O Herdeiro do Mundo

171 - A Briga das Princesas

Rael não teve problemas em ajudar Rayger, liberando seus pontos de poder, exceto um que ele continuava não conseguindo. Curou suas raízes danificadas e entregou um anel de cultivo SS de 100% de apoio.

Depois, fez o mesmo em sua sogra. Rael também tinha preparado as pílulas e entregou aos mesmos. Até aquele momento, apesar da aura dos dois estarem monstruosas, não houve nenhum problema.

― Esperem eu sair antes de tomar essas pílulas, pois não quero ver nem o tio nu e nem a sogra. ― disse Rael e se virou, avançando até a pedra de teleporte e a tocou, deixando ambos sozinhos.

Neide e Rayger se olharam ansiosos e um pouco curiosos devido ao que Rael disse. Em seguida, engoliram as respectivas pílulas, que aumentaria a velocidade de seus cultivos.

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De volta na residência Raleon, Rael suspirou. Seu reforço estava feito, agora só restava os dois atingirem o limite. Mesmo Rael tendo feito todos os procedimentos para acelerar a cultivação dos dois por várias e várias vezes, os mesmos ainda iriam demorar muito para avançarem ao nível máximo. O Reino 13 – O Lendário Poder Final não era brincadeira.

Até as esposas de Rael, que estavam no oitavo reino, começaram a ter dificuldades de avanço porque a partir do oitavo, as coisas já começavam a ficar mais complicadas.
Rael simplesmente foi para casa e passou o restante da tarde cultivando.

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* * *

Três dias se passaram. Rael havia recebido um convite do imperador Elidas para comparecer ao castelo. Iria ser um evento festivo reunindo varias pessoas ligadas diretamente ao império, como lideres e governantes de alguma cidade.

Neide conversou com as esposas de Rael e, mesmo relutante, Mara concordou em não ir. Natalia foi muito mais fácil de se convencer quando disse que era pelo desejo de Rael.

― Mãe, até você está trabalhando contra mim! ― reclamou Mara, visivelmente angustiada.

― Filha, isso é pelo desejo de seu marido de libertar os escravos. Você deve ser mais compreensiva. ― insistiu Neide. Mara não teve o que fazer a não ser aceitar.

Neide sabia que era a chance de Rael conhecer as filhas do imperador e, portanto, ele deveria ir sem a companhia de nenhuma esposa.

― Eu serei sua única companhia hoje, genro. ― disse Neide em um deslumbrante vestindo azul claro, tinha mangas soltas do vestido até nos braços, dando uma impressão de realeza.

Rael e Neide entraram na carruagem que os levaria e, como sempre, uma carruagem de guardas os seguiram atrás.

― Por que Rayger não quis vir conosco? ― perguntou Rael.

― Ele ficou para cultivar.Ele está bem atrás de mim, então está desesperado para me acompanhar e, com isso,cada tempo que ele tem disponível é usado para esse fim. ― explicou Neide.

― Entendi... ― disse Rael, se virando de lado. Neide estava realmente bela naquele vestido, não era por menos que sua esposa Mara era tão linda. Rael entendeu a quem ela puxou.

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No castelo imperial, o imperador tinha acabado de instruir as duas filhas sobre Rael:

― Não importa os esforços que vocês duas tenham feito todos esses anos. O que importa agora é qual de vocês duas vai conseguir fisgar o coração do jovem mestre Samuel. Aquela que conseguir será nomeada futuramente como a nova imperatriz. É por isso que chamei apenas vocês duas para dizer isso. ― disse o imperador diante de suas lindas filhas.

Alana era sua filha mais velha, tendo vinte e cinco anos. Ela tinha pele branca, cabelos loiros, lisos e curtos, na altura do ombro. Seus olhos eram de um azul tão claro como um lago cristalino, mais puxados ao seu pai. Alana era levemente alta, chegando a um metro setenta, e seu porte físico era magro, mas ainda assim era linda em sua forma corporal. Como a filha de um verdadeiro imperador, sua pele, seu perfume, sua postura e seus cabelos eram bem trabalhados e, portanto, ela era belíssima a vista de qualquer ângulo. Ela sempre mantinha um ar sério de uma verdadeira princesa.

