O Herdeiro do Mundo

295 - Incontrolável

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Alice se encheu de um profundo ódio ao ouvir aquela justificativa de Violeta. A jovem violadora se lembrou das muitas vezes em que foi obrigada a tomar o elixir. Quando aquele elixir entrava em ação, o Imperador Demônio era como o salvador para elas porque ele era o único capaz de saciar completamente as tensões de seus corpos causadas pelo elixir. Era repugnante pensar em quantas vezes ela perdeu sua mente por causa daquela droga, e em todas as vezes ela se entregava de corpo e alma para o Imperador Demônio fazer o que quisesse com seus corpos. Não que elas pudessem lutar para recusá-lo, mas quando tomavam o elixir, era como se elas mesmas forçassem seus desejos no Imperador Demônio. Para ela, esse elixir era uma  verdadeira blasfêmia, algo que nunca mais poderia ser mencionado.

 

Violeta ficou trêmula vendo o olhar assassino de Alice sobre ela. Mas não teve alternativas a não ser dizer a verdade. Se Alice o encontrasse e Rael a beijasse, imagine o resultado do desastre? Alice certamente teria de volta toda maldição do seu desejo sexual para com o jovem dobrada, assim como Rael também estaria incontrolável. Eles iriam praticamente se rasgar um no outro. Alice definitivamente mataria Rael depois do coito, ou até mesmo durante o ato.

 

Alice começou a arfar, seus peitos subiam e desciam por baixo de uma blusa escura levemente apertada, denotando suas perfeitas curvas. Ela tinha focado olhos furiosos em Violeta, sem acreditar que a mesma teria mesmo feito tal coisa.

 

― Violeta, você não pode estar falando sério... Diz para mim que isso é apenas uma piada... Você só quer me assustar com essa brincadeira de muito mal gosto, não é mesmo? ― perguntou Alice com um doce sorriso, já entrando em seu estado inexpressivo. Isso fez Violeta temê-la ainda mais. Se Alexia ou Rael estivesse por perto ela não teria tanto medo de Alice mas, naquele momento, ela estava completamente vulnerável.

 

Se as coisas saíssem do controle, Violeta só poderia contar com a ajuda de Emilia para conter Alice, mas ainda assim não seria nada fácil por se assemelhar a força da devoradora Violeta. Violeta e Emilia, naquela época, não foram capazes de enfrentar a devoradora, como teria o resultado melhor contendo Alice?

 

― Me deixe explicar, irmã, por favor ― pediu Violeta, baixando levemente o rosto como uma forma de se desculpar. Alice continuou com um lindo sorriso estampado em seu rosto, ela não parecia estar com nenhum ódio de Violeta, mas Emilia e Violeta sabiam que ela estava furiosa.

 

― Mas é claro que eu te dou essa chance. Fale, querida ― disse Alice sorrindo. Violeta se sentia a cada instante mais aflita. Era muito mais fácil lidar com Alexia do que com Alice. Violeta já tinha percebido isso.

 

― Se você me ferir ou ferir qualquer uma de nós, Rael não vai ficar feliz. Por favor, se contenha até que eu explique tudo, eu tenho um bom motivo para cometer tal ato arriscado ― disse Violeta, tentando permanecer calma. Alice parou de sorrir e voltou à expressão fechada. Ela planejava mesmo dar no mínimo umas boas palmadas em Violeta, mas se lembrou que Rael gostava muito da mesma. Mesmo que os dois não trocassem um único beijo, ela podia ver através dos olhares, ela não era burra. Além disso, Rael tratava todas muito bem. Isso foi um ponto positivo que ela teve de Rael ao longo do tempo que foi convivendo com eles.

 

― Rael ainda é fraco quando se trata de mulheres bonitas, você já deve ter notado isso. Eu criei a poção e dei para Rika usar nele. Eu queria que ele tomasse Rika como um suporte para sua fraqueza. Tendo um momento tão especial com uma humana celestial adulta, Rael se tornaria muito mais apegado a ela. Se apegando a Rika, Rael se fortaleceria contra o desejo de possuir outras mulheres. Esse era o meu plano. Eu temo que, quando nós partimos desse planeta e irmos para outros avançados, alguma deusa possa entrar em nosso caminho, tentando fisgar o nosso Rael.

