O Herdeiro do Mundo

165 - Um Dia Com Rose (Parte 2)

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Nego

Rael e Rose estavam voltando para casa, mas Rael pensou um pouco: Ele não tinha mesmo ficado muito tempo com Rose, e voltar para cultivar para depois trazê-la apenas a noite não seria muito interessante. Eles tinham um dia inteiro para ficarem juntos e, porque não aproveitar isso de uma maneira melhor?

― Pensando bem… Ralf, vamos fazer outro passeio! ― disse Rael.

Conforme eles voaram pelos céus, Rael achou uma pequena cidade próxima, na qual ele ainda não havia visitado. Rael pediu para Ralf voltar, abraçou a moça e saltou com ela, utilizando seu poder. Eles fizeram um pouso suave na rua principal, depois Rael deixou Rose descer de seus braços.

― O que viemos fazer aqui? ― perguntou ela com um ar curioso, olhando em volta.

― Você ainda gosta de doces? Vamos comer alguns, o que acha? ― propôs Rael.

― Doces? Sim, eu adoro doces! ― disse ela animada.

Rael levou a celestial para um vendedor de doces em uma barraca e eles comeram alguns. Rose era puro sorrisos fofos enquanto comia os doces, a garota realmente gostava, e aprendendo a reagir mais humanamente, ela estava ainda mais fofa. As pessoas que passavam chegavam quase a parar vendo aquele casal. Um belo e forte rapaz de cabelos vermelhos e uma moça linda e fofa de cabelos azuis. Algumas pessoas reconheciam Rael, e quando isso acontecia, imediatamente contavam para os seus e esses tiravam os olhos da moça o mais rápido que podiam. Rael nunca se incomodou com os olhares, desde que os mesmos não os provocassem.

― Rose, sei que você ama doces, mas lembre-se de controlar. Comer isso em excesso pode fazer mal ao estômago. ― Rael sempre lembrava a moça.

Rose não exagerou porque não queria de forma nenhuma ter qualquer problema naquela noite. Depois, Rael levou a garota da cidade e foram até um rio próximo. Por sorte, o lugar estava vazio. O rio não era muito grande mas as águas eram limpas, havia uma árvore levemente tombada na beirada das rochas com uma corda amarrada. Ali, provavelmente, pessoas as tinham usado como balanço para salto.

― Eu não tive muitas alegrias quando era criança, mas tinha um lago próximo ao clã, e as vezes eu tomava banho nele. Era divertido nadar, eu nunca perguntei isso a você, mas água não te faz mal, né? Você é do elemento raio, então eu fiquei curioso quanto a isso. ― disse Rael.

― Não me faz mal não. Mesmo se eu usar meu poder na água, ainda funcionará perfeitamente. ― disse a moça.

― Isso é maravilhoso. ― disse Rael e retirou o sobretudo, depois ele já retirou a camiseta de manga longas e, em seguida, as luvas. Rose ficou parada, confusa, olhando toda a cena.

― Tire suas roupas e fique só de calcinha e sutiã, vamos nadar um pouco e roupas demais atrapalham muito. ― disse Rael.

Em poucos segundos, estava Rael só de cueca azul como aquele volume comum embaixo. Rose só de calcinha e sutiã parecia uma deusa da beleza, exibindo toda aquela pele branca em um corpo perfeito. A garota era realmente linda. Rael não segurou o desejo e o volume embaixo cresceu um pouco por baixo da cueca. Rose não estava diferente, ao ver Rael quase nu o corpo dela começou a soltar pequenas descargas de raio. Ela olhava bastante para a região de baixo de Rael, porque ela sabia que quando um homem ficava com vontade, aquela coisa crescia.

― Lembre-se que não viemos neste lago para isso. ― disse Rael, advertindo Rose. Ele até deu um sorriso sem graça.

Rael mergulhou no rio para esfriar os ânimos. A água não estava gelada porque o tempo estava agradável. Rose entrou em seguida, um pouco mais tímida, deixando a água subir o nível pouco a pouco.

Rael ficou com a água um pouco acima da cintura e Rose no peito, devido a ela ser mais baixa. Eles ficaram próximos um ao outro, se entreolhando:

― Talvez seja estranho para você, mais essa é uma diversão do nosso mundo. Nadar, mergulhar, essas coisas são divertidas. ― disse Rael.

Rose passou os braços envolta do pescoço de Rael, agora ela estava com os cabelos molhados porque tinha feito um mergulho, assim como Rael tinha feito inicialmente:

― Não podemos fazer aquilo agora mas, podemos nos beijar? ― perguntou ela já fechando os olhos e avançando com seus lábios saborosos. Rael agarrou a garota, a puxou para ele e beijou, fechando os olhos juntos. Os dois, naquele estado quase sem roupas, estavam excitando um ao outro. Rose soltava pequenas descargas de raio que se espalhavam pela água, porém, isso não incomodava Rael por ter resistência alta ao elemento.

