O Herdeiro do Mundo

206 - Cobrando a Promessa

Rael continuou fazendo suas pílulas sem aparentar nenhum problema. Pelo tempo passado, ele já deveria ter começado a dar sinais de cansaço. Andréa continuou esperando pacientemente porque sabia que os efeitos logo surgiriam.

 

O tempo passava e Rael continuava trabalhando na fornalha. Andréa não conseguiu pensar outra coisa a não ser no fato do veneno não ter funcionado.

 

― ‘Será que eu fiz algo de errado?’ ― se perguntou a moça, olhando novamente a jarra. Se o veneno não estava funcionando, então era porque ela tinha errado em alguma coisa.

 

Só para ter certeza, ela decidiu tomar meio copo do próprio chá para averiguar e esperou pacientemente. Rael tomou dois copos inteiros, então ele já deveria ter entrando em sono profundo. Andréa, para examinar, tomou apenas meio copo.

 

Para surpresa de Andréa, ela começou a sentir moleza no corpo, parecia que ela de repente tinha ficado exausta.

 

― ‘O veneno está funciona sim! Mas, por que parece não fazer efeito nele?’ ― se perguntou Andréa. Ela rapidamente sacou do bracelete um pequeno recipiente de vidro contendo um líquido transparente, e o engoliu antes de piorar. Com o antídoto ingerido, o estado de cansaço logo começou a passar. Andréa desconfiou que Rael talvez pudesse ter percebido as intenções dela e talvez tivesse tomado o antídoto. Porém, em todo caso, ela não viu nada suspeito e mal tirou os olhos do rapaz por nenhum momento.

 

Um outro ponto a se pensar é que se Rael tivesse realmente descoberto algo, certamente a questionaria. Então, por que ele não fez nada?

 

― Parece que eu consegui! Criei pílulas perfeitas de Cristal de Ureno! ― disse Rael, exibindo um conjunto de pílulas azuis para Andréa, que tinha acabado de melhorar de seu súbito ataque de cansaço.

 

― Para que elas servem? ― perguntou Andréa sem muito interesse. Ela perguntou apenas porque Rael de repente tinha se tornando muito animado.

 

― Elas evitam a proliferação de um certo tipo de vírus. A duração dela é de dez dias no organismo. ― disse Rael sem querer detalhar. Ele não queria assustar Andréa.

 

― Isso deve ser bom... ― disse ela, tentando se mostrar interessada. Mas na verdade ela estava irritada, sem entender porque o veneno não fez efeito em Rael.

 

― Sim, é bom. Bem melhor do que comer algo acompanhado de terra haha. ― comentou Rael, se lembrando do que Thais tinha contado para ele.

 

― Essa pílula pode evitar envenenamentos? ― perguntou Andréa de repente. Porque, se era o caso, estaria explicado o motivo de Rael não sofrer com os efeitos.

 

―Veneno? Não, isso é para outro tipo de uso. Por quê?

 

― Por nada, é que eu pensei que fosse isso. ― disse ela sem graça.

 

Rael tinha imunidade a maioria dos venenos porque, quando criança, Violeta deu a ele uma poção especial. Essa poção continha resistência contra venenos, a boa parte deles. Violeta previu que um dia Rael poderia ser enganado e morto por algum tipo de envenenamento. Embora Rael fosse imune ao controle da mente devido o seu poder, ele não era imune a venenos. A partir daquele momento, ele adquiriu imunidade graças a Violeta que tinha uma alquimia avançada, mesmo antes de ter acesso a biblioteca.

 

― Que cheiro bom... É chá de Ervas Doces? Posso tomar? ― Natalia mal entrou na cozinha e já foi direcionando a mão para a jarra na frente de Andréa. Quando Andréa percebeu que Natalia iria tomar, ela fingiu um susto e bateu com a mão na jarra. Isso fez a jarra virar da mesa, pronta para cair de lado.

 

Como um vulto, as mãos de Natalia dançaram no ar e ela conseguiu pegar a jarra a tempo, antes de cair ou derramar o líquido. Aquela reação de Natalia deixou Andréa estupefata. Como que Natalia obteve tamanha agilidade?

 

― Boa pegada! ― elogiou Rael, que tinha acompanhado o incidente. Rael já tinha iniciado mais uma rodada da criação de novas pílulas.

 

― Melhorei muito depois que atingi o nono reino. ― disse Natalia sorrindo. Andréa ia dizer algo mas quase entalou, tossindo de repente. Quer dizer que Natalia, uma garota de apenas 15 anos, estava no nono reino? Isso não podia ser verdade.

