Ascensão de um Deus

656 - Verdadeiramente Divino!

Le Mia foi até Le Chang, tomado por Le Mei, e o abraçou.

“Estava com saudades, mãe... pai...” – Le Mia.

“Nós também...” A voz de Le Chang soou duplicada e naquele instante, Le Chang retornou a si.

Ele vendo que Le Mia o abraçava, entendeu, afinal, ele que permitiu Le Mei de tomar o seu corpo e falar por ele.

Le Chang continuou abraçando a jovem por alguns minutos e podia ouvir o som das lágrimas que caiam no chão, ecoando pelo grande hall do prédio onde estavam.

Era como gotas de uma chuva melancólica, a qual lavava as tristezas e limpava as feridas, permitindo que elas finalmente se fechassem e tornarem-se passado.

E dessa forma, a comoção lentamente foi acalmando-se e Le Mia desvencilhou-se de Le Chang.

Tanto ela como Le Ya ao olharem para o jovem, sentiam uma sensação de amor familiar, como se estivessem, e realmente estavam, olhando para seu pai e mãe.

Ele tinha um olhar amoroso e sua face calma, tranquila, o deixavam com uma sensação de pai protetor e ele realmente era.

“C... Certo.... Vá, eu vou lhe esperar para o jantar...” Le Mia disse sorrindo e limpando algumas lágrimas de seus olhos e com uns tapinhas no peito de Le Chang ela saiu.

Le Chang vendo a jovem partir, sorriu e então voltou a subir as escadas, indo em direção ao seu quarto.

Chegando lá, ele viu que o recinto era relativamente simples, nada muito extravagante, mas era aconchegante, a sensação que o lugar passava era de um lar, tranquilo e sereno.

O jovem dirigiu-se até uma outra porta onde estava o banheiro e deparou-se com uma banheira.

Ele viu que o banho já estava pronto, a água perfeitamente aquecida, alguns sais e sabonetes líquidos se faziam presente.

Le Chang pulou dentro da banheira e imediatamente sentiu todo o cansaço deixando seu corpo.

Era como se cada nervo, cada músculo, cada osso, cada fibra, cada célula, recebesse um refrigério e Le Chang rapidamente mergulhou na banheira e olhou para baixo.

Ele surpreendeu-se ao ver que toda a banheira era entalhada com complexas formações, cada uma delas trabalhava em conjunto para criar um poderoso ambiente recuperador.

Le Chang podia sentir seu corpo curando-se de ferimentos ocultos e sua mente se acalmava, como se suas preocupações fossem lavadas de sua alma.

Ele acabou adormecendo e acordou algumas horas depois, ainda dentro da banheira.

Sorrindo desajeitadamente ele ergueu-se, secou-se e colocou uma roupa que estava em cima de sua cama.

Ele não se lembrava de ter preparado uma roupa para pôr, e então percebeu, alguém havia feito tudo isso, talvez Le Mia?

Le Chang voltou a descer as escadas e foi até a sala de jantar, que ficava em uma das portas do Hall de Entrada.

Ao adentrar, viu que havia uma grande mesa, com dezenas de lugares, na ponta norte, estava Le Mia e o restante dos assentos não havia ninguém.

Contudo, era possível ver uma mulher de meia idade parada de pé do lado da jovem.

E trazendo uma bandeja de prata, com algumas taças e vinhos, um homem idoso se aproximava por uma das entradas para a sala de jantar.

Ele foi seguido por duas garotas, elas deveriam ter entre quinze e dezoito anos.

“Oh! Finalmente, venha.... Sente-se.…” Le Mia apontou para uma cadeira próxima a ela.

Le Chang andou até lá e cumprimentou os servos que o cumprimentaram novamente.

“Eu pensei que você morava sozinha, como sua irmã...” Le Chang puxou a cadeira e sentou-se calmamente, mas com uma curiosidade em seus olhos.