Os dois em vez de se divertirem como Rael pretendia, ficaram se beijando a todo o momento. Não se sabia quem tinha mais vontade, então mãos corriam durante o ato. Rael, como de costume, apertou e puxou a bunda da celestial e a pressionou com o dele. Rose, que sentiu aquela coisa tensa roçando próximo a sua parte especial, ficou ainda mais excitada, soltando mais ondas de raio.

Rael ia ficando cada vez mais louco, ele estava ficando realmente maluco com Rose. A pele dela molhada, assim como seus cabelos, tudo ao redor a deixava quase duas vezes mais sensual que ela normalmente era.

Eles se beijaram por quase dez minutos, foi um dos maiores e mais longos beijos que Rael já deu, e a cueca embaixo estava quase rasgando de tanta vontade. Se eles estivessem em um local mais apropriado, não teriam esperado a noite chegar.

― Rael, é tão bom… Minha coisa embaixo está tão confortável, eu me sinto bem com você me apertando assim. ― disse a moça, levemente vermelha. O coração de Rael já estava feito um motor no peito. Ele quase teve vontade de chamar Ralf e irem imediatamente para o local, mesmo naquele horário. Mas ele se conteve.

― Não podemos fazer aqui, mas sempre existem novas experiências. ― disse Rael e mergulhou. Rose ficou parada sem entender e sentiu Rael descendo sua calcinha debaixo da água. De repente, ela sentiu a boca de Rael no local dela. A garota arfou algumas vezes, se sentindo ainda melhor.

Rael, submerso, lambia com gosto a de Rose. Ela, como Natalia, tinha bem poucos pelinhos e eram azuis. Por causa da água, Rael não podia se deliciar bem do gosto dela, mas ele não ligou pra isso, só o fato dele poder tocar aquela garota, daquela maneira, já o deixava maluco.

Rose, em cima, continuava arfando cada vez mais intensamente. A garota se sentia cada vez melhor, e isso gerava ainda mais ondas de raio por todo o corpo. A maior concentração era na região especial, e mesmo Rael sendo imune ao raio, ele ainda ficava sentindo cócegas em sua língua e boca.

Rael teve que subir para respirar.

― O que acha que está fazendo? ― perguntou Rose.

― Respirando, por quê? ― perguntou Rael de volta, procurando recuperar o ar.

― Volte já, porque está incrível! ― disse a moça.

Rael tomou ar e já mergulhou novamente. Ele voltou a trabalhar e continuou fazendo isso por vários minutos, estranhando que Rose nunca parecia se satisfazer. Até ele mesmo estava com tanta vontade que, se a mesma fizesse aquilo umas três vezes nele já teria se aliviado, e Rose ainda nada de resultados.

― Rael, o que houve? Estava tão bom e você parou. ― reclamou a garota.

― Você não sentiu nada diferente? Eu mergulhei umas quase trinta vezes, e ainda assim você parece querer que eu continue? Seu corpo já deveria ter tido algo, como uma sensação maior.

― E eu estou tendo, cada vez que você faz isso…

― Não, Rose, não é nada disso. ― disse Rael e mergulhou novamente. Dessa vez foi pra subir a calcinha da moça que estava abaixo dos joelhos, depois ele emergiu de vez.

― Ah, agora você parou mesmo… ― a moça ficou triste.

― É claro que eu parei. Mesmo se eu ficar o dia inteiro fazendo isso, acho que de alguma forma não vai ocorrer em você o que ocorre nas outras mulheres. Talvez seja por você ser diferente…

― Mas eu sou normal como Mara ou Natalia. Você viu, não viu? A minha é igual! ― defendeu-se a moça com um ar triste.

― Sim, eu vi. Mas eu não sei dizer ao certo, acho que já deveria ter ocorrido algo diferente.

― Será que estou doente, ou tenho algum problema?

― Não, isso não quer dizer nada. Talvez seja porque você é um pouco diferente, mesmo que a diferença não possa ser visível. Mas vamos descobrir isso hoje a noite, em um lugar mais privado. Agora vamos apenas nos divertir, que tal? ― disse Rael. Em seguida, ele sorriu, deu um selinho na celestial e mergulhou de lado. Rose ficou um tempo parada pensando e viu Rael emergir a alguns metros de distância:

― Rose, se você me pegar eu te chupo de novo. ― disse Rael para a moça parada.

― Chupa mesmo? ― a garota se animou sorrindo e mergulhou atrás de Rael, que fugiu rindo.

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Rika, que ficou impaciente, acabou indo diretamente a Violeta. Ela queria saber exatamente o porquê dos seus corpos precisarem ser acostumados.

― Violeta, aquilo que você disse sobre acostumar os corpos… O que quis dizer exatamente, e onde obteve essa informação? Foi no conhecimento do Mundo do Herdeiro?

― Foi sim, eu pesquisei sobre vocês assim que fizeram a troca de forma definitiva. Eu vi que vocês poderiam trocar para outros três tipos de formas corporais, mas que se escolhessem a que combinasse com humanos, seriam suas últimas. Em resumo, vocês não podem mais voltar a sua antiga forma. Me corrija se eu errei. ― disse Violeta, apenas para averiguação.

― Não. você não errou. Eu fiz isso porque era minha última chance. ― admitiu Rika, percebendo que Violeta realmente conhecia sobre elas.

