O Herdeiro do Mundo

256 - Um Corpo Perfeito

Rael se sentou no tronco enquanto pensava em tudo que fizera com a outra pessoa que se passou pela princesa. Aquilo tudo começou a assustá-lo.

 

― Não faz sentido! Se alguém tomou a forma dela, por que escolheu a forma de uma princesa para fazer isso? E essa pessoa desconhecida... Ela só pode ser alguém que teve acesso a esse continente para isso. Não acho que seja fácil conseguir tomar a forma de outra pessoa, e ela precisaria de alguma coisa da princesa para tal ― lembrou Rael. Nesse ponto Rael estava certo, as poções que poderiam mudar a aparência e forma só funcionaria com algum ingrediente específico.

 

― O motivo por trás da escolha dessa princesa é claro que foi por causa da aparência dela.

 

― Por que? ― Rael levantou a cabeça encarando Violeta, que estava com uma mão na cintura, o olhando de lado.

 

― Não é óbvio? Toda aquela conversa que tive com você mais cedo se refere a exatamente isso. Nastácia tem uma ótima aparência física e mexeria com o coração de qualquer homem, ainda mais com você.

 

― Por que você me colocou dessa maneira?

 

― A pessoa que escolheu a fisionomia dessa princesa sabe que você é fraco para mulheres bonitas. Veja a suas escolhas oficiais: Natalia e Mara, as duas tem ótimas aparências e cada uma possui lindos corpos. A pessoa que tomou a forma de Nastácia certamente tinha isso em mente. Mas não se culpe, a maioria dos homens teria caído no mesmo golpe.

 

― Mas, se essa pessoa fez isso para me proteger, ela não precisava se esconder... ― disse Rael se lembrando que foi salvo pela mesma, assim como ela salvou Ralf do perigo eminente.

 

― Não acho que ela fez isso para te proteger, penso que ela veio por outra razão. Talvez tentaria te matar ou espionar a sua vida ― disse Violeta. Isso fez Rael se lembrar que ela sempre fazia muitas perguntas a ele. Naquele momento, a expressão surpresa de Rael entregou alguns pontos a Violeta.

 

― Cheguei perto? ― perguntou Violeta.

 

― Acho que sim. Eu contei muitas coisas a ela... ― admitiu Rael, sentindo um frio no coração.

 

― Não se preocupe tanto. No meio do caminho essa mulher se apaixonou por você e decidiu mudar os planos.

 

― Mudar os planos? Então ela veio para me prejudicar mas depois mudou de ideia?

 

― Exatamente. Se ela não fizesse isso, ela não teria te salvado no confronto com Arthur ― Violeta era inteligente. Então, quando entendeu que Andréa só poderia ser outra pessoa, ela mesma começou a fazer as ligações corretamente.

 

― Se apaixonou por mim? Isso não está muito certo ― disse Rael, baixando novamente a cabeça.

 

― Vocês namoraram, não é? Você mesmo admitiu ter ido longe com ela quando falou sobre a marca de Nastácia. Considerando que você tem a minha herança em seu corpo, essa mulher talvez não tivesse real intenção de ficar com você, mas começou a se apaixonar porque não resistiu ― Violeta deu um palpite que fez Rael se lembrar de todas as vezes em que foi recusado no último instante.

 

― Não é possível...! ― Rael estava incrédulo por ele mesmo não ter imaginado essa hipótese.

 

― Ela queria você, mas estava em conflito com ela mesma? Por exemplo, parecia que seria naquele momento e no outro ela não queria mais? ― Violeta sorriu ao saber que acertou em cheio. Rael não contava todos os detalhes para ela, mas Violeta adivinhava enquanto fazia suas deduções e via as expressões que Rael fazia em resposta.

 

― Sim... Acontecia isso mesmo... ― admitiu Rael. Embora houvesse uma desculpa boa na época. Ela queria ser a primeira do dia, ou sempre dizia que não queria fazer depois de Rael ter feito com suas duas esposas.

