O Herdeiro do Mundo

253 - Encontro com Andréa

O que aconteceu nos primeiros instantes atordoaram a maioria doas guardas. Embora eles ainda não pudessem definir bem, notaram que era uma pessoa que estava caindo e, devido os longos cabelos e o vestido esvoaçando com a força do vento, só poderia ser uma mulher. Alguns se olharam e tentaram voar na direção, mas algo estranho e inesperado ocorreu. Um cultivador mais fraco surgiu de um tipo de portal roxo metros abaixo de onde a mulher caía. Ele agarrou a mulher nos braços evitando a queda provavelmente fatal e logo após entrou com ela no portal. A atenção deles subiu a vários metros acima, e de longe podiam ver o ponto roxo lá no alto e alguns pequenos pontos que reconheceram ser pessoas.

 

― Rael, o que foi isso?! ― Isabela ainda estava aturdida com o que tinha ocorrido. Ela viu Rael abrir um portal, entrar e depois voltar com Violeta, que desapareceu de repente de sua queda.

 

― Não temos tempo para isso agora, apenas entre antes que eles venham! ― Rael carregava Violeta nos braços. Ele tinha acabado de fechar o portal que havia criado para salvar Violeta e voltar, em seguida abriu um novo que os levaria para fora da cidade.

 

                Isabela estava confusa por não conhecer esse poder, mas obedeceu mergulhando dentro do portal. Uma dezena de reinos finais estavam vindo a toda velocidade subindo em direção a Rael. Rael nem se quer confirmou nada porque não daria tempo, ele apenas entrou no portal e o fechou imediatamente assim que surgiu ao lado de Isabela. Tanto ele como Isabela se olharam aliviados. Violeta ainda estava desmaiada sem forças nos braços de Rael.

 

                O local que Rael havia escolhido para se transportarem pelo portal era uma área com algumas poucas árvores e um terreno inclinado com uma leve descida na direção da queda de uma grande montanha. Ali era um pouco seco, por isso algumas árvores estavam mortas. Abaixo da montanha, podia-se notar três vilas separadas e um rio que cruzava em meio a elas. Rael tinha visto esse lugar de cima enquanto era levado por Violeta e o gravou em sua mente. Embora ele não tivesse ainda pisado aqui, sua visão o alcançou, então ele conseguiu criar um portal perfeito para aquele ponto.

 

                Rael sentou-se em um tronco seco derrubado carregando Violeta cuidadosamente em seus braços. Ele parecia tratar a bela violadora dormindo como se fosse uma frágil criança. Isabela ficou em pé de lado confirmando que a área estava mesmo segura.

 

― Não se preocupe, estamos longe da cidade. Eles não irão nos procurar por tão longe ― explicou Rael para acalmar Isabela, embora ele não parecia retirar os olhos de Violeta. Se não fosse pela nova habilidade de Rael, não havia nenhum meio dele ter salvo sua mestra naquela situação. Rael entendeu que a culpa seria dele se a violadora fosse pega por aqueles homens. Ela com certeza seria abusada, nenhum homem iria resistir a ela como Rael fazia. Isso fez a cabeça de Rael martelar, embora ele quisesse sim a ajuda dela, ele tinha muito medo de deixá-la em perigo.

 

― O que aconteceu? Em um minuto ela estava bem e no outro, desmaiou? Foi alguma técnica do inimigo? Alguma barreira? ― Isabela quis saber depois de pensar e não obter respostas. Ela nunca viu ninguém tão forte quanto Violeta, mesmo seu mestre falecido ela sabia que seria mais fraco.

 

― Violadoras têm uma fraqueza, um tipo determinado de ervas. Essa erva deveria estar próxima pelo castelo. Assim, quando ela desceu,ficou exposta ― explicou Rael sem rodeios.

 

― Uma simples erva pode derrubar um ser poderoso como ela? Mas eu não vi nada chegando perto dela, ela estava bem rápida.

