O Herdeiro do Mundo

056 - Resistência a Raio

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Sneed

 

Violeta foi pega completamente de guarda baixa. Quando ela sentiu os lábios de Rael seu corpo estremeceu e ela quase perdeu parte das forças. Ela tinha tanto desejo por Rael que seu corpo faltava pouco explodir e de repente estava sendo beijada por ele. O beijo tinha começado tão natural como deveria ser, mas em segundos os dois estavam quase mordendo um ao outro. Violeta queria resistir a Rael, mas não encontrava forças para fazer. Quanto mais ela sentia os lábios mais ela queria sentir. Por isso ela avançou as mãos prendendo as costas de Rael.

Violeta sempre carregou um desejo por Rael e o ocultou durante todo esse tempo devido a inocência dele. Ele sabia agora que Violeta ocultava esse desejo uma vez que ele tinha noções de como funcionava os relacionamentos.

Beijar Violeta não era como beijar as outras garotas. Até aquele momento ele tinha Isabela na mente como tendo o melhor beijo, mas não era o beijo em si, era um desejo de possuir Isabela, algo fora do padrão comum. Violeta por outro lado, era mais intenso, muito mais forte, um desejo selvagem que corria pela mente e corpo de Rael.

Os lábios dela eram como um pedaço do paraíso, que Rael ia saboreando aos poucos e desejando ter cada vez mais. Os dois não paravam de chupar um ao outro e as línguas pareciam travar uma árdua batalha entre si cruzando entre as bocas. Ambos de olhos fechados e presos naquele momento.

Rael estava apertando Violeta contra ele o mais forte que podia, ele não pegava leve porque sabia que o corpo de Violeta aguentava, diferente de Rose ou Mara quando ele as vezes abraçava as duas.

O cheiro, as lembranças, a convivência entre os dois. Tudo fazia aquele beijo ser muito mais que um mero beijo. Violeta já tinha perdido os sentidos. Os impulsos sexuais de Violeta estavam no limite há tanto tempo que quando Rael tomou a iniciativa ela não conseguiu se fazer nem se quer o mínimo de difícil.

E que homem nesse mundo resistiria a uma Violadora? Uma mulher com o corpo aprimorado pelas leis proibidas do poder demoníaco. Violeta não era apenas sensual, ela exalava uma aura atraente mesmo que não quisesse. Não seria difícil Violeta encantar um homem que estivesse vendo ela pela primeira vez. Como mulher a existência de Violeta estava níveis acima do padrão.

Rael queria mais, ele queria sentir o corpo de Violeta, ele queria sentir igual como sentia Mara. Por isso suas mãos foram direto para a saia dela. Em meio aos beijos ele começou a levantar a saia dela conseguindo entrar com as mãos se aproximando da zona proibida.

― Rael não ― disse ela tentando se livrar dos beijos, mas estava tão bom. Ela tentava resistir, mas era impossível pra ela. Uma vez que Rael quisesse mesmo prosseguir com aquilo ela não tinha forças para lutar contra. A única coisa que reteve os dois durante esses anos sem isso era a inocência de Rael.

― Por que não? ― Perguntou Rael parando um pouco os beijos. Os dois ficaram se olhando respirando com dificuldade. As mãos de Rael agarraram as alças da calcinha por baixo da saia e ele puxou descendo. Os dois ficaram se olhando ainda com todo aquele fogo no olhar. Agora Rael tinha experiência para saber o que desejava e o que precisava fazer para saciar seus desejos.

Violeta fechou os olhos e beijou Rael mais uma vez sem impedi que as mãos dele continuassem segurando a sua calcinha. Rael por um momento baixou a guarda se deixando senti os lábios de Violeta e naquele momento. Violeta conseguiu reuni forças para sair de perto de Rael e retirar as mãos que tinham quase tocado o local proibido dela.

― Violeta por que? Você quer isso tanto quanto eu, então por que fugir? ― perguntou parando olhando sua mestra ajeitar a calcinha a alguns metros dele.

