O Herdeiro do Mundo

166 - Completando a Quarta

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Nego

Depois de se divertirem no rio, Rael e Rose trocaram suas roupas íntimas e se vestiram. Eles ainda voaram um pouco mais com Ralf antes voltar para casa, próximo ao horário de almoço. Rael iniciou um chamado com Laís para verificar se tudo estava indo bem. E descobriu que eles não tiveram qualquer problema na trajetória.

O resto do dia seguiu normalmente e ninguém fazia qualquer piada ou acelerava Rael em qualquer coisa. Rika, Emilia e Violeta fingiam estar no dia mais normal possível, mas era só Rael virar de lado e as três lançavam olhares curiosos.

Para elas, Rael era o do contra. Se elas queriam que ele fizesse algo, então ele provavelmente não faria. Por isso era melhor manter tudo em sigilo.

― É impressão minha, ou vocês estão estranhas hoje? ― perguntou Rael, depois de se virar de repente e descobrir as três desviando seus olhares que estavam sobre ele.

― O quê? Claro que não. ― disse Rika tentando parecer normal.

― Por que acha isso? É só um dia comum. ― disse Emilia.

― Eu não sei, vocês parecem estar com receio de mim ou algo do tipo… ― observou Rael desconfiado, mas ele não tinha ideia do que poderia ser.

Rose, por outro lado, não estava nem ai com isso. A celestial sabia o que estaria por vir e já imaginava que todas ali sabiam da situação, mas ela não tinha um grau de vergonha muito alto, por isso não ligava. E se caso alguém perguntasse se ela estava feliz e o motivo, ela com certeza responderia tudo normalmente, e ainda explicaria o porquê.

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A noite chegou, e conforme o combinado, os dois foram para o local que antes eles haviam pesquisado. Depois do pouso, Rael permitiu que Ralf fizesse um passeio mas que ficasse por perto, que ficou feliz e partiu voando, deixando os dois sozinhos.

Os dois se olharam sobre o brilho da lua, que era a única iluminação para Rose. Rose não estava envergonhada mas ainda tinha um pouco de timidez, porque mesmo ela sabendo algumas coisas não tinha nenhuma prática.

― Deixe-me preparar o local antes. ― Rael utilizou sua aura e fez um tipo de varredura no chão, afastando o pó e limpando um local. Depois, ele lançou um confortável colchão e o cobriu com uma lençol, ele não ia fazer no chão duro com ela. Rose ficou o tempo inteiro o observando.

― Eu acho que já está bom. Eu poderia colocar algumas luzes, mas isso poderia atrair estranhos que passassem voando, então prefiro manter as coisas assim. ― explicou Rael, que não queria nem imaginar ser atrapalhado por algo quando começassem.

― Tiro minhas roupas agora? ― perguntou Rose.

― Sim… ― disse Rael e já começou a se despir junto com Rose.

Em um minuto, os dois ficaram nus se olhando. Rose podia ver parte do peito de Rael e do restante a abaixo mas isso com algumas sombras, já Rael podia ver Rose perfeitamente.

Rael não disse nada. Se aproximou, abraçou a celestial e a induziu a se deitar de costas no coxão. Ele se deitou por cima dela e mesmo sem sequer começar qualquer preliminar, Rael já estava duro lá embaixo. Só de vê-la nua ele já tinha ficado assim.

Rose não sabia o que fazer, por isso ela ficou mais na defensiva para aprender. Rael começou naturalmente beijando a moça: lábios, pescoço, ombro, seios… Rael foi simplesmente fazendo o que ele tinha aprendido ao longo das experiências que teve para fazer a mulher entrar no clima, e funcionou perfeitamente porque Rose já estava soltando raios pelo corpo. Para uma iluminação local ausente, acabou sendo criada uma.

A moça arfava em cada canto que era chupada e corria as mãos pela cabeça de Rael, apertando e puxado os cabelos dele. Rael chupou um pouco a região especial dela que estava bem molhada, como de costume para uma garota bem excitada e, dessa vez, ele sentiu o seu sabor agradável. Rose apertava os lábios e se contorcia enquanto gemia suavemente sentindo a coisa dela confortável. Rael não demorou muito lá embaixo porque sabia que, de alguma forma, ela não ia chegar a lugar nenhum daquele jeito.