 

― Um homem que segura seus desejos por suas violadoras, mas não faz o mesmo com o restante. Eu acho que entendi a raiz do problema... ― disse Alice, depois de analisar a explicação por alguns segundos.

 

Violeta e Emilia se entreolharam, Alice pareceu perder a raiva de Violeta, como se estivesse entendendo o porquê dela ter feito aquilo. Ela de repente pareceu se concentrar em outra coisa.

 

― Rael tem todas nós e nos evita porque nos respeita. Acho que a fraqueza dele somos nós mesmas e a forma que ele nos trata. Ter mulheres como nós e não poder tocar deve ser a causa desse problema. ― disse a própria Alice, deixando Violeta e Emilia boquiabertas. A jovem violadora não disse isso com nenhuma raiva, era como se ela estivesse realmente aceitando esse fato.

 

Alice pensou por mais alguns instantes. A promessa de Rael com ela era muito boa, e antes ela não tinha tido interesse no Herdeiro. Mas, sabendo agora, o herdeiro de fato poderia ressuscitar seus entes queridos mortos no passado.

 

Depois de pensar nisso com o que Violeta disse sobre alguém controlar Rael, ela se sentiu extremamente ansiosa. Se ela pudesse controlar Rael, poderia ressuscitar muito mais que apenas os seus pais, ela poderia conquistar muito mais coisa.

 

― ‘Definitivamente, entre as mulheres que Rael possui no momento, eu sou a melhor e a que poderia proporcionar o maior prazer a ele’ ― pensou Alice sorrindo.

 

Violeta e Emilia viram Alice sorrir enquanto parecia olhar para o nada e acharam estranhamente suspeito, mas por medo não disseram nada.

 

― ‘Se for para ter você na minha mão, senhor Herdeiro, deixarei você provar de mim. Em troca, você vai se tornar meu animalzinho de estimação’ ― Alice sorriu quase diabolicamente, e dessa vez não era um sorriso falso. Alice nunca havia pensado em usar seu próprio corpo como moeda de troca, mas após ouvir o que Violeta tinha acabado de mencionar, ela ficou extremamente excitada. Ela iria mergulhar em Rael, fazê-lo se deliciar em seu corpo, mostrando para ele o verdadeiro poder do prazer de estar possuindo uma violadora, uma das mais maravilhosas violadoras. Quanto mais ela pensava, mais ela se tremia de emoção.

 

― Alice... Você está bem? ― Violeta perguntou cautelosamente. Como o assunto era delicado, elas estavam tomando bastante cuidado. Alice se virou para as duas e deixou seu sorriso ficar mais natural.

 

― Já me decidi, eu vou suprir os desejos de Rael. Farei isso para garantir que ele não mais ceda por rostinhos bonitos aleatórios ― disse Alice. Violeta e Emilia tinham expressões de descrença. A única mulher que elas não acreditavam que aceitaria Rael fazer esse tipo de coisa era Alice, mas ali estava a jovem dizendo que iria fazê-lo por ele. Isso era real? O que Rael tinha feito para ela em tão pouco tempo para mudar a mente dela a esse nível? Violeta e Emilia não paravam de imaginar. Alice não era qualquer mulher, ela era uma das três mais belas violadoras e foi ela que começou a rebelião contra o Imperador Demônio. Tudo isso por se sentir usada como um objeto sexual em sua mão. Então, como ela estava aceitando isso tão facilmente agora? Violeta e Emilia tinham expressões preocupadas e descrentes.

 

― Alice, isso é sério? Você não está com raiva? Você fará isso por Rael e não vai mesmo tentar matá-lo em seguida? ― Violeta perguntou preocupada.

 

― Rael tem uma promessa comigo agora. Desde que ele cumpra, eu farei qualquer coisa por ele. Agora, se ele não cumprir a promessa, eu farei questão de matá-lo depois, o farei sofrer tanto que ele nunca se esquecerá de mim ― disse Alice, formando um olhar frio. Ela daria tudo para Rael a fim de controlá-lo, porém, se ele não atendesse aos seus pedidos, ela não deixaria isso tão barato. Esse era o pensamento dela. Uma mulher como ela oferecendo seu valioso corpo merecia ser eternamente recompensada. Alice pensou nisso e sorriu consigo mesma. Pela primeira vez na vida ela pensou que não era tão ruim ser uma violadora e ter o poder máximo da sedução. Se esse poder poderia ser usado para restaurar a sua antiga vida, ela o usaria com todo o prazer.

