O Herdeiro do Mundo

316 - A Batalha no Mundo Morto Continua

Capitulo em áudio-->https://www.youtube.com/watch?v=jYNVKQxucsY

 

De volta ao mundo dos vivos, Rael de repente abriu os olhos. Seus olhos estavam completamente brancos, tomados por pura energia. Símbolos mágicos os cruzavam, refletindo o mais profundo e verdadeiro saber. Alice continuava ao lado de Rael, observando o jovem curiosamente, mas também estava ali para protegê-lo caso acontecesse algo.

 

Ao ver Rael com Janete, a jovem violadora teve ódio, repulsa e nojo, mas entendia que ele estava naquele estado devido a influência do elixir. Agora, vendo Rael ficando ainda mais forte, se enchia cada vez mais de esperança, imaginando o dia em que Rael alcançaria o ápice de seu poder e cumpriria suas promessas para com ela. De acordo com o próprio rapaz, Alice poderia pedir bem mais que seus pais de volta. Olhando para isso, ela não achava mais Rael tão ruim assim, nem mesmo depois de se deparar com a cena dele com Janete. Alice passou a ter uma aceitação melhor por Rael. Ele vinha, afinal, cumprindo respeitosamente suas promessas até o dito momento.

 

Rael sentiu como se tivesse mergulhando em um mundo místico de conhecimento. Sua consciência havia se desprendido do corpo e ele estava acima do que parecia ser um gigantesco e ilimitado oceano. Esse não era um mar comum, suas águas transparentes exibiam traços de energia mística, repletos de poder das leis. Essa energia circulava por cima de todas as ondas calmas do mar, carregando cores e intensidades diferentes. O mar parecia estar repleto de um poder ancestral inimaginável.

 

― ‘Eu já estive nesse lugar antes, mas não me lembro... Sinto que já vim aqui em busca de algo...’ ― Rael pensou e, decidido, mergulhou de cabeça para o fundo do oceano. Mesmo quando atravessou as águas, ele não sentiu seu corpo se molhar, sentia como se estivesse em um espaço infinito, tal como ele havia visto do lado de fora.

 

Agora, no meio das águas, ele viu uma série de artefatos mágicos, estes estavam aos milhares. Tinha artefatos mágicos de todos os mais variados tipos, formatos e tamanhos; cada um emanando uma forte aura e um grande poder das leis, que os cercavam e se espalhavam ao redor. Esse lugar parecia ser um imenso berço de onde todos os itens mágicos existentes no universo ficavam armazenados. Por onde Rael corria os olhos, ele podia facilmente ver inúmeros artefatos, e apenas por lançar um simples olhar desfocado, ele sabia que cada artefato era muito valioso, a ponto de que pessoas e seres de todo o universo entrarem numa guerra feroz para adquirir apenas um deles, qualquer que fosse.

 

― ‘Aqui tem todos os artefatos mágicos que já existiram ou existem no mundo. Então, quer dizer que eu tenho acesso a todos eles?’ ― se perguntou Rael, levemente impressionado. Correndo os olhos em volta, o rapaz via desde anéis, colares, pulseiras, até artefatos maiores, como coisas semelhantes a troféus, estátuas, cálices, armas, armaduras, etc. Quase tudo que se podia imaginar, ele era capaz de ver em forma de um daqueles artefatos. Todos esses itens incríveis flutuavam inertes ao que parecia ser o fundo de algum mar.

 

Rael ficou alguns instantes olhando em volta para cada artefato mágico, cada vez que fixava sua atenção em um recebia informações do mesmo. Uma efêmera e masculina voz ditava o que ele precisava saber sobre cada artefato como se fosse algo automático, gravado para soar na cabeça dele toda vez que ele o encarasse diretamente.

 

― “Estrela d’Alva: Artefato mágico criado pela deusa Estela Murial. Estela era uma deusa Estrelar que foi destruída na guerra contra os dragões. Seu artefato mágico obteve o mesmo fim. Devido a isso, hoje em dia, esse artefato mágico não existe mais no universo. A Estrela d’Alva possui o poder de viajar instantaneamente por qualquer mundo que já esteve presente, e seu tempo de recarga é de...”

