O Herdeiro do Mundo

023 - Experiências

Autor: Edson Fernandes da Costa | Revisor: Yan Fonseca

Janete arrastou Rael para quase meio quilômetro longe dos outros. Quando teve certeza que estava longe o bastante, ela finalmente parou de andar e se virou para Rael. Eles haviam seguido todo o percurso acompanhando a montanha do lado.

― Acho que aqui está bom ― disse ela um pouco sem jeito, se voltando para Rael.

Ela agora estava com roupas limpas. Usava uma blusa azul de mangas cumpridas e uma calça escura bem apertada no corpo, deixando suas curvas bem visíveis. Rael que vinha a seguindo por trás, olhou para ela muitas vezes com interesse, embora fosse imaginando como seria o corpo dela sem roupas.

― Então vai ser agora? ― perguntou Rael um pouco animado.

― Posso perguntar algumas coisas antes?

― Claro vá em frente ― disse Rael sem se importar.

― Quantos anos você tem? ― foi a primeira pergunta dela.

― Quinze anos ― disse Rael rapidamente.

O queixo de Janete quase despencou, porque ela julgava que Rael teria pelo menos uns trinta ou talvez até mais, cultivadores podem viver e manter a juventude por um longe tempo.

― Quinze anos dentro do quarto reino? Você não está brincando comigo? ― perguntou ela surpresa.

Mesmo que agora Rael aparentasse estar no terceiro reino, ela sabia pelos seus familiares que Rael alcançou níveis maiores durante a batalha.

― Não mesmo ― disse Rael de volta, com um sorriso natural.

Janete ficou um tempo perdida, se Rael tinha mesmo quinze anos então aquilo para ele não estava sendo muito rápido? Nessa idade os jovens ainda estão pensando em beijo, enquanto ela estava prestes a se despir. Mas promessa era promessa e Janete não podia recuar naquele momento. Rael tinha feito tudo por merecer.

― Então segunda pergunta ― disse ela se preparando mentalmente, porque ainda estava surpresa pela idade de Rael.

Ela só acreditava, porque ele não tinha motivos para mentir e não havia como ela confirma nada por agora.

― O que eu serei para você a partir desse momento? Você me tomará como uma esposa? Uma concubina, uma amante? Que planos você tem pra mim? ― ela perguntou, e olhou Rael no fundo dos olhos.

Para ela, Rael não queria apenas vê-la nua por ver, ela tinha certeza que ele queria ter uma relação sexual com ela, e qualquer um pensaria isso depois de saber daquele tipo pedido. Uma mulher também não se mostraria nua tão facilmente para qualquer um, a não ser que fosse um dos fatores citados por Janete, concubina, amante, ou esposa.

― Eu disse que tomaria você como esposa? Aliás, o que é concubina? ― perguntou Rael todo confuso.

― Você não sabe o que é uma concubina? ― Janete perguntou.

― Não mesmo ― disse Rael em seguida. Janete suspirou cruzando os braços.

― Concubina é um termo para uma mulher que tem relações com um homem, mas que não está casada ― explicou.

― Que tipo de relações exatamente? ― perguntou Rael curioso.

― É quando uma relação avança o nível de amizade ― explicou Janete um pouco sem jeito.

― Oh! Então eu acho que entendi ― disse Rael de volta se lembrando de Rita e Violeta.

Afinal, ele tinha relações com essas duas mulheres que para ele já eram mais do que amigas. Uma era sua mestra e a outra sua querida irmã Rita.

― Se você entendeu, então o que eu serei pra você?

―Eu não sei ainda, o que você quer ser? ― perguntou Rael pensativo.

Porque ele só conhecia ela a menos de um dia e não sabia se ela queria ser amiga ou a tal concubina.

― isso não é uma decisão minha ― disse ela sem graça.

Mas considerando que Rael tinha apenas quinze anos, ela não pôde reclamar muito. Naquele momento um sentimento estranho cresceu dentro dela. Se Rael tinha apenas quinze anos e nenhuma experiência sexual, isso significava que ela seria a primeira e se ela seria a primeira, então ele com certeza não iria esquecê-la.

― Ta bom então você é minha concubina, mas vamos logo com isso, eu não vejo a hora de ver seu corpo nu ― disse Rael um pouco ansioso.

Por se tratar de algo combinado ele não tinha vergonha de exigir tal coisa.

― Tudo bem, eu não queria ter minha primeira vez em um lugar como esse, mas promessa é promessa ― disse ela e começou a retirar a própria blusa.

Rael ficou o tempo inteiro concentrado olhando a linda Janete começar a retirar suas próprias roupas. Cada peça retirada ela já lançava para o bracelete.

