importa qual, quem se aproximar da minha área em um limite de um quilometro.’ ― Essa foi a ordem do menino ruivo, o mestre dela.

 

                Yara estava ciente de que precisava e deveria obedecer, a ordem de Rael era a causa de sua existência, o motivo que fazia ela existir e estar aqui hoje.

 

                Os cultivadores que se aproximavam não sabiam de nada disso, eles pensavam que poderiam descobrir um meio de aumentar suas forças ou conseguir algo valioso, uma coisa que valesse dinheiro.

 

                Os dois jovens mais próximos foram os primeiros a pisarem no alcance da ordem deixada por Rael. Quando eles o fizeram, a harpia que parecia distraída, virou seu belo rosto na direção deles. Ela fez a flauta sumir armazenando no bracelete do infinito dado por Rael e se moveu como um borrão descendo a montanha.

 

                Os dois jovens nem se quer entenderam o que aconteceu, eles estavam subindo a montanha quando de repente, suas visões mudaram de ângulo e eles não conseguiram controlar mais os seus corpos, as duas cabeças desabaram e logo em seguida os corpos dos dois. Em pé próximo a eles estava Yara com um dos braços estendidos, sua mão do braço estendido pingava sangue fresco. Seu braço tinha mudado um pouco, agora tinha uma pelagem verde dourada da mesma cor do cabelo e unhas afiadas como lâminas nos dedos da mão, os quais ela usou para decepar facilmente os dois jovens. Suas coxas e pernas também estavam um pouco peludas, contendo a mesma cor do cabelo. Seus pés era o que estavam mais diferentes, pois não pareciam mais pés humanos, pareciam pés de uma grande ave.

 

                Mais cultivadores foram entrando na zona proibida e perdendo suas cabeças. Alguns ela decepava, outros ela rasgava o peito, alguns outros o pescoço. Ela foi aprendendo a matar conforme foi treinando. Ela não sabia nada disso embora já tivesse feito um treino básico com seu mestre. Violeta tinha deixado avisado que uma invocação mística não podia trair nem agir contra a vontade de seu mestre, não importa como elas pensem.

 

― ‘Ela só não vai obedecer uma ordem que é a de matar você, se você der a ordem que tire sua vida ela não o fará porque você morrendo ela também morre, essa é a única ordem que não obedeceria nunca’. ― Isso foi explicado por Violeta.

 

― ‘Uma invocação mística também não pode ser negociada, você não pode passar ela para outro nem se livrar dela sem destruí-la, no entanto você pode liberta-la de seu controle se não a quiser mais.’ ― Essa explicação foi de Emilia.

 

― ‘No momento você pode ter apenas uma invocação mística, quando estiver pronto para mais uma faremos outra para você.’ ― Explicou Violeta.

 

                Rael sentiu os cultivadores se aproximando da área e morrendo pelas mãos de Yara. Yara matando eles era o mesmo que uma pessoa pisando em formigas, ela era muito forte contra qualquer um daqueles pobres coitados.

 

― Pelos cinco céus quem é essa jovem!? ― Perguntou um cultivador a outro ao ver o amigo deles morrer em frente a seus olhos. Esse amigo tinha avançado mais rápido a frente dos amigos e entrou antes na área proibida, recebendo assim a sua punição pelas mãos da harpia.

 

                Os cultivadores podiam ver uma bela jovem de traços marcantes, com partes do corpo peluda e pernas de ave. Os pés da jovem só havia quatro dedos com unhas grandes, a pele dela dessa parte do corpo parecia com os pés de uma galinha, só que maiores.

 

― Eu nem vi quando ela apareceu! Ela arrancou o peito de Arthur como se fosso uma fina teia de aranha ― disso o amigo do lado se tremendo vendo o sangue pingando das mãos dela. O outro amigo do lado se ajoelhou tremulo de medo.

 

― Senhorita por favor nos perdoe! Não queríamos ofende-la, não sabíamos que era proibido se aproxima dessa área! Por favor, poupe nossas vidas! ― Disse o primeiro homem. O outro vendo o companheiro ajoelhado fez o mesmo. Os dois fecharam os olhos e baixaram suas cabeças, eles ficaram assim a alguns metros de Yara. A mesma não os matou ainda porque eles não cruzaram a linha proibida, ela estava esperando que eles o fizessem.

 

ZUUUUUUP!

 

Quando os dois perceberam de repente a jovem não estava mais diante deles, ela tinha acabado de sai para executar outro cultivador.

 

― Vamos embora Sergio! Levanta e corre! Vamos aproveitar que ela saiu! ― Gritou o homem barbudo e correu recuando, o companheiro do lado fez o mesmo e o seguiu apressado. Os dois fugiram o mais rápido que puderam.

 

                Yara estava matando muitos curiosos em várias partes cercando a montanha que Rael estava, ela estava cumprindo as ordens recebidas com perfeita harmonia. Ela já tinha matado vários homens e mulheres. Para ela mata-los não havia qualquer significado de bom ou ruim, foi uma ordem de seu mestre, então ela o faria sem se importar e não perguntaria porque estava fazendo aquilo.

