O Herdeiro do Mundo

247 - O Casamento de Rael e Anita

Rael cumpriu sua parte com a matriarca Verônica. Fez todo os processos: curou suas veias espirituais, liberou os pontos de poder possíveis – menos aquele único que nunca se abria –, deu a ela um anel de apoio 100%, pílulas e  mais pílulas que a ajudariam no cultivo e até mesmo um anel de comunicação. Verônica ficou extremamente surpresa e agradecida a Rael. Com o Pacto, nenhum dos dois poderia fugir de suas palavras.

― Não vai me contar nada a mais sobre você? Alguém com essas capacidades não pode ser uma pessoa comum ― perguntou ela segurando a primeira pílula na mão. Rael tinha avisado para ela não tomar próximo a pessoas ou a estruturas comuns, porque tudo em volta poderia desabar. Ela tinha uma liberação considerada fraca, mas ainda assim era um reino final e, portanto, resultaria em uma imensa concentração de poder.

― Você não precisa saber, e isso é para o seu próprio bem ― respondeu Rael. O poder de Verônica levantou interesse em Rael, ele tinha outra razão além da comum para aceitar o Pacto de Sangue com ela. E essa razão se resumia a Natalia. Se Verônica podia ver o passado estando no lugar certo, então ela podia descobrir o que aconteceu com Natalia para ser hospedeira do Espectro Sombrio. Assim, talvez pudesse achar uma forma de descobrir toda a verdade. É claro, até o momento ninguém tinha certeza de nada, mas Natalia não estava 100% bem, os cansaços repentinos dela teriam que ter alguma razão.

― Samuel, você pode confiar em mim, sabe que não posso trair você.

― E eu confio. Se não confiasse, não teria aceitado o Pacto.

― Então me conte mais sobre você. Não é justo me deixar às escuras ― disse Verônica e ficou brincando, jogando a pequena pílula para cima.

― Te contarei na hora certa. No futuro eu irei precisar do seu poder, você me ajudará e eu irei falar mais sobre mim.

― Então é assim? Que pena ― disse ela sem o que fazer.

― Já fiz tudo que podia por você, agora é só encontrar o lugar certo, engolir a pílula e cultivar. Sua velocidade de cultivo atual está ampliada em mais de 20 vezes que o normal ― disse Rael se levantando.

Verônica ficou olhando o jovem a frente em silêncio. A matriarca conseguiu um bom acordo e estava bastante satisfeita com os frutos gerados inicialmente.

― Estou indo, até mais ― dizendo essas palavras, Rael se virou e partiu sem fazer mais qualquer coisa.

― Phuuuf! ― Verônica suspirou e tomou mais um gole de seu vinho, ela tinha se arrumando tanto para nada, no fim das contas.

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Os dias se passaram até que o dia do casamento chegou. O castelo recebeu um grande número de visitantes, todos os três maiores clãs vieram com quase todos os seus membros e seus líderes, como o Luante com a matriarca Verônica. Verônica olhava Rael de longe e mantinha um sorriso agradável, ela realmente não se incomodava em saber que Rael teria mais uma outra esposa.

O clã Torres não se fez presente. Romeo não se importava com Rael e por isso não deu qualquer face. Em contrapartida, vários amigos de Neide e Rayger vieram, assim como Ariane, prima de Mara, e Adrian, seu companheiro.

Mara e Natalia estavam presentes no evento, não era proibido para a as atuais esposas participarem, mas elas não podiam mostrar qualquer ato amoroso em público com Rael, porque isso seria desrespeitoso com a atual noiva. Uma vez que era o dia do casamento e pelos próximos três dias, Rael tinha que ser totalmente de Anita, assim como Mara e Natalia tiveram seus três dias especiais de lua-de-mel.

― Filha, você ainda está com raiva dele? ― Neide perguntou para Mara que, como a mãe, estava bem arrumada com um belo vestido. Tanto a filha como a mãe estavam deslumbrantes.

― Não estou. Eu já percebi que não adianta tentar fazer nada a respeito ― disse ela mal humorada.

― Então por que você ainda tá com essa cara?

― Porque ele me disse a verdade sobre esses rumores entre ele e a matriarca do clã Luante. Ele não está tendo um caso com ela mas tem duas promessas a cumprir, uma é de tratá-la bem e a outra é de ter uma criança com ela. E olha que nem comigo ele tem! ― Mara ainda bufava, se lembrando da explicação de Rael. Rael contou toda a verdade para ela e Natalia no mesmo dia.

