Ascensão de um Deus

622 - Deuses Dragões da Morte

O olhar de Min Jia evocava o ápice da força de vontade, era como se as cordas que sua mente usava para controlar o seu corpo tivessem sido cortadas, mas então, como um passe de mágica, novas cordas apareceram e essas eram ainda mais poderosas e resistentes, eram feitas inteiramente com o âmago de sua vontade.

Era um embate entre Magos.

De um lado, Anihi, o Mago Negro Arcano, do outro uma jovem que futuramente receberia o título que outrora pertenceu a Le Mei, “Aquela que É Amada Pela Mana”, ou melhor, a Deusa da Magia.

Min Jia apenas moveu suas mãos e Anihi se apavorou quando ele instintivamente moveu seu corpo a uma velocidade assustadora, mas que o permitiu escapar de um pilar de fogo por apenas um milésimo de milésimo de segundo.

Anihi rapidamente moveu suas mãos e círculos mágicos apareceram em suas mãos, ele levou suas palmas para frente como se fosse empurrar uma parede invisível, e no mesmo instante uma onda de choque expandiu ao seu redor, como se fosse uma bala de ar em direção a Min Jia.

Ela novamente apenas moveu suas mãos e o próprio espaço à sua frente tornou-se tão resistente que a onda de choque parou no meio do caminho.

O impacto criou uma grande ondulação no restante do tecido espacial, mas não teve tempo de ser aplacado, já que golpes sucessivos vieram em seguida.

Anihi e Min Jia eram extremamente habilidosos, suas mãos moviam-se de forma tão rápida, mas de uma maneira tão perfeita que era como observar dois maestros regendo orquestras divinas.

Seus golpes moviam-se como os perfeitos acordes de um violino e a as explosões eram como os tambores que pareciam anunciar o início de uma guerra entre deuses.

Colunas de fogo, água, terra, metal e madeira se faziam presentes, sendo trazidos à tona por ambos os combatentes, que dominavam com perfeição os Cinco Elementos.

Anihi também conjurava poderosos ataques de Magia Negra, maldições eram recitadas a todos instante, mas Min Jia através de sua Energia Mental superior, se tornava imune a qualquer uma das maldições.

E dessa forma, a batalha se estendeu por horas a fio, o estado catatônico do restante do grupo pareceu ser freado com o embate entre Anihi e Min Jia como se a força gasta para tentar levar a vida dos demais fosse preciosa demais para ele não usar contra ela.

Em um dado instante, um poderoso rugido foi ouvido por todo o recinto e no mesmo segundo, toda a sala se expandiu dezenas de milhares de milhas, tanto para cima como para os lados.

Min Jia percebendo, recuou, mas também levou o restante do grupo que estava inconsciente.

Ela os deixou em um canto, protegidos por uma espessa camada de Chamas Douradas e então retornou sua atenção para o inimigo.

“Você é digna garota! Hahaha! Quem diria que nessa era ainda haveria uma Humana capaz de me fazer usar isto! Regozije-se, pois morrerás pelas mãos do Mago Negro Arcano, o Senhor da Magia Negra! ” Anihi disse sorrindo e então moveu suas mãos formando estranhos símbolos e no instante seguinte cortou seus pulsos fazendo jorrar sangue negro pelo solo.

Apesar de Min Jia não querer lhe dar tempo, ela sentia que se o impedisse de fazer tal movimento, algo à espreita a atacaria com toda a sua força.

O sangue negro escorria pelo chão e Anihi usou seu pé para desenhar um círculo mágico no solo.

Ele levou seu olhar para Min Jia e sorriu com um olhar surpreso, afinal, ele esperava que ela o atacasse.

“Você percebeu?...” Murmurou ele um pouco surpreso.

“Apenas sinto uma sede de sangue à espreita, esperando para me atacar a qualquer passo em falso...” A voz de Min Jia soou suave, mas com uma pitada de cansaço.

Anihi havia percebido isso, que a cada segundo, décimo de segundo, milésimo de segundo, que se passava, Min Jia parecia ficar ainda mais forte e mais desperta, como se o sono causado pela magia de Anihi estivesse perdendo o efeito.

Ele murmurou dentro de sua mente: “Quão poderosa é a força de vontade dessa humana?...”

Afinal, ela estava certa.

Nos quatro cantos da sala, havia, em cada um, um demônio à espreita, não tão fortes quanto um Pilar da Destruição, mas o suficiente para que pudessem causar algum dano significativo em um momento de distração da jovem.

“Magia Negra Arcana: Invocação do Exército de Mortos! ”

Ao fim da sentença, Anihi pulou para o céu e no lugar onde o círculo mágico negro se fazia presente, uma pressão surreal emanou.

Anihi parecia muito cansado, mas um sorriso de vitória dançava em seu rosto, como se esta sua última cartada fosse o suficiente para garantir com toda a certeza, que ele ganharia.

Em questão de alguns décimos de segundos, milhares de outros círculos negros menores apareceram e de cada um, um ser se fez presente.

Eram esqueletos com um pouco de carne sobre seus ossos, ou eram cadáveres em estado avançado de decomposição, sendo que haviam cadáveres de todas as espécies, mas, de longe, os mais surpreendentes foram cinco círculos mágicos maiores, dos quais, de cada um, um Dragão apareceu.

Os Cinco Dragões eram negros, suas escamas pareciam ser feitas do próprio tecido espacial que rege as profundezas da criação.

Porém, se ainda não bastasse, Min Jia logo entendeu.

“Deuses Dragões da Morte! ” O rosto de Min Jia revelou uma grande surpresa, afinal, tal tipo de Dragão era um dos mais raros, talvez ainda mais raro que os Deuses Dragões do Caos.

Esse tipo de ser fazia uso da Energia da Morte para se fortalecerem e quanto mais ceifavam vidas, mais poderosos ficavam, de tal forma que o Reino Dragão se viu obrigado a caçar todos e os destruir completamente da Criação.

Apesar disto, muitos escaparam e os poucos que restaram se ocultaram nas profundezas, e passaram a serem chamados de Ceifeiros da Vida.

No entanto, alguns desses Dragões acabaram sendo mortos pelos Demônios e ninguém melhor do que Anihi para os usar em seu exército de mortos.

Seus maiores combatentes eram os Cinco Cavaleiros da Morte, título que Anihi os deu.

Eles eram incrivelmente poderosos e apesar de estarem em uma Dungeon onde a força dos oponentes é reduzida para equivaler ao desafiante, Min Jia teria que enfrentar Cinco Deuses Dragões da Morte e Anihi, sendo que a força de cada um estava no ápice do Dao do Supremo Santo.

“Certo... Certo... Vamos ver como você se sai agora.... Pequena Humana! ” A voz de Anihi era carregada com uma intenção de desafio, como se suas palavras não fossem deboche, mas um convite para um duelo.

Seria a jovem de trinta anos vitoriosa ou um Antigo Demônio?




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