O Herdeiro do Mundo

243 - Alice, a Terceira Violadora

Em apenas oito dias de cultivo concentrado, Rael atingiu o décimo reino, o Lendário Poder Oculto. Junto com esse enorme avanço, ele também conseguiu finalmente alcançar a resistência máxima para tocar no poço de chamas.

― Eu pensei que seria um pouco mais quente que isso... ― disse Rael, mergulhando sua mão direita na lava. Em seguida, foi a vez da esquerda. Em ambas as mãos ele pôde sentir a quentura consumindo seus dedos, mas não era tão quente ao ponto de lhe causar qualquer dor.

― Genro, tome cuidado! ― gritou Neide lá de cima, que estava acompanhando Rael medindo sua resistência ao fogo.

― Estou bem, sogra! Apenas espere que eu vou resgatar essa outra parceira! ― disse Rael olhando para cima, depois se voltou para a lava.

― Bem, aqui vou eu! ― Rael mergulhou no fogo de ponta, como se entrasse em um rio de águas mornas, e o fez com todas as suas roupas. Devido a sua resistência aumentar, suas roupas e seus acessórios também ficaram mais resistentes conforme a energia do corpo de Rael era distribuída. Não foi difícil Rael encontrar o buraco que o levaria a um túnel estreito. Nadando um pouco na lava borbulhante, ele finalmente saiu sobre o corredor com uma inclinação onde tinha a rocha com os selos. Logo após a rocha estaria a câmara da violadora.

Gotas de fogo escorreram no chão do túnel rochoso e sumiam enquanto Rael caminhava em direção a rocha redonda fixada no caminho. Suas roupas ficaram secas em poucos segundos, como se ele nem tivesse mergulhado em qualquer tipo de líquido.

Rael puxou todos os selos sem problemas, seguindo de um lado a outro da rocha como tinha aprendido antes com a vez de Emilia. Em poucos segundos os 6 selos haviam desaparecido e a rocha se moveu, liberando totalmente a passagem.

Entrando na câmara onde continha um caixão ao fundo, Rael sentiu a temperatura ambiente confortável. Aqui, o fogo e a lava do vulcão assim como o calor não alcançava o local. Parecia que havia uma proteção que impedia o calor de adentrar o local.

Rael não demorou a perceber umas ondas de energia subindo do caixão e explodindo no ar. As pequenas explosões de partículas roxas.

― O que é isso? ― Rael se perguntou enquanto se aproximava do caixão. Ele chegou a pensar que talvez o corpo dela estivesse diferente ou algo assim, mas se enganara. Ela estava deitada, virada para cima confortavelmente, como Violeta e Emilia antes de serem despertadas.

― Uma jovem moça? ― Rael não deixou de ficar surpreso. Essa violadora não tinha um corpo adulto como Emilia ou Violeta, ela tinha sim um corpo bem desenvolvido e atraente como uma mulher em um todo, mas parecia com uma jovem com um pouco mais do que de 15 anos. Tudo nela era na proporção certa: pernas, seios, silhueta. Ela não teria mais do que um 1,60 de altura, por isso, a impressão que se dava era que essa violadora não passava de uma moça em desenvolvimento.

Ainda sim, sendo jovem ou mulher formada, uma violadora era sempre incrivelmente linda. Mesmo os seus cabelos brancos não a deixavam nem um pouco estranha.

― Uma jovem garota de cabelos brancos, isso é bem peculiar. Enfim, vamos lá! ― Rael se esticou e conseguiu aproximar o rosto dos pequenos lábios da bela moça, e sem muito esforço, a beijou lentamente. Enquanto os lábios ficaram tocados, uma energia correu dela para o corpo de Rael, como se estivesse fazendo o registro de ligação. Os olhos dela estremeceram e, em seguida, se abriram diante dos olhos de Rael. Rael foi encarado por aqueles belos olhos escarlates, tão lindos como um belo alvorecer, quando o Sol se põe queimando através das nuvens.

― Opa, deu certo. ― disse Rael e se afastou, abrindo espaço para a moça levanta metade do corpo. Ela levantou com um olhar curiosa sobre Rael e pareceu analisar ele de cima abaixo enquanto ficou um tempo sentada.

A nova violadora estava usando uma blusa branca e uma saia amarela curta de rendas, sobre o qual revelava um par de fabulosas pernas. O desenvolvimento dela conservado no tempo parecia ter sido proposital, para manter a melhor forma de um corpo feminino em formação.