― Rose, eu vou começar bem devagar. Se você se sentir ruim me diga. ― disse Rael depois de voltar pra cima.

― Sim, pode começar. ― disse ela esperando e olhando Rael ajeitar o dele embaixo. Ela ficou admirada com o tamanho, mesmo já o tendo visto antes. Ela não sabia se na dela caberia aquilo tudo e isso foi o que a preocupou um pouco.

Rael ajeitou e ficou um pouco preocupado, porque o local de Rose estava bem carregado de raios, não era igual a Natalia ou Mara que eram mais normais. Ele pressionou a cabeça contra a abertura, forçando sua entrada e os lábios em volta foram se alargando para o de Rael, que entrou suavemente por ela estar bem melada.

Na mesma hora Rose abriu a boca e gemeu, sentindo toda aquela incrível sensação. Ao contrário do que Rael previu, ela não sentiu dor alguma. Ela sentiu apenas prazer, e muito prazer. Tanto que não chegava nem aos pés o prazer que sentiu quando Rael a tocou com a boca comparado a essa.

― Rose? ― perguntou Rael, parando preocupado.

―Mais! Mais! Mais! ― a celestial ofegou apressada e abraçou as costas de Rael, puxando-o contra ela com mais força.

Rael achou estranho ela não sentir nenhuma dor. Ele também estava achando incrível penetrar ela, ao contrario do que ele pensou que poderia ter algum sofrimento por parte dos raios, na realidade, as cócegas causadas pelos raios pareciam dar ainda mais prazer. A medida que Rael penetrava ela lentamente, ele podia sentir a coisa dela por dentro se movendo e apertando o dele de uma maneira sutil.

A moça não dava sinais de sofrimento, ao contrario, os raios do corpo dela aumentavam ainda mais de intensidade o que mostrava que ela estava tendo muito mais prazer e a expressão que ela fazia era incrível. Isso deixava Rael com vontade de empurrar até a parede. Rael só estava pegando leve porque pensava que Rose poderia sofrer.

― Rael é tão bom assim? É por isso que nem mesmo Mara consegue ficar normal, eu sinto você em todo meu corpo, eu sinto como se você tivesse vivo e pulsando fortemente dentro de mim como se fosse um coração ― disse Rose de olhos fechados enquanto gemia. Eles nem estavam se movimentando. Rael estava achando estranho, porque ele já tinha avançado mais da metade e nata de sentir a parede. Ele avançou um pouco mais chegando quase no limite do seu e tocou no fundo dela.

― Aaaaaiiin… ― Rose gemeu ainda mais quando sentiu Rael encostar no fundo.

― Rose desculpa eu estava verificando até onde eu poderia ir ― disse Rael e recuou para trás de volta. Mesmo ele tendo se sentindo muito bem tocando Rose naquela parte, ainda sim ele se preocupava mais com ela do que com o próprio prazer.

― O que você fez? Volta pra lá tava melhor quando você tocou naquele canto ― disse Rose.

― Não doeu? ― perguntou Rael achando estranho, porque nessa hora Natalia estaria fazendo algumas caretas de dor.

― Se tivesse doido eu teria falado, agora volta! ― reclamou a moça.

Rael voltou e empurrou contra a parede de novo. Ele e Rose sentiram mais uma vez aquele prazer dobrado envolvente sobre os órgãos. E Rael percebeu que a moça realmente não reclamava mesmo que ele apertasse até o limite, a coisa dela parecia bem elástica no fundo.

― Já entendi que não dói em você, agora vou me mover.