 

― Se quiserem, eu posso fazer isso ― disse Emilia, que não perdia sua chance de ter Rael. Ela era uma bela violadora e seria tão boa quanto Rika. Na verdade, muitas vezes melhor. Além disso, ela e Violeta concordariam que deixar Rael nas mãos de Alice não seria uma boa escolha. Alice ainda odiava esse tipo de situação e elas não tinham certeza se a promessa de Rael seguraria Alice por tanto tempo. Se Rael ficasse fanático por ela, que desastre isso não poderia causar?

 

― Eu já disse que farei isso. Vocês façam sua parte e eu procurarei por Rael. ― disse Alice decidida, enquanto se virava e saia apressada. Seu coração tremia sobre essa decisão. Mas Violeta estava certa, Rael era realmente fraco contra mulheres bonitas e ela percebeu isso desde que o conheceu. Mas somente nesse momento surgiu essa ideia.

 

― ‘Eu vou definitivamente fazê-lo sentir um prazer tão grande que ele não vai pensar em se deitar com qualquer outra mulher. Depois disso ele vai cair nos meus pés e fazer qualquer coisa que eu pedir’ ― Alice sorriu friamente pensando em vários outros pedidos que ela futuramente faria. Se entregar seu corpo a Rael fizesse Alice ter seus pais e outras pessoas mais queridas de volta, ela o faria sem pensar duas vezes. O que seria algumas transas em troca do poder de controlar o ser mais poderoso de toda a existência? Alice tinha pensado sobre isso depois da promessa de Rael, por isso tinha chegado a conclusão que o melhor não seria confiar nele e, sim, controlá-lo.

 

Alice caminhou apenas alguns passos e de repente sumiu em um portal criado por ela mesma. Emilia e Violeta se viraram apreensivas.

 

― Violeta, o que você acha disso? ― Emilia estava preocupada. Não pelo fato de Alice ter tomado sua frente, mas pelo fato de não ter certeza sobre as reações daquela jovem mulher.

 

― Eu não sei o que ela pensa, mas ela não parece querer matar Rael. Acho que ela pensa em controlá-lo. Assim que falei sobre a fraqueza dele ela tomou essa atitude.

 

― Devemos nos preocupar? ― Emilia continuava tensa.

 

― É melhor Alice controlar Rael do que outras mulheres desconhecidas. Pelo menos ela tem os mesmos objetivos que os nossos.

 

― Mas ela não ama Rael, ela não está nem aí para o que ele sente ― reclamou Emilia, se sentindo injustiçada. Ela tinha se oferecido e ninguém pareceu se importar.

 

― Eu sei, mas nesse momento temos coisas mais importantes para nos preocupar. Pode ser que Rael não se deixe ser controlado por ela. Se ele aprendeu alguma coisa com Elisa transformada em Nastácia, Alice poderá ser um valioso teste para ele ― disse Violeta, parecendo pensativa.

 

As violadoras suspiram quase simultaneamente. Se Rael caísse nos encantos de Alice, elas não poderiam fazer nada, apenas assistir a mesma controlá-lo feito uma marionete. Mas Emilia concordava com Violeta no ponto de Alice ser melhor do que alguma outra mulher de fora.

 

― ‘Rael... Resista a ela...’ ― mesmo assim, Violeta torceu para Rael suportar o que futuramente estaria por vir. Conhecendo Alice, ela iria fingir amar o jovem e então se tornaria a melhor garota dele, ela faria tudo para passar a melhor imagem e fazer Rael se sentir incrivelmente confortável com ela de todas as maneiras possíveis, seja na cama como na vida social. Se Rael caísse nos encantos de Alice, ele seria de fato controlado por ela.

 

Violeta e Emilia tinham pensamentos parecidos. Não seria difícil Alice fazer Rael se apaixonar e viciar em seu corpo. Somando sua maravilhosa aparência com a sua astúcia, Alice era deveras perigosa para Rael. Elas tiveram que ignorar esses pensamentos, estava na hora de exterminar alguns invasores do reino final.

