O Herdeiro do Mundo

222 - Insaciável 18+

Uma coisa era Keylla ameaçar Rael, outra era ela ameaçar qualquer uma das pessoas queridas para ele. Isso se qualificava no mesmo nível do que rolou entre ele e Alexia no passado.

― Não vai funcionar assim. Você não vai fazer mal a qualquer pessoa de minha confiança. ― disse Rael. Apesar de querer, não soou como uma ordem. Rael pretendia levar tudo numa conversa do começo ao fim. Por isso ele não forçaria nada em Keylla.

― Você espera mesmo que eu me reúna com todas as suas mulheres e que ficaremos todas bem? O que você tem na cabeça? ― Keylla bufou um pouco irritada. Ela não conseguia compreender Rael muito bem. Esse desabafo fez Rael cair um pouco na real, mesmo que ele conversasse com Mara e a mesma aceitasse, elas ainda não ficariam totalmente bem.

― ‘Ter muitas mulheres é um pouco complicado...’ ― pensou Rael consigo mesmo, enquanto virava o rosto para o outro lado pensativo.

― Mara, fruto de dois reinos finais; Natalia, a filha do patriarca do clã Torres; Anita, uma princesa imperial... Eu... não estou dizendo que você não escolheu bem suas mulheres, o que te digo é que elas e eu provavelmente não nos daremos bem. ― disse Keylla.

― Você tem razão, eu acho... ― concordou Rael depois de pensar um pouco.

― Visto que você entendeu, como ficaremos? ― Keylla estava interessada em Rael, não só porque ela sentia-se quente por ele, mas também pelo fato dela nunca ter sentido nada por alguém antes em sua vida. Todas as pessoas ao seu redor eram quase comparadas a meras peças. Mesmo que ela respeitasse bastante Astrid, não queria dizer que ela tinha um forte elo com a mesma, ela apenas a respeitava como sua antiga líder. Astrid também havia dito que preferia ser tratada por ela como uma amiga, pois ficava evidente que Keylla não demoraria para superá-la. Keylla ultrapassaria o reino final antes mesmo de Neide, se bobeasse.

Contudo, Keylla agora havia descoberto algumas verdades sobre sua vida e sua ligação com esse jovem. Sendo livre como ela era, só poderia seguir em frente se participasse dos planos de Rael.

― Eu tenho uma ideia sobre isso. Eu sou dono de um clã que não fica muito longe. Você poderia viver lá e cuidar dos meus negócios junto com Ana, uma outra amiga. É claro, você não precisa se dar ao trabalho de nada, você poderia apenas viver lá. ― explicou Rael.

― Você tem outras mulheres, além das que eu conheço? ― perguntou Keylla curiosa. Rael parecia um pouco pensativo em falar, mas era preciso ser dito. Keylla era de sua extrema confiança e ela merecia saber toda a verdade.

― Tenho sim. Mais duas, embora eu goste de mais outras duas... ou talvez três. ― disse Rael pensando nas Violadoras e Rika, que vem provocando-o sempre que há oportunidade. Isso fez Keylla formar uma expressão irritada:

― Você por acaso quer todas as mulheres do mundo? Que merda! ― Keylla não conteve sua irritação. Ela mal tinha acabado de descobrir algumas verdades sobre sua vida e o homem que ela tinha certeza amar, estava envolvido com mulheres até o pescoço.

― Eu posso explicar tudo. ― disse Rael preocupado, olhando-a. Keylla não tinha raiva de Rael mesmo ouvindo tudo isso, ela apenas fingia, pois o coração da moça já era de Rael. Mesmo assim, ela cruzou os braços e ficou com os olhos levemente fechados.

― Espero que sua explicação seja boa! ― disse ela.

Rael contou sobre as violadoras, em seguida sobre as celestiais e por último sobre Alexia. Rael teve que falar alguns pontos importantes, mas evitou falar da fraqueza das violadoras. Não era porque ele não confiava em Keylla, era porque não era necessário dizer.

― ... E Alexia agora está recuperando e fortalecendo o corpo. ― terminou Rael, cessando sua explicação. Ele não disse nada sobre os devoradores porque o foco ainda não era esse. Seria melhor avançar um tópico por vez.

