O Herdeiro do Mundo

287 - Energia da Morte

A tal montanha do Sábio não era longe, ficava próxima da capital, o que fez os três chegarem rapidamente no local. De cima da montanha era possível ver as luzes da capital, embora não fosse possível ver até o final do território Torres.

 

― Parece que ele morava aqui ― Alexia estava olhando uma pequena e simples cabana feita de bambu. Essa cabana estava muito suja e abandonada já há longos tempos. Parte dela estava até mesmo destruída pela própria natureza.

 

― Sim, eu já o visitei duas vezes. Era aqui mesmo ― concordou Verônica, sem muita surpresa. Rael ficou junto a elas olhando em volta, mas ele não era exatamente de grande ajuda. Seu trabalho nesse grupo foi de apenas reunir informações. Quanto ao resto, Verônica e Alexia que deveriam cuidar.

 

                Estava noite e o céu acima estava bem estrelado, com pouquíssimas nuvens visíveis.

 

― Eu vou começar com a Visão Passageira ― conforme Verônica disse, fechou os olhos calmamente e ficou de cabeça baixa por aproximadamente um minuto, depois ela começou a olhar em volta com os olhos brancos, irradiando luz enquanto mencionava épocas.

 

― ... 13 anos atrás... 14 anos atrás... 15 anos atrás ― ela parou ai e ficou observando em silêncio. Alexia estava parada ao lado sem incomodar e Rael estava do outro, também em silêncio. A matriarca virava o rosto de um lado a outro e até olhou para Rael, mas não parecia estar o vendo.

 

― Vejo muitas pessoas aqui esperando. Está de manhã, ele ainda não estava atendendo o público. Parece estar arrumando algumas coisas dentro da cabana ― após dizer isso, Verônica avançou para frente e entrou na cabana que tinha a porta derrubada. Alexia e Rael a seguiram em silêncio e ficaram atrás dela, tomando cuidado para não ficarem muito próximos e acabarem por atrapalhar. Nesse estado Verônica não os enxergava, apenas a sua visão.

 

                A cabana por dentro não tinha nada. Aparentemente tinha sido invadida quando o sábio a deixou. Se houvesse qualquer coisa de valor antes, as pessoas certamente a levaram.

 

― Ele parece estar arrumando as coisas para sair... Está segurando algum tipo de pasta com símbolos de energia que brilham, mudando de cor.

 

― Espere, que símbolos são esses? ― Alexia perguntou interessada.

 

― Um deles parece uma cabeça com braços para cima, o outro parece um tipo de montanha, todos brilham entre verde e vermelho e são pequenos, como a  unha de uma mão. Vejo outro...

 

                Enquanto Verônica ia descrevendo, Rael ficou ouvindo com atenção, pensando se haveria algum símbolo igual ao dele, mas até o momento nenhum era similar. Verônica continuou descrevendo conforme Alexia pedia, os olhos dela ficavam irradiando uma luz branca constante. Como ela era um reino final, seu poder era quase ilimitado e ela poderia passar horas usando aquela habilidade sem nenhum tipo de problema.

 

― Esses símbolos geralmente são usados por deuses... ― disse Alexia depois de alguns segundos, com um tom desanimador.

 

― O que quer dizer? ― perguntou Verônica. Ela não podia ver Alexia e Rael nesse estado, mas escutava suas vozes.

 

― Eu ainda não tenho certeza, mas acho que esse velho Sábio na realidade deva ser um servo, e não a cabeça por trás desse jogo do Espectro. Vamos continuar trabalhando.

 

                Como Rael não tinha muito como ajudar, ele decidiu voltar para casa. As duas não reclamaram e assentiram facilmente.

 

                Rael estava bastante preocupado com Natalia. No começo parecia que ia ser muito fácil, mas Verônica tinha que ficar voltando dias a dias e isso era demorado. Ela tinha que achar os últimos instantes do tal velho para saber como ele sumiu, de que forma viajou e se havia formas de consegui segui-lo e capturá-lo. As duas juntas iriam descobrir cedo ou tarde, e Rael as deixou encarregadas disso.