Começando um vai e vem até o fundo. A coisa ficou ainda melhor. Os raios no corpo de Rose não paravam e a coisa embaixo estava pegando fogo. O corpo de Rose era definitivamente diferente de suas esposas, ela não era tão apertada quanto Natalia nem tão molhada quanto Mara, mas tinha toda aquele diâmetro perfeito e a base final da parede que quando encostada, causava aos dois prazeres mais intensos. Rose apertava Rael e passava a maior parte do tempo viajando em suas sensações de prazer. Rael não se importava em trabalhar arduamente para o prazer dos dois. Aquilo não durou nem mesmo dois minutos e Rael sentiu que estava quase lá. Em uma estocada até a parede ele tentou voltar mas algo estranho ocorreu. A parede envolveu e segurou a cabeça do de Rael fazendo ele praticamente travar de prazer.

― Aaaaaaah… ― Rose arfou de uma maneira muito mais intensa, ela esticou as pernas se tremendo inteira e abriu a boca praticamente perdendo a voz, o corpo da garota foi coberta por uma onda de raios ainda mais poderosa, mas isso não incomodou Rael. Rael sentiu como se tivesse até perdido a força das pernas e não conseguiu se mover, na verdade ele nem tentaria. Ele começou a descarregar imediatamente enquanto sentia a coisa de Rose quente, apertando o local quase com força, o consumindo e o chupando, foi uma sensação única e a primeira vez que ele sentiu algo assim.

― Rose… você está bem? ― Rael teve até dificuldade em perguntar. Assim que ele terminou de gozar, a coisa ainda ficou o segurando, como se não quisesse deixar nem mesmo uma gota escapar, e os raios do corpo de Rose foram diminuindo aos poucos. A garota arregalou os olhou e encarou o céu olhando de lado, enquanto ainda arfava descontroladamente.

― Isso foi… Isso foi muito melhor do que tudo que foi feito antes! ― disse a garota nervosa, as pernas dela foram voltando ao normal. Finalmente embaixo a coisa liberou a cabeça de Rael.

― O seu é diferente mesmo. ― disse Rael admirado. Ele se lembrava do que Violeta havia dito a ele, sobre mulheres celestiais estarem em um nível acima das mulheres comuns.

― Rael, isso é ruim? ― perguntou Rose preocupada, agora mais recuperada e concentrada.

― Não, é muito bom! Mas eu preciso verificar uma coisa. ― com muito custo, Rael o tirou de dentro, deslizou para baixo e com os dedos abriu os lábios para ver dentro de Rose. Ele sabia que toda vez que explodia as mulheres ficavam cheias, mas ele sentiu que tinha sido chupado pelo dela, por isso tinha achado estranho.

― Não tem nada aqui, além do melado normal. ― admirou-se Rael.

― Algum problema? ― perguntou Rose erguendo um pouco a cabeça.

― Não, problema nenhum, eu acho… Deve ser essa a diferença entre vocês, Celestiais, e as mulheres comuns.

― Rael…Já acabou? ― perguntou a moça um pouco angustiada.

― Não, é claro que não! Nós nem começamos. ― disse Rael, deslizando de volta e já encaixando o dele novamente, começando outra rodada.

A partir daquele ponto, eles foram trocando de posições, entre elas, algumas em que Rose também tinha que se mexer. E em todas vezes que Rael estava quase lá a mesma coisa ocorria, ele se sentia mais fraco, a coisa dela segurava o dele e o chupava até a explosão acabar. Rose sempre tinha um orgasmo junto com Rael e, por isso, nessa hora, os dois perdiam o controle e eram tomados juntos por um prazer levemente ilimitado. Era um tipo de ligação pura e forte que rolava no momento, era tão forte que eles nem conseguiam pensar em se beijar por não se controlarem.

Conforme eles iam fazendo, os raios no corpo de Rose iam ficando menores, não que ela estivesse perdendo a vontade de continuar fazendo, pois Rose não poderia perder o pique tão facilmente assim. Ela na verdade estava se acostumando a controlar seu poder, mesmo enquanto sentia todo aquele prazer absurdo.

Os dois fizeram tantas vezes que perderam a conta. Pararam depois de algumas horas, exaustos.

― Ser humana não é assim tão ruim… ― disse Rose depois que os dois pararam.