A moça saiu do caixão enquanto seus cabelos se ajustavam e a energia acima parava de borbulhar. Rael notou que ela tinha cabelos lisos, de tamanho mediano, apenas dois dedos abaixo do ombro. Sua blusa curta revelava um pouco de sua pele macia e requintada dos ombros. Ao mesmo tempo, o decote perfeito do sutiã dela sobre o busto, eles não eram exagerados e tinham um tamanho perfeito para o corpo dela, em um tudo. Isso deixou Rael extremamente ansioso. Uma violadora adulta era bonita com seus corpos devidamente avantajados e voluptuosos, mas a jovem à sua frente ainda tinha a atração de sua melhor idade e olhar quase tão inocente quanto. Sim, ela, além de ter aquele corpo sensual e juvenil, ainda mantinha um olhar sereno e firme, que facilmente devido a sua forma, seria confundido com um olhar inocente.

Homens eram seres que gostavam de demonstrar força para conquistar as suas parceiras. Já as mulheres, geralmente conquistavam os homens com sua beleza ou pureza, seria o caso típico daquela violadora. Um jovem destemido e uma moça frágil e pura.

Se fosse algum outro homem no lugar de Rael, certamente poderia ter atacado moça sem pensar duas vezes. O corpo dela não era tão desenvolvido, mas continha a sua pureza da melhor idade, e o olhar inocente naqueles pequenos e vívidos olhos vermelhos, certamente tirariam o juízo da maioria dos homens. Sem esquecer a demonstração de tanta pele. A moça era simplesmente incrível e isso era inegável. Ela era como uma jovem princesa em desenvolvimento. Seus cabelos brancos sobre ela, davam um ar ainda mais sensual, misturados a com a sua suposta inocência.

― Qual é o seu nome? ― perguntou Rael, engolindo saliva e tentando acalmar seu coração disparado, enquanto a jovem saia de dentro caixão agora flutuando. Ela era tão linda, que podia ser dito que ganharia até mesmo de Violeta ao juntar todos os atributos. Uma jovem na sua melhor forma e ainda por cima com o sangue de uma violadora. A mente de Rael lutava para não avançar nela, rasgar suas roupas e possuí-la de todas as maneiras possíveis e impossíveis que um animal feroz pudesse consumir. Com praticamente quase três semanas sem fazer, Rael também não estava em seu melhor estado de controle.

― Me chamo Alice, Alice Jasmia. E você é...?

― Rael! Rael Raymonde. ― disse Rael um pouco ansioso enquanto tentava conter a respiração acelerada que se formou conforme a moça se aproximara. Ela havia pousado no chão e agora caminhava lentamente na direção de Rael. Nesse meio tempo, Rael tinha caminhado para trás tentando fugir da moça e a mesma foi o encurralando contra a parede.

― Você não parece curioso a meu respeito. Já conhece sobre as violadoras? ― perguntou ela e continuou avançando. Ela podia ver os olhos lascivos de Rael sobre ela. Como uma jovem tão sensual e tão linda como ela não conheceria esse olhar? Ela sabia que tinha sido uma das violadoras mais belas já existentes, portanto, nenhum homem nessa terra poderia resistir a sua beleza. Ela já achava estranho o fato de Rael não devorá-la instantaneamente.

― Sim, eu já conheço. ― Disse Rael, e suas costas encontraram a parede atrás. Rael apertou as costas na parede como se quisesse ganhar mais espaço, ele podia dizer só em olhar que dessa vez ele não conseguiria resistir.

― Isso é ótimo! Então facilita tudo. Agora temos que fazer a segunda ligação. ― Com um movimento de mãos, Alice tocou na saia e desceu junto com calcinha, revelando sua parte especial. Aquela visão quase parou o coração de Rael. Como ele poderia não está familiarizado com mulheres bonitas? O que acontecia naquele momento era que Rael queria lutar com todas as forças contra o instinto de possuir aquela violadora mas, quanto mais ele lutava, mais ele a queria. Ele queria sentir uma violadora, ele queria saber como era o toque, a sensação. Sempre que ele estava com Violeta ou com Emilia, Rael se controlava ao máximo para não perder a cabeça. Agora tinha surgido uma mais jovem, num momento onde era mais difícil de se resistir, e ainda por cima que agia com rapidez. Rael estava tão duro que ele sentia que sua espada poderia rasgar a qualquer momento a sua calça.

― Alice! Não! Não dê mais nenhum passo! Eu não... Não! Eu não posso aguentar mais! ― Rael estava tão nervoso que não conseguia formular nenhuma frase compreensível.

― Se acalme. Se você sabe mesmo sobre mim, sabe que agora nós temos uma ligação. Eu sou a sua propriedade a partir desse momento, e você pode ter de mim o que quiser. ― disse ela, deixando a saia e calcinha para trás no chão. A região dela era perfeita e simétrica, não havia nem nenhum lábio extra ou pelo, era simplesmente uma curvinha tímida, e ainda assim era tão sensual que já teria feito homens perderem totalmente a cabeça. Era como se ela fosse a mais pura perfeição caminhando sobre a terra. Tão bela, tão inocente e desenvolvida no ponto exato do tempo.