 

― Sim, eu também pensei que esse efeito só teria se fosse criando fumaça como vi uma vez, mas me enganei ― disse Rael, se lembrando de Rayger quando derrubou Emilia.

 

― A erva Alada Brilhante solta uma substância pelos poros o tempo inteiro no ar ― essa explicação veio da própria Violeta, que estava despertando nos braços de Rael. Embora ela despertara e aparentava estar bem, não fez movimentos para sair dos braços de Rael no mesmo instante. ― Mesmo há vários metros, a essência da Alada Brilhante se espalha pelo ar. Ela é praticamente imperceptível por cultivadores normais, mas para nós é um veneno. Se ficarmos expostas por muito tempo a elas, podemos até morrer por falência nos órgãos. ― Violeta terminou a explicação. Ela lentamente começou a se levantar saindo do colo de Rael.

 

― Uma simples erva pode derrubar vocês... Isso é estranho e assustador ― disse Isabela confusa. Qualquer um ficaria diante do poder de uma violadora. Violeta ignorou o comentário de Isabela e continuou saindo de cima de Rael.

 

― Eu sinto muito, não sabia... ― Rael já ia começar a se desculpar quando Violeta elevou o dedo e tocou os lábios de Rael de forma a impedi-lo.

 

― Não comece com essa história. Isso não foi culpa sua ― ela disse bem séria.

 

― Mas eu coloquei você em risco... ― disse Rael assim que ela tirou o dedo. Violeta se levantou e Rael e se levantou seguida. Violeta já parecia quase totalmente bem. Uma vez que ela ficasse longe da erva, seu corpo gradativamente voltaria ao normal.

 

― Você não podia prever que eles teriam posse da Alada Brilhante, então você não tem culpa. A única culpa que você tem é a de querer salvar todos. Mas enfim, não te culpo no sentido geral ― explicou Violeta e suspirou em seguida, olhando para a paisagem da descida a frente que ficava a poucos metros. Era possível ver uma floresta que também cercava as vilas.

 

― Violeta, você já está bem? ― Isabela perguntou com cuidado. Para uma mulher que ficou vários segundos sem consciência, ela tinha se recuperado bem rápido.

 

― Estou, Isabela. Obrigada por se preocupar ― Violeta já tinha pedido para ela não ser formal, então ambas já estavam se tratando pelo nome normalmente.

 

― Então, e agora? Sem a ajuda de Violeta ficará impossível salvar essa garota ― comentou Isabela que rapidamente entendeu que Violeta não iria mais poder ajudar. Uma vez que Violeta chegasse perto do castelo, a mesma coisa se repetiria.

 

― Não exatamente, ainda há um jeito ― disse Rael.

 

― No que você está pensando? ― perguntou Violeta inconformada se voltando para Rael. Ela achou que Rael iria desistir de Andréa e voltaria para casa.

 

― Violeta, eu não posso partir sem saber sobre ela. Andréa sumiu de repente e ela só pode ter voltado para casa, nunca mais ela deu notícias. Você precisa lembrar que ela salvou minha vida contra o patriarca Arthur ― insistiu Rael.

 

― Você vai toda hora falar disso? Isso não é desculpa pra arriscar sua vida deliberadamente.

 

― Eu não vou deixá-la aqui se ela precisar de mim, eu nunca faria isso com ninguém que já me ajudou ou alguém que eu decidi proteger. Eu decidi protegê-la e ela já me salvou uma vez. Eu devo retribuir ― insistiu Rael.

 

― Você está delirando, Rael? Aquilo é um ninho de reinos finais. Mesmo se você tivesse com o poder de Rose, ainda assim não daria conta de tantos. Vamos embora, depois você pede a ajuda de Alexia e volta aqui com ela ― a ideia de Violeta era segura e eficaz. Não havia riscos de falhas, uma vez que Rael tivesse o apoio da menina dragão, Alexia não dividia a mesma fraqueza das violadoras e poderia destruir todo o continente Norte, se quisesse.

