O Herdeiro do Mundo

302 - Rika Versus Nero (Parte 2)

Capítulo em áudio 301 --> https://www.youtube.com/watch?v=2rD_ObO3-8Q

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Heitor gritava em completo desespero enquanto era puxado para o corpo de Natalia. Não importa o quanto lutasse, ele não conseguia escapar nem sumir, como estava fazendo antes para desviar dos golpes de Mara. Os olhos de Natalia estavam normais e serenos, e somente o seu corpo emanava a estranha aura da morte.

 

Se observasse com calma, poderiam perceber que Heitor estava perdendo parte do que seria a sua vitalidade. Essa aura escura que o cercava estava sendo drenada gradativamente como fumaça pela boca de Natalia, que se mantinha aberta e parecia sugar o ar, mas não emitia nenhum tipo de som. A boca de Natalia também estava aberta de uma forma natural e não parecia nada grotesco, tirando a energia que emanava do corpo dela, ela parecia completamente normal.

 

― Filha! ― Elisa tinha chegado nesse momento, com a sua espada de lâmina azul em punho, e parou próxima a Mara, que assistia silenciosamente toda a cena. Ela ficou ali ao lado de Mara com uma visão chocada e se lembrando do que Rael havia dito antes. De repente, ela se sentiu estranhamente culpada com algo, e Mara ao lado não podia adivinhar como Elisa se sentia e qual seria o motivo.

 

― Aaah... aaaaaah.... AAAAAAAAAAAAAAAAAAH! ― Heitor teve primeiro boa parte das energias mortais sugadas. Mesmo que continuasse tentando resistir, seu rosto estava se contorcendo em dores e seu corpo era arrastado cada vez mais para perto de Natalia. Todos podiam ver Heitor sendo puxado, mas ninguém entendia o sofrimento dele, isso porque Natalia parecia está apenas puxando o ar ao redor.

 

― Pareeeee! Eu... nunca mais... Aaaaah! Não mexerei mais com ela... Prometo! Aaaaaaah! ― Heitor gritava desesperado e foi então que Mara e Elisa ficaram ainda mais boquiabertas. Fragmentos da pele de Heitor estavam sendo arrancados de seu rosto, e podia-se ver agora sangue e energia sendo absorvidos por Natalia junto com o ar em volta. Isso só parecia tornar as dores de Heitor ainda maior.

 

Heitor ficou de boca aberta, esboçando um grito de dor e desespero, mas não conseguia emitir mais nenhum som. Seu corpo se estilhaçou em um monte de pedaços de energias escuras e sangue, e começou a dirigir-se para a sucção de Natalia em forma de redemoinho. Assim que terminou de ser sugar Heitor, Natalia fechou a boca tranquilamente. A moça ficou parada por um instante, como se quisesse confirmar que não restava mais nenhum vestígio daquele ser. Heitor havia sumido completamente da existência. Elisa e Mara ficaram paradas olhando para Natalia, que estava virada de lado para elas.

 

Ainda com o corpo cercado de aura daquela aura mortal, Natalia se virou e olhou para Mara e Elisa. As duas mulheres estavam em absoluto silêncio, com expressões complicadas e com suas armas nas mãos. As duas sentiram que não era Natalia quem as fitava. Se Natalia fizesse qualquer movimento, elas duas iriam recuar imediatamente. Elas podiam sentir que era outra presença no corpo de Natalia, e isso era ainda mais firme nos pensamentos de Elisa, que já sabia do real estado de sua filha.

 

Natalia ficou ali por cerca de três respirações olhando para as duas mulheres até de repente se sentir fraca enquanto desmoronava para frente. A aura de morte dela desapareceu enquanto seu corpo caía sem nenhuma resistência ou apoio. Elisa foi a primeira a avançar e pegar sua filha antes dela tocar no chão. Mara também avançou, mas chegou um pouco atrasada.

 

― Mara, o que deu nela? Como ela ficou assim? ― perguntou Elisa olhando de lado para Mara, agora com Natalia nos braços.

 

― Eu não sei, tudo aconteceu de repente... Vamos entrar, rápido! ― disse Mara e já avançou abrindo a porta de sua casa. Elisa entrou atrás carregando Natalia.

 

Depois de se acertar com Elisa e torná-la escrava de Natalia, Rael devolveu os pertences e seus anéis a ela, alterando o nome de Andréa para Elisa. Elisa ficou encarregada de cuidar e vigiar sua filha, tudo que ocorresse deveria ser passado para Rael e Alexia. Alexia e Verônica não estavam presentes no momento, então só restava passar as informações para Rael.