Quando Alice encostou em Rael, o rapaz praticamente caiu sentado, sendo forçado contra a parede. Rael se tremia mas não conseguia formular um comando para que ela se afastasse dele. A ansiedade do jovem era algo de tirar totalmente o juízo. Não era por menos que as violadoras tinham uma essência sexual poderosa, capaz de contagiar qualquer homem, e até mesmo as mulheres.

― Eu não posso fazer isso com você... Eu...Não...! ― Rael tentou lutar, mas não conseguia. Ela facilmente puxou a calça de Rael e a cueca, revelando o que ela também desejava. Sendo uma violadora que acabou de despertar, como ela não poderia querer aquilo? Quando ela massageou o membro de Rael nas mãos, havia uma completa satisfação em seu olhar.

― Do que você tanto reclama? ― Alice perguntou enquanto se preparava, se sentando por cima de Rael e continuava segurando o instrumento dele com as mãos.

― Com esse corpo... Você deve ser virgem... Eu não posso me aproveitar de você... ― Rael apertou os dentes simplesmente devido a ela ainda segurá-lo com as mãos. Rael tentava manter as mãos afastadas dela, porque se ele a tocasse agora, ele iria agarrar aquela moça com força e muito provavelmente não a soltaria por um longo tempo. A tentação estava consumindo todas as forças de Rael. Isso comparado com aquela vez com Emilia era de pelo menos duas vezes mais forte. Talvez isso se desse ao fato de Rael viver reprimindo o desejo de sentir uma violadora e estar há muito tempo sem fazer aquilo.

― Virgem, eu? Não se engane com a minha forma. Eu devo ter milhares de anos. Tantos que já nem me lembro mais ― disse a violadora, se levantando e pondo o membro de Rael por baixo. Não houve preliminares, não houve beijos, não houve nada. Ela simplesmente baixou sentando em cima, e como a entrada dela era um pouco menor, houve um esforço maior com o qual ela se mexeu um pouco até finalmente entrar. Ela fez uma leve careta enquanto o membro a penetrava lentamente, invadindo sua pequena entrada e a fazendo se expandir.

A sensação era indescritível. Rael perdeu a respiração momentaneamente. Alice nem estava se movendo muito, mas por dentro sua coisa era voraz e pulsava forte e constantemente, misturada a uma sensação quente e insanamente prazerosa. Era muito mais quente que qualquer outra que Rael já sentira, assim como também era muito forte. Rael apertou as mãos com força, apertou seus próprios dedos dos pés e continuou se esforçando para não agarrá-la. Mas o corpo de Rael rugia pelo dela, todas as partes do corpo de Rael parecia estar ansiando por aquilo e parecia implorar para manter aquilo.

― Sim, me dê o que eu preciso de você, e receba tudo de mim. ― disse a jovem violadora, gemendo no ouvido de Rael enquanto fechava os olhos e mordia os lábios. Exatamente. Alice apenas encaixou e se sentou até o fundo, e  Rael não suportou, descarregando tudo dentro dela. Não foi pouco, era como uma explosão que representaria vários minutos, talvez horas fazendo sem parar, e foi apenas um encaixe por pouquíssimos segundos.

― Desculpe... Desculpe... Desculpe...! ― Rael não conseguiu resistir a ela e não sabia como se desculpar o suficiente, era muito bom sentir o corpo de uma violadora. Era tão bom que, por um momento, Rael esqueceu de seu próprio mundo e objetivos. Violeta dizer que ele precisava de experiência com outras mulheres não era uma piada. Algo como aquilo para um homem que nunca provou uma mulher, ficaria doente facilmente.

A moça não parou, ela ainda fez alguns movimentos sensuais com os quadris enquanto gemia de olhos fechados. As mãos dela estavam pousadas segurando nos ombros de Rael. E as mãos de Rael continuavam apertadas, se Rael naquele momento fosse agarrar aquela moça, ele tinha medo de machucá-la devido a tanta vontade e tara porque, embora ela fosse uma violadora, ela parecia ser tão frágil quanto a uma moça no terceiro reino.

― Agora é minha vez. ― Para ela, o nível de prazer não estava nem um pouco abaixo do de Rael. Sentir aquela coisa dura e grande invadindo por dentro da sua era extremamente prazeroso, tão prazeroso que a fazia estremecer de alívio o tempo inteiro. Alívio devido a insana vontade de sentir o jovem a frente.

