O Herdeiro do Mundo

159 - Irresistível

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Nego

Emilia e Rael estavam sozinhos em um tipo de globo circular, apesar de por fora ser prateado, por dentro ele era branco e luminoso, impedindo também de Rael ver qualquer coisa do lado de fora. Rael tentava falar, mas suas palavras não saíam e por ele ter sua habilidade bloqueada, ele também não conseguia fugir da barreira:

― Você pensa mesmo que pode resistir a uma violadora? Eu vou mostrar a você o verdadeiro sabor do paraíso, e quando você provar, não vai querer ter mais nenhuma mulher. ― disse Emilia enquanto retirava a própria calça.

Do lado de fora, Violeta ativou o Espaço Ilusório e tentou atravessar a barreira, mas como esperado não funcionou, ela ficou presa do mesmo jeito. Ela já previa que Emilia que criaria uma barreira impedindo essa possibilidade, sabendo que Rael poderia escapar.

― Violeta, isso é grave? ― perguntou Rose, olhando ainda sem preocupação.

― Se é grave? Rose, você não imagina o que pode acontecer com Rael… ― disse Violeta. Nem elas ouviam o que rolava dentro da barreira e nem os de dentro ouviam o que rolava fora.

Rael foi deitado no chão pela sedutora Emilia, agora apenas de roupas intimas. Rael podia tentar forçar sua fuga de baixo dela mas era impossível, Emilia era muito mais poderosa que Rael. Ela era muito mais forte fisicamente.

― Você não vai fugir, e ninguém vai impedi essa transa. Eu estou há dias morrendo de desejo, esperando essa enrolação infindável passar, mas não passava. Aí, de repente, você me vem com essa ideia de que vai nos proteger, nos respeitando? Eu não quero ser respeitada!Eu quero ser amada, aproveitada, comida, rasgada, seja como você pode imaginar. ― Emilia já estava com as mãos puxando as calças de Rael. Rael continuava sem poder falar, ele abria a boca mas todas as vezes nenhuma palavra saía.Tudo que ele podia fazer era escutar Emilia.

― Eu sou grata por você ter me despertado. Você evitou que eu me tornasse uma aberração, uma devoradora. Mesmo que nós, violadoras, aumentamos o nosso poder comendo, não somos acostumadas a fazer isso, até porque é meio nojento, você não concorda? E eu acho você realmente lindo, pode ter ou pode não ter a ver com a maldição, mas isso é irrelevante uma vez que nada pode ser feito.

Quando o de Rael foi liberado nas mãos de Emilia, ele estava bem duro, é claro que Rael não conseguiria ficar mole para uma mulher linda daquelas. Sem mencionar que somente as mãos dela correrem sobre seu corpo já deixava Rael maluco.

― Você fica se fazendo de durão mas, olhe você aqui embaixo.Eu só encostei meus dedos e você já está pulsando! Tem ideia do prazer imenso que vai sentir quando me penetrar? Você achará que entrou mesmo no paraíso, de tão boa que a sensação é.

Como Rael continuava tentando falar, Emilia ficou curiosa. Ela queria saber o que ele tinha a dizer, e também queria ouvir ele gemendo quando a sentisse. Emilia estava apenas alisando o de Rael com uma das mãos. Embaixo, sua calcinha amarela já estava se derretendo, um largo molhado corria na sua região especial, quase chegava a pingar, tamanha era sua excitação:

― Eu proíbo você de dizer a palavra “Ordeno”. Agora, pode falar.

― Emilia, eu…! ― Rael conseguiu falar, mas não conseguiu dizer a palavra de comando, que foi a primeira coisa que ele tentou dizer: ― O que você fez?

― Eu controlo tudo nesse pequeno espaço, posso deixar você em silêncio ou posso simplesmente impedir que diga determinadas palavras.

― Emilia, vamos conversar. Violeta diz que isso pode me prejudicar.Você quer mesmo fazer? ― perguntou Rael, que rapidamente entendeu a situação. Rael estava com vontade de fazer aquilo, afinal, qual homem não estaria? Mas Emilia estava com muito mais.