 

                Rael pediu para suas duas guardiãs arrumarem algo para fazer durante esses dias. Agora que os perigos tinham passado, elas poderiam relaxar um pouco. Isabela e Keylla entendiam que Rael era um homem casado com várias mulheres e ele tinha que dividir esse tempo.

 

Isabela decidiu levar Keylla em sua personalidade normal para o clã Esperança, onde sua irmã e os discípulos de Rael estavam. Elas passariam alguns dias lá enquanto ele estivesse ocupado. Além disso, Rael também pretendia cultivar por um tempo. Nenhuma delas ficou muito nervosa, isso porque Rael não pretendia ficar muito mais tempo naquele mundo. Uma vez que ele estabelecesse seus objetivos, ele completaria o seu cultivo e partiria para um novo mundo, onde ele seria só delas duas e das celestiais que iriam acompanhá-los. As violadoras não podiam ficar com Rael, então elas estavam muito satisfeitas nesse quesito.

 

As duas decidiram que a partir daquele ponto não iam deixar Rael respirar sozinho para que ele nunca mais ousasse ter qualquer outra mulher, não importando qual fosse. Mesmo a Keylla de personalidade comum estava disposta a ajudar Isabela com esse objetivo.

 

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                Rael voltou para a sua primeira e segunda esposa como havia prometido e passou a noite com as duas. Os três aproveitaram cada segundo juntos.

 

Rael não mencionou qualquer coisa do estado de Natalia, aquilo era mantido em segredo entre apenas os que precisavam saber, com exceção de Elisa. Rael quis contar a ela por duas razões, a primeira é que ela era a mãe de Natalia, e a segunda, é que se precisassem reescrever o contrato, Rael jogaria o Espectro para cima dela, salvando Natalia. Já que Elisa involuntariamente havia feito o contrato com o falecido marido, ela que assumisse. Por essa razão ele tinha explicado tudo a ela, sabendo que ela não seria louca de contrariar algo pelo bem de Natalia.

 

O tempo passou e Rael apagou junto com as meninas em algum momento da noite. Rael, mais uma vez estava no Mundo dos Sonhos. Todos os que acessavam o mundo já se faziam presentes. Alice, Emilia, Violeta, Isabela e Keylla, com sua personalidade normal.

 

Alice não gostava de ler muito, então na maioria das vezes ficava sentada olhando a paisagem dos bancos do lado de fora do galpão. Diferente de como Violeta a descrevera, Alice até o momento nunca havia causado nenhum transtorno. Das coisas que ela não gostava, simplesmente se afastava e deixava os demais em paz. Rael todos dias ficava alguns segundos ao lado dela, olhando a paisagem em companhia, sem dizer uma palavra um para o outro. Ela não tinha raiva de Rael pelo que aconteceu no início, mas também não mostrava qualquer sinal de carinho. Era como se ela apenas aceitasse o atual estado.

 

― A cada dia que passa, esse mundo cresce mais... ― Rael comentou sentado ao lado de Alice, olhando as placas gigantes de metais agora quase sumindo no horizonte. Alice se virou para o rapaz por um instante, ela não precisava fazer o mínimo de esforço para parecer deslumbrante. A beleza de Alice não havia igual. Mas, nesse momento, Rael não estava sentado com ela por esse motivo, a verdadeira razão é que os dois conversavam muito pouco ultimamente, apenas no inicio das apresentações tiveram uma boa conversa. Depois Alice mal o cumprimentava, assim como qualquer outra pessoa. Era como se Alice quisesse se afastar de todos.

 

                Alice era completamente diferente de Emilia. Ela não acreditava que Rael pudesse ter o mesmo poder que tivera na vida anterior, ela não acreditava que poderia mesmo ser liberta de sua maldição. Mas, como Rael continuava mantendo a sua palavra de respeitar as violadoras, então ela respeitava Rael em certa reciprocidade. O respeito dela por Rael já seria o fato de não tentar matá-lo e não incomodar em seus planos ao impor suas vontades. Embora ela não acreditasse que poderia ser liberta, ela também não forçava ninguém a nenhuma situação extrema. Mesmo assim, Rael sempre passaria alguns minutos de seu dia com ela, ele se sentia na obrigação de fazer isso, desde que a libertou.