A ligação entre os dois, mesmo tendo sido rápida, foi surpreendente. Rael, que tinha toda aquela sede segundos antes, se sentia estremecido encaixado na jovem, era como se o seu desejo e todo sua ânsia estivesse aumentando e sendo alimentado a cada instante da conexão. Mas, mesmo se Rael estivesse recebendo o que o seu corpo pedia, parecia criar um desejo maior a cada segundo de conexão, mesmo ele tendo acabado de por para fora tudo de si.

― Huuuum! ― Ela gemeu alto enquanto Rael sentia a coisa dela apertar por dentro no mesmo momento que um líquido extremamente quente desceu da região. Rael sentiu uma fisgada, não foi uma apertada comum, sendo mais forte do que ele já estava acostumado, e quase chegou a machucar Rael. A coisa dela parecia querer espremer completamente o de Rael. Em seguida, ela parou sorrindo levemente.

― Eu sei que você quer mais. Porém, agora você vai dormir um pouco. ― disse ela. Aproximou os lábios e beijou Rael, mesmo que ele não correspondesse. Rael não conseguia reagir tamanho era o prazer. Esta ligação estava deixando ele levemente louco. Se sentir dentro dessa jovem fez parecer que Rael estava ligado a todo o corpo dela, era quase como se Rael sentisse a própria essência de vida dela, era algo tão forte que faria um homem pensar que realmente encontrou o paraíso ou que entrou na beira da insanidade. Rael estava com a boca aberta, quase babando e, desnorteado, sentiu uma forte sonolência.

Mesmo quando Rael adormeceu na parede, ele ainda continuava pulsando dentro da jovem. A violadora ficou um pouco chateada por ter que tirar de dentro e olhou com certa angustia para o membro melado de Rael, que ainda pulsava solitário agora fora de sua região.

― Se eu continuar com você dormindo poderia lhe causar problemas. Portanto, vamos apenas esperar que se recupere para depois continuarmos. ― disse a jovem e se afastou até o corredor de onde Rael entrou. Ela pensou em dar uma olhada no exterior porque escutou algo borbulhando. Sentindo uma poderosa energia para além do corredor, ela parou e levantou a ponta do dedo, avançando-o para frente.

Chiiii!

Como esperado, o dedo dela se queimou no mesmo instante, ela recuou o dedo antes de receber danos mais graves e parou. Havia uma extensa energia mais poderosa que fogo puro que consumiria qualquer coisa que se aproximasse. Isso fez Alice olhar novamente para Rael surpresa. Saber que ele cruzou essa energia tão feroz para despertá-la era surpreendente. E claro, ela já tinha descoberto outra coisa sobre o jovem rapaz.

Trinta e quatro minutos depois, Rael acordou. Ele ainda estava ali, esparramado, meio sentado na parede. Como tinha ficado com a cabeça de mal jeito, teve um pouco de desconforto quando a moveu para se ajeitar. Olhando em volta, ele facilmente encontrou Alice sentada na aba do caixão balançando as pernas para fora. A moça parecia estar entediada e ainda por cima continuava nua. A única peça que estava usando era a blusa branca e muito provavelmente algum sutiã por baixo.

Naquele instante Rael se lembrou do que havia ocorrido minutos antes e imediatamente tentou se arrumar e olhou para si mesmo, se encontrando completamente nu. Rael saltou e subiu a cueca e calça o mais depressa possível. Nesse tempo, Alice saltou e veio caminhando na direção de Rael de novo.

― Alice, não! Dessa vez, por favor, não chegue perto ― disse Rael, estendendo a mão de forma que a moça parasse.

― Eu descobri coisas interessantes depois de ligarmos nossas heranças. Você é o Herdeiro do Mundo, o ser que deveria ser a maior existência desse universo. Atualmente, você está muito mais fraco do que eu... ― disse ela. Alice tinha um ar sério e sempre parecia falar de uma forma como se não ligasse para nada.

― Eu morri e renasci. Atualmente estou recuperando minhas habilidades. ― disse Rael e rapidamente encontrou a pílula em seu bracelete, a pílula que reduziria os desejos de uma violadora. Ele estendeu para a moça que parou em frente, olhando para a mão de Rael.

― O que é isso? ― ela perguntou, recebendo a pílula.

― Eu sinto muito por antes, não consegui resistir a você. Mas vou tentar fazer meu melhor de agora em diante! ― explicou Rael com a respiração já acelerando de novo. Porém, agora que ele já tinha sentindo um pouco dela, ele tinha mais controle.

― Eu não quero que resista a mim. De onde você tirou essa ideia absurda? Você, por acaso, não se sente bem? ― ela perguntou enquanto segurava a pílula na mão.

 

Alice achou estranho o comportamento de Rael. Como ela não acharia? Fazer sexo era a melhor coisa do mundo, ainda mais feito com violadoras. Então, porque Rael estava se desculpando e dando a ela uma pílula desconhecida? Isso a deixou um tanto confusa.

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