O Herdeiro do Mundo

087 - A Barreira parte 3

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Boooom!

Rael, Natalia e Mara foram lançados cinco metros para trás com a força do impacto que se formou do golpe de Neide. As meninas caíram por cima de Rael que serviu de almofada.

Por um momento a temperatura do ar tinha ficado bem quente devido o ataque. A temperatura foi normalizando pouco a pouco.

Neide estava parada com a lâmina da espada encostada na parede. A parede não tinha um mísero arranhão, mas dois metros atrás dela, tinha se formado um buraco por conta do poder gerado.

A casa era protegida por uma barreira que não deixava nada afetar as paredes, teto ou solo em um diâmetro de dois metros cercando todo o local. Mas depois desses dois metros não havia qualquer proteção.

As meninas se levantaram e ambas deram as mãos ajudando Rael a se levantar em seguida. Rael estava um pouco chocado, ele não esperava que Neide fosse uma cultivadora tão poderosa assim, ele se lembrava dela mencionar a força de uma arma, nunca passou pela cabeça dele, que ela usaria uma arma tão grande como aquela.

Neide guardou a lâmina de volta no bracelete e sorriu satisfeita se virando para os três que se aproximavam. As meninas estavam curiosas querendo saber se a parede aguentou mesmo todo o dano.

― Parabéns genro, sua barreira aguentou bem o meu ataque ― disse Neide.

Alguns curiosos tinham saído de suas casas próximas e estavam olhando na direção deles, mas como viram tudo calmo, logo começaram a voltar para dentro. Tinha também pessoas olhando de algumas janelas da vizinhança.

― Claro que aguentou, eu disse que aguentaria não disse? ― perguntou Rael de volta.

― Nossa mãe, não ficou nenhuma marca na parede, nem aqui nem no chão perto ― disse Mara.

― Amanhã eu mando arrumarem essa bagunça ― disse Neide olhando o buraco de mais de dez  metros de diâmetro que se formou atrás dela. Era um buraco raso com cerca de meio metro.

― Genro quantas liberações você fez? Usou anéis? Brincos? Pulseiras? ― perguntou Neide se voltando para Rael.

As liberações eram a permissão da entrada na barreira, geralmente postas em algum acessório. Quando a barreira era criada já tinha que ter um número exato de liberações, sem elas, as pessoas não poderiam acessar a barreira.

― Não usei nenhum acessório. Minha liberação não tem essa necessidade ― Disse Rael.

― Então como vamos entrar? ― perguntou Mara olhando de lado para Rael.

― Onde você quer que eu ponha a liberação? O símbolo não é feio, vai deixar uma pequena marquinha na sua pele ― disse Rael olhando para Mara. Ele tinha acabado de retirar a luva mão direita e estava preparado para usá-la.

― Uma marca? ― perguntou Mara surpresa.

Neide e Natalia cercaram os dois, elas estavam muito curiosas, principalmente Neide que não sabia como Rael poderia implantar a liberação através de uma marca em uma pessoa. Como dito antes, isso deveria ter sido feito com a barreira no momento da criação e não depois.

― Sim, uma marca, agora escolha um lugar e eu vou te marcar ― disse Rael.

― Pode ser nas costas, abaixo do pescoço ― disse Mara e se virou enquanto segurava os longos cabelos com a mão.

Rael passou a mão por debaixo da blusa dela e encostou a palma na pele da moça. A mão de Rael brilhou e todos ali cercando Mara puderam ver o brilho. Em seguida Rael retirou a mão e se afastou. Neide foi a primeira a levantar a blusa da filha e ver o símbolo parecido com o oito em uma brilhante cor verde. Ele ficou bem bonito na pele de Mara.

― Eu não sei mais o que dizer ― disse Neide surpresa.

― Como assim mãe? Ficou estranho? ― perguntou Mara curiosa virando o pescoço de lado. Obviamente ela não ia conseguia ver nada.

― Não meu bem, eu não me referia a isso. O símbolo tem uma linda cor verde e não é feio ― disse Neide tranqüilizando Mara que ficou aliviada.

Natalia também estava do lado vendo e achou muito lindo. Para Natalia parecia um oito em forma de flores devido as raízes soltinhas e pela linda cor esverdeada.

― Agora eu posso entrar? ― perguntou Mara abaixando a blusa.

― Vá em frente ― disse Rael.

Mara foi a primeira a conseguir cruzar a linha da porta. Ela entrou e ficou olhando a casa por dentro como se tivesse procurando por mudanças, Natalia e Neide ficaram na porta olhando.

― Samuel, o meu eu quero no pescoço ― disse Natalia se virando para Rael e já deixando o pescoço tombado para a direita, ela segurou os cabelos, tirando eles da frente, para Rael poder aplicar a marca.