 

― Voltar depois de estamos tão perto? Acho que não ― Rael era teimoso e irredutível. Se ele fosse voltar agora iria demorar pelo menos 3 dias para ir e voltar com Alexia.

 

― Eu não vou ficar discutindo isso com você. Você não vai se arriscar contra um bando de reinos finais. Sem contar Nero, que está no ápice do poder e está lá presente. Ele seria meu primeiro alvo se tudo tivesse corrido bem.

 

― Eu posso fazer isso. Esses cultivadores só seriam um problema se puderem me descobrir. Além disso, mesmo que me descubram, eu posso fugir a qualquer instante usando o portal.

 

― Não, Rael, você não vai sozinho. Eu não posso permitir ― disse Violeta cruzando os braços.

 

― Eu também não permito! ― disse Isabela, entendendo que Rael queria entrar em risco por ninguém importante na vista dela.

 

― Desde quando você e Violeta se dão tão bem assim? ― Rael se sentiu frustrado vendo essas duas mulheres se apoiando.

 

― Para uma guardiã, é natural ela querer sua proteção, e o que você está pensando em fazer é loucura, insensatez. É muito arriscado.

 

― Não será. Você esqueceu que eu dominei a técnica Passos Invisíveis? Se eu estiver com essa técnica ativada, eles não me perceberão ― disse Rael com um olhar firme.

 

Rael tinha aprendido os Passos Invisíveis na época em que atingiu o oitavo reino. Porém, por ser uma técnica que consome energia em demasiada, ele até hoje não a utilizou. Além disso, enquanto alguém estiver com essa técnica ativada, a pessoa só poderá usar suas capacidades em 50%, sendo assim, ficará muito mais fraco. Ela é mais útil como uma habilidade espiã, porque enquanto alguém está com ela ativa, torna-se invisível e quase impossível de ser sentido.

 

― São todos reinos finais. Ainda existe uma chance deles sentirem você se aproximando ― advertiu Violeta.

 

                Essa técnica foi a mesma utilizada por um assassino enviado para matar Rael. Ele invadiu a casa de Rael durante a noite e quase o matou na ocasião, foi isso que fez Rael ter interesse na técnica.

 

― Não vão. Eu já posso ocultar a minha aura naturalmente, e não vou deixar que eles percebam nada. O meu único problema vai ser encontrar Andréa, porque o castelo é grande e vai requerer tempo. Usando a Passos Invisíveis, todas as minhas habilidades estarão com metade da capacidade total, o que vai dificultar até os meus sentidos. Como não vou poder manter a técnica ativa por um longo período, terei de ser bem rápido.

 

― Se é só esse o problema, eu sei onde a princesa está. Eu senti o fraco poder de um quarto reino vindo de uma das torres. Essa torre tinha algumas barreiras que você poderá atravessar usando o Espaço Ilusório.

 

― Como sabe que é ela?

 

― Só tem um quarto reino em todo aquele castelo, o restante parece ser somente de décimos reinos acima e, na grande maioria, reinos finais. ― explicou Violeta.

 

― Então será fácil. Eu não correrei nenhum risco, só iremos esperar até anoitecer porque essa técnica funciona bem melhor a noite ― disse Rael.

 

― Violeta, eu achei que você estivesse contra essa loucura ― Isabela ainda não estava satisfeita. A verdade é que Violeta tinha esquecido por um momento tudo o que Rael podia fazer. De fato, com todas as habilidades de Rael, não seria difícil para ele chegar até a princesa ou até fugir facilmente caso fosse descoberto por alguém. Não havia nenhum cenário ao qual ela olhasse que Rael não pudesse se sobressair.

 

― Ele pode fazer isso, eu só... por um breve momento me preocupei em vão ― admitiu Violeta. Ela tinha quase acabado de cair nas garras de pessoas estranhas. Então repentinamente ela ficou preocupada, temendo que o mesmo pudesse ocorrer com Rael.