― Não deve ser ruim não… ― disse Rael se levantando. Ele começou a se vestir e a moça ficou olhando deprimida para Rael, pensando em quando eles se deitariam novamente. Rael voltaria para o clã e sabe-se lá quando eles iriam se encontrar de novo. Rose não se levantou tão rápida quanto Rael, ela abraçou os próprios seios e fechou os olhos, guardando no fundo de suas memórias aquele pequeno e maravilhoso momento com Rael.

Rael ficou de pé, olhando em volta a procura de Ralf e, ao mesmo tempo, reparando nas paisagens.

Depois, Rose se levantou e se vestiu. Ela ficou ao lado de Rael e segurou a mão dele. Rael olhou de lado a jovem e sorriu.

― Você é muito boa, Rose, e eu queria ter muito mais tempo com você. Infelizmente, você sabe como a minha vida é… ― disse Rael apertando firme a mão da garota.

― Eu sei. ― disse ela de volta.

― Mas eu ainda estou pensando no porquê sua mãe ter mudado de ideia tão de repente. Isso é muito estranho… Será que Violeta e Emilia a ameaçaram para que eu completasse a quarta?

― Minha mãe não foi ameaçada, eu saberia e te diria a verdade. Violeta e Emilia são boas pessoas e nos tratam muito bem. Eu não tenho nada a reclamar delas. ― disse Rose.

― Isso me deixa feliz. ― disse Rael de volta.

― Olha o Ralf ali! ― disse Rose apontando com o dedo o ponto voando longe.

― Ralf! Venha para cá! ― rugiu Rael para Ralf.

Aos poucos Ralf foi se aproximando do casal para levá-los para a casa.

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Chegando em casa, todas as três mulheres estavam deitadas. Já era madrugada quando Rael chegou com Rose. Os dois deram um último beijo no corredor e se despediram.

Exausto, Rael facilmente desmoronou na cama e apagou dormindo, indo parar na biblioteca. Ele achou estranho que Emilia não estava na cama como de costume “A cama que ele sempre aparecia e sempre a encontrava deitada, lendo”. Não só ela não estava lá como Violeta também não estava sentada no seu lugar de sempre.
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― ‘Rael?’ ― perguntou Rika mentalmente pela terceira vez, sem obter respostas. Ela apenas esperou alguns minutos depois de Rael se deitar apenas para confirmar se Rael realmente tinha apagado.

A porta do quarto de Rose foi aberta e três mulheres – Violeta, Emilia e Rika – entraram, visivelmente curiosas. Rose até ficou um pouco sem jeito porque elas a acordaram. Assim como Rael, ela também estava extremamente cansada.

― Querida, fale baixinho. ― disse a mãe orientando a filha, que estava se sentando na cama.

― Como foi? Vocês fizeram mesmo? ― perguntou Emilia, se sentando na beirada da cama.

― Sim, fizemos. ― confirmou Rose normalmente.

― E como foi, filha? Foi bom? ― perguntou Rika curiosa.

― Mãe, é a melhor coisa que já fiz antes na vida, eu me senti muito bem! Eu senti como se eu e Rael fôssemos um só. A vontade que eu tinha era de agarrar ele com toda força e nunca mais o soltar. Meu corpo se derretia sentindo o corpo dele conectado a mim. ― explicou a moça.

― Pode nos passar exatamente o que você sentiu, Rose? ― perguntou Emilia.

― Posso sim, mas Rael vai acabar vendo também… ― disse a garota um pouco sem jeito.

― Ele já está dormindo. ― disse Rika.

― Eu mostrarei agora. ― Rose se concentrou e começou a passar suas memórias: as sensações, os toques e o momento de cada orgasmo sentido por ela. As três ficaram de olhos fechados, recebendo as imagens para uma maior concentração e todas abriram suas bocas porque seus corpos esquentaram bastante em resposta. Até mesmo Rika ficou impressionada, o tal orgasmo não era tão pouca coisa assim.

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Capitulo Liberado através de doação. Agradeçam a: Marcos Vinicius Mota Kliemann