― Sim, eu sei. Mas ele disse que a partir desse momento qualquer uma de vocês pode dar início a um bebe. Então relaxe.

― Ele pode estar mentindo, como ele saberia disso? Mãe, eu estou com ele a mais um ano e dificilmente não fazemos em alguma noite quando estamos juntos. Então, como até agora eu não consegui engravidar? Eu pensei que o problema poderia ser eu, mas Natalia também não engravida, então... Eu não sei o que é...

― Filha, você nunca pensou que Rael pode estar usando um poder ou alguma coisa para evitar a gravidez? Dessa forma, mesmo se você quisesse muito, não iria conseguir.

― Será que ele faria isso? Natalia, você sabe de alguma coisa? ― perguntou Mara, se virando de lado. Natalia estava ali prestando atenção na conversa e ao mesmo tempo interessada no movimento em volta.

― Não sei de nada ― Natalia mentiu no mesmo instante sem nem ao menos pensar. A moça não ia contar o segredo do seu marido assim tão fácil.

― Se nem você sabe... ― Mara já tinha feito essa pergunta a Natalia antes, mas a resposta nunca mudava. Natalia sempre negava a verdade em defesa de Rael.

Natalia estava presente com eles agora, mas depois do evento ela voltaria para o esconderijo. Como Rael andava muito ocupado, nenhuma de suas esposas estavam passando algum tempo longo com ele, e nem mesmo Keylla. E falando em Keylla, ela não se fazia presente, e nem poderia sonhar em tentar comparecer a esse evento, uma vez que poderiam desconfiar dela. A dama ainda era procurada pela tentativa de assassinato da princesa e o assassinato de mais algumas pessoas. Mesmo que apenas Neide tenha visto o rosto verdadeiro dela na época, não seria muito improvável ela acabar sendo reconhecida de alguma forma por alguém. Por isso não era bom arriscar e também porque Rael não ia querer ela envolvida nisso devido ao ciúme da moça.

Rael estava elegante com um terno escuro e mantinha um sorriso agradável ao lado do altar. Por trás do altar estava o juiz de casamento. Em frente a Rael se estendia um longo tapete vermelho bordado a ouro. O grande tapete representava o caminho até o altar e de ambos os lados estavam várias pessoas como testemunha. O casamento estava sendo realizado em um dos salões principais do castelo.

― A princesa está vindo. Ela está linda! ― disse Natalia com um tom animado, chamando atenção de Mara e Neide. Ao fundo, saindo de uma porta dupla recém aberta, estava entrando o imperador Elidas, bem trajado com sua coroa de ouro na cabeça. Ele trazia a filha de braços dados. A princesa estava linda vestida com um longo vestido branco brilhante, ela usava na cabeça uma coroa de prata menor que a de seu pai e outros acessórios de ouro, como brincos e correntes. Princesas ou príncipes quando se casavam usavam uma coroa de prata que representava poder, mas não mais que o imperador.

Após uma caminhada, passando pelo público, Elidas entregou a mão da filha para Rael no altar e houve uma salva de palmas. Depois ele se retirou para o lado. Os príncipes não compareceram ao casamento, eles deveriam estar tão assustados com Rael que nem quiseram mostrar as caras. Já Alana estava ali de lado arrumada com um vestido vermelho comum e muito bonito. O imperador se juntou a ela depois de deixar a mão da filha com Rael.

A cerimônia se seguiu normalmente. Depois do já esperado “sim” em frente ao juiz, rolou o levantamento de véu e o beijo concretizando a união do casal. Samuel Raymonde agora era oficialmente casado com a princesa Anita Grinfem. Uma salva de palmas se sucedeu.

Depois do casório, várias pessoas vieram parabenizar o casal pessoalmente. Os chefes de famílias aproveitaram para deixarem boas impressões a Rael, não somente trazendo bons presentes como também desejavam palavras agradáveis. Não se faziam presente apenas as famílias principais, também havia algumas de porte médio que Elidas decidiu convidar.

Rolou bebidas, danças, músicas e muita boa comida. Rael e Anita ficaram um longo tempo recebendo congratulações de cada convidado. Depois, os dois seguiram os guardas que os levariam até seus aposentos para que iniciasse os três dias de lua-de-mel.