 

― “Martelo de Obrel: Artef...”

 

Rael balançou a cabeça e olhou para uma direção vazia, apenas para não ouvir a voz que ele achou irritante. Era interessante ouvir sobre os artefatos, mas naquele momento não era o motivo dele estar ali.

 

― ‘Não estou aqui a passeio, preciso de algo para enfrentar o Espectro Sombrio’ ― assim que Rael pensou, todas as coisas próximas desapareceram. Um brilho negro emergiu no meio das águas. Parecia que vários rostos deformados espirituais, estavam cercando um item enquanto gritavam em agonia e aflição. Esse item estava cercado de uma intensa aura da morte.

 

― ‘Uma cruz...’ ― pensou Rael, vendo a pequena cruz, do tamanho da palma de uma mão. Ela era completamente escura, e tinha nas quatro pontas o formato de um rosto virado para fora e gritando em desespero. A aura que a cercava era em forma de vários desses rostos em tamanhos maiores e gritando sem parar. Eles se moviam como se estivessem vivos e saiam da cruz em formas distorcidas, como se quisessem escapar de algum fatídico e cruel destino desesperadamente.

 

― “Cruz da Morte: Artefato mágico criado pelo deus Osmar Zared. Quando vivo, Osmar era um deus que manipulava os Caminhos da Morte, e teve sua existência finalizada ao ter sua alma selada e destruída por um outro artefato. Hoje em dia, esse artefato mágico pertence a Hazana Valefour. Ela é a mais nova deusa dos caminhos da morte. A Cruz da Morte possui o poder de sugar a energia dos mortos, assim como de controlá-los ou cruzar instantaneamente a linha tênue entre a vida e a morte.” ― a explicação automática de uma voz quase robótica soou na cabeça de Rael enquanto a cruz se aproximava. Em nenhum momento os rostos paravam de gritar em volta da cruz.

 

― Eu preciso usá-lo, me entregue! ― Rael ordenou enquanto estendia a mão direita para frente, preparado para agarrá-lo. O artefato mágico vibrou e os rostos sumiram, ficando apenas a cruz que, logo em seguida, voou para a mão de Rael, que se fechou sobre ela. Rael não teve a menor dúvida de que isso ocorreria.

 

― ‘Natalia, eu já estou indo. Espere apenas um pouco mais!’ ― pensou Rael se concentrando.

 

Alice continuava observando Rael silenciosamente. De repente, a Cruz da Morte surgiu diante dos olhos de Alice, o artefato apareceu flutuando em frente a Rael, que no instante seguinte tinha aberto os olhos saindo daquele estado de concentração. Rael estendeu a mão e pegou firmemente a cruz diante da jovem violadora.

 

― Alice, obrigado por toda ajuda, agora eu irei ao mundo dos mortos resgatar Natalia. Avise aos outros e diga que eu voltarei rapidamente ― ele mal acabou de dizer, e um buraco semelhante a um portal negro se formou atrás de dele, Rael apertava a cruz na mão fechada, que irradiava um poder sombrio. Alice chegou a abrir a boca para falar algo, mas não teve tempo. O tal portal puxou Rael para dentro como um borrão e desapareceu junto com ele.

 

Alice ficou surpresa, Rael naquele momento passou a sensação de que tinha tudo sob controle, era difícil ela sentir isso de Rael. Depois o jovem sumiu após explicar o que iria fazer, e ela só pôde levantar a mão do anel de comunicação e começar a repassar a notícia.

