Ascensão de um Deus

757 - Mudanças no Reino Asura

Autor: Calebe Piccoli Camargo

Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun e Min Jia, olhavam para Le Wei que estava em pé e pronta para ir embora.

Ela tirou um objeto de um delicado anel de armazenamento em sua mão.

Era uma esfera branca e repleta de poder, uma presença tão profunda do tempo que era quase como se tudo que fundamentava o conceito de tempo tivesse nascido naquela pequena esfera branca.

“Antes de você ir, tem alguma dica de como terminar esse andar da Dungeon?...” – Min Jia.

“A Floresta Divina, ela tem a resposta...” Le Wei andou até as quatro jovens e as abraçou fortemente.

Ela então recuou alguns passos e sorriu, quando enfim liberou a totalidade de seu poder.

Nesse instante, o espaço se desfez ao seu redor, não havia se quebrado, não, ele literalmente se desfez.

A realidade não foi capaz de manter a presença de Le Wei e ela criou um rasgo no tecido da Criação que acabou conectando aquele lugar diretamente com o Vácuo Eterno.

As quatro jovens entenderam quando sentiram aquele poder, aquela força estava além, muito além do que qualquer uma delas já havia imaginado.

Aquele poder era o suficiente para Le Wei esmagar a criação inteira com um estalar de dedos.

As meninas sabiam que o Fim era poderoso, mas aquela presença de Le Wei, deixava claro que no futuro, até mesmo os seus filhos e filhas seriam fortes o suficiente para fazer o Fim ajoelhar-se perante eles.

Le Wei tinha um poder milhões, bilhões, trilhões de vezes acima da própria Criadora.

“Eu estarei aguardando vocês ansiosamente no futuro... Minhas amadas mães...” Le Wei curvou-se e estalou os dedos, sumindo instantaneamente e rapidamente o Tecido da Criação foi consertado.

Chi Ziyun, Min Jia, Wuhan Xie e Lian Mei ficaram alguns instantes olhando para frente, em total choque.

Aquela demonstração súbita de poder era algo inexplicável, se havia alguém capaz de ser meramente considerado como onipotente, aquela pessoa era Le Wei.

Todavia, elas se lembraram que quando Le Wei falava de Chi Ziyun e de Le Chang, ela os descrevia com uma adoração imensa em relação ao poder que eles possuíam, ou seja, eles eram muito mais fortes do que ela e isso colocava um ponto de interrogação em muitas coisas.

Que tipo de força eles teriam, para que até mesmo Le Wei respeitasse o poder deles como algo muito acima do seu.

Todavia, após alguns instantes de devaneios, as quatro jovens voltaram a si, apenas para se depararem com grandes mudanças ao redor delas.

A caverna estava diferente, o chão estava diferente, o ar também, o próprio espaço e o tempo mudaram.

Aqueles poucos segundos, insignificantes para muitos, onde Le Wei liberou todo o seu poder, fez com que tudo ao seu redor fosse revigorado com seu poder.

Em um futuro próximo, tal lugar seria chamado de Montanha da Divina Santidade, um recinto onde todos os poderosos, no Pináculo do Cultivo e acima, iriam para tentar avançar para níveis maiores.

E não foi diferente com Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun e Min Jia.

Um presente final dado a elas por Le Wei foi uma pequena esfera temporal, com cinco metros de raio, o qual cobria apenas a caverna e alguns degraus abaixo dela.

Ali dentro, o tempo passava em uma taxa completamente aquém do restante da Criação.

Em suma, dez anos ali, era um segundo fora dele.

Juntando isso com as alterações no lugar, e podemos ter ideia do que isso significava.

Nenhuma delas era tola em não aproveitar tal oportunidade.

Afinal, que culpa elas tinham que uma de suas filhas era tão poderosa, capaz de voltar no tempo, falar com elas e ainda as ajudar?

Privilégios existem, mas quando alguém conta apenas com eles, acaba atingindo um limite intransponível, porém, quando alguém os usa em conjunto com um imenso esforço, tais conquistas são levadas a um patamar onde os limites não mais o alcançam.

E assim foi, Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun e Min Jia, ficaram cerca de uma hora do tempo externo dentro daquele casulo, ou seja, elas passaram trinta e seis mil anos cultivando com grande afinco.

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Em lugar escuro e repleto de Energia Yin Impura, um grupo de pessoas se escondia nas entranhas da escuridão.

Um grupo de homens e mulheres, todos com aparências levemente felinas, estavam esgueirando-se há algumas centenas de milhas do Palácio do Deus Demônio.

Todos ali eram fortes o suficiente para abalarem Reinos inteiros e haviam até mesmo aqueles que haviam pisado no Pináculo do Cultivo.

Eles eram os Assassinos enviados pelo Reino Dragão.

“O que faremos? Não sentimos a presença dele...” Quem falou foi uma mulher, a qual tinha boa parte de sua face coberta por alguns panos, deixando apenas seus olhos azuis e pupilas felinas a mostra.

“Vamos raptar algum demônio e os forçar a revelar o que desejam, enquanto isso, levem um destacamento para o Planeta Comercial mais perto, uma das missões nos dizia para aproveitarmos a nossa vinda e tentar libertar qualquer escravo do Reino Dragão...” Quem falou foi outra mulher, mas esta estava no Pináculo do Cultivo.

Imediatamente, o Esquadrão de Assassinos Divinos do Reino Dragão separou-se em duas equipes.

Ninguém ali estava abaixo do Dao dos Imortais.

Em um movimento extremamente rápido, todos dispararam para diversas direções.

O alvo da equipe que ficou ao redor do Palácio era achar algum Demônio de Alto Nível, importante o suficiente para ter as informações que eles desejavam.

Sendo assim, não demorou muito para que eles vissem dezenas de poderosos Demônios, alguns no Pináculo do Cultivo, saindo do Palácio e eles rapidamente entraram em posição defensiva, pensando que eles haviam sido descobertos.

Todavia, ficaram surpresos quando os demônios simplesmente foram embora, deixando o Palácio sozinho com alguns poucos Demônios de Alto Nível em seu interior.

“Aquele...” Apontou um homem, também no Pináculo do Cultivo, na direção de um imenso demônio que voava em baixa altitude em direção ao norte do Planeta.

Todos assentiram e começaram a seguir o Demônio, mas, quanto mais perto eles chegavam, maior era o sentimento de inquietude em suas almas.

Enquanto isso, a equipe destacada para o Planeta Comercial mais próximo, chegou muito rapidamente.

Contudo, a paisagem era bem diferente da esperada.

Antigamente, haviam gaiolas por todas as ruas, vendendo escravos de todos os tipos, bem como carne de diversas raças, como carne humana, de dragão, élfica e por aí vai.

Era uma cena horrível, e sem dúvida alguma, fazia jus à fama do Reino Asura.

No entanto, agora, o lugar era bem diferente.

Não haviam mais jaulas e nem mesmo carnes de raças humanóides sendo vendidas, nem mesmo de raças sencientes e apenas de raças selvagens, como vacas, bois e porcos.

Haviam muitas pessoas com símbolos de escravos, os quais eram gravados nas suas peles com ferro quente, mas, destoava muito do que era esperado.

Todos vestiam roupas limpas e em bom estado de conservação, riam e conversavam entre si.

Era possível ver alguns demônios poderosos andando pelas ruas e dando uma surra em demônios menores que faziam bagunça.

Era bom que eles estavam se escondendo, se não todos veriam o rosto em choque dos assassinos e eles tentando erguer seus queixos que haviam caído no chão.

Desde quando o Reino Asura era assim? O que estava acontecendo?




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