Rael e Anita receberam aposentos de um dos andares do castelo. Nesse andar com vários quartos, tudo pertenceria excepcionalmente a eles dois. Obviamente, eles tinham o quarto preparado e bem arrumado esperando-os, mas não havia mais ninguém no mesmo andar. Em seu quarto reservado, uma enorme cama de casal estava no fundo bem arrumada e, de certa forma, com o clima exato para a ocasião.

Rael tinha notado que, desde o momento que saíram do salão principal, Anita se estremecia e apresentava bastante nervosismo. Com a hora da sua primeira vez se aproximando, até mesmo ela se sentiu um pouco ansiosa. Os guardas já tinham se retirado, e a porta do quarto já estava fechada. Da janela, Rael podia ver o jardim do castelo e, logo após, a gigantesca muralha que parecia não ter fim. Eles estavam no quinto andar do castelo.

― Samuel, isso é muito difícil de se tirar ― Anita estava de pé, perto da cama empenhada em tirar o vestido. Claramente tentando disfarçar o seu nervosismo com alguma ação.

― Deixe-me ver... ― disse Rael se aproximando e facilmente encontrou os botões e o zíper, liberando a maior parte do copo de Anita. Anita ficou vestida com uma espécie de maiô branco sexy, que era usado embaixo do vestido. Após o espartilho, não havia mais nada para ocultar o corpo da princesa.

― Você está tremendo... Está tudo bem? ― Rael perguntou tocando no pulso dela. Anita não queria admitir sua ansiedade, por isso puxou a cabeça de Rael, fechou os olhos e aplicou o quente beijo de língua no, agora, seu marido. Ela também fez isso para tentar se acalmar. Nervosa ou não, ainda foi um beijo, e Rael passou a mão no rosto dela carinhosamente tentando ajudá-la a se acalmar. Enquanto a beijava, Rael foi passando a mão nela casualmente, isso ajudava a moça a relaxar e ao mesmo tempo a preparava para o inevitável.

― Espera, eu preciso beber alguma coisa ― Anita soltou-se de Rael e avançou sobre uma pequena mesa próxima. Havia algumas garrafas de vinho, a bebida que ela mais gostava. Rael apenas esperou enquanto ela enchia uma taça para ela e outra para ele.

Anita estava tão ansiosa que bebeu todo o líquido em um só gole e já estava a encher outra vez. Rael tomou o dele calmamente e deixou que ele bebesse a segunda taça, mas quando ela tentou pegar mais uma vez, Rael a impediu:

― Anita, você já bebeu demais.

― Apenas dois copos, Samuel! Isso não é nada para mim. Você acha que eu ficarei bêbada?

― Não é isso, sei que você é resistente a bebidas. O problema é que eu vou subir por cima de você e me movimentar. Muito líquido na barriga pode te causar desconforto ― disse Rael e sorriu, em seguida ele riu mais abertamente porque a cara de curiosidade e espanto dela foi engraçada.

― Samuel, você não está me ajudando! Está me deixando ainda mais nervosa ― disse ela ansiosa.

― O quê? Você pensou que os outros não ficam nervosos na primeira vez? Todos ficamos. Até  mesmo eu fiquei na minha vez... ― disse Rael se lembrando de Mara, do que ele sentiu quando a tocou pela primeira vez. A verdade é que ele foi bastante cara de pau e egoísta na época, mas agora, com mais experiência, ele estava tentando ajudar Anita a entrar no clima.

― Então, o que eu faço? Como faremos isso? Vai doer muito? ― Anita podia parecer uma princesa forte e decidida, mas qualquer mulher teria suas dúvidas na hora. Além disso, dias antes ela tinha feito uma corrida contra o tempo perguntando essas coisas para escravas e algumas outras pessoas casadas que ela tinha certa intimidade para perguntar.

― Anita, se acalme. Eu não sei se vai doer. Para cada mulher é de uma forma, e teremos que descobrir enquanto fazemos, mas eu pegarei leve, só fique tranquila e relaxe ― disse Rael.

― Tudo bem! Tudo bem! Eu devo tirar o resto da roupa? Faço isso agora, ou você me beija enquanto tira?