 

― Então é como eu te falei. Essa Andréa se apaixonou por você. Seja quem for essa mulher, nesse momento ela o ama e deve estar sentindo a sua falta. Toda poção metamórfica chega ao fim, e isso explica o seu sumiço ― disse Violeta, fechando outro tópico. Aquilo só fez Rael se afundar ainda mais em pensamentos.

 

― Violeta, se era uma poção mesmo, por que você não soube na época?

 

― Porque eu não consegui analisar o corpo dela na época devido àquele tipo de escudo. Aquela técnica misteriosa de defesa só nos faz pensar que, junto à poção, foi criado de modo a evitar que ela fosse descoberta. A pessoa por trás disso se preparou bem.

 

― E ela não era nem um pouco fraca... ― lembrou Rael, se lembrando que ela o salvou e também salvou Ralf.

 

― Verdade. O poder que ela demonstrou pareceu ser a de um ser renascido. Você chegou a me dizer que ela controlava o poder das leis, não foi? Então, ela pode ser um décimo segundo reino ou um reino final. Para ser capaz de matar um reino final, ela era alguém de grande poder.

 

                O coração de Rael começou a bater mais forte no peito. Ele pensou em Verônica, mas a matriarca teria dito a verdade se tivesse sido ela. Rael até queria que fosse, visto que agora tinha um Pacto de Sangue com ela e são aliados, mas não era o caso.

 

― Pode ser qualquer uma elder de uma família poderosa, Rael. Você esteve no torneio imperial. Alguma das mulheres que participaram se encaixa no padrão? Tente se lembrar das habilidades usadas, das liberações, qualquer coisa que possa se encaixar com o perfil dela. Esqueça a aparência, uma vez que ela já poderia ter voltado ao normal na época, pode ser uma elder bonita como também pode ser uma mulher feia ― disse Violeta, para Rael não se ater apenas nas de aparência melhor. Isso deixou Rael mais uma vez desconfortável. Ele achou que estivesse com uma jovem garota e agora aparentemente esteve com uma poderosa elder. Não que isso fosse ruim, afinal ele tinha a bela Verônica em mente, mas ela seria dele apenas após o renascimento, o problema maior é que Rael acreditava ter estado com uma moça nova e bonita.

 

― Violeta, você tem certeza que foi uma mulher, não tem? ― perguntou Rael, se recordando daquele elder estranho no torneio que deu em cima dele, cujo nome era Oliver.

 

― Sim, até porque há um limite na transformação. Um homem só pode se tornar um homem, assim como uma mulher, uma mulher.

 

                Rael rapidamente buscou todas as memórias das mulheres do torneio. As elders que lutaram e ele rapidamente teve algumas ideias e possíveis suspeitas, mas nenhuma mostrou o poder de Andréa daquele dia. Embora mostrassem o elemento, ou algo até parecido, nada chegava perto do poder de Andréa. Andréa tinha poder equivalente ao de um reino final e, de todo o Continente Sul, Rael só conhecia Verônica e Neide como reinos finais.

 

― Alguém suspeito?

 

― Alguns, mas não se encaixam em tudo ― disse Rael repassando seus pensamentos pelas elders das famílias poderosas.

 

― Parece que por enquanto não conseguiremos descobrir muita coisa... ― disse Violeta e voltou a olhar para a hipnotizada Nastácia. Violeta tinha deixado a princesa naquele estado para que ela não pegasse os fios da conversa. Isabela continuava em silêncio, apenas esperando o desfecho daquilo.

 

― Rael, esqueça isso por um tempo. Vamos voltar para o que iremos fazer com a princesa que você capturou. Se ela não é a mesma mulher por trás do salvamento de sua vida e de Ralf, o que você fará com essa ela? ― Violeta levantou a questão que não podia ser evitada.

