O Herdeiro do Mundo

190 - Relação Entre Andréa e Rael

    Andréa não compreendia como ela poderia se sentir tão bem enquanto era chupada por Rael. Sentir a língua dele deslizando por dentro era extremamente prazeroso, a sensação era tão forte que fazia parecer que ela sairia do corpo a qualquer momento.

 

 

                Rael passava a língua por dentro, chupava e lambia o clitóris, ele não tinha nenhum pingo de nojo em fazer aquilo com Andréa. Enquanto Rael brincava com o dela, sua cueca parecia que iria rasgar, pois estava louco para sentir o corpo daquela moça.

 

― Para... Eu não... Estou pronta... ― dizia Andréa baixinho arfando. Ela tinha a respiração acelerada e seu corpo tremia tamanho era o prazer de sentir o rapaz a chupando. Ela nunca pensou que poderia sentir tamanha sensação apenas por estar sendo chupada. Aquilo para ela era surreal.

 

― Eu quero sentir você com ele agora. ― disse Rael, deslizando por cima dela enquanto tirava o dele para fora. Andréa sentiu aquela coisa dura e quente pulsando enquanto corria subindo por suas pernas, Rael estava quase para chegar ao seu local especial.

 

                Uma coisa ela era se deixar ser chupada naquela situação, outra era ela se entregar completamente. Isso não poderia acontecer:

 

― Me solta, eu não estou pronta. ― disse ela e avançou com a mão direita por entre ela e Rael, ela cobriu sua entrada especial para não ser invadida. Rael parecia um desesperado por cima dela.

 

― Qual é o seu problema? Nessa tarde você mesma estava me provocando. ― reclamou Rael. Ele tentou forçar a sua entrada com o dele, até então descobrir a mão dela bloqueando.

 

― Eu só não quero fazer isso agora. ― disse ela virando o rosto de lado, evitando que Rael a beijasse. O mesmo estava deitado por cima dela.

 

― Você não tem direito de fazer isso comigo. Me deixou com toda essa vontade, e agora quer fugir? O que você tem? ― perguntou Rael irritado.

 

― Você já não se divertiu o bastante com suas esposas hoje? ― perguntou ela.

 

― Mas quem eu quero agora é você! ― disse Rael e tentou puxar a mão dela para liberar o local. Rael mal via a hora de sentir por dentro dela.

 

― Hoje não, deixa para outro dia. ― insistiu ela quando Rael finalmente conseguiu tirar a mão dela do caminho. Ela avançou e segurou firmemente o dele para garantir que ele não iria avançar para dentro. Mesmo que a mão dela fosse um pouco agressiva com o do rapaz, Rael se sentiu bem e se acalmou um pouco, gemendo por cima dela. Andréa não tinha sequer feito esforço algum, ela apenas o segurou para que ele não conseguisse colocar dentro dela.

 

― Se você não quer deixar eu fazer com você, então pelo menos me satisfaça de outra forma. Eu não vou sair desse quarto se você não me der nada em troca. ― disse Rael.

 

                Andréa se sentiu encurralada. Ela não tinha planos de se envolver tanto assim com Rael. Primeiro ela se deixou ser chupada por ele e gostou tanto que seus pensamentos ainda estavam bagunçados, já agora ela teria que fazer algo por ele.

 

― Eu espero que você cumpra a sua palavra e depois saia imediatamente. ― disse ela.

 

                Rael se levantou e ficou de pé ao lado da cama, com aquela coisa dura pulsando, esperando receber o devido tratamento. Andréa o apalpou com uma mão com um certo nojo e um pouco de curiosidade, começando a fazer o movimento de vai e vem. Rael sentiu aquela mão maravilhosa fazendo carinho e começou a gostar.

