O Herdeiro do Mundo

160 - Laís Pede Ajuda

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Nego

Emilia estava se arrumando por cima de Rael enquanto se sentava com a região especial próxima ao de Rael, que pulsava pedindo pela dela. Rael não conseguia imaginar o que sentiria ao experimentar o corpo de uma violadora. Se apenas a boca dela era daquele nível, o que dirá a parte principal, própria para o ato? Rael só poderia imaginar algo duas ou três vezes mais forte, quem sabe até um pouco mais. Seria algo de tirar o juízo de qualquer pessoa.

― ‘Rael, está me ouvindo? Violeta disse que se ainda não saiu é porque você não consegue falar. Emilia pode criar regras em suas barreiras, mas ela não esperava uma coisa: Eu estando aqui posso ligar a mente de todos, você só precisa dar as ordens em pensamento e ela obedecerá! ― disse Rose.

Emilia já estava agarrando o de Rael para colocar para dentro quando ouviu isso. Não só ela como Violeta também. Emilia teve um instante de pausa sobre a surpresa, isso foi algo que ela certamente não esperava. Quando ela percebeu o que estava por vir, ela tentou se apressar e por para dentro o mais rápido possível.

― ‘Emilia! Eu ordeno, pare com isso agora!’ ― pensou Rael rapidamente enquanto Emilia avançou para sentar em cima. A ponta da cabeça de Rael beirou os lábios da entrada de Emilia. Um liquido quente da de Emilia pingava na cabeça do de Rael, só aquele simples líquido com uma pequena porção da beirada tocada da de Emilia, fez Rael ficar ainda mais tenso.

― Rael, por favor, eu sei que você quer. Olhe sua cara, você nem está se aguentando! Deixe eu continuar, você não irá se arrepender! ― disse Emilia, travada. A ordem de Rael claramente fez efeito nela, ela agora estava se tremendo porque queria continuar, mas seu corpo não mais obedecia. A ordem era muito maior que o desejo.

Rael fechou os olhos, lutando consigo mesmo. Apenas o líquido que escorria dela, já fazia Rael pensar que estava quase dentro, sem mencionar as beiradas quentes pulsando, tocando o de Rael, ele não queria acreditar em Violeta quando ela dizia que com elas eram diferentes. A coisa era muito boa mesmo. Rael teve que focar todos os seus objetivos atuais e as coisas que precisava fazer. Se ele permitisse continuar com aquilo e saciar aquele desejo dele e de Emilia, ele certamente não ia querer mais parar, talvez ele nem desse mais valor as suas esposas. Ele amava muito Natalia e Mara para simplesmente se viciar em Emilia.

― Rael, eu imploro, por favor me deixe continuar…Eu quero muito sentir você, muito mesmo! ― disse Emilia fazendo uma expressão difícil, isso porque ela sentia o de Rael beirando a dela da mesma forma, e se para Rael aquilo já estava bom, imagine para Emilia, que deixou o corpo no limite, no momento que o de Rael entrasse nela, ela com certeza seria levada para outro mundo, e não somente ela.

― ‘Emilia, eu ordeno: Pare com tudo isso! Se vista, libere a barreira e não tente mais me pegar a força sem minha permissão!’ ― disse Rael com toda a força que ele conseguiu juntar. Foi a coisa mais difícil que ele já disse até hoje, mas ele conseguiu dizer por pensar em todas as coisas importantes pra ele.

― NÃOOOOOOOO! ― Emilia gritou enquanto saia de cima dele. Ela fez uma careta de agonia. Rael viu aquela bela mulher se levantando e ele mesmo quis chorar como ela, porque ele queria muito sentir, mas como Violeta sempre o orientou, essa não seria a hora. Se ele já tivesse completado a quarta mulher, então ele não teria resistido a tamanha tentação.

― Você não pode fazer isso comigo! Você não pode! ― reclamou Emilia enquanto se vestia. Ela ficou verdadeiramente deprimida.

― Eu sinto muito. ― disse Rael.

― Sente? Eu ainda chupei você, e você não fez nada por mim! Você é um mal agradecido e sei muito bem que você me deseja. Me deseja tanto que mesmo dando essa ordem, você está dessa maneira! Você mente para si mesmo!