 

                Rael já tinha tirado a princesa do castelo. Roubou-lhe alguns beijos e até outras coisas a mais. Antes de dar qualquer resposta, Rael apertou uma das mãos. Apesar de não parecer, Rael era uma pessoa que assumia seus atos, e naquele momento ele foi pressionado pela sua própria consciência. A princesa não tinha nada a ver com o que ocorreu com ele antes, mas ele tinha dito que a levaria com ele e todas as coisas a mais que ocorreram.

 

― Eu decidi que vou levá-la conosco. Independente de não ter sido ela, eu acabei de certo modo dando alguma esperança a ela. A vida dela ainda é aquilo que eu falei antes, e se ela quis vir comigo por vontade própria, eu ainda devo cumprir o que prometi. Fugirei com ela e a protegerei do pai ― disse Rael.

 

― Oh, tem certeza de que não está fazendo isso pela boa aparência dela? ― Violeta ainda zombou um pouco com um certo riso, mas vendo a expressão abatida de Rael, ela percebeu que foi um pouco rude. Rael não estava muito bom para piadas, o fato de Nastácia ser bonita não tinha mais ligação com ele querer ajudá-la. Na verdade, a causa para aquilo é que Rael já tinha dado sua palavra e todas as coisas mais que sabia sobre ela.

 

― Desculpe-me, acabei sendo rude ― disse Violeta e voltou à sua seriedade.

 

― O que você acha, Violeta? Devo mesmo levá-la conosco?

 

―A saúde dela é perfeita, ela é jovem e não tem praticamente nenhuma experiência de vida, considerando tudo que você me disse. Sendo o caso, essa mulher pode ser uma boa parceira pra você, talvez a mais perfeita parceira humana que você possa ter. Então, eu concordo sim que você deve levá-la com a gente ― explicou Violeta.

 

― O que quer dizer? ― Rael ficou confuso. Antes, Violeta tinha dito que ele não deveria se envolver com uma mulher apenas porque ela era bonita.

 

― Eu fiquei pensando sobre o que você me disse a respeito de ter filhos. Você me disse que tinha cortado o uso das pílulas, então logo começaria a engravidar suas parceiras. Estou dizendo a você que o corpo dessa mulher é perfeito para dar filhos a você, até mesmo sua vitalidade é alta. A vitalidade dela é em torno de 250, para uma humana pura desse mundo pequeno, isso é muito alto para ser ignorado ― disse Violeta.

 

― Isso não tem nada a ver com você querer me ver aumentar os números de mulheres? ― Até Rael estranhou essa resposta.

 

― Nem um pouco. Mas, para termos certeza se é escolha dela, que tal perguntarmos a opinião dela? ― propôs Violeta e automaticamente Rael se lembrou das coisas que ela passava. Era óbvio que Nastácia iria aceitar, ela já tinha concordado com isso antes mesmo.

 

― Você concordando com isso é pouco estranho. Afinal, você mesma era contra eu levá-la, lembra? Teve até aquele papo sobre não confiar em mulheres bonitas ― lembrou Rael. Isabela não queria se meter, mas ela estava um pouco irritada. Ela quase pulou sobre Rael e disse que daria esse filho a ele quando Violeta o propôs como argumento. Na cabeça de Isabela não entrava o fato de Rael ficar cercado de mulheres. Aceitar Mara e Natalia já seria o limite por elas surgirem antes deles se reencontrarem. Mas ela se conteve pensando em quanto a relação deles ainda era curta. Eles se viram poucas vezes e, apesar de ter memórias de outra vida, Isabela nessa vida ainda não tinha se entregado a Rael. Como ela poderia cobrar isso de um homem que ela apenas tinha beijado? No final das contas, Isabela ouviu a historia de Rael e entendia que ele dependia de toda a ajuda possível como as violadoras, as humanas celestiais e até mesmo da tal menina dragão soberana. O único problema é que essa princesa não se encaixava em nada disso, seria apenas mais uma mulher bonita que Violeta afirmava ter um bom corpo para gerar proles. Se o problema era vitalidade, Isabela também tinha, uma bem mais alta.

