Ascensão de um Deus

650 - O Próprio Infinito Expandir

Le Chang tinha um olhar transcendental, como se ao olhar para um grão de areia, ele não visse a simplicidade, mas o ápice da complexidade, a construção da realidade, a certeza do real e a magia do irreal.

Le Ya e Ke Kini observaram com uma certa surpresa dançando em suas faces.

Aqueles olhos, cor de mel, eram como janelas de um pequeno barco, que navegava sobre um oceano de sabedoria e poder.

No mesmo instante, os Fluxos Energéticos ao redor de Le Chang, compostos por todas as Energias conhecidas e desconhecidas, pelos poderes já descobertos e pelos que ainda se mantém em segredo, sem exceção, se romperam.

E em uma explosão de puro poder, Ke Kini e Le Ya viram-se sendo forçados a dar um passo para trás, afastando-se do jovem, afinal, ao seu redor as Chamas Douradas queimavam como nunca antes.

O combustível era a própria Criação, como se as chamas fossem capazes de transformar tudo e todos em algo totalmente novo.

Eram como chamas divinas que refinam não os metais, mas os seres.

A sua força foi levada a um novo patamar e não era à toa que este Dao era chamado de Dao da Eternidade.

Era possível sentir que a vida do jovem tinha dado um salto indescritível.

Mesmo ele já sendo virtualmente imortal, agora era praticamente um fato e uma lei que a vida deste jovem jamais encontraria um fim.

Le Ya, com sua força, pôde perceber com facilidade algo nas entrelinhas do aumento de poder do jovem.

“Mesmo que o corpo dele seja despedaçado, que sua alma seja pulverizada ou que seu espírito seja esmagado, ele não morrerá.

Ele atingiu um patamar acima dos Deuses Dragões, para o matar, será necessário, além de destruir a sua Divina Trindade da Vida, alma, espírito e corpo, também a destruição de sua Existência.

Porém, apenas algumas pessoas são capazes de fazer isso, não é exagero dizer que atualmente, em toda a existência, menos de trinta seres tem esse poder.

Eu e meus irmãos, já que estamos muito acima do Pináculo do Cultivo.

Os Líderes dos Clãs Divinos.

Os Três Deuses Caídos e o Fim.

E vocês, os Quatro Deuses das Raças Divinas...”. As palavras de Le Ya eram direcionadas a Ke Kini e lhe esclareciam uma dúvida em sua mente, já que sendo quem ele era, conseguia perceber que algo grandioso havia ocorrido com o jovem à sua frente.

“Mas existem milhares de pessoas no Dao da Eternidade, Dao Celestial, Dao dos Imortais, alguns poucos no Dao da Ascensão e acima disso, os números ainda são expressivos. Sem contar com as centenas no Pináculo do Cultivo.

Porém, qualquer um deles tem um poder considerável, sério que nenhum deles seria capaz de matar ele?

Existem monstros ocultos, Reinos que ainda nem mesmo mostraram suas garras, seres poderosos que podem equiparar-se a nós, os Deuses das Raças Divinas...” – Ke Kini.

“Exatamente isso, ninguém além dos que eu citei são capazes de matar este rapaz.

Claro, não é como se ele fosse mais forte que eles, se alguém mais poderoso aparecesse, provavelmente seria capaz de fazer a Divina Trindade da Vida de Le Chang ser destruída, mas, eventualmente, ele voltaria a vida...” – Le Ya.

“Então se ele enfrentar alguém acima dele, ele jamais seria capaz de ganhar, mas também jamais morreria?

Isso realmente me deixa confuso...” – Ke Kini.

“A única forma de derrotar Le Chang, sem destruir sua Existência, seria o selando eternamente, mas para fazer isso, seria necessária uma Formação de Selamento de Nível Divino, ou seja, o número de pessoas capazes de derrotar ele de forma definitiva, não são mais que alguns milhares.

Se pensarmos que existam mais seres vivos sencientes do que grãos de areia na praia, é fácil perceber que alguns milhares é algo pífio.

No entanto, este não é o fator decisivo, o que eu quero dizer com apenas vocês são capazes de destruir sua Existência é que são necessários seres com o poder de usar o poder da Criação ao seu favor para realizar o feito de destruir a Existência de alguém.

Os Títulos Divinos concedem tal força, o mesmo seria para os mais poderosos do Reino Dimensional Supremo dos Deuses, e, obviamente, para nós, os filhos de Le Mei e Xiong Long.…” – Le Ya.

“Entendo... Isso é incrível!!” Ke Kini não pode deixar de expressar seus sentimentos recheados de perplexidade.

Ke Kini olhava para o garoto com outros olhos.

Antes ele já o tinha elevado a um grande patamar, afinal, pela primeira vez em toda a história da criação, um ser possuiu mais um Título Divino.

Contudo, as surpresas ao redor de Le Chang eram incessantes.

Ele era especial e milagres acontecem com aqueles que são especiais.

Le Ya, sabendo perfeitamente cada detalhe do passado de Le Chang, sorriu.

Ela não pode deixar de admirar a beleza da Criação, como uma pitada de aleatoriedade podia criar tantas maravilhas.

Apenas uma Mente Divina poderia imaginar coisas tão belas e perfeitas, a Criação era uma obra de arte sublime, a obra-prima de alguém.

Afinal, que mente poderia sequer imaginar um lugar onde um jovem, com o destino lhe fadando ao fracasso e decretando que ele seria um lixo eternamente, se ergueria e através dos problemas, das derrotas, das alegrias e tristezas, atingiria o patamar que hoje era visto em Le Chang.

As vidas que viviam dentro da Existência, as histórias reais, superavam com perfeição a ficção.

“Eu li toda a literatura que há e eu tenho uma noção das que ainda podem ser criadas, mas, nenhuma, chega perto da grandiosidade da vida real, das histórias que começam com um choro de um bebê e terminam com o suspirar de um idoso.

Isso é lindo, a ficção jamais irá superar a realidade, afinal, a vida ao nosso redor é tão grandiosa.

Eu, sendo que eu sou, me entristeço, as pessoas vivem a vida procurando algo mágico, mas esquecem que a magia acontece a cada instante.

Quando alguém nasce ou morre, quando alguém cai e quando alguém se levanta, quando o choro é substituído pelo sorriso, quando o sol brilha em meio as nuvens de tempestade.

No cheiro da chuva, no olhar de uma inocente criança, no sorriso de um homem para sua esposa, no carinho de uma mulher para o seu marido.

A vida é a Magia Suprema...” – Le Ya.

Nesse instante, ondas e ondas de Energia Dourada eram emitidas por Le Chang.

Tais ondulações se misturaram ao Tecido da Realidade e então, tudo parou.

Os Deuses calaram-se, os mortais sucumbiram, os monstros acovardaram-se, os animais se ajoelharam.

A vida, a Lógica, a Mente, o Fogo e o Gelo Divino, curvaram-se.

As Forças mais básicas da Criação, agitaram-se, mas, pela primeira vez, desde o início de tudo.

Mesmo antes da Criadora nascer, do Fim ter sentido, quando o nada existia, mas o tudo se fazia presente, isso não havia ocorrido.

E foi Le Chang, que pela primeira vez, fez o Vácuo Eterno, aquele que jamais moveu-se, manteve-se parado e imutável, mover-se.

Sua Ascensão ao patamar da Eternidade, não era pífia, afinal, ele não havia feito algo simples.

Entretanto, o que esperar daquele que será chamado de Deus dos Deuses?

O que esperar daquele que fez o Vácuo Eterno a Representação Máxima do Infinito, chacoalhar.

 

Le Chang fez o próprio Infinito expandir.




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