 

― Quero ver você e Mara no décimo reino em menos de um mês. Cultivando naquele lugar, vocês não terão dificuldades. ― disse Rael.

 

― Sim. Falando nisso, quando voltaremos,marido? ― perguntou Natalia, que ainda se mantinha segurando a jarra. Andréa ainda estava se recuperando do susto.

 

― Em dois ou três dias faremos a mesma coisa de antes. Eu preciso ficar mais forte, muito mais forte, e quero ver vocês duas junto comigo. ― disse Rael e olhou para a jarra segurada por Natalia: ― O chá foi Andréa que fez e está muito bom, beba. ― disse Rael em seguida.

 

―Sim, vou experimentar. ― disse Natalia, voltando a atenção para a jarra. Andréa ficou naquele estado de choque sem saber como reagir. Natalia segurou um dos copos do centro da mesa e já ia enchê-lo para beber.

 

― Espera! Esfriou, eu faço outro pra você. ― disse Andréa e tomou a jarra das mãos de Natalia, que ficou parada confusa. Rael também olhou junto com Natalia. Ambos ficaram sem entender as reações de Andréa.

 

― Eu não gosto que os outros provem do meu chá frio. ― explicou Andréa, despejando o chá na pia e começando a preparar um novo.

 

― Só precisava esquentar... ―disse Natalia, ainda surpresa com a ação da moça.

 

― Também não gosto que tomem chá requentado. ― disse Andréa de novo. Rael apenas voltou para o que fazia e não se incomodou mais com isso.

 

― Marido, o que está fazendo? ― perguntou Natalia, se sentando ao lado de Rael, que continuava preparando novas pílulas.

 

― Estou trabalhando em uma nova pílula. ― disse Rael sem parecer nada demais.

 

― É outra pílula de cultivo?

 

― Não, essa é para outra coisa. ― disse Rael. Andréa ficou aliviada daqueles dois não terem percebido nada de estranho. Depois daquele susto de quase matar Natalia, ela não planejava mais usar venenos em Rael. Era muito arriscado porque poderia matar alguma outra pessoa sem querer. Além do mais, por alguma razão, o veneno não funcionou em Rael e, se ela fizesse algum outro, poderia ter o mesmo resultado.

 

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A noite chegou e os três no quarto de cima estavam bem empolgados depois de passarem alguns dias sem transar. Andréa não estava conseguindo dormir com tanto barulho, além disso, ela achava nojento duas mulheres com um homem ao mesmo tempo. Isso não entrava na cabeça dela. Andréa também pensou que, com toda aquela animação lá em cima, Rael não viria procurá-la esta noite. Ela tinha prometido não resistir a ele se tomasse o chá, mas na ocasião ela pensou que ele morreria, então não tinha problema fazer esses tipos de promessas. Agora ela estava um pouco aflita pensando sobre isso. Desde o começo ela só queria provocar Rael um pouco, dar alguns beijos para enganá-lo e fazê-lo baixar a guarda, mas nunca foi a intenção dela ir mais longe que isso.

 

Quando as coisas finalmente se acalmaram, Andréa pensou que poderia ter um sono confortável e até se ajeitou na cama, procurando a melhor posição para confortar o seu sono.

 

Demorou apenas poucos minutos para alguém empurrar a porta do quarto dela. É claro que Rael não esqueceria daquela promessa e viria cobrar. Mesmo que Rael estivesse satisfeito com suas esposas, ele ainda queria provar Andréa. Uma promessa como aquela nenhum homem esqueceria facilmente, ainda mais Rael.

 

― Você...! ― disse Andréa surpresa sendo agarrada por trás pelo homem que subiu em sua cama. Rael mal a deixou concluir a fala, virou o rosto dela tomou seus lábios, a beijando com fúria. Parecia que ele tinha entrado no quarto dela com as preliminares já feitas.

 

― Humhumhum...! ― Andréa tentou falar enquanto Rael forçava um abraço e a beijava ardentemente. Ela conseguiu girar na cama, ficando com a posição de barriga para cima enquanto Rael estava por cima dela. Rael não esperou por qualquer resposta. Ele avançou com a mão por dentro da calça folgada da moça e tocou com os dedos o local especial dela. Rael se mantinha beijando-a com gosto e praticamente forçando a moça, que tentava falar mais não conseguia. Rael continuava beijando e acariciando a dela com os dedos.