Em poucos segundos ela ficou apenas de calcinha e sutiã. Ela estava mais nervosa do que julgava que poderia ficar. Embora Rael fosse um homem sério, naquele momento os olhos de Rael pareciam os de um lobo correndo por todo o corpo dela, e isso a deixava ainda mais envergonhada. Rael estava definitivamente interessado em aprender e não queria perder nenhum detalhe em qualquer fio de pele.

― Vou continuar ― disse ela e levou as mãos para trás soltando o sutiã.

Os dois lindos bicos rosados surgiram diante de Rael. Rael já sabia desse detalhe peculiar sobre a mulheres terem peitos maiores que os homens. Então finalmente ela desceu as mãos e baixou a calcinha liberando a parte mais importante para Rael.

Rael encarou aquela estranha parte sem instrumento e achou estranho, mas se lembrava que Violeta havia dito que mulheres eram diferentes. Para ver melhor ele se aproximou e agachou. Essa ação fez Janete se tremer enquanto se abraçava com os braços os próprios peitos.

― É lisa? ― perguntou Rael confuso, encarando a virilha dela.

Havia um pelo tímido por cima de uma parte lisa que formava uma curva se escondendo entre as pernas fechadas.

Janete ficou feliz, porque a maneira que Rael olhava curioso para o corpo dela, era mesmo o de alguém curioso que nunca viu um corpo feminino nu antes.

Mesmo que o tempo estivesse um pouco escuro, ainda era possível os dois se verem e Rael então nem se fala, ele tinha a visão passiva da escuridão, o que permitia ele enxergar completamente tudo.

Rael não entendeu porque, mas achou o corpo nu de Janete lindo, de uma maneira que ele não soube explicar. A delicadeza, as curvas e a estranha parte sem instrumento, tudo era como uma belíssima visão. Obviamente a parte de baixo de Rael respondeu com os instintos e endureceu na mesma hora vibrando dentro de sua cueca. Depois de olhar bem ele se levantou.

Ela ficou olhando Rael com um pouco de vergonha, enquanto Rael analisava seus peitos escondidos, seu ventre e suas pernas.

― Você quer tocar? ― perguntou ela tirando os braços dos peitos.

― Eu posso mesmo? ― perguntou Rael levantando as duas mãos.

Aquilo não fazia parte da promessa, mas se ela estava deixando…

― Você pode fazer o que quiser. Qualquer coisa que eu fizer não será o bastante para agradecer você por tudo que fez por mim e minha família ― disse Janete de volta.

Ela estava com muita vergonha, mas em pensar que estava diante de um homem incrível, que era a primeira vez dele também e todas essas coisas a mais, a deixavam mais corajosa.

― Então aqui vou eu ― Rael estendeu as mãos e tocou suavemente os peitos de Janete, esse ato fez Janete morde os lábios e gemer levemente enquanto virava o rosto de lado.

Aquele som e aquela ação fizeram o coração de Rael disparar por alguma razão.

― Você está bem Janete? ― perguntou Rael preocupado, ainda com as mãos por cima dos peitos da mulher.

― Estou, desculpe ― disse ela tentando se recompor.

Rael então continuou. Ele envolveu os peitos dela nas mãos, a suavidade, a maciez, o cheiro da pele dela, tudo era muito bom e deixava Rael elétrico. Pior ainda era quando ela arfava, aquilo fazia Rael se sentir ainda melhor.

Os impulsos sexuais em Rael se ativaram a um ponto onde ele começou a deslizar a mãos pelos braços, pernas e até as costas de Janete. Ele se lembrou de quando beijou Mara e isso o fez agir. Ele tomou os lábios dela e os dois começaram a se beijar.

Dessa vez era com uma mulher que ele não tinha ódio. Janete que a muito já tinha entrado no clima, começou a puxar as roupas de Rael e ele foi deixando mesmo sem entender. O peito dele foi todo descoberto e as luvas foram todas jogadas no chão.

― Esse seu braço, por que ele é tão diferente? ― perguntou ela alisando o braço azul de Rael sem a menor indiferença, continha apenas um pouco de curiosidade dela.

― É uma longa história ― disse Rael, ainda sentindo o sabor agradável do hálito de Janete.

Parou apenas por um momento e voltou a beijar e agarrar aquele corpo tão macio, quente e agradável. A pele dela contra a dele dava a ela uma sensação ótima de prazer, no qual fazia ele desejar estar cada vez mais agarrado a ela.

No meio desses beijos, Janete conseguiu descer as calças e a cueca de Rael deixando ele nu. Agora os dois estavam em pé de igualdade. Rael estava tão duro que ele esfregava vibrando das coxas de Janete e conforme tocava na pele dela. Rael simplesmente enlouquecia de tesão.

― Eu tenho uma barraca e uma cama aqui, você pode esperar eu montar? ― perguntou ela contendo a respiração, ambos já estavam no clima, mas fazer em pé ou no chão duro não era muito atraente para Janete.

