O Herdeiro do Mundo

189 - Depois da Meia Noite

         Andréa juntou uma pequena porção de energia azul, usando o elemento Água na lâmina, para fortalecer o ataque e garantir que levaria a vida de Rael. Dos elementos de ataque, a Água era o mais difícil de ser sentido.Por isso, ele era muito usado para assassinatos.

 

 

                Rael estava eufórico ansiando pelo corpo de Andréa, mergulhado e brincando com os peitos dela, ele nem fazia ideia de que as mãos dela estavam prestes a enterrar uma adaga em seu coração. Se ele ao menos abrisse os olhos naquele momento e olhasse para ela, talvez pudesse perceber o olhar frio dentro daquela expressão um pouco quente.

 

                Tanto Rael quanto Andréa sentiram uma energia se aproximando da porta.

 

― ‘Merda!’ ― Rael se afastou dos peitos de Andréa xingando mentalmente e olhou na direção da porta. Andréa guardou a arma de volta no bracelete e começou a se vestir apressadamente.

 

                Natalia tinha acabado de entrar e encontrou Rael e Andréa sentados em sofás diferentes, um de frente para o outro. Andréa ainda estava arrumando o cabelo, tinha acabado de vesti a blusa nas pressas.

 

― Vocês estão aqui. ― disse Natalia sorridente, sem imaginar que agora à pouco os dois estavam se atracando.

 

― Eu levei Andréa por um passeio pelo território, depois lembrei que meu poder poderia ajudar na recuperação, mas não deu certo. Eu falhei. ― explicou Rael ainda sem graça, a sorte dele é que foi Natalia a pegar os dois agora, porque se fosse Mara a história poderia ser outra.

 

― Que pena... ― disse Natalia parada perto de Rael.

 

                Nesse momento, Rael olhou Andréa e percebeu que a mesma estava com o pescoço avermelhado, tinha algumas manchas espalhadas, e se Natalia olhasse poderia perceber. Rael ficou pálido e rapidamente iniciou um assunto:

 

― Esposa, por que voltou cedo? ― perguntou Rael.

 

― Mestra Leona disse que tinha algo a resolver hoje, então terminou a aula antes.

 

― e as aulas, estão indo bem? ― perguntou Rael.

 

― To ficando boa com as adagas e melhor ainda com o arco e flecha. ― explicou Natalia.

 

― Isso é maravilhoso! Depois vou querer ver isso. ― disse Rael sorrindo de volta.

 

― Você pode me ver treinar o dia que quiser. ― disse a moça, feliz pelo interesse de Rael.

 

― Com certeza, eu irei! ― disse Rael animado.

 

― Que bom. Eu vou cultivar agora, com licença. ― disse Natalia em seguida, saindo e subindo as escadas. Ela nem sequer desconfiou de nada.

 

                Rael fez uma expressão de alivio de um lado e Andréa outra do outro. Eles não demoraram a sentir a energia de Natalia se expandir lá em cima, a moça tinha começado a cultivar.

 

― Levanta, vem. ― Rael chamou Andréa, que obedeceu curiosa.

 

― O que foi agora? ― perguntou ela.

 

                Rael levou Andréa para o quarto que ela tinha ganhado para passar uns dias, e mostrou as manchas no pescoço dela diante do espelho.

 

― Por que você tinha que me chupar com tanta força? ― perguntou a mesma um pouco irritada. Esconder aquilo não seria nada fácil.

 

― Na hora eu nem pensei, tava tão bom... ― disse Rael tentando se desculpar. Andréa segurava o cabelo de lado, diante do espelho olhando a mancha e Rael estava parado do lado dela.

 

― Você disse que ninguém iria nos atrapalhar. ― reclamou ela.

 

― Foi um imprevisto. Você mesma ouviu da boca de Natalia. ― explicou Rael sem graça. Andréa ficou em silêncio, se olhando um pouco mau humorada. Por apenas um fio ela falhou. Se não fosse por Natalia, ela com certeza teria cumprido o seu objetivo.

 

― Eu vou dar um jeito nisso, tenho maquiagem que pode esconder. ― explicou ela, para o alívio Rael.