“Eles são Autômatos, que eu criei há um bom tempo... Eles não podem multiplicar-se, não comem ou dormem, mas podem sentir e pensar...” – Le Mia.

“Entendo, eles são idênticos aos Autômatos que eu criei...” – Le Chang.

“Oh?...” Le Mia disse curiosa, poderia alguém equiparar-se a ela na criação de autômatos?

Ela não era apenas a Guardiã da Floresta da Criação, isso era sua função secundária, sua função primária na realidade a dava o título de Guardiã dos Padrões Lógicos.

Le Chang chamou Seiryuu, Gao Yao e Xiong Lin para fora de sua Dimensão Espiritual e Le Mia sorriu, ao mesmo tempo que algumas lágrimas escorreram de seus olhos ao ver a Deusa Élfica.

“É bom ver você... Irmã...” Disse Xiong Lin sorrindo e andando até a jovem, a qual se colocou de pé e abraçou por alguns minutos a elfa.

“Ga... Garoto, você é um poço de surpresas...” Disse Le Mia rindo e acariciando o rosto de sua irmã mais velha.

Elas conversaram por alguns minutos e Le Chang, Gao Yao e Seiryuu respeitaram o momento, esperando quando lhes fosse oportuno falar.

Le Mia disse para Xiong Lin sentar e então também retornou ao seu assento.

“Incrível o que você fez...” Disse Le Mia sinalizando para seus autômatos para que buscassem os pratos.

Eles se curvaram e rapidamente começaram a mover-se.

“Bom, eu tinha em meu domínio algumas Energias poderosas, bem como a Energia Dourada que fez tudo isso ser possível...” – Le Chang.

“Entendo, realmente os corpos que você fez para os três é excepcional, sem dúvida alguma não possuem defeitos, mas sim a capacidade de aprimorar-se.

Parece que você intuitivamente aprendeu algo muito importante, que apenas o Mestre Divino em Formações e Autômatos saberia fazer, que é a Criação de Formações e Autômatos Inteligentes.

Esses tipos especiais não partem da perfeição, mas sim de um conjunto básico de funções que funcionam perfeitamente e podem aprimorar-se por elas mesmas.

É algo bem difícil de se conquistar e não tem nada a ver com talento, mas sim perseverança, calma e sabedoria.

Eu demorei uns duzentos anos para criar meus primeiros autômatos inteligentes...” – Le Mia.

“Eu tentei fazer o meu melhor, dar um corpo poderoso, mas versátil, resistente, mas maleável. Para isso usei Ouro Celestial e criei os Circuitos Espirituais, como se fosse um sistema circulatório que permeia os três...” – Le Chang.

“Entendo, você teve sorte em colocar partes de seres conscientes... Em cada um você achou uma forma de equilibrar a Divina Trindade da Vida, e assim os manter literalmente vivos e não marionetes...” – Le Mia.

“Você não fez o mesmo?... Eu imaginei que para criar Autômatos Inteligentes que possam aprender, seria necessário a mente de algo vivo e senciente...” – Le Chang.

“Ou você pode criar uma mente artificial, uma Inteligência Artificial que pode aprender com suas ações...” – Le Mia.

“Você está dizendo que é capaz de criar uma Alma Artificial, colocar em um autômato e dar vida a ele?... Se isso for verdade, estes seres que ajudam aqui, não são meros objetos, são pessoas de verdade, como Seiryuu, Gao Yao e Xiong Lin.…” Le Chang estava surpreso, ele havia conseguido criar Autômatos Inteligentes porque deu partes vivas, da Alma ou Espírito de seres de nível divino, o que facilitou muito que sua experiência fosse sucedida, mas o que Le Mia fez, era algo novo, muito além das capacidades do jovem, algo verdadeiramente divino.

“Exatamente isso...” Le Mia disse sorrindo.




O site Central de Mangás é gratuito e sempre será!

Para colaborar com a existencia do site, por favor,
desative o bloqueador de anúncios.