Ascensão de um Deus

633 - Primeiro Encontro

“Ãh?...” A expressão de Le Chang deixava claro a sua surpresa.

Poderia a Criadora não ter criado uma das coisas mais importantes de toda a Existência?

“Você sabe que minha esposa, Le Mei, sua antecessora, foi a Primeira Portadora da Energia Dourada, certo?...” – Xiong Long.

“En!...” – Le Chang.

“Bom, isso é bom. Você já está ciente sobre o Fim, bem como da inevitável batalha que lhe espera, em um futuro próximo, da mesma forma que compreendes a razão disso ter que ocorrer, certo?...” – Xiong Long.

Le Chang afirmou com sua cabeça.

“Quando eu nasci, a Criadora me deu um nome, me deu um propósito, uma missão, proteger toda a Criação! Foi algo pesado e cansativo, meu poder podia beirar o incalculável, mas eu não era a Criadora, nem de perto.

Dessa forma, passei muito tempo cuidando da Criação apenas por obrigação, terminando com os embates que ocorriam aqui e ali, os quais poderiam acabar com tudo, mas nada além disso.

Contudo, eu só tive um propósito de vida e minha existência passou a brilhar, cheia de vida e sentido, quando encontrei ela, Le Mei.

Ela era uma Maga incrível e assustadoramente poderosa.

A primeira vez que a vi foi algo surreal, que não podem ser descritas em palavras e ela foi a razão da criação das Dungeons...” Xiong Long levou seu dedo até a testa de Le Chang e o jovem sentiu seu corpo tremer e ele se viu em um lugar totalmente diferente.

Ele estava flutuando no céu, seu corpo parecia meio fantasmagórico e ele logo percebeu que estava dentro das memórias de Xiong Long.

Logo abaixo, havia uma jovem mulher, estando ela em seus vinte anos, mas com uma beleza estonteante, e Le Chang rapidamente entendeu que ela perderia apenas para a Criadora em beleza, já que todas as demais mulheres perdiam um pouco de brilho diante da jovem Le Mei.

Ela estava sentada e a sua frente uma pequena fogueira tremulava na noite de céu estrelado.

A fumaça branca destoava na escuridão e o sussurro da natureza noturna, deixava tudo com um ar místico e não era apenas isso, ilhas flutuantes eram vistas no horizonte, cachoeiras de variadas cores inundavam e brilhavam com a luz das três luas que jaziam no céu.

Entretanto, a paz foi dissipada quando ela sentiu um leve tremor no solo.

Le Mei olhou na direção nordeste e se pôs de pé, pegando um cajado que estava deitado no chão ao seu lado.

Ela bateu o objeto no chão e rapidamente se teleportou para algumas centenas de metros no céu noturno.

Ao longe, uma grande multidão, beirando quase duas mil pessoas, seguiam em linha reta, em sua direção, por um deserto longínquo, já que Le Mei estava em um grande oásis que destoava do restante.

Seus longos cabelos dourados, com seus olhos da mesma cor, brilharam e parecia que o poder ao seu redor se movia ao seu bel prazer.

Sua visão atingiu uma capacidade assustadora e Le Chang percebeu que com aquele nível de poder, Le Mei era capaz de compreender os mais profundos segredos dos Padrões Lógicos.

Enquanto isso, na multidão, várias carruagens eram puxadas por grandes rinocerontes, e em suma elas eram apenas prisões ambulantes, já que cada uma delas levava, pelo menos, vinte escravos e escravas.

Le Mei logo percebeu que o grupo provavelmente pertencia a algum vilarejo que fora atacado por tais seres e estavam sendo escoltados para serem vendidos em uma cidade próxima.

Ela não perdeu tempo e apenas estalou os dedos, aparecendo imediatamente na frente de toda a caravana de escravos.

Um homem corpulento, de aparência desgrenhada e olhar macabro, parou abruptamente quando viu a jovem se materializar a sua frente.

Ele olhou com um olhar tortuoso e seus olhos deliciaram-se pela beleza da jovem, mas ele não entendeu porque mesmo o desejo explodindo dentro de seu coração, ele não ousava proferir blasfêmias para ela.