― Prejudicar você, jamais. Eu nunca ia querer fazer isso, e até esperei conforme o combinado. Mas depois do que você disse hoje, fica impossível eu me segurar. Isso dói, esse desejo queima na alma, e Violeta é uma mentirosa. Ela está sofrendo tanto quanto eu. Eu seria capaz de matar um clã inteiro como o Torres, apenas para conseguir uma transa com você. Eu faria qualquer coisa, pra você ter ideia do quanto isso me dói… E você ainda nos diz que vai nos proteger desse jeito? Você não sabe o que está falando. ― disse ela.

― Tudo bem, você venceu. Eu entendo agora que é difícil para vocês. Então me solta, deixe eu ter um momento com a Rose antes, e então eu farei com você. ― disse Rael apressado, porque ele podia ver nos olhos de Emilia que não estava aguentando mais de desejo.

― Está mentindo! É tão superficial que eu percebo mesmo nesse estado. Assim que te soltar, você me dará um comando para eu nunca mais tentar forçar você. Eu não vou deixar você fazer isso. ― disse Emilia e removeu o próprio sutiã. Os peitos de Emilia estavam bem duros. Eram dois lindos e perfeitos picos rosados. O coração de Rael imediatamente disparou. A barriga, os seios, o ombro…Tudo em Emilia era extremamente sensual.

― É sério, eu não estou mentindo. Eu tenho palavra. Dei minha palavra a Alexia que seria aliado dela e cumpri minha parte. ― disse Rael.

― Eu não tenho nenhuma garantia que você vai mesmo mudar de ideia sobre tudo que disse hoje. Mas uma coisa eu sei: fazendo você me sentir aqui, você não vai querer ficar mais sem isso nunca mais! ― em seguida, Emilia rasgou a calcinha embaixo, liberando a dela. Emilia era completamente raspada e a dela não era grande mesmo sendo uma adulta. Rael viu a entrada rosada e um melado descendo na região.

― Eu estou queimando, Rael. Eu estou tão quente que meu corpo está quase explodindo! ― disse ela chegando com a dela mais perto da de Rael. O de Rael já estava com a cabeça pra fora e pronto para começar, quando Rael viu a dela daquele jeito ele ficou ainda mais tenso. Emilia se esticou, deitando por cima de Rael, e isso fez a coisa dela apertar o de Rael contra a própria virilha. A entrada de Emilia ficou encostada apenas na pele lateral do de Rael, o de Rael ficou uma parte por dentro da entrada de Emilia, e por pouco não chegou a ser a cabeça. Rael pôde sentir a coisa dela pulsando e quente, mesmo estando por fora, era tão quente que parecia mesmo que estava pegando fogo de verdade. Isso deixou Rael maluco.

― Me beija! Me beija como você nunca me beijou antes, e depois vamos começar. ― disse ela. Emilia tinha se deitado por cima de Rael. Ela começou a beijar Rael de língua, que não resistiu e correspondeu enquanto continuava sentindo a coisa dela vibrar sobre a lateral embaixo, nem estava dentro e mesmo assim já era imensamente prazeroso. Rael esqueceu de resistir e abraçou com força aquela mulher enquanto a beijava, correndo as mãos sobre as costas dela. Isso deixava Emilia ainda mais maluca.

― Eu quero tanto você… Eu quero tanto… ― disse Emilia gemendo enquanto beijava Rael.

― Emilia, eu imploro, pare isso enquanto há tempo! ― disse Rael, ofegando com dificuldade após o beijo. Ele conseguiu tirar as mãos das costas dela com muito esforço. O corpo da mulher inteiro parecia um mar de prazer. A vontade real de Rael era pegá-la, deitar no chão e chupar cada região dela, até mesmo as pontas dos dedos.

O corpo de Emilia inteiro era como uma escultura perfeita. Ela era como uma deusa sensual, e isso era inegável. Ela não era somente linda e sensual, como cada parte dela que tocava Rael causava prazer. Seus lábios então, eram como o mais doce mel que Rael poderia provar. Era como beijar Violeta, só que em uma menor escala devido a Rael ter mais sentimentos por Violeta. Ainda assim, ela era irresistível, e quando Rael pedia para ela parar, era com o uso de todas as suas últimas forças.

― Quer que eu pare? Então fique mole que assim não poderemos fazer. De outro modo, eu vou entender que você quer.

― Isso é impossível! Você sabe que não vou ficar mole com você assim. ― disse Rael.

Emilia escorregou para baixo e segurou o de Rael com as duas mãos.