― Eu não posso, eu ainda quero foco na minha vida.

― Me prometa que quando você pegar a quarta você se deitará comigo, pelo menos uma vez por semana. Eu não quero muito, é apenas para saciar esse meu desejo insano que tenho por você. ― disse ela enquanto vestia a calcinha.

― Eu vou te prometer uma coisa: Eu vou pesquisar sobre vocês e se existe alguma maneira de driblar a maldição. Se não houver, então eu cumprirei o que você está me pedindo. Ficarei com você sempre que der e também com Violeta, porque se isso vai fazer vocês sofrerem eu não vou permitir, mesmo que depois vocês me odeiem quando eu as libertar. ― disse Rael firmemente.

― Eu nunca iria te odiar. Eu não sou como Violeta, meu sonho é diferente do dela. Eu queria alguém de poder como você, que é o Herdeiro. Me pergunte agora com uma ordem se eu ficaria com você. Pode perguntar, se minha resposta for negativa, você nunca mais precisará pensar em mim. ― disse Emilia com toda firmeza possível. Ela e Rael se entreolharam.

― Você realmente queria alguém assim como eu?

― Queria, meu sonho era ser de um deus. Quando foram selecionar uma mulher para ser enviada ao deus demônio, eu mesmo me ofereci. Eu sempre fui bonita e muita gente não queria me enviar por causa dos meus conhecimentos em barreiras. Mas eles não tiveram escolha uma vez que, no meu mundo, não havia ninguém melhor que eu.

― Por que você iria querer isso?

― Porque eu gosto de estar entre pessoas importantes, eu sempre acreditei que nasci para ser alguém muito maior. Eu treinei barreiras para selar seres poderosos, eu queria fazer esses seres me reconhecerem como alguém forte. ― disse Emilia.

― O Mundo da Simbologia, você já tinha antes do deus demônio?

― Não. Eu só tinha conhecimentos em barreiras, todas nós herdamos uma herança especial dada pelo deus demônio como um presente. No meu caso foi o Mundo da Simbologia, e como eu já tinha conhecimentos em barreiras, foi perfeito! ― disse ela.

― Entendo. ― disse Rael.

Rael queria mesmo proteger elas da forma dele, mas ele viu com seus próprios olhos o estado de Emilia. Ele não podia evitar pensar que ela estava sofrendo muito.

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Quando os dois finalmente estavam vestidos, Emilia liberou a barreira. Violeta estava aflita do lado de fora e Rose permanecia ao lado dela.

― Rael! ― Violeta gritou correndo e abraçando Rael. Ela sabia que eles não chegaram a completa o ato. Se Rael tivesse sentido Emilia completamente apenas alguns segundos, aquela transa não teria durado poucos minutos, duraria inúmeras horas.

― Eu estou bem, não chegamos ao final. ― disse Rael rapidamente. Violeta também era doente por Rael, mas ela se controlava muito melhor que Emilia.

― Pelo menos ele fez uma promessa melhor: ele disse que se não conseguisse nos ajudar contra os efeitos da maldição, ele nos saciaria. ― disse Emilia. Isso foi uma forma de aliviar os ânimos e ao mesmo tempo de fazer Rael manter sua palavra.

― Sim, eu disse isso e vou cumprir. Mas espero que vocês possam me perdoar no futuro, quando eu as libertar.

― Está tudo bem, nós não vamos culpar você. Pode até usar o comando que eu responderei isso facilmente. ― disse Violeta.

― Eu não usarei mais isso em vocês, só usei porque vocês me forçaram. ― disse Rael.

― Tire os comandos que você deixou em mim. Se você vai manter sua promessa, eu não vou tentar mais nada. ― disse Emilia

― Emilia, eu ordeno, você está livre de todas as ordens que te dei antes. ― disse Rael rapidamente em retribuição pela confiança que ela parecia estar mostrando.