 

Na maioria das vezes, Alice sempre ficava em silêncio, parecendo apenas suportar forçadamente a companhia de Rael mas, conforme a cena foi se repetindo, ela começou a se sentir estranha e um pouco incomodada com o rapaz.

 

― Você não precisa se importar comigo. Nada do que você me disser vai mudar a forma que eu penso de você ou de qualquer outro homem. Apenas mantenha o acordo em mente e eu não farei mal a você ou a qualquer um dos seus aliados, mesmo se for aquela pirralha dragão.

 

― Eu não posso ignorar você ― disse Rael sem se virar para a jovem violadora, ele continuou olhando a frente e pareceu ficar em silêncio novamente.

 

― É claro que não, homens não conseguem ignorar uma mulher bonita. Sei bem como vocês funcionam, e no que vocês pensam diariamente. Você nunca deve ter se esquecido daquele momento comigo, foi pouco, mas foi suficiente para ser guardado eternamente em sua memória ― respondeu Alice, mostrando um certo desdém.

 

― Verdade, impossível esquecer uma coisa como aquela, mas não é por esse motivo que fico perto de você. Eu sinto que você está solitária ― disse Rael e os olhos de Alice se estreitaram.

 

― Solitária, eu? Você está com algum tipo de problema mental? Saiba que eu estou muito bem! Eu não preciso de sua atenção!

 

― Você não está sozinha, Alice, está cercada de irmãs e de pessoas com os mesmos objetivos. Não precisa se sentir uma estranha em nosso convívio ― disse Rael sem se preocupar com as palavras dela.

 

Alice não falava muito no esconderijo, e quando vinha a esse mundo se afastava de todos. Rael não conseguia entender o motivo e por isso ele sempre fazia companhia a ela.

 

― Pare de ser intrometido! Da minha vida eu faço o que quiser, você não precisa se preocupar comigo. Você não é nada para mim e eu não sou nada para você. Então, pare de fingir que se preocupa ― Alice disse tudo friamente e levantou para se afastar.

 

― Você não acredita em mim. Deve achar que tudo isso é perda de tempo, não é? Que eu não vou conseguir libertar vocês ― disse Rael, fazendo-a parar de costas.

 

― E como acha que vai fazer isso com esse seu fraco e estúpido poder? ― ela perguntou parada, como se tivesse dando uma chance para Rael se explicar e convencê-la.

 

― Eu irei me recuperar, e um dia voltarei a ser tão poderoso como já fui.

 

― Grande merda!  Você só vai ser morto novamente, como na primeira vez. Isso se conseguir ficar vivo até esse dia chegar. Humpf! ― Alice já ia seguir quando ouviu Rael dizer.

 

― Isso não vai acontecer. Dessa vez será diferente. ― disse o jovem, fazendo-a parar novamente.

 

― E o que te faz pensar que dessa vez será diferente?

 

― Eu tenho você e as outras violadoras, tenho Alexia e muitos outros aliados. Dessa vez eu não vou lutar sozinho. Eu preciso de sua ajuda, Alice, preciso que acredite em mim e também preciso que acredite nos outros ― Rael disse, fazendo Alice ficar ali parada por alguns instantes. Ela não se voltou para Rael, e Rael não podia ver sua expressão, mas o pulso dela tremia.

 

                Por alguns instantes ela ficou ali parada e Rael continuou olhando a paisagem ao fundo. Ela se virou levemente de lado para Rael mas não disse nada. Depois disso, sua expressão voltou a ficar séria e ela se afastou em definitivo.

