Evil Emperor’s Wild Consort

230 - Morrer uma Morte Horrível? (Parte 1)

Pang Zihuang andava nervosamente para frente e para trás na sala de estudos real. Seus olhos frequentemente se voltavam para a porta enquanto a ansiedade tomava conta de seu belo rosto.

M*rda! Ele pensou. Por quê aquele menino ainda não voltou? Já faz tanto tempo. Nós daremos ao traseiro dele uma boa surra quando ele voltar…

Naquele momento, a porta se abriu. Além da Sua Majestade Imperial a Imperatriz, apenas uma única pessoa poderia vê-lo sem sua permissão. Pang Zihuang, cheio de raiva, deixou escapar um rugido alto para porta. Antes de que Pang Ran pudesse reagir, um braço forte o agarrou e apertou — bem direto nas suas nádegas.

— Seu moleque! — Pang Zihuang gritou. — Quando você voltou? Você tem alguma ideia de quanto tempo esperamos por você? M*rda! Você andou escapando pra comer carne de porco de novo, não foi? Nós vamos acertar essa sua bunda até sangrar ou não serviremos mais para sermos o seu Pai e Imperador!

Para Pang Zihuang, o caminho do palácio até a mansão do Sexto Príncipe normalmente levaria em torno de meia hora, mas esse cara levou três horas inteiras para chegar! Ele deve ter caído em tentação e ido ao restaurante pra comer algum lanchinho. Afinal, essa não seria a primeira vez. Era só sentir o cheiro da carne e esse moleque se perdia completamente.

Pang Ran, no entanto, não fazia ideia do porque seu pai tinha ficado tão agressivo. Para ele, ele não tinha feito nada de errado! Antes dele se dar conta da situação, outro forte tabefe o acertou. Pang Ran pulou de dor e correu para se proteger, gritando:

— Pai! O que foi que eu fiz pra te deixar com raiva? Sua punição não tem justificativa – Ai! Pai, por favor, pare de me bater!! Minha bunda vai acabar se separando!!! Me salve, Deusa! Meu pai vai me surrar até a morte!!!

Sem conseguir se esconder das mãos de Pang Zihuang, Pang Ran ignorou tudo o mais e se escondeu atrás de Gu Ruoyun.

Aos olhos dele, uma vez que estivesse atrás dela nenhum mal lhe acometeria.

E foi só quando ele a chamou que Pang Zihuang se deu conta de que ela estava no aposento. E, ele rapidamente colocou suas mãos atrás de si. Com seu belo rosto dando claros sinais de embaraço, ele disse:

— Você deve ser a Senhorita Gu Ruoyun, a dona do Empório das Cem Ervas? Esse menino nos tira do sério… Você deve estar querendo rir da situação toda entre nós.

— Uhn… Bem… — Ela disse também embaraçada. — Na verdade… a razão pela qual nós chegamos tarde, não é culpa da vadiagem de Sua Alteza Imperial, o Sexto Príncipe… É minha culpa. Eu esbarrei num velho conhecido no caminho e fiz com que nós nos atrasássemos. Sua Alteza Imperial não tem culpa nisso.

— Você ouviu isso?! — Pang Ran disse bravo enquanto espiava por trás da menina, mas, sem dar tempo, ele voltou a se esconder de medo do olhar mortal que seu pai mostrou. {{Quem nunca passou pela chinelada biônica da pessoa responsável não sabe o que é um olhar mortal de verdade.}}

De repente, uma voz pujante se ouviu do lado de fora da sala de estudos: — Sua Alteza Imperial, o Conselheiro Imperial requisita por uma audiência.

O Conselheiro Imperial? Pang Zihuang pensou, vincando as sobrancelhas.

— Permita que entre. — Ele respondeu entusiasticamente.

Quase no mesmo instante, uma mão empurrou a porta e vestido de branco Lin Yue entrou no recinto. Seu olhar passou por Gu Ruoyun e Pang Ran antes de recair em Pang Zihuang. Ele parou diante do Imperador, juntou seus punhos e o saudou antes de profundamente dizer: — Sua Alteza Imperial, eu, seu humilde servo, venho diante de vós requerer uma decisão justa.

O Conselheiro Imperial era uma pessoa de posição importante no Reino da Tartaruga Negra. Ele era um dos poucos que não precisavam se ajoelhar reverentemente diante do Imperador. Seus privilégios eram altos não só porque ele era um vidente, mas também porque sua irmã mais nova havia se tornado uma pequena concubina de um parente da Família Xia na Cidade Paraíso. E ainda que fosse de um parente distante e que a irmã de Lin Yue fosse só uma concubina, que não era melhor do que uma amante, contanto que se tenha qualquer ligação com a Casa Xia, mesmo que fosse de uma faxineira, ninguém ousaria contrariá-los. Então Pang Zihuang não tinha escolha a não ser mostrar respeito ao Conselheiro Imperial apesar de seu pessoal desagrado em relação ao homem.