 

― Você acabou de... Ain... De fazer c-com suas... uuh... Esposas...! ― Andréa tentou reclamar quando Rael finalmente soltou sua boca, mas era difícil com a mão de Rael a tocando daquela maneira intensa.

 

― Fiz, mas não consegui parar de pensar em você. Se eu não fizer hoje com você não vou me sentir satisfeito, você prometeu. ― disse Rael a lembrando do ocorrido. Ele beijava o pescoço dela suavemente e continuava com a mão trabalhando lá embaixo.

 

Andréa podia querer matar Rael mas, como mulher, ela estava se sentido tomada. O jovem diante dela tinha de fato um grande apetite sexual. Depois de passar horas com aquelas duas belas e maravilhosas garotas, ainda veio atrás dela. Andréa não sabia que tipo de monstro Rael era.

 

― Devagar...Tá doendo...! ― mentiu Andréa, tentando tirar Rael de perto dela. Não estava doendo. Rael podia sentir um líquido quente escorrendo da dela. Ele agora tinha experiência e sabia o quanto ela estava com vontade também.

 

― Eu quero tanto você, Andréa... Você me deixa maluco... ― disse Rael baixinho no ouvido dela. Andréa se sentiu arrepiada com aquelas palavras quentes. Rael tinha tirado a mão do local e agora empurrava a calça dela para baixo, com calcinha e tudo. O coração de Andréa disparou diante daquele jovem quente que a queria de todas as formas. Rael não parava de beijar a pele dela, de cheirá-la. Ele parecia ser um animal sobre ela e, o pior de tudo, ela estava adorando ser tão desejada assim. Ela mal podia acreditar em seus próprios pensamentos.

 

― Espera, eu não quero fazer agora! ― disse ela tentando empurrar Rael. Rael já tinha conseguido deixar ela nua da cintura para baixo. Ele estava se empenhando em descer agora a própria calça para finalmente penetrá-la e sentir aquela maravilhosa mulher.

 

― Você prometeu, não tente correr.

 

― Eu estava brincando e você deveria saber. Ninguém promete aquilo apenas para fazer alguém tomar um pouco de chá. ― disse ela, ainda tentando evitar Rael, mesmo que o corpo dela dissesse o contrário.

 

―Qual é? Olhe só para você, está toda melada aqui embaixo! Você quer isso tanto quanto eu, talvez até mais, e ainda fica se fazendo de difícil. ― reclamou Rael depois de correr o dedo lá de novo. Andréa até soltou um gemido de prazer. Como a moça não iria querer? Rael era extremamente bonito e, além disso, havia algo nele que fazia causar desejos sobre ela.

 

― Eu só quero fazer isso depois de me casar... ― disse ela, ainda tentando empurrar Rael. Dessa vez Rael não estava tão fácil como da primeira vez.

 

― Se for sua primeira vez eu serei cuidadoso. Você não precisa ficar assustada. ― disse Rael, já com a mão preparando o dele.

 

― Agora não! Você não pode fazer isso agora, você acabou de fazer com suas esposas! ― reclamou Andréa, ela tentava de todas as formas achar uma desculpa para fazê-lo desistir.

 

― Eu tomei um banho antes de vir, não se preocupe. ― disse Rael, que estava cada vez mais ansioso. Ele não tinha muitos sentimentos por Andréa, além de acreditar que ela era uma boa moça, principalmente por ter salvo seu amigo Ralf. Mas, em contra partida, Andréa era simplesmente fantástica, ela tinha o corpo mais perfeito de todas as mulheres normais, chegando ao mesmo nível de uma violadora. Rael estava ansioso para sentir o prazer que um corpo daqueles poderia proporcionar, ainda mais depois do que Emilia fez com ele. Podia não parecer mas, desde que Rael foi atacado por Emilia, ele nunca a esqueceu. Aquela mulher perfeita o deixar naquele estado e ele conseguir recusar foi, de fato, muito difícil.

 

― Não... Não... Não...! ― Andréa não parava de lutar. Ela levou a mão cobrindo sua entrada especial, bem no momento que Rael a estocou. Ela sentiu aquela coisa dura e quente barrando nas costas de sua mão.

 

― Qual é o seu problema? Você me provoca, faz promessas e, na hora H, quer correr? Você cria um milhão de desculpas para não me deixar te tocar. ― reclamou Rael, se sentindo frustrado. Era a primeira vez que ele queria transar tanto com uma mulher e a mesma complicava.