― Como quiser ― disse Rael e estendeu a mão tocando o pescoço branquinho da irmã.

Natalia sentiu cócegas quando a mão de Rael brilhou criando a marca. Ele retirou a mão e ela ficou olhando Rael com um ar curioso.

― Como eu fiquei? ― perguntou ela deixando a tatuagem exposta para Rael. A tatuagem tinha ficado linda no pescoço branquinho da irmã, parecia um conjunto de flores em meio a neve.

― Ficou linda ― admitiu Rael sorrindo de volta.

A irmã abriu um lindo sorriso, depois ela se virou e entrou sem maiores problemas. Ficando apenas Neide e Rael na porta.

― Posso perguntar uma coisa? ― perguntou Neide com um olhar curioso para Rael.

― O que é?

― O que você pretende fazer no futuro? Quais são seus planos? ― a pergunta de Neide deixou Rael mais uma vez com aquele pensamento estranho de que ela sabia de algo. Ele não conseguia evitar pensar nisso.

― Por que essa pergunta?

― Eu quero saber. Tem coisas sobre você que eu preferi não contar pra minha filha nem para Natalia. Eu espero que você nunca machuque minha filha, porque se você fizer isso, todas as coisas boas que me fez ver em você, serão apagadas como uma poeira que o vento soprou. Desse dia em diante não importa a mestra que você tenha por trás, eu vou matá-lo ― a ameaça de Neide dessa vez foi clara e direta, ela olhava no fundo dos olhos de Rael.

Mara a Natalia não estavam ouvindo a conversa porque estavam entretidas demais procurando algo diferente na casa. Quando uma barreira era criada podia ser encontrado símbolos espalhados pelo lugar. Mara tinha explicado isso a Natalia e as duas estavam procurando por todos os lugares, mas não achavam nada.

― Você descobriu ― disse Rael com o coração batendo forte por dentro.

Agora ele tinha certeza que Neide já sabia. Ele nunca pensou que ela pudesse descobrir tudo aquilo apenas olhando o braço dele.

― Quem eu seria se não pudesse descobrir algo assim? Eu ainda não sei como você anda se sentindo, mas espero que se controle, não quero ver minha filha envolvida em nenhum desastre que você possa causar ― disse Neide em um tom sério e estendeu o pulso direito para Rael implantar a marca.

― Pra quem você vai contar isso? ― perguntou Rael preocupado.

― Eu ainda tenho uma promessa com você, então não pretendo contar pra ninguém. Mas me prometa aqui e agora que você não irá machucar minha filha ― disse ela.

― Eu já perdoei ela pelo que fez no passado, mas ela não sabe sobre mim e eu espero que possa continuar dessa maneira. Eu mesmo vou contar quando a hora chegar. Não vou machucá-la, não porque você está me ameaçando, mas é porque agora eu a amo de verdade ― disse Rael em seguida.

― Eu sei o quanto minha filha já mudou desde que você apareceu, mas ela nunca foi uma má pessoa de verdade. Eu espero mesmo que você possa se controlar ― disse Neide e Rael encostou a mão por cima do pulso dela e iniciou a marca.

― Sim, eu sei ― concordou Rael.

― Melhor você não deixar ninguém mais saber sobre isso ― disse Neide se virando e entrando.

Rael ainda ficou na porta com o coração batendo forte. Neide tinha descoberto sobre ele tão facilmente. O que ele ia fazer agora? Ela com certeza vigiaria seus próximos passos.


Já era de madrugada e aqueles quatro estavam na sala. O clã inteiro tinha acordado antes com o barulho do ataque de Neide e ainda estavam voltado a dormir.

― Essa casa é mesmo segura? Só pode entrar quem tiver a liberação? ― perguntou Natalia que ainda estava um pouco preocupada.

Ela já tinha se olhado no espelho e concordou que ficou legal aquela marca. Nem ela e nem Mara tinham encontrado qualquer símbolo na casa. Rael tinha dito que os dele não eram visíveis.

― Sim, não precisa mais se preocupar. Só entra aqui quem tiver a marca, não teremos mais surpresas, pelo menos aqui dentro… ― disse Rael.

― Genro, eu vou dormir aqui hoje com vocês só por precaução ― disse Neide.

― Que bom mãe! Eu vou preparar um chá agora mesmo ― disse Mara animada. Afinal Mara amava sua mãe e sabia que ela estava aqui para ajudar.

Neide havia se sentado elegantemente no sofá e cruzado as pernas. Ela parecia bem a vontade.

― Natalia querida, você poderia ir ajudar sua prima na cozinha? Eu quero conversar com meu genro a sós ― disse Neide.

― Sim senhora ― disse Natalia no mesmo instante e saiu para a cozinha atrás de Mara.

― Achei que já estávamos conversados ― disse Rael de volta se aproximando dela.