 

― Não se preocupe, Isabela. Vai ser moleza fazer isso ― depois de ver Violeta concordando, até Rael se sentiu mais a vontade, porque assim como Violeta se preocupou, ele também se incomodou por ver Violeta aflita por sua segurança.

 

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                A noite havia chegado. Eles ainda estavam no mesmo ponto de antes.

 

― Você entendeu, não é? Se algo acontecer, você volta imediatamente, sem ao menos pensar duas vezes ― disse Violeta.

 

― Sim, eu sei. Faço um portal exatamente de volta para cá.

 

― Você tem apenas uma chance, uma vez que falhe, as defesas do lugar serão aumentadas e ficará impossível tentar de novo. Isso se a segurança já não está reforçada. Se você falhar e não conseguir na primeira, nós fugiremos para depois você retornar com Alexia ― disse Violeta, que queria ter certeza da resposta de Rael.

 

― Sim, eu já entendi. Se eu falhar, nós vamos embora e depois eu volto com Alexia ― Rael concordou, vendo que não havia outro jeito.

 

― Você tem mesmo que fazer isso? Essa princesa é assim tão importante para você? ― Isabela não deixou de perguntar. Ela não conseguia entender esse sentimento que Rael tinha por outras pessoas. Tanto Isabela quanto Keylla só conseguiam pensar no bem deles mesmos.

 

― Eu tenho sim e devo isso a ela. Não posso fugir disso. Mas vocês estão se preocupando a toa. Eu já falei que será moleza ― disse Rael e subiu flutuando.

 

― Violeta disse que se você viesse com Alexia não correria riscos ― Isabela ainda queria insistir no mais sensato.

 

― Em três dias muitas coisas podem acontecer. Isabela, quero que fique com Violeta até eu voltar, tudo bem? ― disse Rael sem pensar muito e em seguida partiu voando deixando as duas no mesmo local. Ele deixou uma ordem implícita para a sua guardiã com medo de que ela pudesse dar muito trabalho a Violeta.

 

                Rael iria voando até chegar a cidade, pois era arriscado abrir portais e já encontrar pessoas poderosas o esperando.

 

                Tudo o que Isabela poderia fazer era se sentar no tronco seco e aguardar inconformada. Violeta agora já estava mais segura, por isso ela facilmente ficou bem.

 

― Rael nos preocupa, mas ele geralmente se sai bem na maioria das coisas que faz ― disse Violeta para tranqüilizar Isabela. A loira permaneceu em silêncio.

 

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                20 minutos depois, Rael já estava voando por cima da cidade onde ele reduziu a velocidade para não chamar a atenção e ocultou totalmente o seu poder. Ele se manteve atento por medo que dessa vez houvessem cultivadores pelo ar.

 

― Violeta, eu já cheguei na cidade. Agora vou ter que encerrar o chamado e me concentrar aqui ― Rael disse no anel e depois cancelou o chamado. Isabela encheu tanto a paciência de Violeta que ela teve que abrir um chamado com Rael para poder tranquilizar a guardiã.

 

                Mais alguns minutos em um voo pacifico e calmo, Rael ativou a habilidade Passos Invisíveis. Agora ele já estava chegando próximo do castelo.

 

                Com a habilidade ativada, Rael ficava completamente invisível aos olhos dos outros. Assim, ele desceu voando lentamente na direção das torres. Violeta havia dito que a garota possuidora do quarto reino estaria em uma torre cheia de barreiras e proteções.

 

― ‘A defesa aumentou mesmo, ou apenas deve ser porque está a noite’ ― pensou Rael, vendo o grande número de guardas cercando as torres em cima e em embaixo. Os guardas não tinham permissões para chegarem na altura da janela do quarto da princesa, mas mesmo assim poderiam ficar em cima.