 

― Eu também quero isso, mas hoje não. Prefiro em um dia que você não fizer com suas esposas. Eu quero ser a primeira do dia. ― disse ela, aliviada por Rael ter feito uma pausa. Ela até aliviou um pouco a mão que cobria a entrada depois de Rael afastar o dele.

 

― Você só está com medo. Isso não vai doer, eu serei cuidadoso. ― garantiu Rael e segurou a mão dela, puxando de lado para liberar a entrada mais uma vez.

 

Andréa se sentia a cada momento mais surpresa com a sede sexual de Rael. Parecia que não havia como controlá-lo.

 

― Você não me ama... Não sei porque me quer tanto assim... ― disse Andréa, desistindo de lutar e deixando Rael a vontade. Rael ficou com a coisa dele na mão, preparado para avançar. Ele mal via a hora de penetrá-la.

 

― Porque pensa assim? Pode até ser que eu não te ame ainda como amo minhas duas esposas, mas isso não quer dizer que eu não poderia te amar. Você salvou Ralf quando ele precisou, mesmo sendo mais fraca. Você é corajosa, incrivelmente linda e me parece ser uma boa mulher. Eu não tinha nenhum plano sobre você até antes de você me provocar naquela tarde, lembra? Eu não sou irresponsável, se eu tomar você aqui hoje para mim, vou cuidar de você. Você será minha.

 

Ouvindo aquelas palavras, Andréa se sentiu sem vontade nenhuma de lutar. Era difícil não ceder para um jovem com aqueles desejos. Ela pareceu se lembrar de algo e se sentiu estranhamente quente e, ao mesmo tempo, deprimida.

 

― Você está bem? ― perguntou Rael, olhando a preocupado. De repente a moça tinha perdido toda a vontade de lutar.

 

― Se você me quer tanto assim, vá em frente. Eu prometi, então irei cumpri. ― disse Andréa de lado, sem olhar para Rael. Parecia que ela estava em um tipo de sonho distante.

 

Rael ainda estava duro, e quando ele olhava para a dela e via seu líquido escorrendo sutilmente, tinha ainda mais vontade de fazer com a moça. Ele não entendia o que se passava na cabeça dela, nem o porquê daquela mudança.

 

― Não tem graça ter uma mulher assim! ― disse Rael e saiu de cima dela. O que foi uma tremenda surpresa para a moça. Qualquer homem em sã consciência ao ouvir aquilo de uma mulher como Andréa iria avançar ferozmente. O homem geralmente fica cego de desejos, pelo menos foi isso o que Andréa achou que iria acontecer.

 

― Não sei o que está pensando, e não tenho como saber se você não me dizer. Não quero parecer que estou tentando me aproveitar de você por estar te ajudando. Você me provocou naquele dia apenas porque teve medo de ser abandonada sozinha, eu entendo. Você não precisava ter feito aquilo, pois independentemente de ter feito aquilo ou não, eu ainda iria proteger e cuidar de você. Eu não ia deixar você indefesa por aí. ― disse Rael, agora de pé ao lado da cama, se vestindo. Depois de como Andréa agiu, ele achou que seria por essa razão.

 

― Samuel, não é isso... ― disse ela de repente, girando e se sentando na beirada da cama. Nem ela acreditou que tinha pronunciado aquelas palavras.

 

― Tudo bem, eu fui muito precipitado. Acho que você tem razão. Estou realmente encantado com a sua beleza, e isso está me cegando. Eu quero você, mas não apenas para fazermos amor, eu quero ter você em minha vida, assim como tenho as minhas esposas. Peço que me desculpe se pareci ser um pouco agressivo. ― disse Rael se virando para sair, ele tinha terminado de se vestir.

 

― Eu só não estou pronta agora, mas eu não o provoquei por medo de ser abandonada, eu apenas senti desejo. ― disse ela. Rael esperou ela terminar de dizer e, em seguida, saiu do quarto sem dizer mais nada.

 

Andréa ficou em silêncio depois de ver a porta se fechar e esperou. O corpo dela ainda estava bastante quente e ela estava cheia de desejos. Até que não aguentou mais, ela girou na cama voltando a se deitar e, com os próprios dedos, começou a se tocar enquanto pensava em Rael. Quando Andréa percebeu o que estava fazendo, ela mesma ficou assombrada e interrompeu a sua brincadeira pessoal.

 

 

― ‘Isso não pode estar acontecendo...!’ ― pensou ela atrapalhada.