― Obrigada, e me desculpe. Eu não queria ir muito longe. Eu só queria te assustar, achei que seria forte para parar a tempo, mas não consegui. Eu só pretendia te dar um susto e fazer você ver exatamente o que está vendo agora. ― disse Emilia, e sem esperar pela resposta saiu caminhando, passando por Rose. Rose não tinha ainda um ar preocupado, para a moça, nada importante tinha acontecido, ela não achou que Rael ficaria ruim por transar com Emilia.

Violeta já tinha soltado Rael e estava com uma expressão sem muita graça. Era a primeira vez que ela não achava graça de uma situação complicada.

― Você tinha razão sobre o corpo de vocês serem diferentes, eu quase não resisti a Emilia, mas se tivesse sido você, eu com certeza não teria conseguido. Violeta eu ainda amo você e não quero me aproveitar dessa maldição, mas não vou deixar que você sofra também. Eu tenho medo de tocar você e me apegar ainda mais, então, quando eu libertar você… Sabe… Me odiar completamente seria muito difícil… ― disse Rael.

― Eu não vou odiar você, eu vou entender que foram coisas necessárias.

― Eu queria você para sempre comigo. Eu posso ser egoísta e ter várias mulheres, mas ainda sim eu gostaria de ter que você para sempre. Para ser bem franco, foi difícil prometer que ajudaria a tirar a maldição de vocês, porque eu queria que isso continuasse assim, que você pensasse apenas em mim… Eu sei, nada disso é certo, e eu só estou… só estou apegado demais a você. Se o seu plano era fazer eu me apaixonar por você desde o começo, você conseguiu. ― disse Rael com um ar triste.

Violeta fechou os olhos e puxou o rosto de Rael. Ela sentiu uma imensa vontade de beijá-lo. Rael se deliciou sentindo os lábios de Violeta e todo seu corpo estremeceu, reagindo ao toque dos lábios dela. Aquela boca era definitivamente a melhor, o beijo de Violeta carregava bem mais do que desejo, ele carregava carinho. Rael percebeu a diferença entre beijar Violeta e Emilia facilmente.

Os dois se beijaram por breves segundos e Violeta o soltou em seguida.

― Eu não sei como você pretende procurar sobre informações da gente, mas não existe nada na biblioteca. Eu mesma já tentei. ― disse ela.

― Eu também já, quando fui procurar informações sobre a fraqueza de vocês, mas eu pretendo pesquisar com outros. ― disse Rael.

― Com outros, o que você quer dizer?

― Quando eu estiver pronto, Alexia me ensinará a invocar meus ancestrais. Eu falarei com eles e acredito que eles possam ajudar. ― disse Rael.

― Mas, se eles não ajudarem… ― perguntou Violeta.

― Você e Emilia estão sofrendo, eu não vou permitir que fiquem assim, mesmo sendo contra os meus princípios. ― disse Rael.

Violeta se sentiu aliviada ouvindo isso. Alexia tentou se vingar delas, mas graças a jogada louca de Emilia, elas de certa forma contornaram a situação.

― Por enquanto, vou voltar para casa. ― disse Rael.

― Espere, eu fiz as pílulas. Esqueceu? ― disse Violeta e entregou a Rael um conjunto de doze pílulas verdes: ― Tome uma a cada dia. Em poucos dias você estará cem por cento.

― Gente, minha mãe está se movendo, ela parece está voltando. ― disse Rose de repente.

Rael, que já ia voltar para o clã, decidiu esperar mais um pouco.

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Rika chegou cerca de uma hora e meia depois, como Rose mais ou menos previu. Infelizmente, ela não chegou trazendo ninguém.

― Você está aqui, Rael? Pelo menos eu passo a informação diretamente. Eles não sabiam nada sobre as violadoras, pelos menos a metade que matei, a outra parte conseguiu escapar através de um portal e fugiu. Sobre quem fez o pedido, não foi Elisa, foi uma mulher morena bonita. Na ocasião, usou um capuz escuro e trajes bem reservados, sem mostrar muita pele, ela se encontrou diretamente com o vice líder da guilda, junto com alguns homens importantes. Tanto o vice líder quanto o líder escaparam, eu só consegui usar Memórias Finais nos homens que peguei.

― Então não foi Elisa, mas quem mais iria querer minha cabeça? ― perguntou Rael pensativo, ele se lembrou do casamento dele e de Natalia, da morena que deu em cima dele.