 

                Isabela só não disse de imediato, porque dizer isso ali seria o mesmo que mandar Rael transar com ela de uma maneira indireta e diferente. Apesar de tudo, Isabela ainda se tremia um pouco pensando nisso. Seu corpo nessa vida ainda era virgem e ela não tinha nenhuma experiência sexual, ela ainda era um pouco inocente no que se dizia sexo. Mas ela já tinha certeza em seu coração que só o faria com Rael.

 

                Contudo, o que Isabela não sabia é que as guardiãs do herdeiro não poderiam engravidar. Como mulheres guardiãs, elas teriam vida e juventude eterna para acompanhar o herdeiro para todo o sempre. O herdeiro também não precisava de filhos, ele não deveria se envolver com outras mulheres a não ser em casos de urgência, como salvar outras espécies da completa extinção. Apenas por essa razão o herdeiro podia ter filhos, mas o mesmo não valia para suas amadas guardiãs. O trabalho delas era suprir as necessidades do herdeiro e protegê-lo a todo o custo.

 

― Princesa, quero que me responda: Você prefere voltar a sua antiga vida no castelo ou viver com esse rapaz? ― mais uma vez, Violeta apontou para o sentado Rael.

 

― Prefiro viver com esse rapaz. ― respondeu ela, sem esboçar nenhum sentimento.

 

― Você gostou desse jovem? ― perguntou Violeta, após se virar e olhar, ela respondeu em seguida.

 

― Gostei.

 

― Eu acho que é mais do que suficiente, Rael. Ela o aprova e esse é o desejo dela.

 

― Violeta, eu não estou pensando em levá-la para mim, estou pensando em levá-la para poder dar uma nova vida a mesma. Se eu for levá-la mesmo, eu não vou obrigá-la a ficar comigo e nem a ter filhos meus.

 

― Seria um desperdício. Alexia disse que seus filhos um dia poderiam te ajudar a enfrentar seus inimigos.

 

― Sim, ela disse. Mas não é por isso que eu irei sair distribuindo gravidez por todos os lados ― Reclamou Rael. Ele se lembrava bem que Alexia não se dava muito bem com as violadoras.

 

― Essa foi somente uma ideia, não fique nervoso ― disse Violeta casualmente.

 

― Além dela me dar filhos melhores, pelo que você citou, existe mais algum motivo que despertou o seu interesse? ― Rael ainda não estava certo sobre Violeta ter dito toda a verdade, por isso ele novamente perguntou.

 

― O corpo dessa mulher é único nesse mundo pequeno. Se ela tiver a sua ajuda com a liberação dos pontos de poder e todo o resto, o cultivo dela será pelo menos 2 vezes ou até mais rápido de que todo os outros. Você poderá transformar essa mulher em um verdadeiro monstro no futuro. Sem mencionar o fato que eu te disse antes. Essa mulher tem a capacidade de te dar o melhor filho humano. Esse filho seu vai herdar as capacidades máximas de um humano e ainda terá o seu DNA nele. Ele seria o filho humano mais poderoso do que qualquer outro que você poderia ter com qualquer outra mulher. Mara, Natalia, Anita, Verônica, nenhuma dessas mulheres poderá te dar um filho igual ao que nasceria da sua ligação com essa princesa.

 

― Bom, eu vou levá-la e ajudá-la de qualquer modo... Então, no fim, não sei no que vai dar ― disse Rael, se levantando decidido.

 

― Já que estamos decididos, vou trazê-la de volta ― disse Violeta, se virando para Nastácia: ― Princesa Nastácia, eu a libero da hipnose. Desperte! ― disse Violeta. A expressão de Nastácia voltou ao normal lentamente, enquanto ela olhava ao redor.

 

― Aconteceu alguma coisa? Sinto que desmaiei por alguns instantes ― disse ela.