 

                Rael analisou as torres enquanto se aproximava e conseguiu sentir a fraca essência de um quarto reino vindo de uma delas. Além disso, nessa havia as tais barreiras que Violeta havia descrito. Rael não teve dúvidas de que Andréa estaria nessa torre.

 

                Rael cruzou facilmente o espaço da visão dos guardas. Os guardas até chegaram a olhar em volta como se tivessem sentido algo, mas ignoraram conforme Rael passava. Rael notou alguns olhares na sua direção mas não chegaram a se fixar nele. Violeta havia dito que como todos eram reinos finais ele deveria ser bem cuidadoso. Rael estava voando bem lentamente para não deixar seu poder fluir, com sua própria técnica natural ativa de ocultar aura e a Passos Invisíveis ajudando, isso evitou de Rael ser descoberto.

 

― ‘Aqui estou eu’ ― Rael chegou perto da torre cercada por três poderosas barreiras. Essas barreiras se fossem ao menos tocadas soariam um forte alarme energético que despertaria todos de um invasor, além disso, o invasor não ia consegui atravessar mesmo que fosse um reino final e apenas seria facilmente pego. No entanto, para alguém que podia negar sua existência física temporariamente, aquilo não era nada.

 

                Rael facilmente atravessou a barreira, chegando a um quarto espaçoso, arrumado e bem perfumado. Ao fundo, havia uma cama grande e luxuosa, com várias cobertas e travesseiros. A princesa, que não tinha percebido nada de estranho, estava sentada na lateral da cama despreocupada, com um livro em mãos. Ela estava concentrada lendo esse livro, mas ainda era possível notar um semblante triste em seu rosto.

 

                A iluminação do quarto era regida por pedras espirituais expostas em cada canto do quarto. Rael ficou admirado por em apenas um quarto desse lugar ter tanto luxo. A cama era o móvel mais luxuoso desse recinto, mas havia uma escrivaninha banhada a ouro, assim como todos os outros móveis, até mesmo uma mesinha e uma bela cadeira.

 

                Como Rael estava invisível, a princesa imaginava não estar acompanhada. Rael se aproximou feliz e aliviado por saber que ela estava bem. Antes de surgir, ele se posicionou perto dela, estendeu as mãos e tampou sua boca:

 

― Huuum! ― a princesa se assustou ter algo invisível repentinamente forçando contra sua boca. Ela largou o livro um pouco nervosa e tentou se soltar quando um belo rapaz ruivo aparecer em sua visão pouco a pouco.

 

― Andréa, se acalme. Sou eu, Samuel ― disse Rael baixinho. A princesa, vendo o jovem ali parado em sua frente, perdeu um pouco as reações, e isso fez Rael se sentir satisfeito, achando que ela havia se lembrado dele. Lentamente, Rael afastou as mãos da boca dela e deixando-a livre. A princesa gradualmente baixou as mãos juntos em sinal de que não iria relutar vendo o jovem soltar sua boca.

 

― Desculpe assustar você assim, mas se eu aparecesse sem os cuidados devidos você poderia gritar e chamar os guardas ― Rael se explicou diante do olhar chocado da princesa.

 

                A princesa estava nervosa e seu coração explodia em ansiedade por dentro. O jovem a frente parecia estar confundindo-a com alguém e conseguiu invadir seu quarto, um local onde ninguém nesse mundo poderia ser capaz.Ainda por cima, ele o fez debaixo do nariz de seu rigoroso pai, o homem mais poderoso de todo o Continente Norte.

 

― Andréa, algum problema? Você não vai me dizer nada? Ou será que prefere que eu chame você de princesa Nastácia? ― perguntou Rael.

 

 

― Você me conhece?! ― Nastácia não podia estar mais surpresa. Ela pensou que Rael seria apenas um louco com algumas habilidades especiais. Mas assim que ele disse o seu nome verdadeiro e a chamou de princesa, tudo mudou um pouco.
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Capítulo patrocinado por: Marcos Vinicius, José Samuel e Isaac Junior