 

― O que você estava fazendo, Elisa? Nós quase fomos mortas! ― reclamou Mara, fechando a porta atrás quando Elisa entrou com Natalia em seus braços. A mulher não respondeu nada e levou Natalia diretamente para o quarto no andar de cima, a deitando com cuidado e carinho na enorme cama de casal deles. Mara seguiu atrás, mantendo os olhos em Elisa. Ela podia ter se tornado uma escrava, mas não era por isso que Mara ia aceitá-la como igual aliada. Além disso, Mara já tinha um tipo de amor por Natalia muito além de um simples afeto familiar. De certa forma, Mara sentia ciúmes de Natalia e a protegeria de qualquer coisa ou situação. Se algum homem sonhasse em olhar para Natalia, Mara até mesmo podia querer explicações sobre o caso. Isso não era incomum, o amor que ambas desenvolveram uma pela outra aumentou muito depois que tiveram relações à duas.

 

― Eu estive ocupada. Estava passando instruções para o seu pai sobre a Formação de Julgamento. Desculpe ter demorado... ― mesmo que Elisa tivesse ignorado a pergunta na porta, ela se manteve respeitosa com Mara assim que colocou a filha na cama, confirmando que ela estaria em segurança. Mara ficou olhando um pouco ansiosa para a mulher, mas parou de reclamar, vendo que a explicação dela era plausível.

 

― Você precisa de mais alguma coisa de mim? ― perguntou Elisa, mantendo o olhar respeitoso para Mara. Mara era a primeira esposa de Rael e Elisa jamais sonharia em ofender essa importante pessoa. Pelo menos, não mais pensaria em ofendê-la.

 

Mara, vendo Elisa tão obediente e explicando sua ausência sem contradições, perdeu a vontade de continuar irritada e ficou séria, olhando com preocupação para Natalia.

 

― Temos que chamar Violeta ou alguém para ver o estado de Natalia... ― disse Mara.

 

Depois de tentar chamar Violeta, Emilia e Rika sem ter nenhum retorno, Mara se sentiu um pouco aflita. Elisa ficou parada aguardando por novas ordens.

 

― O que está acontecendo? Por que ninguém responde? ― perguntou Mara confusa.

 

― Eu vou falar com os seus pais. Fique aqui com Natalia, por favor ― disse Elisa. Mara concordou e Elisa saiu como um vulto, batendo a porta em seguida.

 

― O que será que está acontecendo? Será que elas estão ocupadas demais para me responder? ― Mara se perguntou sozinha. Depois se conteve, pensando em falar com seus pais, mas como Elisa já foi de encontro a eles, decidiu se deitar ao lado de sua prima. Mara estava sentindo dores agudas onde foi atingida por Heitor, mas decidiu ignorar, tudo que ela queria era ficar perto de Natalia por enquanto, ela sabia que, depois, Rael iria curá-la e ficaria tudo bem.

 

Mara abraçou Natalia carinhosamente e beijou o rosto de sua prima sem medo. Natalia parecia dormir suavemente, como se nunca tivesse acontecido nada, mas naquele momento Mara se sentia extremamente preocupada. Ela teve a sensação de que Natalia estava prestes a ser arrancada dela e, se fosse, ela poderia perder uma das pessoas que mais aprendeu a amar.

 

Mara, então, envolveu Natalia em um abraço forte. Mara encostou o rosto no peito da prima e fechou os olhos sentindo um perfume agradável que fluía de Natalia. Naquele momento ela apenas desejou ficar assim com sua prima enquanto seu coração batia fora de ordem em seu peito.

 

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Rika ficou chocada ao perceber que Nero ainda estava vivo e com poucos ferimentos. Os anéis na mão de Nero estavam todos destruídos e as roupas dele estavam um pouco queimadas, com partes da pele em igual estado. Os ferimentos dele eram, em um todo, superficiais.

 

― Você é mais poderosa do que pensei, mas não tem chances contra mim. ― disse Nero, sem parecer muito surpreso. Pela expressão de Rika, o imperador percebeu que sua oponente não poderia repetir aquele poderoso ataque. Se não fosse pelos anéis mágicos de defesa de Nero, ele teria morrido, mesmo tendo o elemento Raio como sua liberação principal.

 

Nero, antes de qualquer coisa, engoliu algumas pílulas verdes. Eram pílulas medicinais de seu continente. Depois disso, liberou sua poderosa aura e avançou contra Rika mais uma vez.

 

Rika não tinha ficado parada, vendo que sua habilidade falhou, ela conjurou uma outra técnica. Essa técnica criava um chicote de raios azuis com pouco mais de 50 metros de cumprimento. Como a celestial sentiu que não podia chegar perto de Nero, ela iria se manter lutando à certa distância.

 

Nero, por sua vez, sacou uma espada de porte médio e um escudo em forma de V. Assim que se armou, voou com velocidade, avançando contra Rika.

