Ascensão de um Deus

817 - Acima da Compreensão Humana

Autor: Calebe Piccoli Camargo

O Primeiro Deus Dragão do Caos, em sua avançada idade, andava por um grande corredor, subiu uma grande escadaria em espiral e no último andar do Castelo, ele abriu a porta e deparou-se com quem ele havia vindo encontrar.

“Você finalmente chegou...” Uma voz feminina soou no final da sala.

Ela tinha olhos verdes, pele branca, um rosto fino e belas curvas compunham seu corpo estonteante, seus cabelos eram verdes como seus olhos e uma Aura Divina estava ao redor dela.

A Rainha da Vida era linda em todos os sentidos, mas, seu poder era o que ficava mais evidente.

Ela exalava uma Aura refrescante, como se ela fosse a fonte dos ventos de toda a Existência, seu olhar cheio de poder e soberania deixavam claro que ela não era algo simples ou mais um ser poderoso em meio a imensidão da Criação.

Ela era alguém especial, única, singular, incapaz de ser copiada, eterna, suprema, santa e divina.

A Rainha da Vida foi o único ser vivo que um dia chegou perto de ser digna de virar a Representação da Vida.

Com a morte de Xiong Lin, a Vida não mais tinha um hospedeiro para representar essa poderosa Energia.

Sendo assim, muitos seres vivos começaram a tentar trilhar esse caminho em busca de colocar suas mãos nesse poder assustador e quase onipotente.

Contudo, um atrás do outro, falharam miseravelmente, afinal, suas intenções desde sempre foram erradas e mesquinhas.

No entanto, advinda de um Clã Élfico, levada como escrava para o Reino Asura e então com apenas sete anos foi jogada dentro da Prisão Demoníaca após a sua dona ficar louca, uma pequena elfa despertou um poder que nunca alguém havia sequer imaginado.

Quando ela entrou na Prisão Demoníaca, o Demônio, uma mulher, que era sua dona, atacou a jovem sem pestanejar.

E a diferença de poder entre elas era descomunal, então, em meio ao desespero, a menina fechou seus olhinhos e implorou à Deusa Élfica, Xiong Lin, para que onde quer que ela estivesse, a salvasse, pois, ela estava apavorada.

Quando isso aconteceu, um poder atravessou os limites entre as Dimensões, rompeu as amarras espaciais, esmagou a realidade ao seu redor e atingiu a menina como a Lança Divina que foi lançada por um Deus Supremo.

Aquele poder, foi uma resposta da Vida, não de um resquício de Xiong Lin, mas, literalmente da Vida, que reconheceu o pedido da menina e a salvou.

Essa força momentânea que ela recebeu foi o suficiente para ela fugir e se esconder do seu atacante em um pequeno planeta.

Ela encontrou algumas pessoas vivendo lá, mas com medo, ficou vários meses andando pelas vielas do País Saol, tentando esconder o fato de que ela era uma Elfa.

Então, um dia, quando ela estava tentando achar comida no lixo de um restaurante, o dono a pegou e queria bater na menina.

No entanto, o dono se arrependeu amargamente, já que uma outra mulher apareceu e deu uma surra que ele jamais esqueceu.

“Venha garota, vou lhe dar algo para comer. Não posso permitir que uma criança fique nessa situação...” Disse a mulher com um olhar cheio de poder, ela estava no Pináculo do Cultivo.

“... M... M... Moça... O... Obrigada...” Disse a pequena elfa, seus olhinhos estavam cheios de lágrimas e um sorriso estava em seus lábios, afinal, ela chorava de alegria por ter sido salva.

“Hehehe! Não precisa agradecer! Ah! Eu sou Le Lu, a Matriarca do Clã Le, mas pode me chamar de Tia Lu...” A mulher disse com um grande sorriso animado em seus lábios.

A pequena elfa regozijou-se e rapidamente seguiu a mulher.

No fim, Le Lu a levou para o Clã Le e treinou a menina, contratando-a como uma empregada pessoal.

