O Herdeiro do Mundo

188 - Rael e Andréa (Parte 2)

Chegando em casa, Rael fechou a porta e guiou Andréa até o centro da sala, deixando a mesma em pé, parada.

 

 

― Fica parada aqui e não se mexe, se você tiver sofrido um acidente ou até mesmo estiver com algum veneno no organismo, eu curarei você. ― disse Rael. Ele recuou alguns passos para a distância que deveria tomar dela e parou, se preparando.

 

― O que você vai fazer? ― perguntou ela curiosa.

 

― Como eu disse antes, vou tentar te curar. ― disse Rael. Andréa achou estranho Rael tomar aquela distância.

 

― Você controla o elemento vida? ― perguntou Andréa, procurando se acalmar. Ela tinha um pouco de medo por não saber o que Rael ia fazer.

 

― Eu controlo muito mais que um elemento. Eu controlo todos. ― disse Rael.

 

― Controla todos os elementos? Isso é impossível! Ninguém no mundo pode ter todas as combinações. ― disse Andréa surpresa.

 

― Vou te mostrar. ― disse Rael se concentrando. Uma série de pequenas explosões foi ouvida e os símbolos apareceram circulando Rael. Andréa ficou boquiaberta vendo aquela cena, seus olhos cor de mel ficaram arregalados diante da demonstração majestosa do poder de Rael.

 

― Cada cor que você vê representa um elemento. O vermelho que parece um ser com os braços deitados é fogo, o amarelo é terra, o verde é vida e assim por diante. ― explicou Rael.

 

― Como você consegue fazer eles se materializarem assim?

 

― Eu não sei, isso está ligado ao meu poder e quem eu sou. Eu aprendi a usar esse poder não faz muito tempo, ainda há muitos mistérios sobre isso. Mas eu posso usar todos os elementos existentes. Por isso meu cultivo aumenta tão rápido. ― explicou Rael.

 

― Seu poder é bonito... ― disse Andréa se acalmando um pouco, embora ela ainda parecesse um pouco preocupada.

 

― Já acredita em mim? Se não acreditar, depois posso mostrar a você cada um dos elementos em uso. ― disse Rael.

 

― Não será preciso, eu acredito agora. ― disse Andréa, mas ela ainda tinha um pouco de preocupação e Rael percebeu.

 

― Ótimo. Agora não tenha medo, isso não vai ferir você. Peço que continue parada. ― disse Rael, olhando a moça. Andréa mesmo surpresa fez um sim com a cabeça.

 

                Os símbolos saíram de Rael e começaram a circular a moça. Rael fechou os olhos por breves seguidos e os abriu segundos depois. Os olhos de Rael estavam completamente brancos e ele estava encarando o corpo físico de Andréa. O que Rael via agora era o corpo dela em forma espiritual. Ele via todos os pontos de poder e a formação corpórea energética naquele estado. Rael achou estranho que não havia nenhum sinal de ferimento na região da cabeça e nenhum sinal de alguma outra coisa agindo no corpo dela.

 

― Estranho, você não parece ter nada de errado. ― disse Rael. Os símbolos continuavam circulando Andréa, que ficava ali parada, olhando atenta para os que passavam em sua frente com um tom de preocupação.

 

― O que acontece se eu tocar neles? ― perguntou Andréa levantando uma mão depois de criar mais coragem. Rael nunca tinha pensado nisso e ninguém tinha tentado antes. Isso deixou Rael curioso, que até se esqueceu do que estava fazendo.

 

― Pra falar a verdade, eu não sei. ― disse Rael olhando ela seguir com o dedo.

 

― Vamos descobrir. ― disse ela. Andréa esticou o dedo indicador contra o símbolo cinza que parecia um capacete. Ao tocar no símbolo, ele tremeu e balançou no ar, soltando algumas ondas extras de energia cinza. Nada demais ocorreu, ela apenas saiu um pouco a circulação de sua rota e depois voltou ao normal. Andréa deu risada se divertindo.

 

― Ele é quente, suave e leve; a sensação do toque é como se eu tivesse empurrado algo contra a água.