 

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Rael surgiu no Mundo Morto e continuou apertando a cruz. Ele sentiu imediatamente a direção em que estava o Espectro. Ele apontou a mão que segurava a Cruz da Morte para frente e saiu voando com pressa. Enquanto ele mantinha sua mão estendida, as brechas pequenas e grandes para o mundo dos vivos se fechavam aos poucos. Era como se Rael estivesse purificando o espaço do Mundo Morto. Rael avançava apressado, querendo chegar ao seu alvo o mais rápido possível. Ele podia usar uma cópia do artefato por ser o Herdeiro, mas sentia que o artefato requeria uma imensa quantidade de energia, coisa que ele não possuía ainda. Rael não sabia se essa energia gasta para usar o artefato era devido a ele ter conjurado uma cópia, ou por ser assim que funcionava o uso natural do mesmo. Tudo que ele podia fazer era se apressar e salvar Natalia antes que suas forças se esgotassem.

 

Heitor continuava agredindo e rasgando as roupas de Natalia. A moça rangia os dentes, chutava e esbofeteava Heitor sempre que tinha chance. Mesmo apanhando, ela continuava lutando, ela agora sentia que seu corpo pertencia a Rael, e permitir que aquele animal a tocasse novamente seria o mesmo que traí-lo.

 

― Lute o quanto quiser, mas eu ainda vou penetrá-la como naquele dia! Vou te sentir inteirinha com o meu grandão, você vai adorar! ― Heitor rugia de volta. O Espectro continuava a repetir que Natalia poderia acabar com aquela tortura quando quisesse, bastava uma palavra e ele faria Heitor deixar de existir. Claro, Heitor não parecia notar a presença do Espectro, que assistia tudo ali do lado deles.

 

― Seu monstro repulsivo! Eu não vou desistir de Rael! Não importa o que você faça! Eu não vou desistir da minha vida! NUNCA! ― Natalia parecia decidida, mesmo prestes a ser violentada. Ela mordia Heitor se a mão dele se aproximasse, esse poderia bater o quanto quisesse nela, mas ela não mais recuava. Parecia que todas as coisas que o Espectro fazia, servia apenas para Natalia ficar ainda mais fortalecida mentalmente. O espectro ficou ainda mais furioso ao perceber esse detalhe. Essa menina tinha mudado muito em tão poucos dias. Sabendo que poderia perder Rael e os outros, ela lutava com unhas e dentes. E sobre poder ser útil para o seu marido no futuro, ela sentia ainda mais vontade lutar.

 

― Cadela imunda! Eu baterei em você até que você não se mova mais! ― gritou Heitor e mais uma vez lançou um violento tapa no rosto de Natalia, fazendo ela se virar bruscamente. Natalia já estava tonta, quase desmaiando, mas ainda assim não abria as pernas, Heitor estava com aquela coisa de fora, querendo repetir os passos do passado, mas ela não estava disposta a ceder. Ela podia dizer ao Espectro que não tinha medo mas estava visível, entretanto, mesmo com medo, lutaria até o fim para vencê-lo. Ela não queria ser possuída por mais ninguém, além de seus amados Rael e Mara.

 

― Droga! Abra de uma vez essas p...! ― Quando Heitor ainda estava gritando...

 

BOOOOOOOOOM!

 

... De repente, a porta explodiu. Heitor e o Espectro se viraram juntos, encontrando ninguém menos que Rael.

 

― Larguem a minha Natalia agora! ― rugiu Rael, se enfurecendo ao ver aquela cena se repetindo. Como um borrão, o rapaz sumiu da porta e reapareceu na frente de Heitor. Heitor foi levantado pelos cabelos e tomou um soco de chamas no meio do peitoral, na mesma hora ele se tornou um monte de fumaça escura e desapareceu. Em seguida, Rael lançou um violento soco contra o Espectro, esse foi acertado no peito e não teve tempo de fugir. O soco de fogo o arremessou contra a parede do fundo, que se quebrou, e sumiu, sendo lançado com violência para bem longe.

 

― Rael...? ― Natalia estava surpresa, mas aceitou a ajuda da mão de Rael e se levantou, sendo logo em seguida abraçada pelo jovem. Mesmo naquele estado semi nua, com suas roupas completamente rasgadas, ela não teve vergonha de abraçar o seu marido. Rael tinha apagado as chamas do braço direito e apertava levemente a jovem.