― Parece que você não tem culpa em tudo... ― disse ela, embora estivesse um pouco insatisfeita. Ela ouviu quando Rael disse que tinha a herança das violadoras e por isso ele parecia mais bonito. Juntando o que ela já sentia mais esse bônus em Rael, não era por menos que ela estava se sentindo tão quente.

― Ainda bem que você compreendeu. ― disse Rael.

― Quer saber? Toda essa conversa é desnecessária! ― disse ela e se virou agarrando Rael, o empurrou contra a cama, forçando ele a se deitar. Keylla ficou por cima de Rael e a respiração dela acelerou. Rael via aquela belíssima mulher em seu colo e ele logo sentiu o sangue esquentar e a coisa embaixo subir. Keylla era uma mulher renascida de sua vida passada, não somente isso, mas aquela mulher era destinada a ser do Herdeiro.

― Keylla... ― disse Rael meio hipnotizado. Parecia que ele já tinha visto ela fazer aquilo com ele anteriormente.

― Se você disse que sou sua mulher, então me deixe fazer o que eu quiser. ― após dizer isso, Keylla deslizou se deitando por cima de Rael. Ela avançou com a boca e os lábios se tocaram, ela gemeu suavemente mesmo sendo apenas um beijo. As bocas deslizavam uma na outra e as línguas corriam sem restrições, beijos misturados a gemidos. Keylla afastou o rosto de Rael e suas mãos se juntaram segurando as vestimentas na parte do peito de Rael. Rael ficou encantado com o rosto de Keylla. Uma mulher excitada sempre se tornava ainda mais sedutora, isso fazia o rosto de Keylla ficar corado e os olhos mais brilhantes, sem mencionar os lábios que parecia ainda mais deliciosos devido a forma que estava:

Vraaaap!

Sem nenhuma explicação, Keylla puxou as mãos rasgando o sobretudo e a camiseta de manga longa de Rael, liberando o peitoral definido do rapaz. Rael não reclamou, ficou parado observando as ações dela. Ela deixou suas mãos correrem no tórax de Rael, sentindo a maciez e a quentura agradável da pele do mesmo. Rael ficou olhando as unhas dela que pareciam ansiar por rasgar a pele dele, e teriam rasgado se não fosse por sua alta resistência. Keylla arfava a cada ação, como se ela estivesse realizando seus desejos mas, ao mesmo tempo, como se os mesmos ficassem ainda maiores.

― Keylla... Devagar... ― disse Rael lentamente, mas ela não ouviu. Diferente de Rael, que conhecia os sabores do prazer, Keylla não conhecia e há tempos ela estava curiosa, mas por sentir nojo de todos os homens, nunca conseguiu saber como realmente era. Isso não queria dizer que Rael não estava afim, como ele não iria querer sua esposa destinada? Destino ou não, o fato é que Keylla era absolutamente linda, sedutora e incrível. Isso era inegável e, mesmo sem a conhecer bem, Rael sentia carinho por ela semelhante a suas esposas como Mara ou Natalia.

― Quero mais... ― Keylla mergulhou de novo em Rael, mas dessa vez deixou sua boca mais próxima do peito. Ela fechou os olhos e lambeu Rael, literalmente. Ela começou a passar a língua pela pele de Rael. Rael se manteve parado, suas vestimentas rasgadas estavam empurradas para as laterais.

― Droga! Droga! ― Keylla xingou sozinha, Rael reparou que ela arfava mais a cada ação.

― O que você ta tentando fazer, afinal? ― perguntou Rael vendo ela fazer uma pausa.

― Nem eu sei... Me sinto tão quente que minha mente está nublada. ― disse ela, suspirando várias vezes. Ela mal conseguia ficar de olhos abertos.

Rael estendeu a mãos a frente e começou a puxar o vestido dela. Embora eles tentassem assim, não conseguiram porque ela estava sentada por cima dele. Keylla teve que se levantar para retirar o restante. Para não precisar levantar novamente, ela retirou as últimas peças, ficando completamente nua na frente de Rael, que estava escorado em seu braços na cama para ter uma visão melhor de Keylla.