― Nós nem começamos. Eu também estou com outra dúvida. Você tem um sangue diferente no organismo. No que isso poderia afetar minha filha ou as mulheres que se deitaria com você? Isso pode trazer algum mal a saúde delas? ― perguntou Neide olhando Rael. Ele se sentou no sofá em frente a ela mesmo estando um pouco tenso.

― Não afeta em nada. Esse poder, que eu herdei da minha mestra, não pode fazer mal a nenhuma pessoa. O máximo que pode causar é uma atração física maior e uma maior sensação de prazer durante o sexo ― explicou Rael que se lembrava das palavras de Violeta. E quem não se atraía pela Violeta? Isso já seria óbvio.

― Sobre a atração eu já percebi a um tempo. Você me parece mais atraente do que qualquer jovem da mesma idade ou próxima. Isso é um tanto peculiar ― disse ela fazendo uma pausa. ― Se não afeta em nada, então isso já me deixa muito menos preocupada, porém há outra coisa que gostaria de saber. Como seriam esses filhos? Filhos que fossem gerados de você?

― Normais eu acho. Puxariam um pouco do meu DNA e da minha companheira. Por que ta perguntando isso?

― Eu e meu marido queremos netos de sua parte também. Você e minha filha transaram tantas vezes, não? Porque ela ainda não engravidou? Você não pretende me dar netos? ― perguntou Neide que se conformou rapidamente com a explicação de Rael.

― Na verdade ela chegou a engravidar ― disse Rael e Neide moveu levemente o rosto com um olhar surpreso. ― Ela perdeu o filho depois da luta contra Heitor ― explicou Rael. Neide ficou pálida e soltou as pernas no mesmo instante deixando elas a vontade.

― Por que você não me contou isso antes?! ― perguntou ela quase gritando e se levantou do sofá. Ela encarava Rael com raiva.

― Porque não achei necessário, vocês só iam sofrer naquele dia ou poderiam até fazer uma besteira. No fim eu já me vinguei ― disse Rael.

Neide começou a olhar em volta. Como mãe, ela estava se sentindo devastada por só ter recebido a notícia da perda naquele momento. Heitor já estava morto, então só tinha uma coisa a fazer…

― Vou limpá-los do mapa! Aquele clã imundo não merecem ficar nessa terra por nenhum dia a mais! ― disse ela depois de se decidir e voltou para o sofá.

― Você não vai fazer nada ― disse Rael a deixando surpresa. ― Esse é meu trabalho. Eu é que vou destruir-los. Já tomei essa decisão.

― Você não tem poder suficiente. Ainda está no quarto reino ― disse ela de volta.

― Mas eu terei muito em breve, você só precisa esperar um pouco.

― Você está acostumado a tirar vidas genro? Quantas vidas você já tirou antes do Heitor? Eu vivi tempo suficiente para saber que isso pode pesar muito na mente de uma pessoa com o tempo. Já vi pessoas do nosso clã enlouquecerem, e elas tinham anos de experiência. Você ainda é apenas um jovem rapaz ― disse Neide.

― E daí? Eu já me decidi, eu vou fazer isso. Eles estão lá fora esperando por mim de qualquer maneira ― disse Rael.

― Você só precisa deixar que eu cuide disso. Amanhã mesmo eles sumirão do mapa, você nem precisará se preocupar mais ― disse ela.

― Eu quero eles bem vivos pra testar meus limites quando for a hora. Não me atrapalhe Neide. Não é porque você descobriu meu segredo que vou deixar você tomar conta dos meus problemas ― disse Rael.

― Minha filha podia ter me contado essa história antes. Eu não acredito que ela não me contou ― disse Neide mudando um pouco o foco do assunto.

― Contar que perdeu um filho pra que? Ela pretendia fazer uma surpresa, talvez ia dizer depois do torneio ― explicou Rael.

Neide ficou inconformada, mas Rael tinha razão. Se naquele dia ela soubesse disso, ela e Rayger não iam ter se segurado. Eles teriam matado Heitor muito antes de Rael e provavelmente não parariam por ali.

― Vou te dar um ano. Se em um ano você não cuidar do resto do clã eu mesma cuidarei ― disse ela por fim voltando ao ponto principal.

― Um ano é muito. Em um ano eu já quero ter resolvido tudo que preciso fazer ― disse Rael de volta.

Os dois ficaram se olhando por alguns instantes e Mara chegou trazendo uma bandeja com xícaras de chá. Natalia veio atrás dela.

― Então do que vocês estão falando? ―perguntou Mara animada enquanto distribuía as xícaras.

― Estava aqui falando pro genro, que ele precisa de uma pintura naquela parte da parede e de uma cômoda nova ― explicou Neide sorrindo.

