O Herdeiro do Mundo

146 - Um Momento a Três

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Nego

Rael continuou beijando a garota nua a frente. Ela ria e achava graça de Rael, mas de uma maneira sexy. Mara, ao lado, terminou de se despir e estava nervosa. Ela estava nua no mesmo quarto que sua prima, se fosse a sós com Rael seria diferente.

Rael estava com pressa e queria sentir a garota a frente, ele começou a descer as calças e foi só então que percebeu que não podia ser tão simples. Ele só tinha um e não dava para sentir as duas ao mesmo tempo.

Mara chegou de canto e foi engatinhando pela cama. Natalia e Mara estavam envergonhadas uma com a outra, mas nesse quesito, por incrível que pareça, Natalia estava mais a vontade.

Rael foi o último a se despir, ficando com aquela coisa dura diante das meninas. Mara, mesmo com vergonha, foi chegando e beijando Rael. Rael foi beijando aqueles lábios deliciosos, enquanto Mara corria as mãos por sua cabeça Agora era Natalia que estava sem nada, a não ser o fato de Rael estar por cima dela.

Rael não sabia como fazer aquilo funcionar com as duas ao mesmo tempo.

― Marido, isso é muito estranho… ― disse Mara fazendo uma pausa.

― Também acho. ― disse Natalia embaixo. Mas elas não estavam irritadas, estavam mais em um tipo de processo para tentar entrar no clima.

Rael pensou usando a cabeça de cima. E teve uma ideia:

― Meninas, eu acho que conheço um jeito…

Logo as duas fizeram como Rael queria. Rael se deitou na cama, Natalia subiu por cima e encaixou a dela, começando a galopar de leve por cima de Rael, que já começou a se sentir no céu. Mara, por sua vez, subiu por cima do marido, deixando a dela no rosto de Rael. Enquanto sentia a sensação maravilhosa dos galopes de Natalia, Rael chupava Mara com vontade. No começo, as duas ficaram viradas para frente, mas depois Mara trocou de posição, ficando virada para Natalia.

A ideia de Rael foi tão boa que ele mesmo não acreditou que seria. Natalia lá embaixo não parava de se mexer, sentindo o de Rael a invadindo por dentro, enquanto Mara se mordia inteira, sentindo a boca de Rael na dela. A coisa estava fluindo muito bem para todos. Natalia e Mara se olhavam gemendo, até que Mara tomou coragem, puxou o rosto da prima e a beijou. O primeiro beijo delas foi um pouco sem graça e as duas ficaram um tempo se analisando, mas em meio a tanto prazer, deram meio que um dane-se e começaram a se beijar de língua novamente, e dessa vez com muito mais desejo.

Os três ficaram assim por quase três minutos inteiros. As duas se beijando, Rael trabalhando com a boca em Mara e recebendo a galopada de Natalia. As vezes, Natalia escapava um pouco e acabava se deixando sentar inteira, indo até a sua parede. Não doía como antes, mas incomodava um pouco a garota, que ficava tendo que se ajeitar. Para Rael nada incomodava, e não demorou muito para ele preencher Natalia. Tantos dias sem fazer, e sentindo aquela coisa quente e apertada, Rael não conseguiu se segurar por muito tempo, ainda mais chupando a de sua outra esposa o tempo todo.

O que tinha começado estranho acabou correndo bem. Os três ficaram mais criativos e foram mudando de posições. Natalia e Mara já tinham se beijado e perderam a vergonha disso, então a própria Natalia criou coragem de chupar a de Mara no processo. Assim, as posições puderam melhorar ainda mais. Rael ficava trabalhando em uma e essa ficava chupando a outra. Consequentemente todos estavam ganhando.

Eles revezavam e se saciavam. Rael descobriu que ficava ainda mais tenso quando via suas esposas se beijando. Isso foi percebido por Mara, porque enquanto Rael a penetrava, ela trocou beijos com Natalia e pareceu que Rael ficou ainda mais duro e firme, que poderia ser sentido enquanto ele a invadia.

― Marido, você gosta de ver a gente se beijando? ― perguntou Mara com uma voz sexy. Rael balançou a cabeça enquanto continuava pegando Mara de quatro. Rael estava com as mãos firmes, segurando seu traseiro enquanto a penetrava. Natalia e Mara sorriram satisfeitas com a resposta de Rael e foram se beijando mais intensamente. Elas faziam beijos lentos, deixando a boca correr bem uma na outra. Rael sentiu que estava no paraíso vendo aquelas duas beldades se beijando enquanto sentia a de Mara. Logo ele soltou tudo para fora mais uma vez. Ver duas lindas mulheres como aquelas se beijando foi uma experiência nova para Rael. Aquilo à três estava dando muito mais certo do que eles imaginavam.

Mara era a mais satisfeita de receber o presente de Rael. Para ela, cada vez que Rael ejaculava era uma chance a mais de engravidar. Sem mencionar a sensação de completude que ficava toda vez que Rael finalizava.