 

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Na direita do acampamento, havia um rio depois de uma pequena parte da floresta. Esse rio foi o local onde Rael fez a Evocação das Bestas para causar confusão no acampamento e salvar um grupo da provável escravização. No local, havia uma mulher de pé parada na margem do rio na parte molhada da terra. Ela observava as águas a frente com seus belos olhos verdes fortes, concentrada em seus próprios pensamentos, tentando lutar para recuperar o que acreditava ter perdido.

 

Essa mulher tinha feições e curvas atraentes, ela não era de nenhuma família importante nem mesmo de algum clã, mas sua aparência era muito bela. Ela era um pouco alta e possuía um porte físico médio, uma pele branca e lindos cabelos escuros, lisos e longos, agora quase alcançavam a cintura e balançavam calmamente ao ritmo de uma leve brisa. Antes os seus cabelos eram curtos, mas com o tempo os deixou crescer um pouco mais, o que a tornava ainda mais bela.

 

Ela não estava passeando naquele local por acaso, há muitos dias essa moça procurava por respostas. Desde que fora hipnotizada por Violeta, Janete não se lembrava de se sentimentos por Rael. Mas ela ainda sentia uma dor constante de saber que perdeu algo em sua vida, algo muito importante para o seu coração e seus sentimentos. Janete constantemente chorava sozinha em seu quarto e nem ela mesma entendia a razão do pranto. A sensação que ela tinha era de ter sido abandonada, largada como algo inútil, que não valia absolutamente nada. Janete estava acostumada a ser apenas um rosto bonito sem o mínimo status, mas essa não era a questão. O que ela vinha sentindo ultimamente a enchia de dores e de pensamento depressivos, que a fazia ter constantemente a vontade de tirar a própria vida.

 

A maior dor de Janete era a de se sentir abandonada, ela não sabia pelo quê ou por quem, mas sentia que havia sido abandonada. Várias vezes ela choraria pensando nisso. É claro, ela fazia essas coisas escondida de sua família para ninguém descobrir, mas eles já tinham notado o quanto ela havia mudado. Por alguma razão, quando ela pensava  em ser abandonada, Rael surgia em sua mente. Rael era um jovem bonito e também o seu mestre, mas ela não sentia nada pelo rapaz então ela não entendia esse sentimento. Sem mencionar que Rael nunca deixaria de vê-la sempre que passasse no clã, então por que ela pensava assim dele? Ela mesma não entendia a razão desses pensamentos confusos.

 

Essa não era a primeira vez que Janete foi até aquele acampamento abandonado, já era a terceira visita. Ela se lembrava de ter sido salva por Rael, mas não se lembrava da parte em que se ofereceu a ele como agradecimento, essa parte de suas memórias estava ligada a sentimentos dolorosos que foram forçados a serem esquecidos pela hipnose de Violeta. Então, embora ela soubesse que Rael fez tudo por ela, ela não se recordava de agradecê-lo e se sentia perturbada em pensar no quão ingrata teria sido para com ele. Mas sempre que ela chegava nesse ponto, a mente dela parecia dar um nó e esquecia do assunto, depois ela recomeçaria tudo novamente, em um ciclo infinito.

 

― ‘Por que será que penso tanto em Rael?’ ― ela se perguntou sozinha, depois de praticamente ver o rosto do jovem sorrindo no meio das águas para ela. Naquele momento ela teve raiva e queria até atirar uma pedra no rio em cima da imagem. Ela bufou furiosa, como se nem ela mesmo entendesse isso e seu peito começou a subir e a descer aflita. Vir ao lugar onde tudo começou parecia causar nela um certo desconforto, mas, mesmo assim, ela sentia que estava ajudando a pensar mais detalhadamente.

 

Janete flutuou no ar prestes a partir. Esses pensamentos indesejados estavam a incomodando demais e ela queria ir embora para deixar de pensar nisso. Mas de repente ela parou, sentindo uma presença familiar não muito longe. Ela reconheceu a energia quase que institivamente.