 

― Não vou deixar você tocar um só dedo em mim! ― Rika rugiu furiosa e cheia de orgulho enquanto batia o seu chicote contra o ar. O chicote de raios tremulava e rugia cheio de energia. Esse chicote era muito mais poderoso do que os raios que Rika lançava antes contra Nero.

 

― ‘Essa mulher... O quão forte ela deve ser?!’ ― Nero pensou chocado, enquanto preparava o seu escudo para se defender. O chicote parecia ter quase vida própria e bateu com força no escudo, causando uma imensa explosão.

 

BOOOOOOOOM! CABOOOOM!

 

A explosão foi acompanhada de um trovão e Rika franziu o cenho irritada devido ao escudo conseguir proteger Nero. Não era qualquer mero escudo que poderia defender aquela técnica.

 

Nero não ficou apenas defendendo, ele sumiu ativando alguma técnica de velocidade e, como um borrão, apareceu ao lado de Rika, já a cortando com sua espada. Rika virou-se a tempo de ver a lâmina objetivando sua garganta e, se ela fosse um milésimo de segundo mais lenta, teria perdido a cabeça naquele único movimento.

 

Rika saltou voando para trás e moveu o seu chicote, serpenteando-o no ar e fazendo o mesmo avançar contra Nero, que mais uma vez se defendeu com o seu poderoso escudo.

 

BOOOOOM! CABOOOOM!

 

― Você ousou...! ― após sentir um leve ardor no pescoço, Rika percebeu que não conseguiu se esquivar completamente daquele golpe. A lâmina de Nero ainda chegou a raspar sua pele, fazendo seu sangue escorrer desta leve e superficial ferida, e, com a ponta do dedo da mão livre, ela pôde ver seu próprio sangue celestial arrancado de seu corpo. Naquele momento, Rika se tremeu em ódio.

 

― Você é um homem e ousou tocar na minha pele! Você vai morrer violentamente, não importa o preço que eu pague! O único ser que pode tocar em mim é Rael! Seu maldito imperador de merda! ― Rika sentia-se tão furiosa que seus raios tinham aumentado drasticamente em seu corpo. Ainda segurando o chicote de raios, a celestial atacou Nero incontáveis vezes, sem dar intervalo para ele sequer pensar em defender-se daquele constante ataque.

 

BOOOOOM! CABOOOOM! BOOOOOM! CABOOOOM! BOOOOOM! CABOOOOM! BOOOOOM!

 

Nero conseguia se defender com dificuldade aquela onda de poderosos ataques com o seu escudo mas, depois de um tempo, escudo começou a se rachar porque não estava aguentando absorver tanto impacto. O chicote de Rika parecia ter aumentado de tamanho e força conforme a sua fúria. Rika estava furiosa, lançando o seu chicote de um lado a outro e, ainda para completar, atirava raios ao mesmo tempo, tentando acertar Nero de todas as formas possíveis.

 

― ‘Se eu não tivesse gasto tanta força matando aqueles dez reinos finais antes...’ ― Rika, mesmo furiosa, ainda se sentia irritada por ter subestimado Nero inicialmente e ter tornado essa luta tão longa.

 

― ‘Essa mulher definitivamente não é apenas um reino final comum...!’ ― Nero se sentiu pressionado de novo enquanto foi forçado a recuar vários metros para trás. Rika cessou o ataque para descansar um pouco e, pelo intervalo que se formou, ficou parada, de olhos fixados em Nero, enquanto recuperava o fôlego.

 

Nero retirou uma pedra branca do bracelete, parecendo com um tipo de cristal espelhado, e o tocou no escudo rachado. Imediatamente as partes rachadas do escudo se recuperaram enquanto a pedra foi fundida nele, soltando ondas misteriosas de energia.

 

― Você é a mulher mais poderosa que eu já enfrentei. Nunca vi alguém tão poderoso assim, tenho que confessar. Infelizmente, o seu inimigo sou eu, e eu sou o homem mais forte que reside neste mundo! Você morrerá por minhas próprias mãos, senhorita. Técnica: Fusão com a Alma! ― quando Nero disse aquelas palavras, o escudo repentinamente começou a vibrar, fundiu-se em seu corpo e sumiu completamente. O escudo, que tinha a cor esbranquiçada, desapareceu e fez a pele de Nero ficar ainda mais alva. Uma junção de energia corria visivelmente pelo corpo do imperador.

 

Quando Rika viu aquela habilidade se ativar, se sentiu ainda mais confusa. A celestial não entendeu bem a técnica de Nero, mas sentiu que o corpo do mesmo tinha ficado mais poderoso e resistente.

 

― Agora você não pode mais me segurar! ― disse Nero e avançou, voando decididamente contra Rika. Ele segurava firme a sua espada, pronto para atacar.

 

Rika brandiu o seu chicote de raios, que serpenteou e bateu violentamente contra o corpo de Nero.

 

BOOOOOM! CABOOOOM!