 

― Eu tive tanto medo... Pensei que você havia se rendido às torturas dele... ― disse Rael, ainda abraçando a jovem. Natalia continuou abraçando Rael de volta, satisfeita por ele ter chegado a tempo e impedido o pior. Ela não iria desistir, mas seu corpo espiritual seria violentado por Heitor mais uma vez se Rael não tivesse aparecido.

 

― Como você entrou nesse mundo? Alexia disse que ninguém poderia me ajudar caso Violeta desse mundo não pudesse... ― disse Natalia, após se afastar de Rael.

 

― Você esqueceu quem eu sou? Não há nenhuma regra que eu não possa quebrar. Eu sou o Herdeiro, e tenho muitos meios de fazer qualquer coisa ― disse Rael sorrindo de volta, mostrando segurança a jovem. Natalia sorriu satisfeita.

 

― O Herdeiro do Mundo... Como ousa invadir o meu mundo dessa maneira? Você só pode estar procurando a sua própria destruição! ― disse uma voz maligna fazendo Rael e Natalia se virarem. O Espectro estava flutuando, se aproximando pela rua. Rael e Natalia saíram da casa destruída pelo buraco deixado quando Espectro foi arremessado.

 

― Criatura das trevas, prepare-se para desaparecer de uma vez! ― disse Rael e seu braço se cobriu em chamas, quando ele sutilmente saiu de perto de Natalia.

 

― Rael, não podemos enfrentá-lo aqui. Temos que fugir! ― disse Natalia, mostrando preocupação.

 

― Não tenha medo, Natalia, eu posso com ele ― disse Rael, dando uma rápida olhada para a jovem: ― Agora se afaste e deixe tudo comigo, você só precisa assistir enquanto eu finalizo esse esqueleto para você ― disse Rael, se voltando ao Espectro. A jovem não teve o que fazer a não ser se afastar por alguns passos. Natalia continuava machucada e um pouco zonza, mas confiava em Rael. Sendo ele, ela confiava cegamente.

 

― Você ainda veio com seu corpo físico? Eu vou adorar te matar, jovem insolente! ― disse o Espectro, estendendo sua mão direita. Vários tentáculos escuros surgiram em volta de Rael na tentativa de capturá-lo. Rael explodiu a energia do braço direito, irradiando poderosas chamas que desintegraram todos os tentáculos ao seu redor. Em seguida deu um salto para frente, prestes a desferir um soco no esqueleto. O braço direito de Rael rugia cercado de intensas chamas enquanto seguia contra o Espectro Sombrio, fazendo Natalia sentir que seu marido poderia mesmo conseguir derrotá-lo.

 

― E daí se és o Herdeiro? Entrou no meu mundo, portanto, terá de seguir as minhas regras. ― disse o Espectro de repente e desapareceu no instante em que Rael socou o ar. O soco de fogo de Rael cruzou o vazio e não encontrou qualquer coisa.

 

Quando Rael pousou no chão, tudo em volta começou a se desfragmentar. O cenário, como um espelho que sofreu uma pancada, estava se partindo em estilhaços.

 

― Rael, o que está acontecendo?! ― perguntou Natalia, correndo para perto de Rael. Não havia chão onde ela passava, por um instante tudo pareceu apenas um espaço infinito e incolor. Mesmo assim, Natalia conseguiu alcançar o seu amado marido. Os dois ficaram olhando em volta o cenário se remontar. Agora estavam ambos em uma espécie de cemitério, sobre um chão de terra molhada. Neste local estava nublado e chovia levemente. Havia muitas lápides ao redor deles, e poderia ser lido nome de pessoas que já morreram. Natalia se abraçou com Rael preocupada, mas ele parecia o mais preocupado em procurar o espectro, que não aparecera até então.

 

― Natalia, só precisamos aguentar um pouco mais e ficaremos bem. Você só precisa resistir até o fim ― disse Rael suavemente, confortando a jovem e a abraçando de volta.

 

O chão em volta de Rael de repente o envolveu. A terra prendeu os pés de Rael como se uma boca gigante o engolisse, aprisionando-o completamente. Rael não conseguiu se mexer, não importava o quanto tentasse. Natalia se agachou começou a bater contra a terra que prendia os pés de Rael na tentativa de ajudá-lo a se soltar.