 

― Que bom que gostou. ― disse Rael. Andréa não parou em um. Ela tocou um a um deles e a mesma coisa ocorreu. Ela se divertiu rindo e Rael achou a situação interessante. De repente Andréa pareceu despertar sobre algo e voltou a ficar séria. Ela parou toda a brincadeira e abaixou as mãos.

 

― Algum problema? ― perguntou Rael, achando estranho a mudança de humor dela.

 

― Não, pode continuar. Eu só senti que estava atrapalhando você. ― se desculpou ela.

 

― Você não estava atrapalhando. Bom, de qualquer forma, vou dar um presente a você. Se sentir algumas fisgadas no corpo, não tenha medo porque sou eu trabalhando. ― explicou Rael se concentrando e iniciou a liberação dos pontos de poder da menina. Rael fez como sempre fazia, se concentrou e enviou energia usando os seus símbolos, mas algo deu errado. As energias que foram enviadas ao corpo de Andréa foram barradas por uma barreira invisível, que não permitiu os símbolos agirem como de costume.

 

― Que estranho... ― disse Rael vendo a barreira sumir. Ele viu a barreira roxa apenas momentaneamente. Segunda tentativa e a mesma coisa ocorreu. Rael se concentrou e mudou para a visão que via as veias espirituais. Ele tentou curar as partes danificadas e teve o mesmo resultado. De alguma forma misteriosa ele não conseguia fazer qualquer coisa no corpo de Andréa e ela não estava lutando contra ele.

 

― Algum problema comigo? ― perguntou Andréa, depois de notar a expressão inquieta de Rael. Andréa também ficou um pouco inquieta, como Rael, ela também ficou preocupada com algo.

 

― Eu não sei dizer o que há com você, mas tem um tipo de barreira que me impede de fazer qualquer coisa. ― disse Rael e cancelou os símbolos, fazendo os mesmos recuarem e voltarem a ele. Andréa por um instante fez uma expressão aliviada.

 

― Eu nunca vi uma barreira em cultivadores assim antes. ― disse Rael com uma expressão pensativa.

 

― Barreira? ― perguntou Andréa voltando a ficar curiosa.

 

― Sim, barreira. Por causa disso eu não consegui fazer nada por você. ― explicou Rael.

 

― Como o quê, por exemplo? O que faria por mim?

 

― Eu curaria suas veias, deixando você novinha em folha. Mas não consegui, a barreira misteriosa que você tem no corpo não deixou. Se você estivesse com algum veneno ou machucada, eu também poderia curar esses problemas. ― disse Rael como se não fosse nada demais.

 

― Você pode curar veias sem nenhum tipo de operação? ― perguntou Andréa chocada.

 

― Posso. Já fiz isso nas minhas esposas, na minha sogra e em meu sogro. ― explicou Rael.

 

― Como isso é possível? Que tipo de poder misterioso é esse que você possui? ― perguntou Andréa, cada vez mais impressionada. Rael nem sequer mencionou os pontos de poder e ela já estava naquele estado.

 

― É complicado falar sobre isso. Vamos apenas manter em segredo. ― disse Rael depois de alguns segundos.

 

― Não se preocupe, eu não conheço ninguém pra contar tal coisa. ― disse ela e sorriu levemente. Rael se aproximou sem dizer nada e levou a mão ao rosto dela:

 

― Eu também não olhei seu tipo de cultivo ou suas capacidades antes. Por favor, me deixe ver. ― disse Rael.

 

― Claro. ― disse ela tranquilamente olhando Rael. Rael fechou os olhos por um instante em concentração e forçou seu poder sobre ela. Naquele instante, Rael bateu de cara com a mesma barreira, ele não conseguiu ver nada sobre ela.

 

― E...? ― perguntou ela curiosa, vendo Rael abrir os olhos.

 

― A mesma barreira. Essa barreira bloqueia praticamente tudo. Ela é muito poderosa. ― disse Rael sem graça.

 

― Devo me preocupar com essa barreira? ― perguntou Andréa.

 

― Acho que não, ela só está protegendo você. ― disse Rael que não pensou muito.