 

                As mortes continuavam ocorrendo e em alguns pontos, cultivadores encontravam outros mortos antes de seguirem em frente e chegarem na zona proibida o que fazia eles pararem e se perguntarem o que estava acontecendo. Bastava olhar em volta com mais calma para ver que em muitos pontos estavam outros corpos.

 

― O que há com esse lugar? Será que uma perigosa besta surgiu? ― Perguntou alguém vendo os corpos a alguns metros.

 

― Você notou? Eles morreram todos próximos uns aos outros. O que será que isso quer dizer? Veja! Tem mais corpos ali...

 

                Enquanto alguns grupos discutiam o assunto de longe outros avançavam e se tornavam mais cadáveres. Não havia meio termo, entrou na área de aproximação dita por Rael morreriam. Yara não perdoava, ela entendia o que as pessoas dizia mas para ela, nada que qualquer um dissesse além de Rael tinha qualquer valor.

 

― ‘Sim ela entende nossa língua, mas ela não vai ouvir ninguém, ela só obedecerá e aprenderá com você, a menos que você peça para ela aprender alguma coisa com alguém que você indique, de outra forma ela não vai ouvir qualquer outra pessoa.’ ― Explicou Violeta.

 

                Rael ficou bastante satisfeito com Yara, de fato, ela ouvia e cumpria a ordem perfeitamente. Ela tinha o poder de um decimo segundo reino e já compreendia um pouco das leis.

 

― ‘Uma invocação mística no decimo segundo reino já consegue luta facilmente com reinos finais, o poder dela é um pouco maior do que o comum.’ ― Explicou Emilia.

 

― ‘Por isso eu avisei você jovem bonita, se aparecer aqui hoje será morta por Yara assim como todos os outros’ ― pensou Rael friamente se lembrando da jovem que o seguiu. Era inevitável ele esquecer uma renascida depois de ver. Rael não pensava nela com interesse amoroso, ele estava curioso com o fato de achar o poder dela muito estranho. Quando ele fez a análise do poder dela, ele descobriu que ela estava selada, mas também descobriu outras coisas incomuns sobre ela. Havia uma estranha porção das leis sobre ela que dava poder sobre outros, deixava ela como um tipo de rainha.

 

― ‘Mas rainha do que? Se ela é mestra, rainha, deusa... do que ela seria? Pelo poder dela ter sido selado eu não faço a menor ideia, mas sinto que ela não é uma simples renascida’ ― Pensou Rael se lembrando da jovem, ele pensou na sensação que sentiu quando analisou o poder dela.

 

                A maioria dos cultivadores tinham parado de avançar, alguns tinham encontrado a jovem antes de entrarem na área proibida e fugido vivos, outros foram mais teimosos e quiseram lutar, apenas para morrerem em um movimento. Yara matava em silencio e não dizia uma só palavra nem fazia qualquer som. Não importava o quanto os outros perguntassem ou insistissem em uma conversa a jovem não interagia de volta.

 

― Tem uma assassina na montanha! Não se aproximem voltem todos! ― Alguns que saíram vivos estavam avisando outros.

 

― Ela matou um mestre com apenas um movimento! Não vão vocês vão morrer!

 

                Agora a maioria das pessoas recuava, quem tentasse recuperar corpos virava corpos também. Rael continuava lançando seus sentidos no mundo e se aprofundando em locais para descobri algo enterrado ou dentro de cavernas. Se houvesse um segredo, algum poder, artefato magico, violadora, qualquer coisa seria encontrada por Rael.

 

― ‘Então você veio...’ ― Pensou Rael sentindo a presença da jovem renascida se aproximando pelo céu. Ela não seria oponente para Yara, seria apenas mais um corpo que se juntaria aos outros. Rael sorriu sem muita expressão. Ele pelo menos concordou que havia avisado a mesma, ela com certeza sabia que Rael era o ativador daquela técnica. Isso porque o poder de Rael estava exposto.

 

                No céu uma jovem bonita de traços suaves se aproximava atenta. Ela tinha sentido a algum tempo a energia do menino ruivo e a técnica usada por ele. Ela se lembrou bem da ameaça do menino e por tanto, se preparou antes de se aproxima. O menino ruivo era uma criança sim em tese, mas era um renascido, um ser que já superou o poder de um reino final. Essa jovem não era estupida para ignorar um aviso dele.

 

                A jovem se aproximou pelo céu e viu o menino no centro da montanha, não demorou para ela sentir outro decimo segundo reino e então entender o que estava acontecendo. Ela sentiu que esse outro reino final estava matando pessoas.

 

― ‘Espere um pouco... ele tem uma invocação mística!?’ ― Se perguntou a jovem chocada no céu ao perceber quem era a parceira do menino ruivo. No momento que ela entendeu, uma jovem e bela moça surgiu voando na frente dela. Yara agora tinha asas nos braços, ela ainda continuava inexpressiva após matar centenas de cultivadores.

 

 

― Eu disse para você não se aproximar de mim lembra? Yara mate ela agora! ― Ordenou Rael friamente, deixando que as duas jovens ouvissem sua voz que soou como um trovão. Yara deixou o seu poder prateado explodi em seu corpo e partiu contra a jovem.

 

 

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