― Você ainda não está pronto para isso ― disse Violeta e virou-se para ir embora. Rael não entendeu a necessidade daquilo. Um dos motivos que tinham o feito voltar com pressa tinha sido por ela também.

― Eu não posso aguentar toda essa vontade! Você não pode fazer isso comigo ― disse Rael e avançou para abraçar Violeta. Ele sabia que ela não ia resistir a ele, ele podia senti isso, mas não conseguia explicar.

Rael atravessou o corpo de Violeta abraçando o ar mesmo com ela em movimento, ela usou a técnica recém ensinada a Rael para fugir dele.

― Você não entende uma coisa. Eu e você estamos ligados pelo destino Rael e eu estou presa a você, não quero que você se prenda a mim. Você tem ideia do quanto você mudou apenas por transar com Mara? Transar comigo não chegará nem perto do mesmo efeito, então antes você deve ter muito mais experiência. Por todos esses anos eu fiquei longe de você para não estragar seu futuro crescimento e seus desejos ― disse Violeta agora parada em seu lugar. Rael ainda estava se recuperando, porque quase chegou a cair quando passou por Violeta.

― Isso é injusto Violeta! Eu não ligo para o que vai acontecer depois, eu apenas quero você! ― disse Rael parado a frente dela. Ele não entendia as palavras de Violeta, ele nem se quer pensava nessas palavras.

― Todos os planos que você tem agora são pequenos perto do que eu tenho pra você. Então não pense que vou deixar você estragar tudo isso por causa de meros desejo humanos. Você me terá, mas terá que seguir minhas regras ou nada feito ― disse Violeta duramente.

― Suas regras? Aquele beijo não foi de alguém que queria esperar Violeta! Se você é minha então seja minha e pare de inventar desculpas ― disse Rael teimosamente de volta.

― Você compartilha minha linhagem. É certo dizer que você também está um nível acima de homens normais, mas isso não te deixa imune a mim. Meu corpo é perigoso para alguém com pouca experiência. Você precisa estar mais acostumado, sem isso você não é capaz de se manter racional depois de se deitar comigo. Eu quero um homem comigo que saiba pensar com a cabeça de cima e não só com a cabeça de baixo ― disse Violeta.

― Isso não vai mudar nada, eu já fiz então posso dizer ― disse Rael.

― Seja franco comigo, você ainda pretende matar Mara? ― perguntou Violeta olhando no fundo dos olhos de Rael.

― Eu… ― Rael não conseguiu responder. Matar a mulher que proporcionava tal sensação a ele não seria fácil.

― Viu? E ela é uma mulher comum Rael, não se comparar nem mesmo a Rose ou Rika, você mal conheceu esse mundo e já está enfeitiçado. Agora imagine se tivesse sido eu, você esqueceria até de respirar ― disse Violeta e passou por Rael que agora estava com cara de bobo.

― Mas toda mulher não deveria ser igual? Isso não é a lógica? ― perguntou Rael.

― Você tem muito, muito o que aprender ― disse Violeta. Rael já não conseguiu mais manter sua firmeza depois do que ouviu sobre Mara. Porque aquilo era algo que já estava na cabeça dele a muito tempo, e Violeta não era a primeira a questionar.

― E como vou ganhar mais experiência se toda vez que tento fazer com Rose o corpo dela ameaça tentar me matar? ― perguntou Rael. Violeta tinha parado de costas.

― Acho que eu devo explicar outra coisa pra você que no meio do processo você acabou esquecendo. Rael agora você sabe de onde vêem os filhos certo? ― perguntou Violeta e Rael começou a alarga os olhos. Violeta virou-se e viu aquele olhar surpreso de Rael.