― Amanhã mesmo eu resolvo isso, isso é trabalho da esposa ― disse Mara sorrindo de volta. Ela nem fazia ideia de que eles tinham conversado de outro assunto.


Na hora de irem se deitar Neide pediu para dormir junto com a filha e propôs que Rael deveria ir dormir com Natalia. Eles já estavam todos no corredor do segundo andar.

― Mãe, do que está falando? Eu devo dormir com meu marido é minha obrigação como esposa ― disse Mara de dentro do quarto.

― Tudo bem querida, é só hoje. Faz tanto tempo que não dormimos juntas. Você se lembra quando você saia do quarto carregando as cobertas e vinha dormir comigo? Você era tão fofa ― disse Neide sorrindo, ela estava na porta do quarto deles impedindo que Rael entrasse.

― Eu tinha seis anos de idade, ainda era uma criança ― indagou Mara de volta.

― Pra mim não importa quantos anos passe. Você sempre será minha criança, meu bebê ― disse Neide e voltou-se para Rael que ainda estava indeciso na porta.

― Eu já não disse pra você ir dormir com sua noiva? ― perguntou Neide novamente.

― Dormir com Natalia? ― perguntou Rael parado na frente de Neide.

Se Neide sabia a verdade então sabia que os dois eram irmãos. Rael não entendia porque ela estava propondo aquilo. Natalia tinha ouvido a conversa e estava ainda paralisada com a mão na maçaneta de seu quarto. Ela já ia entrar quando aquela conversa começou.

― Marido, minha mãe tem razão sobre isso. Você pode dormir com minha prima hoje, amanhã a gente volta a dormir juntos ― Mara se conformou.

Para Mara, Neide estava fazendo aquilo para protegê-la de possíveis invasões, mesmo que já tivessem a barreira.

― Até amanhã genro ―disse Neide e fechou a porta na cara de Rael sem deixar ele decidir qualquer coisa. Natalia ficou parada ansiosa olhando Rael.

― Pode ir se deitar, eu vou procurar um quarto pra dormir por aí. Só faltava essa, não posso dormir com minha própria esposa ― disse Rael inconformado.

Ele já tinha se viciado em dormir agarrado a um delicioso corpo feminino. Principalmente de Mara.

― Samuel! ― disse Natalia tomando coragem antes dele sair. Rael se virou olhando a garota de volta. ― Você não quer dormir comigo? ― perguntou ela timidamente e já olhou para o chão quando o olhar de Rael caiu sobre ela.

― Dormir com você? Eu não tenho problemas com isso, mas e você? ― perguntou Rael sentindo o coração por dentro esquentar.

Natalia era como uma linda fada tímida apertando seus delicados lábios enquanto falava com Rael.

― Eu gostaria de dormir com você. Depois do que aconteceu, eu teria medo de dormir sozinha ― disse a garota e voltou a olhar Rael.

― Se pra você está bem então eu concordo ― disse Rael já se aproximando.

Natalia na mesma hora teve seu coração no peito disparado. Ela ficou toda vermelha enquanto abria a porta do quarto deixando Rael entrar primeiro. Ela entrou em seguida e fechou a porta.

Rael estava envergonhado também, mas não tanto quanto a irmã. Aproveitando que agora ela já sabia sobre o seu braço azul. Ele ficou a vontade e retirou o sobretudo e a camiseta longa junto com as luvas, ficando apenas com a calça.

― Qual é o seu lado da cama preferido? ― perguntou Rael olhando a irmã.

Natalia ficou tensa por dentro encarando o peitoral de Rael com o medalhão. Ela não podia imaginar que ele fosse seu irmão, mas ela não parava de achar Rael lindo. Mesmo que ela tivesse nojo de Heitor e não tivesse interesse em outros homens, ela não conseguia ter nojo de Rael, seu corpo tinha uma imensa aceitação por ele. Ela não tinha nenhuma repulsa de Rael, ela soube disso depois de ser beijada por ele naquela noite antes de se deitar.

― Tanto faz ― disse a garota se aproximando com o coração saltando.

Rael ficou parado, porque a irmã estendeu a mão e tocou delicadamente no peito dele correndo os dedos. Na mesma hora ele ficou tenso. As mãos de Natalia pareciam tão frágeis, mas ainda eram tão lindas. Rael não estava acreditando que ele mesmo estava começando a desenvolver os sentimentos estranhos por ela.

― Eu quero que me beije como daquela vez ― pediu Natalia.

Naquele dia ela não teve sonhos com Heitor. Foi um dos dias que ela melhor dormiu. Se Rael a beijasse de novo então ela não teria nenhum sonho ruim, ainda por cima, eles iriam dormir juntos. Havia algo em Rael que impedia ela de ter sonhos ou pesadelos quando estava com ele ou se sentia próxima a ele.

 


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