 

Mesmo o chicote batendo no rosto e nas costas do imperador, pareceu não fazer qualquer efeito. Nero continuou avançando com a espada em punhos, sem sofrer qualquer tipo de dano.

 

― ‘Isso não poder ser possível!’ ― Rika não teve tempo para se chocar. Ela rapidamente conjurou uma outra técnica, desta vez, defensiva.

 

― ‘Escudo da Tempestade de Raios!’ ― Quando Rika conjurou essa técnica, seu corpo inteiro foi cercado por intensas e poderosas descargas de raios. Esses raios cercaram todo o corpo da celestial, envolvendo-a em um raio de dez metros. Cada espaço dentro do casulo que a cercava era composto por milhares de fios elétricos, esses fios rugiam violentamente, como se pudessem rasgar qualquer um que ousasse se aproximar de Rika.

 

Rika sabia que Nero era mais rápido, por isso ela só pôde focar na sua defesa. Ela sentiu que se Nero chegasse perto dela novamente, morreria decepada.

 

― Acha que isso vai me impedir? ― Nero perguntou, mergulhando dentro do mar elétrico em busca da celestial.

 

Nero foi atingido por milhares de ataques de choque em todo os lados possíveis. Seu corpo chegava a tremer fortemente, mas ele não parava de avançar enquanto preparava sua espada para o seu ataque letal. Seus olhos estavam focados apenas em Rika, e ele não parecia sentir nada enquanto avançava dentro do poderoso casulo de raios.

 

― ‘Isso não é possível...!’ ― Rika se sentiu abatida e seu coração disparava fortemente. Tudo que ela fez até o momento não foi capaz de parar esse oponente e, pela primeira vez, a celestial sentiu medo e pensou em Rael. Quando ela estava morrendo na batalha contra os devoradores, ela foi salva por Rael. Mas, dessa vez, ele não podia salvá-la.

 

― ‘Rael não pode lutar... E é tudo por culpa minha...’ ― ela pensou angustiada mas, em seguida, rangeu os dentes decidida: ― ‘Não vai ser qualquer lixo no reino final que irá me matar! Eu não morrerei aqui!’ ― com os olhos vibrando em ódio, Rika conjurou silenciosamente outra técnica. Seu corpo inteiro vibrou com uma poderosa energia elétrica, que continuou jorrando e se espalhando em volta do escudo de raios.

 

Nero já estava a cerca de meio metro de Rika e se preparou para cortá-la, quando uma explosão enorme subitamente tomou o céu. Nero só pôde arregalar os olhos surpreso enquanto cancelava o ataque e tentava se proteger a todo custo:

 

BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!

 

Ventos rugiram pelo ar. Nuvens no céu desapareceram e um espaço de luz se abriu por alguns segundos, mas se fechou rapidamente sendo preenchido por novas nuvens. No solo, o forte vendo arrancou rochas e algumas árvores de seus lugares. Fios de raios caíram na terra e se espalharam no ar por quase um quilômetro inteiro ao redor da região de onde houve a explosão.

 

Nero foi lançado para trás, cuspindo uma enorme quantidade de sangue. Nem sua melhor técnica defensiva conseguiu absorver o forte dano sofrido. Ele teve vários ferimentos graves e parou cabisbaixo. A espada que segurava em mãos teve sua lâmina completamente destruída, o deixando desarmado e indefeso.

 

― Você ousou tocar em mim. Achas que eu esqueci desse fato?! ― A voz de Rika era como um trovão pelo ar. Os olhos azuis dela estavam cintilantes, mergulhados em um mar de raios. Ela surgiu na frente de Nero como um borrão e sua mão cerrou firmemente contra o pescoço dele. Nero tentou lutar, juntando as mãos contra a dela, mas sua força não parecia suficiente.

 

― O único homem nesse e em qualquer mundo que pode me tocar é Rael, mais ninguém! Ninguém! ― a celestial rugiu furiosa e apertou ainda mais, fechando completamente a mão na garganta do imperador. Nero tentou lutar, mas logo seu corpo inteiro amoleceu após ecoar-se um estalo. Rika havia quebrado o pescoço do homem mais poderoso do continente Norte com apenas uma mão. Em seguida, tomou o bracelete de Nero, pensando em dar de presente para Rael como forma de se desculpar e soltou o seu corpo no ar. O corpo inerte de Nero começou a cair sem vida dos céus.

 

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Emilia, Violeta e Alice estavam tentando respirar sem conseguir. Elas ainda estavam desmaiadas, mas estavam morrendo devido a falta de ar. Seus corpos não aguentavam mais nem um minuto ficar perto da erva Alada Brilhante.

 

 

De repente, uma mão feminina pegou a erva do chão em meio a elas e a queimou, transformando-a em nada além de pó. Essa era a mão de uma mulher adulta, com uma aura de morte.