Ascensão de um Deus

770 - Foram Eles

Autor: Calebe Piccoli Camargo

Min Jia, Wuhan Xie, Chi Ziyun e Lian Mei se abraçaram por alguns minutos, elas entenderam perfeitamente as palavras de Chi Ziyun.

A vida era uma obra prima que nasceu na mente da Criadora, isso não era algo regido por criatividade, isso estava muito acima do conceito de ideia ou algo do gênero.

A vida é maravilhosa, mas poucos percebem que sua grandiosidade está nos pequenos detalhes.

Aqueles instantes que muitos desprezam, são eles, que guardam com absoluto silêncio, a fonte da felicidade.

É o abraço de uma mãe, o consolar do colo de um pai.

É o beijo de uma esposa que recepciona o seu marido quando este chega em casa.

É o abraço do marido que acolhe e protege sua esposa.

É o sorriso dos amigos, é a gratidão no olhar dos necessitados.

É o abraço que acaba com a saudade.

São os sorrisos compartilhados nos jantares em família.

É a delicadeza e sutileza do perdão, que nos ensina, com o tempo, que ele é o melhor caminho a ser seguido.

É o aprendizado que nos mostra novos horizontes, é o descobrir que tudo que vimos e ouvimos, eventualmente mostrará sua utilidade.

As meninas sabiam, com certeza absoluta, tais fatos e entenderam nas palavras de Chi Ziyun o que isso significava.

Elas tinham muito ainda pelo que passar, lágrimas para derramar, tristezas para sentir, mas, mais do que isso, elas ainda tinham muitas alegrias para aproveitar, muitos abraços, sorrisos, conquistas e amor para sentir.

Um futuro grandioso as esperava e cabia a elas o construir.

E então, com um olhar cheio de determinação, elas rapidamente moveram-se pelo espaço.

Dispararam em direção a Capital do Império, afinal, elas gostariam de antes de continuar seus caminhos, resolver algumas questões pendentes.

Era um fato que existia um traidor dentro do Império, Ze Sin e Ge Mei quase morreram por tal acontecimento.

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Dentro de um grande salão, um trono cheio de glória e poder se fazia presente.

Ao lado dele havia outro, um pouco menos luxuoso, mas igualmente cheio de soberania.

No primeiro estava sentado o Imperador Ze Long, ao seu lado, a Imperatriz Sui Mei.

O salão era cheio de belos quadros e grandes colunas brancas, com pedras preciosas, sustentavam o imenso teto de vidro.

Ao lado de sua mãe, estava Ze Sin, em pé.

Logo à frente dessas três pessoas, após uma pequena escadaria que levava aos tronos, estava Ge Mei, também em pé.

Ela já havia se recuperado de seus ferimentos.

“Eu, o Imperador Ze Long, tenho a alegria de entregar para a Heroína, Ge Mei, a Medalha de Honra Imperial. Entregue aquele que se distinga de maneira notável, por bravura e coragem com o risco da própria vida acima do dever, enquanto engajado em ação contra um inimigo do Império.

Sua atitude de, não apenas estar disposta a dar sua vida para que minha filha retornasse, mas também para com o restante do grupo, é digna de louvor e da maior das honrarias.

Eu, não estou lhe agradecendo e condecorando apenas como Imperador, mas também como pai, muito obrigado...” O Imperador Ze Long levantou-se de seu trono e era possível ver seus olhos cheios de poder e soberania, um verdadeiro monarca.

Descendo as escadas, ele pessoalmente pegou uma linda medalha dourada de uma almofada que um Soldado, de joelhos, estendeu até ele.

Então, pegando o objeto, rapidamente o levou até Ge Mei e o colocou sobre o ombro direito dela.

Contudo, logo após quando a multidão de Ministros, Nobres e Guerreiros de Alta Patente, iriam começar a puxar as palmas, uma súbita sensação de poder se achegou ao coração de todos os presentes.

Em um piscar de olhos, quatro figuras apareceram no centro do salão, alguns metros do Imperador e de Ge Mei.