“Quem é você?...” Foi a única coisa que saiu da boca do homem.

“Eu sou Le Mei, uma Maga, gostaria de saber porque estão com estas pessoas?... A escravidão não é permitida, neste planeta...”. Sua voz era séria, mas tranquila.

“Hahaha!” Todos os homens e mulheres que lideravam a caravana começaram a rir.

“Garota, você é louca?! Parou um grupo com quase dois mil guerreiros para nos dizer isso? Você é louca! Peguem ela e coloquem com os outros, podemos ganhar um bom preço por ela! ” Quem gritou foi um homem gordo e com cara de que não tomava banho há semanas.

Rapidamente dois homens desceram de suas montarias e foram até a jovem, mas não tiveram a chance.

Já que ao chegarem em um raio de cinco metros da jovem, os dois simplesmente pararam e ninguém entendeu até que os seus corpos foram divididos em dois, o sangue jorrou e tingiu o solo arenoso com o sangue dos bandidos.

“Peguem ela!!!!!” Gritaram todos e então todos os seres atacaram Le Mei.

Para muitos, duas mil pessoas era algo pífio, mas vale lembrar que todos ali eram Seres da Primeira Era e que o poder de combate de mais da metade dos presentes era comparável ao Pináculo do Cultivo Marcial de hoje em dia.

Sendo assim, uma jovem, em seus vinte anos, lutou contra pouco mais de mil pessoas no Pináculo do Poder.

“Magia Divina: Controle Absoluto da Criação! ” A voz de Le Mei soou como se ela fosse a própria criadora e o espaço se contorceu a sua frente, expelindo milhões de espinhos feitos de Energia da Criação.

Os guerreiros começaram a atacar de todos os lados e um grande círculo se formou ao redor da jovem.

Milhares de combatentes, sendo que apenas dois seriam capazes de destruir o Deus dos Tigres Divinos atual.

Sem dúvida alguma, a diferença era gritante.

Le Mei começou a lutar com excelência desde o primeiro instante, sua maestria com a Magia Divina era surreal e seu corpo brilhavam com as Chamas Douradas ao redor de seu corpo, uma Habilidade que ela criou do zero.

Le Chang e as meninas usavam as Chamas Douradas pensando ser apenas uma manifestação do poder da Energia Dourada que corria em seus corpos, mas mal sabiam eles que Le Mei havia criado tal habilidade e que a Energia Dourada tinha gostado tanto que passou para os Detentores mais valorosos e dignos que conheceu.

“Magia Divina: Chamas da Criação! ” Cada frase, cada palavra, cada sílaba, cada tom, cada frequência que saia da boca de Le Mei tinha um propósito.

De todos lados milhares de ataques convergiam para ela, bolas de fogo capazes de esmagar estrelas.

Espinhos de gelo tão grandes que poderiam facilmente empalar um pequeno planeta.

Alterações na gravidade tão poderosas que poderiam rivalizar com o poder de um Buraco Negro.

Chamas tão quentes que poderiam fazer o Ouro Celestial evaporar em um piscar de olhos.

Mas no meio disso tudo, uma jovem, movia-se lindamente, como se coordenasse uma orquestra composta pelas Leis da Criação e da Realidade, controlando o tecido da realidade ao seu bel prazer e fazendo todos tremerem diante de seu poder.

“Matem ela! Dane-se vender! Matem! Matem! Não deixem sobrar nada! Apenas matem! ” O grito de vários ecoava pelo lugar e se misturavam com as explosões, o desespero se tornava cada vez mais palpável.

No entanto, eles não eram páreos para a Jovem Le Mei.

“Ei... Apenas sumam...” Foram as últimas palavras que todos os combatentes ouviram, quando um poder assustadoramente colossal apareceu.

O teto de umas das carruagens explodiu e um jovem apareceu, ele não era outro se não Xiong Long, disfarçado de escravo apenas para compreender melhor a operação destes bandidos, que tinham uma grande rede de contrabando.

Afinal, nem tudo era resolvido na força bruta.

E neste dia, foi o primeiro encontro de Le Mei, a Mais Poderosa Maga Que Já Existiu com Xiong Long, o Primeiro Deus Dragão e Representante da Criadora.




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