 

― Que loucura, o que fizemos mais cedo. Eu realmente não sei o que deu em mim. ― disse Rael sem graça.

 

― Você não vai começar a agir como se nunca tivesse feito aquilo, não? Vou ficar bem decepcionada. ― disse ela. Em resposta, Rael abraçou a moça por trás e cheirou os cabelos dela.

 

― Eu só não vou deixar os outros saberem agora, o que é natural, mas eu pretendo tomar você como esposa. Em breve, você estará se dando muito bem com as meninas e nada precisará ser escondido. ― explicou Rael.

 

― Esposa? ― perguntou Andréa surpresa, se sentindo envolvida pelo rapaz que a abraçava por trás enquanto via tudo pelo reflexo do espelho. O olhar de Rael era sério e quente, ele não parecia estar mentindo.

 

― Por que não? Você acha que eu só vou me divertir com você e depois descartar? Se vamos ter tal envolvimento devemos respeitar essa parte. Uma mulher como você, eu quero pelo resto da minha vida. ― disse Rael no ouvido dela.

 

                Aquelas palavras deixaram Andréa surpresa. Ela entendia um pouco dos homens e sabia que a maior parte só pensava no momento atual e mais nada, como Rael estava agindo à pouco. Ouvir que poderia ser uma nova esposa dele a deixou atrapalhada.

 

                Rael pela primeira vez na vida estava escolhendo uma mulher por conta própria, sem nenhuma obrigação. Dessa vez não era forçado, não era necessário, nem era para protegê-la. Rael simplesmente a queria.

 

― Só está dizendo para me animar. ― disse ela de volta, com uma expressão séria.

 

― Eu não costumo mentir e você é mesmo muito linda. Eu não sei dizer ao certo, mas existe algo em você que me puxa e que me faz te desejar. Eu não falaria essas coisas apenas pra me deitar com você, eu digo isso porque definitivamente te quero. ― Rael disse e continuou abraçando a Andréa.

 

― Agora me deixa antes que alguém perceba, eu preciso cobrir esse pescoço. ― disse Andréa corada. Ela ficou corada e irritada ouvindo isso de Rael.

 

― Ta bom. ― disse Rael, se aproximou do local manchado e deu um rápido beijo por cima do pescoço da moça, se divertindo enquanto ela ficava um pouco nervosa.

 

― Samuel! ― ela reclamou e ameaçou bater nele, mas Rael já tinha a soltado.

 

― Eu vou convencer minhas esposas a aceitar você, mas vamos fazer tudo com calma. ― disse Rael quase na porta.

 

― Tome um banho. Se suas esposas sentirem meu cheiro em você, elas vão perceber algo de errado. ― avisou Andréa se recompondo.

 

― Eita porra!É mesmo! ― disse Rael arregalando os olhos e fazendo uma cara de medo engraçada, se lembrando do último caso com Janete. Ele sumiu correndo, cruzando a porta. Isso fez Andréa se virar de volta para o espelho e rir, achando graça do rapaz. Quando ela percebeu que estava rindo e achando a situação interessante, ela se lembrou de seu propósito e voltou a ficar séria e fria como deveria estar.

 

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                Rael tomou um banho. Natalia continuava cultivando. Rael desceu e foi olhar Andréa. Ela já tinha se maquiado e escondido as manchas do pescoço.

 

― Parece perfeito. ― disse Rael depois de analisá-la.

 

― Você é muito descuidado. ― reclamou ela.

 

― A culpa não é só minha. ― disse Rael com um sorriso bobo.

 

                Antes de subir as escadas, Rael se lembrou de algo e perguntou.

 

― Você não cultiva? Não lembra de sua cultivação?

 

― Eu estou bem, sei cultivar mas não quero no momento. ― disse ela.

 

― Você que sabe. ― disse Rael e depois subiu, deixando Andréa parada na sala. Ela ainda se lamentava pela falha horrível que teve anteriormente.

 

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                A tarde chegou e, logo em seguida, a noite também veio. O jantar reuniu todos mais uma vez, Beta já tinha voltado da casa da mãe, todos estavam de volta na residência.