A de Mara e a de Natalia tinham suas diferenças: Natalia era mais tensa por ser bem mais apertada, e com ela a coisa fluía muito mais forte, parecia que cada estocada fazia ele sentir o corpo dela inteiro de uma só vez, dando um prazer muito maior. Para Natalia não era diferente, quando Rael a invadia, ela sentia que poderia morrer de tanto prazer.

Por outro lado, a de Mara era mais molhada e pulsava mais, Rael também podia colocar tudo nela, fazendo ambos sentirem prazer além do limite. As duas era tão maravilhosas que Rael não saberia decidir mentalmente qual seria a melhor, então ele se mantinha revezando.

Aquela tarde, os três permaneceram juntos até o ponto em que estavam completamente satisfeitos (Por mais de cinco horas). Nem Natalia nem a própria Mara esperavam aquele resultado, e ainda descobriram que elas duas poderiam dar prazer uma a outra, além de Rael. Aquilo foi surreal para as meninas, que nunca tiveram essa experiência.

Rael acabou deitado no centro da cama com uma de cada lado. As duas continuaram nuas abraçadas a ele.

― Esposas, vocês estavam incríveis! ― admitiu Rael.

― Eu achei muito bom. ― disse Natalia sorrindo.

― Eu também. ― disse Mara do outro lado.

― Temos que praticar mais vezes assim. ― disse Rael. As duas concordaram na mesma hora. Fazer à três era tão bom quanto à dois e, colocando dessa maneira, Natalia e Mara poderiam dividir Rael sem nenhum prejuízo. Então, nenhuma das duas tinha do que reclamar. Rael, por outro lado, era o que mais ganhava, ele podia ter as duas simultaneamente.

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Muito longe dali, em uma pequena vila que já vimos antes, as pessoas estavam muito mais calmas. Alexia agora era tratada como uma pequena deusa.

As pessoas ofereciam mantimentos, frutas, massas, roupas e qualquer tipo de coisa para ajudar ela e sua mãe (no caso, a mãe de Letícia). Muitos vinham de fora atrás de suas milagrosas curas. Alexia usava seus poderes para ajudar as pessoas conforme o pedido da menina, que embora tenha feito o pacto, ainda podia conversar com ela.

Alexia passava a maior parte do tempo dando pequenos passos ou fazendo pequenos movimentos, se acostumando cada vez mais ao frágil corpo, que constantementese fortalecia. A menina ia ficando cada vez mais bonita conforme o poder de Alexia se adaptava ao seu corpo. Qualquer um podia dizer que ela quase não era a mesma garota de antes. Ela estava ficando tão bela quanto um pequeno anjo em transformação. Chamá-la de pequena deusa não era um tratamento nada fora do comum.

― Mulher, me traga alguma coisa pra comer. Eu estou com fome. ― quando Alexia ficava cansada e com fome, ela pedia a mãe da menina para fazer algo. A mãe a muito já tinha percebido que aquela não era mais sua filha, e sim uma outra entidade, mas ela tinha medo demais para reclamar de qualquer coisa. Então todos os pedidos ela corria e cumpria, esperando que uma hora surgiria a chance de perguntar, ou talvez a mesma por vontade própria a dissesse.

Alexia tinha acesso a todas as mentes ali, e por tanto sabia de tudo o que rolava e não se importava nenhum pouco. As pessoas a tinham como uma deusa, então pra ela aquilo estava bom. Aquela menina e mãe, antes, eram como duas burras de cargas, tendo que se matar de trabalhar para ganhar algumas migalhas. Agora, a tenda era farta de comida e de ouro.

O pai da menina tinha morrido um ano antes, atacado por bandidos na estrada em sua volta para casa.

Em muitos lugares a situação era essa: Pessoas atacadas, mortas, pais ou mães faltando aos filhos. Essa era a realidade daquele mundo. Alexia sempre espiou os humanos e repudiava esses atos e essa forma deles viverem.

― Grande mãe, por favor, escute meu pedido! ― disse um casal encostando na tenda delas. A mulher que estava cortando uma laranja deu atenção ao casal, que carregava um filho nos braços.

― Podem falar. ― disse ela com calma, mas já imaginando o que seria.

― Soubemos que sua filha tem poderes milagrosos e trouxemos nosso filho doente. Por favor, fale com ela. Nosso filho tem poucos dias de vida! ― disse o homem rapidamente.

― Cobre cem moedas de ouro e mande-os entrar. ― disse Alexia sentada na cama para a mãe, que se virou de volta para o casal que também tinha ouvido aquilo. Aquele era todo o dinheiro que eles tinham trazido, e Alexia pediu exatamente aquele valor.

― Se pode curar nosso filho por esse valor, aceitamos sua oferta! ― disse o pai apressadamente e nem esperou a mulher responder. Ele passou carregando o menino de aproximadamente cinco anos nos braços e se dirigindo com a esposa ao lado para a frente da menina-dragão.