― Exato, os filhos vem da relação sexual. Cada relação feita é uma probabilidade certa de gerar futuros filhos que cresce no ventre da mulher. Cada vez que um homem descarrega todo o prazer na mulher, soltando aquele liquido, e uma chance dela gerar um filho. Agora você já deve saber disso ― explicou Violeta. Os olhos de Rael estavam arregalados, porque se Violeta estava certa então ele poderia está prestes a ter um filho com Mara. Eles fizeram tantas vezes e varias vezes no mesmo dia.

― Então os filhos surgem disso? ― perguntou Rael muito chocado.

― É claro, você já deveria ter ligado uma coisa a outra ― disse Violeta fazendo um bracelete aparecer nas mãos. ― Você quer poder fazer com a Rose? Precisará disso, é um bracelete redutivo do tipo raio. Vai fazer você ficar quase imune a Raio. Coloque no braço direito e ele se integrará com sua essência ― disse Violeta jogando o bracelete. Rael levantou a mão pegando no ar, mas ainda estava em choque.

― Não me diga que agora você não quer mais fazer por descobri que pode ganhar alguns filhos? Hahahaha! ― Violeta riu porque a expressão de Rael estava engraçada.

― Eu não quero ter filhos Violeta, isso não está certo, eu tenho objetivos ― disse Rael.

― Não tenha medo, um filho demora nove meses para nascer e você vai conseguir pensar em algo até lá. Depois de uma boa noite de sono você terá idéias melhores ― disse Violeta. Se virou e saiu deixando Rael sozinho.

Rael ficou um tempo segurando o bracelete na mão, depois de Violeta ter dito aquilo ele realmente começava a pensar um pouco diferente. Ele não sabia ainda o que faria se Mara tivesse um filho dele e aquilo o encheu de preocupação.

Rael retirou a luva, o sobretudo e puxou a manga para por o bracelete no braço azul como Violeta havia ordenado. Assim que Rael apertou o bracelete encaixando no braço, sentiu algo estranho, todo o seu braço começou a soltar descargas elétricas como se tivesse sido encoberto em raios. O bracelete que a pouco tinha sido colocado começou a se desmanchar no braço de Rael como se tivesse derretendo. Rael sentiu o braço ardendo, mas não era nada que ele não pudesse suporta. Pouco a pouco o bracelete foi sumindo como se tivesse se fundindo ao braço de Rael até desaparecer completamente.

Depois Rael ficou olhando o braço agora normalizado sem nenhuma dor mais. Ele até mexeu o braço tentando descobri se havia ago de errado ou diferente. Não havia nada de anormal.

Pensando no que Violeta havia dito sobre não ter nenhum outro método de aumentar a força. Rael começou a treinar com o braço direito usando algumas rochas e golpeando as destruindo. Ele passou praticamente a manhã inteira treinando seu braço direito e a nova técnica ensinada por Violeta com o punho esquerdo.

― Rael você está aqui? ― perguntou a voz de Rose entrando na caverna.

― Rose? Veio treinar também?― perguntou Rael de volta quando viu a linda moça se aproximando.

― Eu vim te chamar. Não comeu nada até agora.Violeta e minha mãe estão esperando por você ― disse Rose.

― Eu perdi o horário, estava treinando― disse Rael de volta.

― Vamos voltar ― disse Rose parada esperando. Rael se aproximou dela se lembrando que agora ele poderia está resistindo mais.

― Antes de voltar quero testar uma coisa Rose, quero que você me ataque com seus raios ― disse Rael parando em frente a moça.

― Atacar você? É claro que eu não posso fazer isso ― disse ela rapidamente de volta.

― Violeta me deu uma coisa que pode reduzir os danos que sofro com o elemento raio. Se ela estiver certa e eu poder aguentar isso, então a gente talvez possa fazer aquilo juntos ― disse Rael mentalmente parado na frente de Rose. Ele tinha parado a uns três metros da moça para ficar preparado para receber o ataque.

― Isso é mesmo verdade? Então está me dizendo que você pode mesmo ter ficado mais resistente a mim? ― insistiu ela curiosa.