 

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                Na cidade Elunia, onde Rael viveu inicialmente por alguns dias com a sua falsa família, a noite parecia tranquila. Pessoas iam e vinham ocupadas com seus assuntos da madrugada. Na beira leste da cidade, se encontrava um clã de porte pequeno, que não era estranho. O nome desse clã era Asura. James, o jovem mestre filho do patriarca, há muito tempo tinha morrido e eles pensavam apenas que havia desaparecido no evento até o dia de hoje. O patriarca já tinha desistido do filho sumido há algum tempo, mas a tristeza ainda abalava seu coração.

 

                O clã Asura era apenas um clã pequeno, o patriarca deles, que era o cultivador mais forte, estava apenas no décimo reino, enquanto seus elders estariam entre o oitavo e nono reino. Para um pequeno clã, não era tão ruim, sua força era mediana. Os recursos deles eram poucos, mas eles conseguiam sobreviver.

 

                Dentro do clã havia dois homens jovens treinando no fundo, trocando golpes com espadas de madeira. Os dois eram naturalmente irmãos, um mais velho e o outro mais novo.

 

― Irmão, você pode fazer melhor que isso! Vamos! Lute com mais firmeza! ― Sergio dizia para o rapaz mais novo. Os dois um dia já haviam cruzado o caminho de Rael.

 

Tomas era o jovem rapaz que no início tentou passar por cima da compra de Rita e Rael bateu em seus dois escravos, fazendo em seguida ele urinar nas calças. Sergio foi o homem que depois veio tentar uma retaliação por seu irmão e acabou sofrendo mais ainda nas mãos de Rael.

 

―Irmão, eu estou cansado. Vamos fazer uma pausa ― disse Tomas, enquanto suor descia de seu rosto e ele fazia a espada de madeira sumir, voltando para o seu bracelete. Desde a época que foram severamente humilhados por Rael, os dois treinavam dia a noite sem jamais esquecer as coisas que aconteceram naquele tempo.

 

― Em pensar que aquele Samuel era na verdade Rael, filho do patriarca do clã Torres... Eu ainda fico pensando nisso por várias vezes, não consigo evitar o pensamento ― disse Tomas, depois de alguns instantes. Ele tinha se sentando ao lado da muralha de madeira de três metros que cercava o clã e seu irmão mais velho sentou-se ao lado.

 

― Ainda bem que ele nunca veio atrás de vingança conosco. Dizem que atualmente ele está no nono reino, mas matou o próprio pai, o grande patriarca da família Torres, o senhor Romeo ― disse Sergio. Mesmo que Romeo já tivesse morto, eles ainda não pareciam ter coragem de desrespeitar tal nome.

 

― Se eu soubesse naquele dia na cidade que ele nos causaria tantos problemas, eu nunca teria sido tão arrogante ― disse Tomas, se lembrando do dia que quis atropelar a compra de Rita. Na ocasião ele achou Rita bonita e até pensou em investir, mas como a viu com Rael, ele ignorou na época e agiu arrogantemente.

 

                {{Nota: Na outra linha do tempo, do mundo paralelo, foi assim que Rita e Tomas se conheceram. O rapaz insistiu em ser arrogante e no fim surpreendeu a moça, dizendo que na verdade tinha comprado a tiara para dar de presente a ela. Nessa linha do tempo não havia um Samuel, era somente os dois, e isso fez Rita gostar de Tomas, afinal ela não estava acostumava a receber cantadas. Dias depois, os dois começaram a namorar e, conforme os anos se passaram, se casaram, sendo Nicolas foi o fruto desse casamento. E, por fim, todo o resto aconteceu com o surgimento dos devoradores.

 

                Mas nessa linha “certa” do tempo, Rael interferiu com sua presença e com seus atos, mudando todo o futuro de Rita e, infelizmente, o fazendo ser mais curto do que deveria.}}

 

― Essa foi a maior besteira que você já fez na vida, irmão mais novo. Não deveria provocar aquele jovem. Eu quase morri por sua culpa. Nunca tinha contado isso antes, mas juntei alguns homens e tentei matá-lo naquela vez. Não foi uma besta que quase me matou, e sim, ele. Eu lutei contra ele e fui vencido, ele me bateu até que eu desmaiasse, foi só quando eu acordei que encontrei a besta e fugi. Parece que os homens foram mortos pela besta, mas foi Rael quem me derrotou ― admitiu Sergio, pela primeira vez em muito tempo. Ele não tinha contado essa história nem mesmo para o mestre James. Se James soubesse disso na época, talvez ele não tivesse subestimado Rael.