― Perfeita... ― Rael não conseguiu conter as palavras que escaparam de sua boca. As curvas de Keylla eram definitivamente belas, sua pele era branca e requintada, tão suave como seda, seus longos cabelos lisos e escuros lhe caiam sobre as laterais do rosto, dando-a uma sensualidade extra, parte dos cabelos cobriam sem querer os perfeitos seios dela. A princípio, ela os segurou com as mãos um pouco envergonhada, mas o desejo falou mais forte de novo e se lançou de volta no colo de Rael. Mas dessa vez, ela não quis o peito dele, as mãos dela correram para a calça do rapaz. Em vez de rasgar, ela desabotoou e puxou o zíper. Em seguida, com ajuda de Rael, calça e cueca foram removidos, as botas foram tiradas juntos no processo e os dois estavam agora completamente nus.

― Tão belo...! ― Keylla disse enquanto observava o corpo nu de Rael, e ela viu muito bem aquela coisa dura. Rael era higiênico, então ele sempre raspava os pelos. por isso ele sempre tinha o mínimo possível. Apesar de Keylla não ser acostumada com sexo, ela também cuidava bem dessa parte e por isso a dela era raspada também.

Essa pausa não diminuiu o desejo de ninguém. Keylla continuava arfando cada vez mais e então ele sentou-se por cima de Rael mas sem encaixar nada. Eles se beijaram agarrados e chuparam um ao outro. Beijos, pele se encostando, Keylla sentia a coisa dura de Rael pulsando embaixo próximo ao seu local sagrado que logo mais seria invadido, ela estava pronta para isso. Rael podia sentir um liquido quente que escorria da dela para a coxa de Rael, Keylla estava quase desesperada.

― Eu quero senti-lo... ― disse ela, correndo a mão por baixo e segurando o de Rael enquanto se ajeitava. Keylla olhava nos olhos de Rael enquanto se arrumava, ela foi sentando devagar enquanto sentia aquela coisa pulsando e a invadindo deliciosamente. Não foi apenas prazer, ela também sentiu ardor e isso a fez apertar os dentes enquanto gemia com prazer e dor ao mesmo tempo, era algo contagiante. Mesmo com todo o ardor, o prazer era muito maior e a vontade que ela teve foi de jogar todo o peso por cima deixando ele a invadir com toda a força, mas ela se segurou, preferindo sentir aquela sensação toque a toque, como se quisesse aproveitar o sabor em cada canto de sua coisa.

Rael, por outro lado, teve sua respiração acelerada. Sentir entrando em Keylla foi uma sensação maravilhosa, Keylla era apertada, quente, molhada e por dentro a coisa parecia um coração pulsando e apertando o dele. Quanto mais ela ia se sentando, mais Rael a sentia e a cada momento o prazer parecia aumentar. Mesmo com todo aquele prazer, Rael olhou de lado e viu sangue escorrendo por sua perna, ele previa que Keylla era virgem, mas ainda não tinha certeza.

― Ta sangrando... ― disse Rael e sentiu ela se sentar completamente.

― Eu não me importo. ― disse ela, puxou o rosto de Rael e o beijou enquanto ficaram encaixados. Rael podia sentir a coisa pulsando contra o dele e um líquido quente descendo por sua coxa, indicando que ela ainda sangrava.

― É tão bom, isso é bem melhor que matar alguém que odeio. ― disse ela depois de terminar o beijo. Rael sempre ficava fascinado com o rosto de Keylla, era incrivelmente bela, principalmente a pinta do lado direito dos lábios. Isso fazia Rael querer beijar ela a cada momento. Seus olhos azuis também eram lindos e combinavam com o perfeito rosto dela.

Se ela não estava se preocupando com o próprio sangue, Rael também parou de se preocupar. Não demorou muito para ela galopar em Rael. Conforme o ardor passava, o prazer se intensificava em Keylla e ela chegava a quase agredir Rael com seus pulos cada vez mais agressivos.

O barulho do sexo deles podia ser facilmente ouvido pelos quartos vizinhos. Além disso, conforme a cama tremia, as penas arrastavam no chão e fazia barulho no andar de baixo, praticamente no teto da cabeça do atendente local. Alguns outros visitantes ficavam até sem graça com esse som, porque ficava óbvio o significado dele. O atendente só podia olhar para os novos futuros hóspedes e dar um sorriso amarelo enquanto procurava ignorar o que se passava.