Aquelas quatro mulheres eram inexplicáveis.

Após o choque, dezenas de guardas entraram em ação, disparando até o centro do local e cercando as quatro jovens.

Os guerreiros puxaram suas espadas e os Nobres rapidamente colocaram-se em posição de combate.

Porém, nenhum deles teve coragem de agir, era como se eles fossem um grupo de formigas ao redor de quatro leoas, sabendo que mesmo se atacassem, nem mesmo se fariam dignos de serem olhados, quem dirá as ferir.

“Fico feliz em saber que você ficou bem...” A voz de Min Jia tirou todos de seus devaneios.

Ge Mei acordou do choque quando viu Min Jia andando em sua direção.

“Q... Quem... Quem são vocês?...” Perguntou Ge Mei com algum temor em seus olhos.

No instante seguinte, Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun e Min Jia liberaram a Aura Draconiana em seus corpos, bem como trouxeram a totalidade de suas forças à tona.

Isso fez os mais fracos caírem de joelhos no chão.

As quatro jovens levaram suas forças ao Ápice e não era apenas no Caminho da Verdadeira Magia, mas também no Dao Marcial.

Ze Sin, a Princesa da Guerra e também a pessoa mais poderosa de todo o Império, sabia com certeza absoluta que mesmo se existissem dez mil pessoas com a força dela e se juntassem para combater uma das jovens, nem com isso seriam capazes de derrotar qualquer uma das mulheres ali presentes.

A sensação era de que com um estalar de seus dedos elas fossem capazes de fazer toda a Capital do Império virar pó.

Aquelas presenças eram supremas naquele lugar.

O poder foi tão grande, a divindade tão aparente, e a soberania tão gloriosa, que o próprio Imperador Ze Long se viu ajoelhando-se instintivamente na direção das quatro mulheres.

Só então, quando viram o Imperador se ajoelhando, foi que o restante dos presentes percebera que também estavam de joelhos.

Era tão singular a presença delas, de tal maneira que não foi o subconsciente deles que os fez ajoelhar-se, não, era algo muito mais básico.

Diante delas, suas Almas, Espíritos, Corpos e Vidas, não eram capazes de reagir de outra maneira a não ser adoração.

Wuhan Xie andou até Ge Mei e deu sua mão para a ajudar a colocar-se de pé.

Lian Mei estalou os dedos e Ze Sin foi teleportada para o lado de Ge Mei e ela também a colocou de pé.

O restante, não foi permitido ficarem de pé, nem mesmo o Imperador ou a Imperatriz.

“Vocês duas estão bem?...” – Lian Mei.

“E... Estamos...” Murmurou Ze Sin com algum medo em seu olhar.

“Que bom, nós viemos aqui para resolver de uma vez por todas o fato ocorrido anteriormente, bem como trazer uma notícia...” – Min Jia.

“Que fato?...” Quem falou foi um homem magro, vestindo roupas com adornos religiosos, ele era o Papa da Igreja Ortodoxa do Deus Criador.

Seu olhar deixava claro que ele temia as mulheres à sua frente, mas, no fundo daqueles olhos castanhos, havia um orgulho inegável.

“Quem disse que você podia falar?...” O olhar de Lian Mei foi tão poderoso que a vida em seu corpo acovardou-se e o forçou a levar sua cabeça em direção ao chão, ele fez isso tão rápido que bateu a testa no solo.

Ninguém estava entendendo nada.

“Nós somos poderosas demais para vocês ficarem ocultos diante de nossos olhos...” Min Jia estalou seus dedos e imediatamente um grupo de pessoas foi teleportada ao lado do Papa da Igreja.

Era um grupo de dez pessoas, todos homens e mulheres com alta influência no Império.

“Foram eles que tramaram contra vocês...” Min Jia disse em um tom sério e com uma certeza imensa em seus olhos, afinal, mesmo sem eles falarem nada, ou nem mesmo estarem perto dela, com o atual poder de Min Jia, ela era mais do que capaz de sondar suas memórias, almas e espírito sem dificuldade.