 

― Sabe, você é incrível. Ter tais capacidades misteriosas como esses símbolos, e poder voar antes do décimo reino não é para qualquer um. E ainda imagino que você nem esteja me contando tudo. ― disse ela com uma expressão satisfeita. O olhar dela era como o de uma predadora feminina. Naquele momento, Rael soube por instintos próprios o que iria acontecer, mas ele não conseguiu reagir, seus olhos ficaram presos nos olhos de Andréa como se fosse um imã preso a outro.

 

― Espere, o que você vai fazer? ― Rael ainda tentou se afastar quando as mãos dela avançaram, prendendo o pescoço de Rael.

 

― Você não é apenas um homem que salvou a minha vida, você é um homem muito poderoso e com um grande futuro. ― disse ela, em um tom sedutor. Ela manteve os olhos abertos e aproximou seus lábios dos de Rael enquanto parecia esperar que ele fizesse o movimento. Os braços dela ficaram cruzados no pescoço de Rael mantendo ele preso. Rael ficou ali parado, encarando aquela sedutora mulher. Ela não disse uma palavra, ficou apenas provocando Rael, deixando partes do corpo dela se encostando nele, assim como mantinha aquela boca próxima.

 

― Sabe que eu não posso fazer isso... Eu sou casado... ― disse ele um pouco nervoso. O coração de Rael já estava disparado no peito.

 

― Ninguém está vendo, e elas não precisam saber. ― disse Andréa mantendo a calma.

 

― Você não se lembra quem é. E se for noiva de alguém? E se já for casada? ― perguntou Rael se controlando. Se não fosse por aquele momento que ele teve com Emilia, ele com certeza já teria voado nos lábios dela.

 

― Não sou. Alguém já teria me procurado, não acha? Não sei quem sou, mas sei que agora eu quero você.

 

― Isso está muito rápido, não acha? ― perguntou Rael, cada vez mais nervoso.

 

― Rápido, você diz? Mas isso é culpa sua também. Eu sei como você me olha, sei que você me deseja. De manhã, você lançou um olhar bem feroz sobre mim. ― disse ela mordendo levemente os lábios, deixando Rael ainda mais louco.

 

O calor do corpo dela, o hálito, os toques corporais, a expressão do rosto dela, a beleza encantadora, tudo agia como uma força poderosa querendo arrastar Rael para aquele momento.

 

― Eu estaria... Me aproveitando de você... ― disse Rael, tentando reunir todas as suas forças para continuar resistindo.

 

― Só estaria se aproveitando se fosse contra a minha vontade. ― disse ela novamente, o que fez sentido na cabeça de Rael, se ela estava querendo era outra coisa. Rael não resistiu mais. Ele aproximou a boca e tocou os lábios dela, sentindo toda aquela maciez, aquele sabor maravilhoso e aquela suavidade molhada. Os dois se beijaram suavemente no começo, lambendo e chupando os lábios um do outro. Andréa parecia ter prática em fazer aquilo porque ela beijava muito bem. Os lábios dela pareciam se encaixar perfeitamente com os de Rael,tornando o beijo muito melhor.

 

                Rael não demorou nem segundos daquele beijo para a coisa crescer ferozmente embaixo,elevando um monte em sua calça. Talvez fosse por aquele beijo quente e delicioso, ou talvez pelo encostar corporal, mas o que estava mais intenso na mente de Rael, era o fato dele saber que estava beijando e agarrando uma garota linda, extremamente linda na verdade. Enquanto a beijava, ele se lembrava dela somente de calcinha e sutiã, como a viu de manhã.

 

                Andréa era mais alta que Mara e Natalia, só era um pouco mais baixa que Rael, então, em proporção corporal, ela e Rael em pé ficavam bem encaixados somando todas as regiões do corpo. Foi por isso que Andréa sentiu o monte duro de Rael exatamente por cima do local especial dela, ela até chegou a querer parar o beijo no susto, mas Rael não deixou. Ele que não queria ter começado, agora não queria parar.