 

                Andréa continuou fazendo o movimento que estava agradando Rael. O coração de Andréa batia forte vendo o de Rael tão duro, ele pulsava na mão dela de uma maneira tão intensa que até a deixava trêmula. Andréa não tinha planos de se envolver muito com Rael, mas ela não conseguiu conter o pensamento de como seria ter aquela coisa dentro dela.

 

― Se você acha que somente com as mãos vou me satisfazer, pense de novo. Ou você usa a boca como fiz em você, ou você me deixa provar a sua. ― disse Rael que, apesar de estar gostando, queria mais que aquilo.

 

                Andréa não lutou contra o rapaz. Ela parou de mexer e se ajeitou na cama, chegando mais perto. Ela aproximou os lábios, se preparando para começar. Das coisas que ele propôs, aquela era a mais fácil de se cumprir. Andréa foi beijando e chupando Rael devagar, até criar coragem e envolvê-lo totalmente com sua boca. Rael sentiu o dele dentro da boca dela se sentiu incrivelmente bem, não era como a boca de Emilia, mas era uma boca de uma moça extremamente linda e sensual, por si só isso já daria um enorme prazer para qualquer homem. Quando Rael olhava e via aquela mulher incrível lhe chupando, ele se enchia de prazer e de satisfação.

 

                Andréa não era tão leiga, ela sabia como chupar. A moça movimentava bem as mãos e focava nos pontos importantes com a boca. E quando ela usava os lábios, beijando suavemente a cabeça enquanto o olhava, deixava Rael completamente fora de si. Demorou poucos minutos para Rael explodir e encher a boca de Andréa.

 

― Nossa você é mesmo incrível! ― elogiou Rael gemendo durante o momento. Andréa quase se engasgou quando sentiu ele soltando tudo na boca dela. Ela até começou a tossir depois de tirar a boca do dele:

 

― Você gozou dentro da minha boca! Eu não acredito! ― gritou Andréa com raiva, depois de parar de tossir. Por um instante se esqueceu que não podia fazer barulho e acabou gritando. Rael também tomou um susto preocupado.

 

― Silêncio! ― disse Rael, lembrando a mesma que estava cuspindo no chão para tentar se livrar do sêmen. Ela cuspia e passava um pano na boca. Ela estava completamente com nojo.

 

― A culpa é sua, seu idiota! ― reclamou ela com raiva.

 

― ‘Mara ouviu e está se levantando, o que eu faço?’ ― perguntou o clone de Rael mentalmente. Quanto mais Rael evoluía, mais poderoso ficava o seu clone, que estava até começando a adquirir inteligência. Agora ele podia interagir com Rael com o pensamento.

 

― ‘Diga que você vai verificar e mande-a esperar.’ ― disse Rael rapidamente, dando a ordem para seu clone. Ele viu Andréa terminando de limpar a boca, a mesma estava sentada na lateral da cama. Ela continuava bastante irritada.

 

― Desculpe, você é tão boa que não me segurei... ― disse Rael, se aproximando e tomando os lábios dela, aplicando-lhe um beijo sem avisar. Andréa foi pega de surpresa, e assim que Rael se afastou ela tentou bater no rosto dele de raiva, mas ele já estava longe.

 

― Você ainda me paga por isso! ― reclamou ela baixinho, mas Rael ouviu.

 

― Na hora que você quiser, eu devolvo isso em dobro. Amanha a gente se fala. ― disse ele saindo do quarto.

 

                Rael encontrou seu clone descendo a escada e imediatamente o desfez. Ele voltou normalmente para o quarto e encontrou Mara sentada na cama. Ela estava preocupada e quase chegou a descer atrás dele.

 

― O que houve? Que barulho foi aquele? Parecia a voz Andréa. ― disse Mara.

 

― Andréa está dormindo, acho que foi alguém passando na rua. ― mentiu Rael. Ele já ia se aproximar para deitar quando se lembrou do cheiro. Se Mara percebesse o cheiro de Andréa poderia desconfiar algo.