 

― ‘Rael?’ ― ela se perguntou virada, flutuando no ar em direção ao acampamento. Das outras vezes que ela veio a esse local, ele nunca esteve e isso a deixou curiosa. Ela não pensou muito e partiu voando na direção do seu sentido.

 

Não demorou muito para ela encontrar o jovem de costas, sentado no chão e abraçando o próprio corpo. Ela ainda estava flutuando acima dele e ele não parecia tê-la notado. Olhando em volta, Janete não viu mais ninguém, mas encontrar o seu mestre Rael naquele estado a deixou estranhamente desconfortável. Ela pousou silenciosamente nas costas dele com um ar curioso e preocupado. Como ela sentiu que havia algo de errado, hesitou antes de dizer qualquer coisa. Chegou a abrir a boca algumas vezes, mas  desistia logo em seguida. Em vez de falar, ela se aproximou um pouco mais e só então percebeu que ele se abraçava e seu corpo estremecia, como se estivesse sofrendo algum tipo de dor.

 

― Mestre Rael, você está bem? ― Janete perguntou e foi se aproximando preocupada com o rapaz.

 

Quando Rael ouviu uma voz feminina próxima, ele sentiu seu corpo inteiro tremer num âmbito furiosamente voraz. A voz dela soava tão doce em seus ouvidos que parecia ser o cântico de uma deusa. Ele pensou naquele momento que nunca tinha ouvido uma voz feminina tão bela em sua vida.

 

― Você não deveria ter vindo aqui... ― disse Rael se soltando lentamente. Ele se virou tremendo na direção da jovem e seus olhos irradiavam uma aura vermelha. O elixir estava quase em total efeito. Na calça de Rael podia facilmente ser visto um monte levantado, que não baixaria tão cedo.

 

― Rael?... ― confusão e susto encheu o rosto da bela mulher. Ela sentiu como se os olhos de Rael penetrassem por todo o seu corpo e um medo involuntário surgiu nela, a fazendo recuar alguns passos para trás. Os olhos de Rael carregavam luxúria e um forte sentimento de desejo, que ela conseguiu sentir fazendo todo seu corpo estremecer. Apenas por encarar de volta os olhos penetrantes de Rael, ela já se sentia dessa maneira.

 

Rael agora estava de pé, se tremendo sem parar. Ele até tentava, mas não conseguia mais lutar contra o desejo de possuir uma mulher, e poderia ser qualquer uma, não importava qual. Ele apertou os dentes e focou seus olhos em sua única presa visível, Janete. Rael avançou correndo rapidamente para cima de Janete, não podia deixar que ela fugisse. Se ela fugisse, ele não poderia mais descarregar todo aquele desejo infernal que atormentava seu corpo e sua mente, já quase totalmente desequilibrados.

 

Janete, vendo o avanço de Rael, se sentiu confusa. Ela tinha parado de recuar e não entendeu as ações de Rael, principalmente porque não havia nenhum instinto assassino, apenas a sua expressão e seus olhos pareciam desfocados.

 

― Rael, o que está acontecendo com você? ― Perguntou Janete, ainda em dúvida, pensando se deveria fugir ou não.

 

― Eu preciso de você, Janete! Me ajude! ― Rael gritou com os braços estendidos e seus olhos queimando, Janete iria fugir se ele não tivesse gritado. A moça teve a sensação que precisava fugir, mas não o fez e Rael conseguiu alcançá-la. Imediatamente agarrando a mulher, Rael a envolveu em um abraço apertado e beijou sua boca com força sem qualquer explicação. Janete se sentiu beijada violentamente pelo seu mestre e quase não conseguia respirar mais.

 

― Rael... o que... está... fazendo? ― Entre as pausas de beijos e arfadas ela tentou falar, mas conseguia com bastante dificuldade.

 

― Janete, eu quero você! Eu preciso muito do seu corpo! ― Rael rugiu, quase parecendo um animal ensandecido, beijando a jovem com força. Ombro, pescoço, rosto, queixo, orelha. Onde Rael alcançava, ele a beijava. Janete também havia visto o volume da calça de Rael antes, e agora o mesmo volume estava sendo pressionado contra as suas pernas. Tudo isso fez o coração de Janete entrar em colapso enquanto era envolvida quase violentamente pelo jovem rapaz.

 

--> Fim do Capítulo <--

 

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