― Sim, tudo bem ― disse Rael soltando ela.

Ele não estava tão envergonhado quanto Janete estava, por ele não entender tudo daquele assunto se sentia muito mais a vontade.

Janete fez surgir uma barraca já montada e entrou para completar as preparações. Quando Rael estava prestes a segui-la, ele sentiu uma presença já conhecida e imediatamente ficou preocupado.

― Janete eu preciso ir a um lugar agora ― disse ele.

Se agachou e começou a pegar suas roupas.

― Ir onde? ― Janete saiu da barraca nua, olhando Rael confusa.

― Eu tenho que ir a um lugar, é uma emergência ― explicou Rael.

― Você ainda volta? ― perguntou ela, sem se incomodar de ficar nua na frente de Rael, se chegaram àquele ponto, então não havia mais volta.

― Eu não sei. Melhor você guardar tudo e voltar pra sua família, caso eu volte procuro você lá ― explicou Rael agora vestindo a calça.

― E como nós ficamos? Você pretende me levar com você? ― perguntou ela.

― Sobre isso, eu não pensei em nada, não pensei em tirar você de sua família ― disse Rael pegando a camiseta de mangas longas do chão.

― Mas e nós? Tudo isso que começamos? Você não vai me deixa assim neh? Não pode está falando sério.

― Desculpe, mas o que eu deveria fazer sobre nós, eu não entendo ― disse Rael confuso.

― A pouco você me disse que eu seria sua concubina e nós fizemos todas essas coisas, a gente até quase… ― ela parou de falar, porque estava um pouco ansiosa.

― Para mim estávamos fazendo coisas dentro daquela promessa, você mesmo disse que eu podia fazer o que quisesse ― disse Rael, sem pensar muito enquanto vestia o sobretudo.

― Mas isso era porque eu esperava que você fosse se responsabilizar ― explicou ela.

― Se responsabilizar? Com o que? ― perguntou Rael confuso.

― Comigo, uma vez que você me tome com sua concubina, você tem que me levar junto de você ― disse ela.

― Isso não é possível ― disse Rael se lembrando de Mara, ela disse que não queria ver ele com outras.

Uma coisa era ele está aqui com ela, outra era levar ela para a cidade com ele.

― Eu tenho um envolvimento com uma jovem mestra do clã Torres, se ela souber disso vai trazer problemas para você e toda sua família ― explicou Rael.

Janete ficou boquiaberta, porque ela achou que Rael não tinha envolvimentos com outras mulheres, afinal ele só tinha quinze anos se aquilo não era uma mentira. E quando ele disse clã Torres ela já sentiu um frio em seu coração, como ela havia contado sua família foi destroçada por uma das cinco potências e o clã Torres era uma delas.

― Então você pretendia me usar e jogar fora? ― perguntou ela, sem conseguir pensar em outra coisa.

― Usar você e jogar fora? Do que está falando? ― perguntou Rael apressado, porque a aura estava se aproximando cada vez mais.

― Foi o que você acabou de dizer, eu nem posso ir com você ― disse ela de volta, e agachou se abraçando aos próprios joelhos para esconder sua nudez.

― Futuramente eu vou me resolver com essa mulher, então você poderá me procurar, mas não agora ― disse Rael de volta.

Janete se sentiu um pouco melhor ouvindo isso, mas ainda ficou preocupada.

― Eu vou indo e obrigado por cumprir sua promessa ― depois de dizer isso Rael finalmente partiu com toda sua velocidade, sem técnicas.

Em poucos segundos ele parou ao lado de uma árvore e uma jovem de cabelos azuis parou em frente a ele. Ambos ficaram se olhando por um tempo. Era a mesma jovem que fugiu de Rael antes.

― Então você estava mesmo atrás de mim? ― perguntou Rael curioso.

A jovem dessa vez não estava usando véu. Ela tinha um rosto extremamente lindo e agradável. Sua idade era em torno de uma garota de quinze anos. Olhando de perto agora, Rael podia ver um sinal branco redondo na testa dela, quase como se fosse uma pequena pintura, aquilo dava a ela um ar ainda mais gracioso.

― Eu sou Rose ― disse ela mentalmente para Rael.


Nota: Frases com (itálico), significam pensamentos ou conversas mentais que teremos a partir desse ponto. Mesmo que diga apenas (disse) desde que estejam em itálico então foi um pensamento, se ainda não perceberam.

Segue Exemplo:

― Eu sou a surpresa do amanhã ― disse Rael (aqui está normal)

― Eu sou a surpresa do amanhã ― disse Rael (aqui é pensou)

Nota revisor:

―  Eu sou a surpresa dos virjões ― disse Janete (aqui está normal)

― Eu na verdade fiquei pra titia ― disse Janete (aqui é pensou)