 

                Natalia continuava agindo naturalmente e mantinha uma conversa comum com Andréa, que parecia se dar muito bem com a moça. Mara, por outro lado, não parecia gostar de Andréa, só estava aturando-a porque foi um pedido de Rael. Ela nem sequer chegou a desconfiar sobre o que rolou enquanto ela estava fora, mas se ela soubesse que estava sendo traída dentro de casa, com certeza iria enlouquecer. Mara, mesmo com um pouco de insatisfação, guardou aquele sentimento dentro de si. Como ela sabia que Andréa estava sem memória, não podia culpá-la.

 

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                Mais tarde, Mara e Natalia tinham acabado de sair do banho e estavam com um aroma delicioso. Rael vendo as beldades entrarem no quarto de cabelos molhados já ficou animado. Antes de dormir eles sempre se divertiam.

 

― Por que vocês demoram tanto? ― perguntou Rael já puxando Mara e beijando a mesma por trás.

 

― Marido, espera. Deixa eu dizer uma coisa. ― disse Mara. Rael continuou beijando aquela pele perfumada dela enquanto a mesma tentava falar.

 

― Temos que fala de Andréa. ― disse ela. Isso fez Rael parar no mesmo instante o que estava fazendo.

 

― Por quê?O que houve? ― perguntou Rael.

 

― E se ela nunca se lembrar, o que iremos fazer? Manteremos ela aqui, para sempre? ― perguntou Mara preocupada.

 

― Esposa, deixa disso… Uma hora ela se lembrará. Dê alguns dias para ela.

 

― Nós não sabemos de onde ela veio, ou do que ela faz parte. Mesmo que ela não se lembre, ainda devemos ter um pouco de cuidado.

 

― Não sabemos mas temos uma ideia, ela é alguém de uma importante família. Tem modos, é bonita e educada. Ela não é pouca coisa. ― disse Rael.

 

― E daí se ela tem modos? Ela ainda pode muito bem ser uma assassina disfarçada, uma bandida ou qualquer coisa do tipo. Não se esqueça que muitos querem a sua cabeça, marido. ― disse Mara. Natalia até pensava em entrar no assunto, mas Rael sempre falava antes dela.

 

― Uma bandida com todo aquele dinheiro? Acho difícil. E sobre ser assassina é pior ainda. Ela é apenas um quarto reino e não põe ninguém nessa casa em risco, a não ser Beta. Mesmo se ela tentasse me matar, com aquele poder ela nunca iria conseguir. ― garantiu Rael.

 

― Você não pensou que o dinheiro dela poderia ser roubado?

 

― Amor, chega com esse assunto. Eu quero você agora. ― disse Rael, voltando a beijar Mara.

 

― Espera, eu ainda não terminei. ― disse Mara tentando fugir de Rael, mas seu marido a agarrou com força.

 

― Prima, ela não é uma má pessoa. ― disse Natalia, mesmo que o assunto parecia ter terminado. Isso deixou Mara sem vontade de lutar contra. Ela acabou se entregando para Rael, que começou a fazer o que desejava.

 

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                No quarto de baixo estava Andréa deitada, tudo parecia calmo lá em cima até a festinha do trio começar. Andréa estava novamente só de calcinha e sutiã, dessa vez usando peças escuras. Ela ficou um pouco incomodada com o barulho no teto, da cama tremendo e até mesmo com os gemidos das meninas. Isso a fez se lembrar de Rael chupando o pescoço dela. Por um momento o corpo dela chegou a querer esquentar a temperatura, quase entrando no clima, porém, ela balançou a cabeça irritada fugindo desses pensamentos, por fim, conseguindo evitá-los.

 

― ‘Eu tenho que acabar com isso logo!’ ― pensou Andréia irritada. Pegou um travesseiro e forçou por cima dos ouvidos, tentando dormir.

 

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                Já era uma hora da manhã quando eles pararam. Mara ainda chegou a questionar como que Rael estava com tanta vontade naquela noite, porque ele quase não quis parar de fazer. Rael estava praticamente insaciável.