Anita era a filha mais nova. Com seus vinte e um anos, a jovem possuía uma pele branca, também esbelta, porém um pouco mais baixa que sua irmã mais velha. Em vez de ter olhos azuis, ela puxou a mãe e seus olhos eram verdes claros, brilhantes como esmeraldas. Ela tinha cabelos longos, loiros, e ondulados. Como a irmã, seu estado corporal em um todo era requintado e muito bem distribuído. Sua postura não era tão séria quanto a da irmã e, em vez disso, ela era mais cativante, preferindo manter uma expressão mais sorridente do que permanecer com um ar mais sério.

― Se é o desejo do pai real, eu, Alana, farei o possível para atrair a atenção desse jovem mestre. ― disse Alana e saudou o pai, enquanto levantava as abas do vestido e baixava a cabeça.

― Pai real, eu irei conhecer o jovem Samuel de quem o senhor tanto fala, ele parece ser um grande homem. Se ele for do meu interesse eu irei conquistá-lo. Mas se não for, o deixarei para minha irmã mais velha. ― disse Anita sorrindo e saudou o pai, mas sem levantar as laterais do vestido.

Alana lançou um olhar severo para a irmã mais nova, porque aquilo era uma indireta de que ela tinha muito mais chances. Anita não ligou, ela continuou com seu sorriso carismático e saiu, deixando os dois no salão. Alana morria de raiva, porque a impressão que ela tinha de sua irmã era que ela vivia debochando de todos, inclusive dela.

Mas isso não era a impressão de todos. Para os guardas, escravos, servos reais e convidados, Anita era tida como a filha do imperador mais chamativa, seu sorriso para irmã mais velha parecia algo irônico, mas a vista dos demais era como um belo sorriso doce. Todos a consideravam a princesa mais pura e meiga.

― O pai real não pode estar falando sério em entregar o império nas mãos de minha irmã mais nova. Ela não tem capacidade alguma de liderar o nosso império. ― disse Alana em um tom sério. Diferente de Anita, Alana estudou arduamente para conhecer as leis do império, assim como as cidades, com seus pontos positivos e negativos e todo o esquema de poder que faziam as coisas funcionarem. Alana era deveras esforçada nesse quesito, bem diferente de sua irmã, que deixava as aulas e ia se divertir e brincar por aí.

― Basta você conquistar o jovem e não terá que ver isso acontecer. ― disse Elidas, com as mãos juntas abaixo do queixo enquanto olhava sua bela filha. Alana não gostou da resposta, se virou e saiu irritada em passos rápidos. Ela tinha se esforçado muito para seu pai mudar as regras repentinamente e ferrar tudo o que havia feito até então. Sem mencionar que os outros três filhos homens não faziam ideia do que estava rolando naquela reunião.

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O castelo estava bastante movimentado. Pessoas importantes não paravam de chegar e passar seu nome para os oficiais de cargos maiores que controlavam a entrada do castelo, junto com dezenas de guardiões.

― Seu nome, senhorita? ― perguntou o oficial com a lista em mãos, encarando uma belíssima jovem em um vestido vermelho com pontos dourados reluzentes.

― Elizabete Ridrel. ― disse a mesma. O oficial conferiu a lista e percebeu que o nome da mesma já estava marcado, como se já estivesse recebido a própria. Ele se lembrou que momentos antes uma bela mulher de cabelos escuros e olhos azuis tinha dado o mesmo nome para a entrada. O coração do oficial disparou por dentro:

― A senhorita poderia me mostrar sua identificação, por favor? ― perguntou o oficial, torcendo para estar enganado sobre o que ele começou a pensar.

― Que rude! Como o senhor pode não me conhecer? Eu sou a filha da governanta Anastásia Ridrel, da cidade Miradial. Vim em nome da mesma devido a este momento minha mãe estar um pouco adoentada. ― disse a mulher e mostrou um cartão ao oficial, que após conferi-lo começou a suar frio.

― Mil desculpas, senhorita Elizabete. Por favor, entre. ― disse o oficial. Percebendo a palidez do homem, Elizabete já achou suficiente o medo apresentado pelo mesmo e não disse mais nada, apenas passou de nariz empinado. Mas o homem não estava pálido pela dura que havia tomado, estava pálido porque tinha de fato uma penetra no castelo.

― Heraldo, avise todos os guardiões para ficarem atentos, acho que temos uma visitante que não deveria estar aqui. Tome conta da entrada. ― disse o homem, entregando-o a lista: ― Eu irei dar uma volta e checar todos os convidados para ver se encontro a mulher entre os visitantes. ― depois de dizer isso o oficial saiu apressado.