 

― Você está bem, sim. Foi só tontura por ter atravessado o portal ― mentiu Violeta.

 

― Quem são vocês duas? ― perguntou Nastácia para Isabela e Violeta. Nastácia não era respeitosa porque estava acostumada a lidar apenas com seu pai e suas servas, dessa forma poderia parecer rispidez a maneira casual que ela falou com Isabela ou Violeta, mas não era por culpa dela.

 

― Me chamo Violeta, e essa é Isabela. Eu sou a mestra do seu namorado Samuel. É um prazer conhecer você, princesa Nastácia ― disse Violeta provocando um pouco a moça.

 

― N-na-na-namorado? ― Nastácia ficou corada só em ouvir isso.

 

― Não a provoque, Violeta. Ela chega a ser ainda mais inocente que Rose ― disse Rael.

 

― Sim, eu percebi isso. Decidi que a quero no esconderijo comigo ― Violeta estava mostrando muito interesse em Nastácia e Rael duvidou que fosse apenas pelas questões citadas acima. Mas ele não questionou, uma vez que iriam levá-la de qualquer maneira.

 

― Essas luzes são cidades? Elas são lindas! ― disse a princesa olhando a paisagem abaixo assim que se virou, esquecendo um pouco o comentário de Violeta. Eram apenas três pequenas vilas ao longe com suas fogueiras e luzes, mas para uma princesa que não sabia nada, pareciam ser um belo mundo novo.

 

― Sabe, eu gostei mesmo dela ― disse Violeta sorrindo, depois de olhar a pureza nos olhos da moça. Nastácia tinha mesmo um olhar inocente o que encantava e chamava a atenção de qualquer um.

 

― Vamos, Violeta. Vamos antes que descubram que ela não está mais no castelo ― disse Rael.

 

― Está bem ― Violeta casualmente lançou seu poder nos três e os prendeu nas bolhas de energia. Em seguida, ela partiu flutuando.

 

― Para onde estamos indo, Violeta? ― perguntou Nastácia, que era a única que não estava informada do local.

 

― Para o Continente Sul. Espero que você aproveite a viagem ― disse Violeta, ainda sorrindo para a moça. Nastácia começou a ter uma boa impressão de Violeta, como se tivesse sentindo que seria fácil se tornarem amigas. Rael observou isso também. Violeta era mais gentil com a moça do que com Isabela, embora ela não fosse rude com a sua guardiã também.

 

                Rael e Isabela sentaram-se na bolha de vidro. Eles poderiam até deitar e curtir a viagem, porque dentro da bolha pareciam que estavam em terra firme. Violeta fez uma espécie de barreira que evitava até o vento de bater neles, dessa forma não havia maneiras deles passarem qualquer mal durante a viagem.

 

                Já Nastácia ficou em pé, olhando em volta as paisagens que passava. Mas começou a ficar tão rápido, que tudo se tornou um borrão de cores embaixo e ela não pôde mais aproveitar.

 

― Quando chegarmos ao Continente Sul você poderá aproveitar com mais calma. Seu namorado irá passear com você para conhecer os arredores do seu novo lar ― disse Violeta depois de ver Nastácia ficar um pouco deprimida por não ter visão para acompanhar as paisagens que se seguiam. Nastácia lançou um olhar para Violeta, depois para Rael e Isabela, eles eram os únicos que não pareciam sair da sua visão já que estavam seguindo juntos na mesma velocidade.

 

                Vendo os dois sentados, ela se sentou também.

 

― Samuel... Pode me falar um pouco sobre você? ― A princesa se mostrou interessada no belo jovem que Violeta tanto dizia ser seu namorado. Já que não podiam aproveitar a paisagem, por que não conversarem? Agora ela poderia fazer isso com pessoas, além de seu pai ou servas.

 

 

― Posso sim, é claro ― concordou Rael. Mesmo sem muita vontade, ele começou a narrar um pouco a história dele.




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