 

                Rael tentou dormir, mas não conseguiu. Ele ficou se lembrando o tempo de seu momento com a deliciosa Andréa. E sabendo que ela estava sozinha no quarto de baixo, ele ficou ainda mais ansioso. Porém, Mara estava agarrada ao peito dele e Natalia aninhada ao seu braço, sair da cama sem despertar suas duas beldades era literalmente impossível.

 

                Rael pensou um pouco e teve uma ideia arriscada. Se levantando com a desculpa para ir no banheiro, ele acabou acordando as duas. No corredor ele conjurou seu clone, que como ele, estava somente de cueca. Passando as instruções ao clone, Rael ocultou completamente seu poder e desceu as escadas. O clone voltou para o quarto e se deitou no centro da cama entre as meninas, que o agarraram novamente achando que seria o verdadeiro.

 

                Embaixo, Rael foi na ponta dos pés e abriu a porta do quarto de Andréa. Ele escorou a porta silenciosamente atrás e caminhou até a cama da moça.

 

                Andréa tinha acabado de pegar no sono quando acordou com Rael a agarrando:

 

― O que...?! ― ela ia dizer algo em voz alta quando Rael tampou a boca dela com a mão.

 

― Sou eu, calma. ― disse o mesmo e depois soltou lentamente a boca dela. Andréa olhou Rael com um misto de surpresa e irritação. Estava um pouco escuro, por isso ela não estava vendo bem, mas Rael via tudo perfeitamente.

 

― O que pensa que está fazendo aqui? Não tem mais juízo?

 

― Eu não consigo tirar da cabeça aquele nosso momento na sala mais cedo. Eu quero muito você. ― disse Rael e mesmo vendo-a irritada, ele não se incomodou. Baixou o rosto e começou a beijar o pescoço da moça.

 

― Para, me solta! ― ela reclamou tentando empurrar Rael, mas o rapaz era muito mais forte que ela.

 

― Para de frescura. Eu sei que você também quer. ― disse Rael, pausando por um instante.

 

― Quero, mas não correndo o risco de ser descoberta por suas esposas. ― reclamou ela.

 

― Não vamos ser descobertos. ― disse Rael de volta, fazendo Andréa para de empurrá-lo.

 

― Como não? Você acha que uma esposa não vai notar o marido fora da cama? Você por acaso é burro? ― perguntou Andréa ainda irritada.

 

― É claro que notariam, isso se eu não estivesse lá. Deixei um clone meu, uma cópia exata de mim, e nesse momento as duas estão com ele. Você não tem que se preocupar em ser descoberta. ― disse Rael e voltou a beijar a mulher. Andréa, que antes estava relutante, se tornou mais calma e se deixou levar um pouco.

 

― Que tipo de clone é esse? Uma habilidade sua? ― perguntou ela interessada.

 

― Sim, minha. Enquanto eu estiver consciente, ele vai ficar lá normalmente, por isso você não ter que ter medo. ― disse Rael baixando mais e beijando o ombro de Andréa. Depois ele foi baixando e deslizando para baixo. Tirou o sutiã dela e beijou de novo os seios da moça. Depois, ele continuou descendo e foi beijando aquele ventre perfeito.

 

                Andréa, que estava tentando se controlar ao máximo começou a ficar vermelha e sua respiração foi ficando acelerada. Ela estava um pouco irritada com Rael, porque só precisou provocá-lo uma vez para o mesmo ficar atirado daquele jeito.

 

― Samuel, eu...! ― ela ia começar a falar quando o sentiu puxando a calcinha dela.

 

 

                Rael parou olhando a região perfeita de Andréa. Tinha uns cabelinhos bem curtos na parte de cima, enquanto embaixo estava a abertura especial vermelha e molhada. Tão linda e perfeita que parecia brilhar diante dos olhos de Rael. Rael não pensou nem um segundo antes de cair de boca por cima dela. Andréa, que estava tentando se recompor, arregalou os olhos e levou as mãos à boca para segurar um gemido involuntário que quase escapou alto demais.




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