No instante que elas adentraram no recinto, ela imediatamente escaneou as memórias de todos os presentes, em busca dos verdadeiros culpados.

Quatro moças no Dao Celestial, capazes não apenas de trilhar o Dao Marcial, mas o Caminho da Verdadeira Magia.

Naquele lugar, elas não eram as mais fortes, mas sim acima disso, ali, naquele grande salão, onde os grandes se reuniam, elas eram Supremas.

Autor:

Não iria comentar, não acho necessário, mas, como sempre existem alguns um pouco mais enérgicos e cheios da razão, vou deixar algumas palavras a respeito da "auto-ajuda".

Eu sempre deixei bem claro que eu escrevo para mim, o que eu gosto e o que eu gostaria de ler em uma história, e acredito que tenha mostrado isso no decorrer da minha escrita. Comecei a escrever Ascensão de um Deus por não gostar do conteúdo mostrado pela maioria das histórias que eu lia, então, nada mais justo do que não perpetuar o meu desgosto escrevendo algo que não me atraia.

Eu entendo que algumas pessoas não gostam das minhas lições e podem achar chato ou maçante, mas, sinceramente? Não tem muito o que fazer.

Seria muito fácil vir e escrever a cada cinco capítulos que o Le Chang explodiu dez galáxias ou que ele descobriu mil tesouros ou que ele ganhou outro Hack, ou seja, seria muito fácil escrever o que a maioria gosta de ler, contudo, eu tenho certeza que com o tempo eu acabaria perdendo a vontade de escrever, mais do que já perdi, e acabaria largando a Novel, como boa parte dos Autores vem fazendo, após receberem só críticas e um pouco apoio.

Minhas falas de "auto-ajuda" não são para vocês, são para mim. Aquelas palavras não foram direcionadas a vocês, mas para mim. Eu preciso me lembrar de tentar a cada dia ser melhor, de que cada dia é um novo dia para melhorar.

Eu continuarei escrevendo elas quando assim achar necessário. Eu exagero as vezes? Claro que sim, mas prefiro exagerar escrevendo algo que eu sei que acrescenta na vida das pessoas, do que calar minha voz por medo de perder leitores ou algo do gênero.

Sabe, o maior objetivo em Ascensão é trazer princípios e deixar alguma moral pelo caminho, bem como fazer os leitores pensarem, se eu não puder fazer isso porque alguns não gostam, sem problemas, eu paro, mas depois não reclamem que a Novel foi largada.

Claro, estou exagerando nas minhas palavras, não vou parar de escrever o que eu gosto e nem largar da novel, estou apenas deixando claro um ponto.

Eu tenho uma pessoa que lê todo os capítulos que eu escrevo no mesmo dia, sem revisão e sem nada, se eu perder todos os outros leitores e tiver apenas um, como essa pessoa, eu estou feliz, eu desejo apenas compartilhar meus pensamentos e de quebra trazer um entretenimento.

Prefiro escrever uma novel chata com suas lições e filosofias, do que vender minha criatividade, minha vontade de escrever, por número de leitores.

É uma novel com quase oitocentos capítulos, provavelmente vai chegar mil, talvez um pouco mais, se dez por cento disso for filosofia e ensinamentos morais, relevem, vocês tem centenas de outros para ler.

Eu queria muito, muito mesmo, escrever algo que todos vocês gostassem, mas eu não consigo, é minha primeira Novel, eu nunca fui bom em escrever, sério, minhas redações no ensino médio a professora só faltava mergulhar em um balde de tinta vermelha e me entregar.

Eu estou aprendendo, tenham paciência, não é porque escrevi 770 capítulos que sou um bom autor, provavelmente só serei um bom autor quando tiver escrito 10000 mil capítulos, talvez ainda mais, até lá, tenham calma.

As filosofias uma hora acabam e o Le Chang volta quebrando umas caras, descobrindo novos hacks, e, como eu venho dizendo, novas revelações aparecendo.

Então, Keep Calm, Le Hack Will Come Back.

Um grande abraço à todos, um ótimo final de semana.

Att;

Calebe Piccoli Camargo.




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