 

― Esposa, vou tomar um banho pois estou com calor, depois venho dormir. ― disse ele e saiu.

 

― Tem certeza que o grito não foi de ninguém aqui? ― perguntou Mara novamente.

 

― Tenho, é claro. Temos uma barreira e aqui só entra pessoas em que confiamos. ― disse Rael saindo do quarto.

 

                Embaixo, na pia da cozinha, Andréa estava limpando a boca. Ela se tremia de raiva. Ter permitido Rael ejacular em sua boca tinha sido o cúmulo. Se ela parecia ter raiva dele antes, agora tinha o dobro, mas por outro lado, toda vez que pensava nele, ela se sentia quente e embaixo sua coisa ficava molhada.

 

― ‘O que há com esse rapaz? Porque ele consegue mexer tanto assim comigo? Isso não pode estar acontecendo. Eu não sou uma simples mulher para me deixar ser envolvida assim.’ ― Andréa se perguntou indignada. Ela continuou lavando a boca e até o próprio rosto.

 

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                No dia seguinte ninguém desconfiou de nada. Todos tomaram café pacificamente e conversaram com Andréa, perguntando se a mesma tinha recuperado alguma lembrança.

 

― Desculpe continuar dando trabalho a vocês. ― Andréa respondeu com um ar triste a pergunta feita por Natalia.

 

― Nada disso, ter você aqui é um prazer. ― disse Natalia sorrindo de volta.

 

― Andréa, por acaso, você gritou nessa madrugada? ― perguntou Mara, se lembrando do ocorrido.

 

― Gritar? Não, por quê? ― perguntou Andréa de volta. Ela se segurou para não olhar na direção de Rael, sabendo que Mara estava de olho.

 

― Não, é por nada. Achei que tinha acontecido algo estranho com você ontem. ― disse Mara.

 

― Não aconteceu nada que eu me lembre. Se dei algum grito, talvez possa ter sido enquanto eu dormia. Quando acordei pela manhã tinha a impressão de ter tido um pesadelo. ― respondeu Andréa naturalmente.

 

― Que pesadelo? ― perguntou Natalia, ficando curiosa.

 

― Que eu estava sendo perseguida por homens maus. ― mentiu Andréa.

 

― Pode ser uma lembrança. ― observou Mara.

 

― Eu não sei se é. ― disse Andréa disfarçando. Rael percebeu que ela tinha mentido e por isso estava sem graça, mas ele ficou quieto.

 

                Antes de sair para treinar, as esposas se despediram de Rael e Mara avisou mais uma vez para o seu marido não fazer nada de estranho com Andréa:

 

― Estou dando um voto de confiança, deixando essa mulher na nossa casa como você pediu. Mas se você ousar trair a minha confiança, esqueça futuros pedidos!

 

                Depois disso, Rael e Andréa ficaram sozinhos. Mas hoje, a empregada Beta estava na residência e eles não estavam assim tão a vontade como no dia anterior.

 

― Eu quero me desculpar pela maneira que agi ontem. ― disse Rael parado na sala, olhando Andréa que estava sentada no sofá.

 

― Eu não estou culpando você por nada. ― disse a mesma olhando de lado e tentando esconder o pouco de irritação que se formou.

 

― Eu não me controlei, fiquei pensando tanto em você que acabei agindo por impulso, espero que você não pense besteira de mim. Eu posso estar pegando pesado, mas pretendo assumir qualquer responsabilidade. ― se explicou Rael.

 

― Não foi tão ruim assim e eu gostei. Só não queria fazer em um local que os outros percebessem. ― explicou Andréa, voltando a olhar Rael.

 

― Você quer mesmo fazer isso? Está mesmo me escolhendo? ― perguntou Rael, como se quisesse confirmar.

 

― Se não quisesse, eu não teria feito todas aquelas coisas que fiz por você ontem. ― disse ela, virando o rosto de lado.