 

― Natalia, fuja! Ele me pegou! ― disse Rael preocupado, tentando se soltar usando suas forças. Ele parecia ter perdido as forças assim que foi capturado.

 

― Eu não vou deixar você aqui! ― disse a jovem, chutando a terra com a fraca força que possuía. Nesse momento, tentáculos negros brotaram do chão e envolveram o corpo de Rael quase como uma rede. Quando Rael foi envolvido completamente, pareceu perder o restante da força e parou de lutar. Natalia tentou tirar os tentáculos dele enquanto o jovem gritava para ela fugir, mas ela não tinha força suficiente para libertá-lo.

 

― Fuja, Natalia! Você precisa fugir! Ele me pegou e eu não consigo usar mais a minha força! ― disse Rael apressado, com um olhar preocupado para a jovem. Antes que Natalia pudesse responder ou tomar alguma ação, seus pés foram envolvidos por tentáculos escuros e puxados violentamente para trás. Ela caiu virada para o chão e foi arrastada da mesma maneira, mesmo agarrando o chão com toda a força para não se afastar de Rael. Natalia chegou a machucar os dedos nessa tentativa.

 

― Eu nunca imaginei que teria o Herdeiro em minhas mãos, acho que será bem divertido. Uma vez que veio com o corpo físico, você pode morrer de verdade, bem diferente de Natalia, que mesmo que eu a mate agora, voltará ao normal em segundos ― disse o Espectro, soando em um tom maligno atrás de Rael. O sorriso do Espectro era cruel. Ele deu um passo para o lado e deixou que Natalia olhasse bem o seu sorriso.

 

― Solte-o agora, seu desgraçado! É a mim que você quer! ― ela gritou preocupada. Não importa o quanto lutasse, Natalia não conseguia se soltar dos tentáculos que continuavam forçando-a contra o chão. Mais tentáculos tinham se amarrado às costas dela, apenas para ela continuar caída no chão e olhando para frente, onde Rael estava amarrado e indefeso nas mãos do Espectro.

 

― Eu o soltarei, mas somente se você desistir de sua miserável vida. Caso não desista, eu o matarei e quando você voltar, se você voltar, não terá mais nenhum marido para confortá-la. ― disse o Espectro friamente, enquanto passava um de seus dedos no rosto de Rael.

 

― Não desista, Natalia! Mesmo que eu morra, não desista! Não se entregue a esse monstro! ― disse Rael de volta, ainda tentando lutar, mas parecia inútil. A força que Rael possuía antes de trocar de dimensão havia desaparecido completamente.

 

Faltava apenas poucos minutos. Se Natalia continuasse firme poderia vencer a contenda e ter controle absoluto sobre o Espectro, mas, nos últimos segundos, o jogo havia mudado completamente. O Espectro continuava com o sorriso maligno encarando a jovem. Ele não estava muito satisfeito, vez após vez ele havia falhado e agora estava chegando nos seus últimos momentos. Ele não tinha mais tempo, precisava com urgência da desistência de Natalia.

 

 

― Se você não quer desistir, então só me resta ceifar lentamente a vida do seu amado Rael. ― disse o Espectro, fazendo o próprio dedo indicador se transformar em um tipo de lâmina ossuda e afiada, fazendo-a crescer ainda mais. Em seguida, deslizou a lâmina por dentro do espaço entre os tentáculos e a tocou no tórax de Rael. Lenta e friamente o esqueleto começou a perfurar Rael. Natalia viu o sangue de seu marido escorrer enquanto a lâmina entrava cada vez mais em seu corpo. Rael se manteve firme, fingindo não sentir dores, mas seu rosto suava e ele estremecia cada vez mais ao sentir a lâmina se aproximando do coração. Natalia não era tão inocente e sabia como aquilo iria terminar. Ela hesitou por um breve momento e, visivelmente relutante, abriu a boca prestes a dizer algo...




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