― Eu quero fazer meu corpo implorar ainda mais por você. Quando você me invadir, vai ser tão bom que eu vou achar que morri! ― disse Emilia abrindo a boca e envolvendo a cabeça de baixo de Rael. Rael arregalou os olhos sentindo aquela boca sobre ele e praticamente travou, e não foi porque Emilia sabia chupar melhor que suas esposas. É que na verdade, o prazer dela chupando era tanto que parecia que Rael estava sentindo a de Mara ou de Natalia, e isso usando somente a boca.

― Emilia! Eu prometo… A você eu… Vou… ― Rael estava com dificuldade até de assimilar uma frase. E por mais que ele tentasse convencer Emilia do contrário, ela não estava disposta a ouvir.

― Você pode me dizer o que quiser. ― disse Emilia parando de chupar ele por um tempo: ― Não vou parar e ninguém vai te tirar de mim, eu só estou enrolando um pouco para eu mesma ter muito mais prazer. ― disse ela e já voltou a chupar, enquanto com a mão direita ela massageava o de Rael. Sentindo a boca dela novamente Rael apertou os punhos e travou os dentes enquanto se forçava a segurar um gemido.

Emilia continuava chupando e embaixo a dela estava escorrendo ainda mais líquido. Emilia estava sentindo seu corpo chegar cada vez mais no limite.

Rael não aguentou nem um minuto direito na boca dela e explodiu, mandando tudo para fora. Emilia saboreou satisfeita, passando a língua em volta dos lábios melados e lambeu até os dedos da mão. Rael tinha explodido com gosto, agora ele arfava depois de sentir um prazer tão grande que se comparava com a explosão dentro da de Natalia. A boca de Emilia certamente não era nenhuma região especial, mas para Rael a sensação que ele teve era como se fosse.

― Tão rápido, e eu só usei a boca. Agora vamos ver como você vai se sair sentindo a verdadeira. ― disse Emilia se ajeitando por cima de Rael para finalmente senti-lo. Emilia estava no limite máximo e Rael, mesmo após essa explosão, continuava tão duro que ele nem parecia ter acabado de mandar pra fora.

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* * *

Muito longe dali, em outra dimensão, um grupo com mais de trinta devoradores recém transformados entravam em uma caverna usando a falsa rocha. Eles estavam seguindo ordens de um devorador de nível maior, que seguia em frente levando os novatos.

Eles passaram pelo salão espaçoso da caverna e seguiram para o corredor onde deveria haver vários selos. Mas agora só havia um selo e ele estava quase tirado, faltava poucos centímetros para ele terminar de ser removido.

Outros devoradores estavam levando alguns corpos mortos para fora depois de tentar retirar os selos, eles sacrificavam os recém transformados mais fracos enquanto enfraqueciam os selos. Esses selos matavam qualquer um que tentasse removê-lo, mas a cada morte, ele ia enfraquecendo mais até o ponto em que seria removido. Os devoradores já estavam trabalhando nisso por muito tempo e devido a isso eles já tinham removido quase todos os selos, restando apenas esse.

A pilha de mortos do lado de fora que Rael viu quando esteve nessa dimensão era o resultado do sacrifício deles.

― Façam uma fila e comecem a puxar esse selo! Quero ver todos se esforçando! ― disse um devorador do décimo reino que sempre ficava ao lado da rocha com o selo, mandando os outros fazerem o trabalho de sacrifício. Os mais fracos obedeciam por não terem escolhas e por ser essa a função deles.

Os devoradores mais fracos e recém transformados andavam sujos de sangue, eles continuavam vestindo suas roupas manchadas e rasgadas, enquanto os mais velhos, apesar de não ficarem bem vestidos, andavam em melhores condições.

― Estamos quase terminando. Acho que esse grupo já deve dar. ― disse o devorador mais forte entre eles, tratava-se de um décimo primeiro reino.

― Certamente, senhor. Logo abriremos essa entrada como nosso mestre mandou e seremos recompensados com o poder da mulher por trás dessa rocha. Nós seremos imbatíveis, e mesmo o clã Torres não será capaz de continuar resistindo, eles todos se tornarão nossos aliados. Então tomaremos todo o mundo, e depois tomaremos o mundo ligado pela brecha.

― Eu não quero falhas dessa vez. Nós já perdemos uma dessas mulheres, nosso mestre não irá nos perdoar se perdermos essa também. ― disse o homem que seria o líder.