Keylla era como uma leoa montada em Rael, ela pulava, gemia, fazia expressões de fúria misturadas com prazer. As vezes faziam pausas para trocarem beijos e caricias, ela praticamente queria devorar Rael, chegando a mordê-lo durante o beijo. Parecia até ter se tornado outra mulher depois que o sexo começou. Rael, por outro lado, segurava a cintura dela com as duas mãos, uma em cada lado e ajudava na movimentação dela.

― Eu não consigo parar...!Isso é tão bom... Pelos deuses...! ― Keylla arfava sem parar, ela gemia loucamente e não conseguia se conter. Quanto mais ela sentia o de Rael mais ela queria. O ardor era cada vez menor e o sangue já tinha parado de escorrer. Rael não demorou muito para ejacular uma segunda vez. Com essa, eram duas vezes em menos de três minutos, a coisa de Keylla parecia consumir Rael insanamente, e mesmo assim não perdiam o fôlego. Keylla sentiu as duas vezes de Rael, ela não tinha muita experiência mas sabia o que significava.E claro, ela também não queria filhos. Rael não havia falado das pílulas, então ela estava preocupada, mas como ela poderia se conter? Ela não conseguia, o corpo de Rael parecia uma forte droga, quanto mais ela provava, mais e mais ela queria... Ela estava começando a se sentir doente pelo corpo de seu amado. Mesmo se dissessem que ela perderia um reino de seu poder fazendo aquilo, ela ainda não pararia tamanho era o desejo que a dominava.

― Keylla, devagar... ― disse Rael porque ela saltava cada vez com mais força. Além disso, as vezes ela fazia pausa e balançava os quadris para sentir Rael por mais partes por dentro.

― Eu não consigo... Isso é... É... A melhor coisa que já fiz na minha vida! ― admitiu ela. Ela só fazia pausas para beijar Rael e mesmo assim, ainda ficava movimentando sua cintura.

Quase dez minutos depois, Keylla teve seu primeiro orgasmo. Ela arregalou os olhos e estremeceu completamente por cima de Rael.

― Com força, rápido! ― ela rugiu sem se conter enquanto se apertava loucamente em Rael. Rael, é claro percebeu o que havia começado a acontecer, uma vez que a mulher está tendo um orgasmo elas saiam de si, e a coisa embaixo apertava muito mais forte, sem mencionar o liquido quente que se espalhava, as sensações eram ampliadas, tanto para a mulher quanto para o parceiro.

― Devagar... ― Rael repetiu mais ela não ouviu.

Paaaaf!

As pernas da cama não aguentaram e se quebraram. Keylla não soltou Rael nem enquanto caiam. Mesmo depois do acidente ela não parou. Ela gemeu no ouvido de Rael aninhada a ele e ficou assim por vários segundos, movimentando o quadril e mantendo a penetração até finalmente a sensação do orgasmo passar.

Depois disso, os dois ainda ficaram unidos e respirando cansados. Keylla se sentiu satisfeita, todo aquele fogo tinha passado momentaneamente, embora ainda fosse bom se manter conectado.

― Eu nunca me senti tão bem em toda minha vida! O que foi isso no final? ― perguntou ela confusa. Sobre isso ela ainda não sabia.

― Foi um orgasmo, Keylla. As mulheres têm quando fazem sexo, é semelhante ao homem quando ejacula. ― disse Rael.

― Eu quero mais, Samuel... Eu quero mais... Quero de novo... ― disse ela sentindo os desejos começando a voltar, o que não foi difícil, os dois continuavam conectados sentindo os leves impulsos que não demoraram a se expandir depois da curta pausa.

― Receio que teremos que deixar isso para um outro momento.

Tum Tum Tum!

 

― Ouvi um barulho, o que aconteceu ai? ― Perguntou a voz do atendente do outro lado da porta. Rael tinha sentido a presença do homem chegando, por isso tinha dito isso a Keylla. Ele e Keylla sorriram sem graça e finalmente ela saiu de cima de Rael.