― Vá em frente e teste. Não se preocupe porque vou usar meu braço direito para defender inicialmente e eu vou saber se estou mesmo mais resistente ou não ― disse Rael esperando.

― Certo, não vou mandar um ataque muito forte, vou começar com um bem fraco, se você aguentar mesmo então passo para um maior ― disse a moça estendendo a mão direita para frente. Rael concordou mentalmente esperando.

Rose juntou uma bola de raios (um pouco maior que uma bola de futebol) e lançou contra Rael. A bola de raios furiosa foi segurada pela mão direita de Rael. Tudo que Rael sentiu agora foi uma leve sensação de cócegas se espalhando pelo braço.

― E então como foi? ― perguntou Rose curiosa vendo a bola sumir completamente na mão de Rael.

― Não senti nada além de uma coceira leve. Mande o seu melhor ataque agora sem piedade. Se eu estou certo posso estar completamente imune ao elemento raio ― disse Rael de volta.

― Será mesmo? ― perguntou Rose animada preparando as duas mãos. ― Mandarei sim um dos meus mais poderosos ataques, vamos ver como você se sairá ― disse a moça juntando energia nas duas mãos.

Uma formação de cargas de raios foi reunida a frente de Rose. A formação era como uma bola grande do tamanho do corpo dela. Até os lindos olhos azuis de Rose pareciam envolto em raios enquanto ela se concentrava acumulando energia. Rael se preparou com o coração pulsando levemente, porque ele sentiu que Rose estava mesmo prestes a enviar um poderoso ataque de raios.

― Rael se prepare! Vou começa agora! ― disse a moça mentalmente e concentrando seu poder fez duas linhas de raios saírem da bola a frente e si dirigirem contra Rael. Rael estendeu a mão direita recebendo as primeiras ondas de choque. Estavam sim mais fortes que a anterior e ele sentiu leves cócegas no braço e se espalhando pelo resto do corpo.

― Mais! Mais! ― disse Rael de volta. A moça aumentou as linhas, de duas passaram a ser quatro e quatro a oito indo para o braço de Rael. Rael tomou coragem e avançou o braço esquerdo contra as ondas. O choque corporal fazia o mesmo efeito em ambos os braços, Rael então teve certeza que estava mais resistente aos raios, porque nem mesmo o braço esquerdo queimava ou se machucava.

― Rose me manda o melhor! ― disse Rael animado. Rose vendo que Rael não estava se machucando, preparou a bola a fazendo flutuar no ar e lançou contra Rael. Aquela bola de raio avançou e envolveu todo o corpo de Rael como um ovo.

Rael não estava sentindo nada, mas quando aquela coisa tomou conta do corpo dele todo o seu corpo vibrou e ele sentiu as ondas de choque bem leve pelo corpo. Não era algo tão forte, mas alguns locais chegavam a arder. Rael parecia ter ganhado uma resistência incrível a raios, mas ainda não era cem por cento.

― Rael você está bem? ― Rose avançou parando em frente a Rael quando os raios se dissiparam. Aquele ataque em alguém do mesmo reino de Rose teria feito uma pessoa em pedaços.

― Eu estou ótimo ― disse Rael. Tinha algumas poucas manchas vermelha no rosto de Rael. Rose viu é claro, mas comparado a como Rael se feria antes e ela nem usava todo poder, aquilo não era nada.

― Isso quer dizer que agora você não vai mais se machucar comigo? ― perguntou Rose animada e apertou os próprios lábios com um leve sorriso, agora ela já estava melhorando e muito seu sorriso.

― Acho que não, mesmo se você perde o controle não vai se comparar com esse ultimo ataque ― disse Rael olhando a moça de volta. Em resposta Rose pulou abraçando Rael e beijando os lábios dele com força e despreocupada. Ela não precisava mais ficar beijando ele com medo como vinha fazendo nas ultimas vezes e deixou seu corpo a vontade. Rael abraçou aquele corpo quente a envolvendo em seus braços enquanto beijava de volta.




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