Conforme o tempo passou, a jovem elfa começou a demonstrar uma genialidade sem igual.

Quando ela fez quinze anos já havia atingido o Dao do Poder, com vinte e cinco anos estava no Dao da Ascensão, com trinta e dois anos atingiu o Pináculo do Cultivo.

Não apenas isso, no Dao das Leis, diferente da maioria, ela foi capaz de usar uma Lei, a Lei da Vida.

A história dizia que ninguém era capaz de usar a Lei da Vida, mas, um dia houve alguém capaz de usar esse poder.

Então, no Pináculo do Cultivo, seu poder continuou a crescer exponencialmente, sua força descomunal assustou muitos e uma guerra eclodiu no país, tentando suprimir a jovem elfa.

No entanto, no final de tudo, ela terminou vitoriosa.

Antigas Lendas contam que no ápice da batalha, a Rainha da Vida lutou sozinha contra mil cultivadores no Pináculo do Cultivo, usando apenas um galho de uma árvore e com uma mão nas costas. Seu poder assustador calou os oponentes e os fez implorar por perdão.

E ali, quando ela obliterou todos os seus inimigos, sua Lenda começou, a Lenda da Rainha da Vida.

Seu nome era Le Fa, afinal, quando ela foi levada cativa, ela não tinha nome e quando viveu como escrava, sua dona a chamava apenas de lixo.

Apesar de tudo, com o passar dos trilhões e trilhões de anos, todos esqueceram dessa parte da história, do contrário, o Clã Le estaria em um patamar muito além do que era hoje, apesar de já ser o mais poderoso entre os Clãs.

A Rainha da Vida, Le Fa, era a única além da Representação da Vida, capaz de usar a Lei da Vida.

Então, conforme ela reinou, seu poder aumentava exponencialmente.

Porém, um dia, o Primeiro Deus Dragão do Caos veio ao seu encontro e com apenas um olhar, Le Fa soube o que ele queria.

“Você é forte, mas, não acha que está superestimando a si mesmo?...” A voz de Le Fa era suprema, de tal forma que quando ela falava, o tempo parava, o espaço cessava e a realidade calava-se, ninguém era digno de se expressar quando ela falava.

Houveram poucas pessoas que chegaram em um patamar divino dentro da parte Mortal da Criação.

Alguns deles eram conhecidos, como Le Mei, Xiong Long, seus filhos e filhas, Le Fa e o Primeiro Deus Dragão do Caos.

Esses seres eram pontos fora da curva da realidade e da criação, suas existências não eram explicadas.

Quando eles estavam vivos, eles eram o ápice do ápice, não havia nada acima deles entre os Mortais.

“Eu sou o Ápice dessa Criação, acha que você é capaz de me contrariar?...” Disse o Primeiro Deus Dragão do Caos.

“Ápice?...” Le Fa sorriu e colocou-se de pé, quando fez, o Castelo tremeu e tudo ao seu redor ficou estático.

O idoso sentiu a pressão vindo sobre ele, mas não acovardou-se, ela era muito poderosa, mas ele também era e imediatamente levou seu poder ao ápice.

Quando fez isso, o castelo inteirou se rachou de cima abaixo, Le Fa também fez o mesmo e rapidamente a realidade se partiu dentro daquele local.

Eles ficaram se encarando por alguns instantes, como se tentassem decidir quem começaria atacando.

E quando finalmente moveram-se, a batalha entre eles não era possível ser descrita, aquilo não era lógico, não tinha como explicar, nem aqueles no Pináculo do Cultivo eram capazes de ver a batalha entre eles.

Provavelmente seriam necessários todos os outros seres da Criação, unidos, para derrotar um desses dois combatentes.

A única coisa que era possível entender era o final daquela batalha, seu desenvolvimento estava acima da compreensão humana.

E, Le Chang, viu isso, o que foi deixado para trás da batalha entre Le Fa, a Rainha da Vida, e o Primeiro Deus Dragão do Caos.




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