O garoto foi segurado ao lado da cama e Alexia só precisou tocar a mão na cabeça dele para livrar da doença. O garoto, que tinha pele vermelha e dormia gemendo de dores, foi curado imediatamente. A pele dele normalizou e ele já parou de gemer, ficando apenas em um sono tranquilo.

O casal agradeceu várias vezes, mesmo entregando a bolsa de ouro e saíram gratos.

― Por que cobrou tudo isso deles? Eu notei que de alguns você quase não cobra nada, mas de outros você cobra bastante. ― disse a mulher e passou uma vasilha com uma laranja descascada para Alexia, que aceitou.

― Esse dinheiro não é para mim, mulher. É pra você. Quando eu for embora, levarei você comigo para uma cidade protegida.Você comprará uma casa e passará a viver lá. E eu seguirei o meu caminho. ― explicou Alexia e já começou a comer.

― Quem é você? O que fez com minha filha? ― a mãe finalmente teve coragem de perguntar após ouvir aquilo. Mas ela se tremeu diante do olhar sério de Alexia. Agora a voz de Alexia já era somente a de Letícia, não tinha mais aquela união na voz.

― Quem eu sou não importa mais. Sua filha morreu naquele dia, com aquele ferimento. ― disse Alexia friamente. A mulher olhou triste para o chão.

― Então, minha filha não está mesmo mais presente nesse mundo? ― perguntou ela, só para ter certeza.

― Não. ― disse Alexia novamente, sempre analisando a mente de sua suposta mãe.

― Minha fofinha…Aaaaaah… ― a mulher caiu no chão de joelhos chorando, levando as mãos ao próprio rosto. Alexia ficou apenas observando de canto enquanto continuava comendo. De dentro da consciência, Letícia via a mãe chorar e se entristecia. Ela sabia que Alexia estava fazendo aquilo porque estava prestes a partir e seria melhor deixar a mãe dela livre de preocupações desnecessárias.

― A sua filha me fez um último pedido antes de partir. Disse que te amava muito e disse para que eu te deixasse em uma situação confortável. Por isso estou juntando todo esse dinheiro. Você seguirá as minhas ordens até eu preparar tudo. ― disse Alexia em um tom morno. Ela não falava irritada nem tão pouco com a amor.

Depois de comer aquela laranja, Alexia sentiu seu poder fazer mais um avanço no corpo. Os avanços eram constantes e ajudavam-na a ter um melhor controle do corpo da menina. Esses avanços ocorriam geralmente de dez em dez horas.

Com o novo avanço, Alexia pôs os pés no chão e se sentiu muito mais firme. Ela girou os braços em volta, abriu as mãos e mexeu os pés, depois conferiu os lábios e moveu a própria boca.

― ‘Atualmente, tenho cinquenta por cento do controle corporal dela sem nenhum problema. Acredito que já posso fazer uma visita a Rael e cumprir minha outra parte do nosso acordo.’ ― pensou Alexia, enquanto caminhava com mais firmeza até a entrada da tenda.

Ela empurrou o pano liberando a porta e saiu diante a luz da lua cheia. Alexia respirou calmamente enquanto lançava seus sentidos por todo o seu corpo. O corpo humano era muito diferente do corpo de um dragão: Os humanos eram mais frágeis, porém, muito mais sensitivos. Através da mente de Rael, Alexia teve acesso as informações de Rika, que havia dito para o rapaz que o sexo na antiga raça dela não tinha qualquer sabor quanto tinha para os humanos. Não era por menos que os homens matavam por mulheres. Mas com o corpo daquela menina ainda em desenvolvimento, Alexia nem podia pensar nisso, além do que Rael também não estava preparado. Mas se Rael estivesse pronto, Alexia ainda poderia dar um jeito no corpo da menina pra conseguir ficar com Rael. O maior problema mesmo era Rael no momento, que tinha um poder muito fraco.

Alexia se concentrou e seu corpo facilmente flutuou no ar. Uma majestosa aura vermelha fogo a cercou e seu poder explodia. O chão abaixo de seus pés começou a tremer e um forte vento a soprar. As tendas próximas balançaram, ameaçando serem arrancadas. Percebendo isso, Alexia deu um impulso para o alto e subiu aproximadamente cinquenta metros.

Das tendas, pessoas correram e ficaram olhando Alexia de baixo. O corpo de Alexia estava em volta de uma poderosa aura vermelha muito intensa. Mesmo que fosse apenas cinquenta por cento de controle, aquele poder já era bastante avassalador.

Alexia sentiu duas poderosas auras vindo de encontro a ela. Aquelas duas ela já havia sentido muito anteriormente, mas conseguiu evitar que elas a encontrassem antes, mantendo seu poder o mais oculto possível.

Zuuuup!
Zuuuup!

Violeta e Emilia surgiram e pararam a trinta metros em frente a Alexia.

― Violeta… Emilia…Eu deveria dizer que é uma surpresa ver vocês duas? ― perguntou Alexia formando um sorriso. Violeta e Emilia trocaram um olhar silencioso, apreensivas.

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Capitulo liberado por doação para combo de Natal, agradeçam a: Murillo Batista de Oliveira