― Com toda nossa defesa reunida aqui, não há como ter falhas.

Os recém transformados fizeram a fila e um a um foram tentando remover o selo que a cada tentativa se soltava um pouco mais, enquanto os corpos dos devoradores caíam perdendo a vida.Diferente de quando eles recebiam danos fatais e se recuperavam, o selo matava de uma forma que não havia recuperação

Cada corpo caído era retirado por outro devorador já pronto, esse jogava o corpo no ombro e o carregava para fora, atirando ele sobre aquela pilha.

Quando já estavam faltando apenas três, o último morreu e o selo finalmente caiu no ar enquanto virava pó, desaparecendo.

― Conseguimos! ― disse o líder sorrindo, enquanto via a pedra se movendo.

Com o selo removido, o líder e seu homem de confiança do décimo reino entraram apressados pelo corredor e chegaram na sala do cristal gigante de teleporte, em cima da mão de metal.

Os dois tocaram e foram parar na sala com a câmara de Violeta. Eles se aproximaram e encontram a bela ruiva dormindo com um belo vestido azul. Violeta era sensual, mas aqueles dois não viam nela nenhum desejo sexual.

― Senhor, como o mestre havia mencionado, ele nos disse que deveríamos primeiro dar uma mordida nela e depois despertá-la com um beijo. ― disse o décimo reino. Os dois ainda estavam parados, sedentos pelo desejo de consumir Violeta. Uma refeição dessas, faria os corpos dos dois explodirem em poder, mas essa não era a ordem do mestre.

― Sim, eu farei isso. ― disse o líder e entrou dentro da câmara, se deitando sobre ela. Ele se aproximou do pescoço de Violeta e mordeu o ombro dela, enquanto seus dentes rasgavam uma parte da manga do vestido. O sangue fluiu no ombro dela molhando o vestido. Violeta, mesmo dormindo sem poder fazer nada, fez uma expressão difícil, apertando os lábios e movendo as pupilas por baixo das pálpebras, a apertando. Ela não acordou, mas pareceu que estava prestes a acordar.

― Parece que funcionou, eu já posso sentir o vírus se espalhando no corpo dela. Como ela é um ser muito poderoso, o vírus se espalhará muito mais rápido! ― disse o homem do lado.

― Agora, vou despertá-la. ― disse o líder e se aproximou com os lábios melados do sangue de Violeta. Ele a beijou e esperou.

Os olhos de Violeta se abriram, encarando o repugnante homem à frente, mas ela não pensava assim. Ela mal tinha acordado e gemeu de dor levando as mãos para a cabeça:

― Aaaaaiiii! ― ela gemeu. O homem saiu para fora da câmara e deixou Violeta sozinha com sua dor, enquanto o vírus estava terminando seu trabalho.

― O que é isso? O que você fez comigo?! ― perguntou Violeta e ainda tentou lutar contra o vírus, mas era impossível para ela.

― Vai passar logo, e quando acabar, seu poder total será duas vezes maior. Você se tornará nossa aliada. ― disse o líder.

Não demorou nem mesmo um minuto, Violeta parou de lutar e a dor pareceu sumir. Os olhos dela, que já eram vermelhos, se tornaram ainda mais vermelhos, a íris pareciam cristais brilhantes. Ela ficou um tempo olhando para o nada enquanto a transformação acabava. O ombro dela recém ferido criou algumas veias de cristais, cicatrizando a ferida instantaneamente.

― Como está se sentindo, mulher? E qual é o seu nome? ― perguntou o líder.

― Eu estou me sentindo ótima! ― disse Violeta se virando para o homem, formando um sorriso frio: ― E pode me chamar de Violeta.

Os olhos de Violeta irradiavam em um poderoso brilho, o poder de Violeta como devoradora sofreu mesmo um sério aumento. Ela mesma podia sentir que seus limites tinham sido quebrados.

― Ainda teremos tempo. Nós queremos que você venha conosco, temos um clã a destruir. ― disse o líder e se virou.

― Eu estou com muita fome. ― disse Violeta, saltando para fora da câmara e seguindo o homem. Ela parou de sorrir incomodada com o próprio estomago.

― E você irá comer. Todos iremos encher nossas barrigas hoje! Hahaha! ― o líder riu enquanto guiava a sua Violeta devoradora.

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Capitulo liberado por doação, agradeçam a: Marcos Vinicius Mota Kliemann