Heraldo usou o anel e passou a informação aos seus homens. Nesse momento, Neide e Rael apareceram diante dele. Rael estava vestido de azul hoje e, em vez de uma blusa de mangas longas, ele usava um elegante terno com partes brancas por dentro.Ideia de sua sogra,obviamente.

― Samuel Raymonde e Neide Raleon. ― disse Neide para o oficial.

― Os dois podem entrar. ― o oficial reconheceu os dois e rapidamente deu a permissão de entrada.

Rael e Neide entraram. Haviam várias mesas espalhadas em um enorme salão. Uma grande quantidade de pessoas já havia chegado e ocupados alguns assentos. Servos do castelo passavam a todo o momento, servindo bebidas e petiscos para os convidados. Havia tanto convidados sentados como em pé numa área separada para conversas.

Quando perceberam a chegada de Rael e Neide, os olhos de todos brilharam como se estivessem vendo ouro vivo. Eles imediatamente atraíram toda a atenção do evento. Muitas daquelas pessoas tinham visto a luta de Rael no torneio familiar do clã Torres, a outra parte conhecia Neide,uma das mulheres mais poderosas de todo o império.Era difícil imaginar alguém que não conhecer um ou outro.

― Estão todos nos olhando. ― comentou Rael, após observar em volta.

― E essa é a intenção, genro. Quanto mais atenção chamarmos, melhor. ― disse Neide sorrindo.

― Alguma chance de Elisa mandar alguém agir aqui? ― perguntou Rael um pouco preocupado devido a ainda não estar recuperado.

― Improvável, mas não impossível. ― respondeu Neide silenciosamente.

Eles nem chegaram a andar muito e já foram cercados por alguns conhecidos de Neide, que vieram cumprimentá-la. Neide foi educada como de costume e interagiu um com os mesmos. Rael também fez o mesmo, cumprimentando-os de volta e respondendo a todos.

Não demorou muito para Alana, a filha mais velha do imperador, entrar no salão e, ao ver os dois, ela rapidamente começou a se aproximar com o seu belo vestido roxo. Os jovens presentes no local só poderiam suspirar e ver tamanha beleza seguindo decidida em direção a Rael e Neide.

As filhas do imperador não andavam acompanhadas de guardiões. Dentro do castelo tinha segurança suficiente para evitar qualquer tipo de transtorno. Dessa forma tudo parecia mais simples, mas se algum enxerido tentasse importunar uma dessas duas princesas, os guardiões mais próximos já correriam para afastá-lo sem nenhum desastre.

A chegada de Alana dispensou completamente os outros convidados, deixando somente Neide e Rael para a conversa. Rael ficou bobo diante da beleza daquela mulher. Alana era uma mulher de bastante classe e, consequentemente, ela parecia muito mais linda aos olhos dos outros. Ela parecia ter um tipo de personalidade forte como a Mara, mas não era agressiva como a sua esposa. Ela parecia como um tipo de diamante inalcançável para qualquer um, como se comparado ao resto das mulheres,Alana era como se fosse uma deusa.

― Senhora Neide, Jovem mestre Samuel, é uma honra recebê-los. ― disse Alana graciosamente, os cumprimentando segurando as abas do vestido. Neide não conseguiu esconder um sorriso satisfeito, imaginando o quão rápido estavam progredindo. Rael, por outro lado, engoliu um pouco de saliva porque até mesmo a pose da princesa tinha seu encanto. Ela realmente parecia ser uma princesa tirada de um conto de fadas.

― Princesa Alana, a honra é minha de poder visitar o castelo imperial de seu pai. Você já conhece o meu genro Samuel? Ele não gosta muito de formalidades, então você pode tratá-lo como Samuel mesmo. ― disse Neide, já empurrando Rael para a anfitriã. Alana, que não era boba, entendeu tudo e se recompôs com um leve sorriso.

― Se Samuel também não se importar, pode me tratar apenas por Alana. ― disse a mesma graciosamente de volta.

― É claro... Claro que não que me importo. ― disse Rael um pouco sem graça. Era a primeira vez que ele ficava sem jeito diante de uma bela mulher. Ela não era apenas bela, Alana parecia exibir um tipo de poder especial, mesmo não sendo uma poderosa cultivadora.