 

― Irmão, ele é um monstro. Você não tem que se envergonhar em dizer isso, eu é que peço desculpas de ter pedido sua ajuda na época ― disse Tomas em um tom tímido após ouvir a história. Só o fato de Sergio o perdoar, ele já havia ficado bastante satisfeito.

 

― Agora só nos resta rezar para ele nunca se lembrar de nós... ― disse Sergio se levantando. ― Vamos treinar por mais um tempo e depois vamos dormir.

 

― Certo! ― disse Tomas animado e se levantou, sacando novamente sua espada de madeira do bracelete. Nesse momento, uma energia estranhamente fria começou a se formar atrás de Sergio. Isso fez Sergio se virar e pular de lado indo para o lado do irmão, ambos os dois olharam o espaço a frente escuro, onde uma pequena esfera negra rodopiava.

 

― Desde que eu morri, ficava me perguntando se sua história era de fato convincente... ― disse uma voz conhecida, fazendo Tomas e Sergio arregalarem os olhos surpresos. Essa voz era do falecido mestre James, aquele que Rael matou no evento. Mas, para eles que não sabiam, era como se James estivesse apenas desaparecido.

 

― Mestre James? ― perguntou Sergio se tremendo. Ele sentiu que toda a história que acabou de contar sobre Rael foi ouvida pelo mesmo e seu corpo se estremeceu de medo, quase como se estivesse um mal pressentimento sobre isso.

 

― Mestre James, por onde o senhor esteve? ― perguntou Tomas em seguida. Os dois continuaram encarando a frente. A formação de energia escura formou um corpo espiritual e meio transparente, escurecido. Esse corpo era naturalmente de James. James apareceu revelando um sorriso sombrio e desdenhoso.

 

― Graças as várias mortes que ocorreram nesses últimos dias, a energia da morte cresceu desse lado. Por essa razão, pequenos espaços estão se abrindo e, pela primeira vez, eu pude sair do Mundo Morto ― disse James olhando o próprio corpo, suas explicações pareciam ser para si mesmo. Tomas e Sergio estavam se tremendo agora. A energia obscura que saia do jovem espirito a frente era uma energia de morte, isso fez eles começarem a suar e tremerem seus corpos enquanto se arrepiavam por cada canto dos seus corpos.

 

― Sergio, se você tivesse me dito naquela época a verdade sobre Rael, eu nunca teria agido com tanta arrogância com ele. Eu morri naquele evento, ele matou a mim e todos os meus homens, e isso é culpa sua! ― disse James, olhando fixamente para o corpo de Sergio. A aura negra varria de seu corpo e transbordava em volta, isso começou a chamar a atenção de alguns guardas, que começaram a se aproximar curiosos. Esses guardas ainda estavam longe e não faziam ideia do que estava ocorrendo.

 

― M-mes-mestre Ja-James o se-senhor es-está... morto? ― Sergio tinha ficado pálido ouvindo isso, não somente ele como Tomas também. Ambos recuaram um passo para trás e suas costas barraram na muralha de madeira.

 

― Estou, mas não se desesperem. Vocês dois também irão se juntar a mim. ― um sorriso ainda mais cruel apareceu no rosto de James e ele avançou flutuando na direção dos dois enquanto suas mãos, se tornavam como garras da morte afiadas, soltando uma alta quantidade de energia assassina.

 

― AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH

 

― AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHH!

 

 

Dois gritos agonizantes puderam ser ouvidos enquanto os guardas do clã corriam para a direção da energia da morte. Mas, quando chegaram lá, tudo que encontraram foram dois corpos sem vida, com buracos em seus peitos. Havia muito sangue pelo chão e em volta, os dois irmãos haviam morrido com expressões horrorizadas.




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