― Os seus corpos são semelhantes aos das mulheres normais, mas embaixo existe algumas funções diferentes: Suas vaginas tem um nervo elástico, chamado “Biclone”, que muda a forma e o tamanho de acordo com o formato do pênis do seu parceiro. Então, durante o sexo, logo no começo, você pode aumentar ou diminuir de tamanho para ficar exatamente de acordo, no caso, digamos, com o de Rael.

― Mas as mulheres normais não fazem isso também?

― Mais ou menos. Todas as mulheres normais desenvolvem um tamanho natural, ficando mais longa ou mais curta e, no geral, também podem fazer quase a mesma coisa. Como você disse, podem se acostumar com o tamanho, mas a diferença entre vocês é a parede limite, até onde o homem pode ir.

― O que tem essa parede? ― perguntou Rika curiosa. Ela já tinha lido alguns livros sobre os corpos de homens e mulheres por isso conhecia algumas coisas.

― Numa mulher normal, se o homem atingir essa região causa um desconforto, e se o homem tiver um pênis muito grande, isso acontece com frequência. Mas no caso de vocês é diferente, o homem ao tocar no fundo da parede não causa dor a vocês, o efeito é aumentar o prazer para ambos, que se sentem completamente envolvidos.

― Você ainda não explicou o porquê precisar nos acostumar…

― Eu estou chegando nessa parte, só queria que você entendesse direito. A parede não muda de tamanho para apenas dar mais prazer, ela muda pra concluir uma tarefa final que precisa ser feita. Durante o sexo, o homem chega ao ápice e tem um prazer muito maior. Com isso, ele descarrega…

― Isso eu sei. É o sêmen, o que faz engravidar as mulheres. ― Rika logo cortou a explicação.

― De fato. Mas você sabia que a mulher também pode chegar ao ápice do prazer? É o que chamamos de orgasmo. ― disse Violeta.

― E isso ajuda a engravidar? ― perguntou Rika, novamente curiosa.

― Nas mulheres normais não, mas em vocês, esse procedimento é decorrente, e correto.

― Explique. ― perguntou Rika, se interessando ainda mais.

― Uma mulher, ao sentir prazer constante, acaba chegando ao orgasmo, no qual é tomada por um intenso prazer corporal. Isso é algo que não consigo explicar de tão forte e tão bom que é. Já vocês não podem atingir esse limite tão facilmente.

― E por que não?

― Vocês só podem sentir quando o homem está prestes a ejacular, e sempre nessa exata hora. Aquela parede modificada em vocês se torna um túnel, algo como uma boca, e neste momento envolvem a cabeça do pênis para chupar cada gota do sêmen. Junto a isso, vocês têm um orgasmo e, ao mesmo tempo, o homem sente um prazer ainda maior. Isso é o que faz de vocês, mulheres celestiais, um nível maior que as outras. A gravidez de vocês só ocorrerá depois de várias vezes que vocês sugarem esse sêmen, e mesmo que Rael utilize as pílulas, é possível que elas não funcionem.

― Está falando sério?

― Sim, estou. As pílulas podem funcionar perfeitamente para mulheres normais, mas acho que em vocês não dará certo, e Rael não sabe disso. ― disse Violeta.

― E o quanto teríamos que sugar até engravidarmos?

― Não sei dizer exatamente, mas seria bastante. A base de vocês é diferente.

― Isso é muito bom! Quer dizer que quando ocorrer, Rael nem vai perceber. ― disse Rika animada.

― Os corpos de vocês são perfeitos nesse sentido, o único problema é que vocês não chegam ao orgasmo de nenhuma outra maneira. ― observou Violeta.

― E quem disse que quero saber disso? Eu só quero filhos, Violeta!

― As vezes queremos sentir prazer, mesmo sem um homem, e brincamos conosco. Vocês nunca poderão fazer isso porque não vai funcionar, embora possam sentir algum efeito, nunca atingirão o ápice. ― disse Violeta.

― E quem quer saber de ápice? Eu quero é filhos. Se isso não vai me ajudar, dane-se.

― Diz isso porque ainda não teve um orgasmo, até mesmo você iria viciar quando sentisse. Aproveite que Rael está por perto e verifique você mesma.

― Vou deixar minha filha ir primeiro, depois eu serei a próxima e vou confirmar tudo que você está me dizendo. ― disse Rika, se virando e saindo. Violeta ficou olhando as costas da celestial com um pouco de inveja. Rika pelo menos não era amaldiçoada e podia ter filhos, ao contrário de uma violadora.

― Essa eu vou gostar de ver. ― disse Emilia entrando na cozinha, com um sorriso nos lábios.

― Rael está prestes a completar a quarta. ― disse Violeta.

― Sim, eu darei mais alguns dias para ele, então forçaremos ele a manter sua promessa. ― disse Emilia analisando Violeta. Violeta ficou em silêncio, porque depois que Rael completasse mesmo a quarta mulher, ele não teria problemas com ela. Então, ela não teria nada contra Emilia fazer isso.

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Capitulo Liberado através de doação. Agradeçam a: Dillon Peixoto




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