― Melhor tirar logo, pelo menos a gente se foca apenas no que é preciso focar ― disse Rael, começando a tirar o seu terno. Apesar de ter um pouco de ansiedade, ele estava longe de estar nervoso como Anita estava. Não havia como um homem não ficar um pouco ansioso quando se tratava de fazer amor com uma nova e bela mulher.

Anita, vendo Rael se despir, fez o mesmo, revelando um belo corpo, digno de uma princesa. Anita tinha a pele branca, levemente avermelhada, era esbelta e seu corpo tinha uma linda silhueta. Apesar de não ter seios fartos, também não eram pequenos, eram apenas um pouco abaixo da média. As curvas da cintura de Anita e seu ventre eram belos, a forma de seu bumbum era magnífico.

Ela ficou nua na frente de Rael, que desceu a cueca revelando aquele membro duro. Quando Anita o viu, ela apertou os lábios levemente surpresa, depois ela calmamente correu a visão pelo restante do corpo de Rael. Rael era forte tinha um peitoral bem definido, ele era dono de uma excelente aparência física. Mesmo Anita naquele estado ainda ficou extremamente satisfeita com Rael.

― Você é bem bonita sem aquele monte de roupas ― disse Rael olhando para ela. Apesar dos seios dela não serem grande coisa, ela tinha dois picos rosas bem tímidos e bonitos que davam a Rael uma imensa vontade de chupá-los. Além disso, a parte de baixo dela era bem raspada, mais ela não chegava aos pés da perfeição de Alice, que era bem lisinha. A de Anita tinha pequenos lábios laterais, mas não era grande coisa e ainda assim era atraente.

― Você também é bem bonito ― elogiou, se esforçando para não gaguejar.

― Obrigado ― respondeu Rael com sinceridade. Anita fez um sim com a cabeça e quase teve vontade de cobrir a face por vergonha de Rael. Ele a olhava intensamente.

― Quer que eu vá para a cama? ― ela perguntou enquanto se tremia ainda mais e olhou para o local sugerido.

― Claro, pode ir ― disse Rael e aproveitou a visão quando a moça deu as costas. Anita deu alguns passos difíceis na tentativa de conter o nervosismo. Ele sabia que ela ficaria assim até que eles estivessem conectados, quando eles começassem a fazer ela ficaria normal de novo.

Anita se deitou de costas na cama e esperou por Rael, enquanto mantinha as pernas fechadas para não ficar mostrando sua preciosidade para Rael a todo momento.

Rael mergulhou por cima dela e os dois ficaram cara a cara se entreolhando. Rael a fez abrir as pernas e deixou o dele duro encaixado entre suas coxas de propósito, ele deixou que ela sentisse o membro dele tocando a dela de lado apenas para deixá-la mais ansiosa. Além disso, Rael queria deixar ela com vontade de tê-lo dentro dela.

― Vamos começar com alguns beijos. Nós vamos fazer isso até você se acalmar mais e se sentir a vontade ― Rael disse e em seguida tomou carinhosamente os lábios de Anita.

Beijos cada vez mais envolventes foram acontecendo. Enquanto se beijavam trocando carícias com lábios, línguas e mãos massageando certas partes do corpo, o membro de Rael pulsava perto da dela. Anita ocasionalmente sentia aquela coisa dura e quente pulsando próximo a dela e durante os beijos quentes, aquela coisa dura parecia pulsar ainda mais intensamente.

Rael não teve pressa, ele a beijou e chupou o seu pescoço, fazendo-a se arrepiar completamente, e continuou por um bom tempo fazendo e refazendo esses processos. Enquanto ele fazia, ia sentindo os batimentos do coração dela pulsar no ritmo. Assim, ele sabia quando ela estava começando ou não a se acalmar. O problema é que se ela estava ficando excitada os batimentos também aumentavam freneticamente.

Anita, que estava sendo beijada já algum tempo começou a se sentir muito quente devido ao membro de Rael provocá-la do lado de fora de sua entrada, até que a moça de repente ficou com uma extrema vontade de aliviar toda aquela tensão.

Rael passou o dedo de leve por dentro dela, fazendo Anita soltar um gemido de prazer intenso. Ele sentiu a coisa dela quente e toda molhada, e seu dedo chegou a ficar com um líquido um pouco grudento.

 

― Certo, você está pronta. Vamos começar agora ― disse Rael e deu mais um beijo lento e envolvente na princesa.