 

― Samuel, espera... ― Andréa tentou dizer, mas Rael estava cada vez mais tomado por ela. O sabor da boca, o toque do corpo tudo nela parecia incrível. Na época de Emilia, Rael lutou pra resistir porque aquilo não poderia acontecer. Ele poderia ter tido problemas, mas agora era diferente, Andréa não causaria problemas a ele além de prazer. Quando Rael se lembrava dela só de calcinha e sutiã, ele ficava ainda mais empolgado, pensando em como seria essa mulher nua. Melhor ainda, como seria penetrar uma mulher dessas? Se só em beijar já causava tudo aquilo nele.

 

― Samuel, eu... ― Andréa tentava falar quando tinha chance, mas Rael não escutava. Estava cada vez mais tomado pelo desejo primitivo do homem, agarrou-a com mais força e, como um vulto, a levou e empurrou contra uma parede. Naquele instante, Rael abandonou os lábios dela e correu a boca cheirando a pele do pescoço dela, ele cheirou com vontade aquela pele macia e suave, o cheiro era tão bom que parecia rosas perfumadas. Rael simplesmente começou a lamber e cheirar, ao mesmo tempo mantendo Andréa presa.

 

Andréa podia estar tentando parar ou fazer uma pausa, mas ela também estava quente e excitada com a situação. Com o rosto virado para o lado contrário que Rael chupava, ela fazia uma expressão difícil enquanto tinha a respiração mais acelerada. Sem contar as partes de baixo que ficavam se tocando, Rael não se segurou e imprensou o dele contra a dela. Ele queria que ela sentisse e soubesse o quanto ele estava duro por causa dela.

 

Não demorou muito pra Rael descer as mãos por baixo da blusa cinza dela e correr com as mãos para cima, levantando o tecido enquanto sentia a pele quente da mesma.

 

― Samuel, devagar! ― disse ela um pouco envergonhada. Rael deixou suas mãos correrem por dentro até chegar aos dois picos e ali ele agarrou com gosto por dentro do tecido.

 

― Aaiiin... ― Andréa não segurou e soltou um gemido. Rael não estava sendo muito cuidadoso com a moça e a apertou com uma certa violência. Ele voltou a beijar os lábios dela e o pescoço ao mesmo tempo que, com as mãos, ele apertava os seios.

 

― Samuel, suas esposas ou sogra podem aparecer a qualquer momento. ― disse Andréa preocupada.

 

― Qual é o seu problema? Você não estava me provocando agora à pouco? ― perguntou Rael, finalmente fazendo uma pausa depois de tanto ela chamar a atenção dele. Mas Rael não tirou as mãos de dentro da blusa dela, ele continuou segurando firme os dois peitos. Rael sentia o coração acelerado da moça através dos seios.

 

― Eu só quero saber se estamos seguros e que ninguém vai nos atrapalhar ou chegar de repente. ― disse Andréa, sem dar importância ao fato de Rael continuar os segurando firmemente.

 

― A empregada Beta foi visitar a mãe e só volta de noite. Minhas duas esposas só voltam a partir das duas horas da tarde. Considerando que ainda nem é horário de almoço, então temos um bom tempo até elas chegarem. Minha sogra e meu sogro estão cultivando e não irão aparecer aqui agora. ― garantiu Rael. Rael ainda estava com a respiração acelerada.

 

― Agora é outra coisa... ― disse Andréa e voltou a beijar Rael. Ela ficou muito mais a vontade sabendo que não iria ser atrapalhada.

 

                Rael rapidamente voltou para o clima e mergulhou nos beijos com ela. Andréa tirou a blusa e o sutiã durante o beijo, revelando os dois picos rosados e maravilhosos que saltaram para fora. Como Andréa esperava, Rael mergulhou neles com os olhos fechados. Ele chupava, lambia e até dava leves mordidas de tão excitado que estava. O cheiro e o sabor do corpo dela pareciam causar quase uma alucinação em Rael.

 

 

                Andréa arfava com a respiração acelerada. Mesmo assim, ela afastou as mãos de Rael, juntou as duas nas costas rapaz e fez surgir uma adaga dourada. Rael estava tão descontrolado beijando a moça que nem notou isso. Ela juntou as duas mãos, segurando firme a adaga e se preparou para fazer um ataque rápido.