― Pode me passar uma imagem dessa mulher?

― Sim, é claro! ― disse Rika e transferiu a Rael mentalmente o que sabia.

― Todas as peças se encaixam! Essa mulher trabalha para Elisa. ― confirmou Rael depois de ver: ― É ela quem temos que pegar.

― Ela faz parte da guilda? ― perguntou Rika.

― Acredito que não, senão ela não teria que pedir um encontro para o pedido da missão. Ela deve ser alguém contratada para mostrar o rosto em vez de Elisa. ― disse Rael e se virou para Violeta: ― Violeta, você esteve lá durante o ataque da guilda entre as montanhas. Você se lembra de ter sentido alguma presença invisível?

― Senti sim, mas era tão inútil que eu até ignorei, não era um inimigo para você, era apenas um mero nono reino nos níveis iniciais. Como eu também não queria aparecer, acabei deixando ele ir.

― Nem preciso ser gênio para saber que é a mesma pessoa. O tempo todo fui atacado por uma mulher, acreditando que era um homem.

Rael ainda estava ocupado pensando, quando um chamado o despertou:

― ‘Samuel, você tá ai? Sou eu, Laís. Eu não queria incomodar você, mas acho que estou com problemas.’ ― disse a mesma.

― Laís? Que problemas? ― perguntou Rael, levando anel para perto da boca.

― ‘O clã Sangnos está insistindo que eu me junte a eles. Já recebi até mesmo uma visita do próprio patriarca Arthur. Mesmo eu tendo recusado educadamente duas vezes, o próprio patriarca fez o terceiro pedido e ameaçou me considerar uma traidora caso eu não aceitasse novamente. O que eu devo fazer?’ ― perguntou Laís do outro lado.

Rael ficou se tremendo de raiva. Porque ele já tinha muitas preocupações, e agora estava aparecendo mais uma. Ele não sabia quais eram os interesses do clã sobre Laís, mas imaginou que isso se dava a ao fato dele ter ficado tanto dias sobre a presença daquela família. Isso deve ter levantado a curiosidade deles e, também, talvez uma forma de ter uma carta na maga caso Rael descobrisse que foi eles que mandaram o assassino.

― Quero que faça o seguinte: se eles insistirem ainda hoje, diga que amanhã você se juntará. Eu estarei fazendo uma visita imediatamente.

― ‘O que você virá fazer aqui?’

― Arrume suas coisas, você e seus pais vão se mudar daí. Eu levarei vocês para outra cidade. ― disse Rael.

― ‘O quê? Não, Samuel! Nós não temos como morar em outro lugar!’ ― disse a garota.

― Eu sou seu mestre e você irá me ouvir. Agora faça como eu disse. Sobre para onde vocês vão e como viverão, eu darei um jeito. Não se preocupem, vocês não passarão por nenhuma necessidade. ― disse Rael.

― ‘Mas, e nossa casa?’

― Laís, eu darei outra para vocês, não se preocupem. Agora façam como eu pedi.

― ‘Tudo bem…’

― Certo, depois nos falamos. Eu estarei ai em trinta minutos. ― disse Rael e encerrou o chamado.

― O que aconteceu? ― perguntou Violeta.

― Preciso de sua ajuda, a irmã da mulher que matei está com problemas com o clã Sangnos. Eu nunca pedi isso a você antes, mas será que dessa vez você pode fazer o papel de minha mestra? Eu quero pregar um susto nesse clã de merda, e também aproveitar a ocasião e remover alguns escravos deles. ― disse Rael, se lembrando da mãe e das irmãs de Janete.

― Pode contar comigo! ― disse Violeta sem pestanejar, ela se lembrava muito bem o que aconteceu quando Rael foi enfrentar um clã sozinho.

― Isso é maravilhoso! Eles não devem saber sobre a fraqueza de vocês, é muito improvável. Mas não estou te levando para que destrua o clã, isso será meu trabalho futuro. Você virá comigo para assegurar que nada dê errado dessa vez. Vou mostrar para eles quem é minha mestra!É hora de colocar alguma consciência nesse clã. ― disse Rael com determinação.




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