― Se esse é caso, será que eu... ― Alana nem terminou de falar e uma bela figura usando um vestido lindo branco se aproximou em passos rápidos. O vestido de Anita parecia mais simples do que o de sua irmã em termos de espessura, mas em relação a sensualidade ela ganhava em disparado. O vestido de Anita tinha uma abertura, onde exibia suas lindas pernas, muito mais lindas do que as pernas que as belas pernas de Samara do clã Sangnos. Sem mencionar os detalhes com pedras brilhantes incrustadas no vestido, que quando Anita caminhava um brilho corria por todo seu vestido, ressaltando suas pernas e sua real beleza, deixando também mais pele amostra. Ela não tinha a seriedade de sua irmã, era mais como uma princesa um tanto sapeca.

― Olá, senhora Neide. ― disse ela, chegando com um tom alegre e cortando a irmã na mesma hora: ― Jovem mestre Samuel, me siga! ― Anita não esperou qualquer resposta dos convidados. Enquanto mantinha seu sorriso puro e cativante, ela já saiu puxando Rael, que se deixou levar sendo puxado por aquela pequena e frágil mão. Ele ficou ainda mais impressionado com Anita. Anita era linda e mais carismática, diferente de sua irmã, que era bem séria.

― Irmã mais nova, o que acha que está fazendo? ― perguntou Alana um pouco irritada, fazendo os dois pararem a uns três metros. Rael parou junto com Anita, que se virou sorrindo:

― Irmã mais velha, não seja mal educada e apresente o castelo para a senhora Neide. Eu já irei fazer minha parte, apresentando-o para o jovem mestre Samuel. ― disse Anita sorrindo. Em seguida, se virou continuou puxando Rael, que não ficou parado e a seguiu. Naquele momento, um servo se aproximava servindo taças de vinho. Anita fez uma pausa e pegou uma, entregando para a mão livre de Rael, depois pegou outra e voltou ao que estava fazendo.

O salão inteiro tinha entrado em um silêncio mortal. Todos os presentes perceberam o que acabou de ocorrer. As princesas estavam lutando pela atenção do jovem mestre Samuel, mas ele não era qualquer um. Ele era o homem casado como Mara e Natalia, duas beldades do clã Torres. Todos somente poderiam morrer de inveja ao imaginar a grande sorte de Rael.

Alana ficou ali parada, segurando todos os sentimentos de raiva. Como princesa, ela não podia se deixar ser dominada pelo ódio. Sua irmã mais nova estava sempre a provocando e tomando sua frente. Neide não podia deixar de rir mentalmente da situação. Se ela achava que uma das filhas do imperador estava sendo rápida, o que iria dizer sobre a outra, que parecia já estar levando Rael para uma noite de núpcias?

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Anita levou Rael para o quintal dos fundos do castelo. Um imenso lugar aparentemente sem ninguém.

― Você viu a cara da minha irmã? Hahahaha! ― Anita ria animada ainda segurando a mão de Rael enquanto o guiava. Rael estava bobo. A garota à frente era bem cativante, seu sorriso ou sua risada pura pareciam cânticos de uma fada. Sem mencionar o cheiro perfumado da mesma, que era de longe o mais incrível que Rael já sentiu em uma mulher.

Ela soltou Rael em seguida, alguns metros depois de entrarem nos corredores do jardim. Rael ainda ficou quieto observando a moça que o carregou até aquele local.

Anita percebeu que já tinha ganhado a atenção de Rael, que obviamente não era nenhuma surpresa. Ela não ligou para o seu silêncio. Em vez disso, ela ergueu sua taça suavemente com a mão direita, e sensualmente abriu a boca, exibindo timidamente seus dentes aperolados. Seus lábios, vermelhos como o próprio vinho, tocaram na taça e ela lentamente ingeriu um pequeno gole. Rael ficou literalmente de boca aberta, como se tivesse intoxicado por toda aquela cena. Anita, mesmo com tão pouca idade, sabia como seduzir um homem em pouquíssimas ações.

Ela não disse uma única palavra. Apenas lançou sua taça ainda com vinho de lado e se aproximou, tocando no peito de Rael enquanto movia as mãos para perto do coração do jovem. Em poucos instantes, ela sentiu o coração de Rael turbinado e sorriu, se tornando ainda mais sensual:

 

― Será que o jovem mestre Samuel desejaria me beijar? ― perguntou Anita, deixando seu rosto levemente erguido para o de Rael que a olhava de volta, completamente hipnotizado.




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