 

― Por enquanto, vamos focar em você de novo. ― disse Rael chamando a atenção de Andréa, que voltou a encará-lo novamente: ― Que tal sairmos para um passeio? Talvez se nós passearmos um pouco, de repente você pode ver algo e se lembrar de alguma coisa. ― propôs Rael.

 

― Passear pelo clã não vai resolver em nada... ― disse ela desanimando.

 

― Eu não estou falando do clã, podemos ir mais longe. ― disse Rael.

 

― Mais longe? ― perguntou Andréa se interessando. Se ela pudesse ficar longe com Rael então teria mais liberdade para agir sem ninguém perceber.

 

― Sim, o que você acha da ideia?

 

― Acho que pode funcionar. ― disse Andréa animada se levantando.

 

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                Saindo do clã e ficando a uma distância segura, Rael convocou Ralf. Não demorou muito para Rael apresentar Ralf para ela.

 

― Como que essa coisa te obedece? ― perguntou Andréa, olhando um pouco nervosa. Ela ficou a uma distância de uns doze metros de Ralf.

 

― É um contrato que tenho com o mesmo. Ele vive em meu poder, e quando preciso, eu o chamo. Mas não se preocupe, ele é manso e entende tudo que eu ou você diz. ― explicou Rael. Ralf não deu muita atenção a Andréa, ele brincou um pouco com Rael e esperou.

 

― Eu nunca vi ninguém controlar uma besta divina antes. ― disse Andréa.

 

― Sempre tem uma primeira vez pra tudo. Aliás, você nunca viu, mas isso não será porque você não se lembra? ― perguntou Rael.

 

― Eu não sei, mas acho que saberia ou não teria tanta surpresa assim. Você controla símbolos, cura veias, pode voar mesmo no sexto reino e ainda invoca uma besta voadora. Há algo mais que eu não sei sobre você? ― perguntou ela.

 

― Muitas coisas. ― disse Rael, o que não foi uma surpresa para a moça: ― E então, você vem? ― perguntou Rael estendendo a mão na direção de Ralf, como se dissesse para Andréa subir nele. Ralf se deitou esperando a moça.

 

― Nós vamos voar nele? Eu achei que iria voar abraçada com você... ― disse ela com um pouco de medo.

 

― Venha, não tenha medo. Ele não vai te fazer nada. ― garantiu Rael. Ralf olhava para Andréa inexpressivo, pensando no quanto os humanos eram medrosos.

 

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                No céu, Ralf voava agora levando os dois. Andréa estava na frente de Rael e o mesmo a agarrava por trás. Ralf fazia voltas por cima de regiões. Rael ia mantendo um tom alto de conversa com ela. Devido o forte vento zumbido os dois precisavam falar alto um com o outro para se ouvirem.

 

                Andréa não achou de todo ruim aquele passeio inusitado, ela se sentiu confortada com aquela situação. Ter um homem dando tanta atenção a ela era sentimento estranho que fazia o coração dela balançar, ao mesmo tempo, tal homem precisava ser morto e ela não podia desistir, afinal, ela estava ali pra isso.

 

                As mãos de Rael estavam cruzadas gentilmente na barriga da moça, ele ainda deitava seu queixo no ombro da mesma despreocupado, enquanto via os cabelos dela balançarem lindamente no ar. O cheiro dela, o cabelo, o corpo dela, tudo era perfeito, isso fazia Rael desejar estar na presença dela, fazia ele desejar possuir essa mulher. Para Rael, ela parecia uma boa pessoa, ele não conseguiria imaginar que os planos dela eram outros.

 

 

                Andréa olhava as mãos de Rael e sentia o rosto dele beirando o dela. Misturando aquele estado com ela voando em cima daquela besta e vislumbrando várias belas regiões, tudo fez parecer um momento mágico e mais uma vez ela vacilou em seu plano. Ela inconscientemente escorou o rosto no de Rael e admirou em silêncio.