Ascensão de um Deus

621 - Deusa Em Sua Ascensão!

Min Jia entrou em seu Modo Desperto e começou a usar o Livro dos Espíritos para sugar todas as Almas e Espíritos que estavam presentes no recinto.

Quando eles iam em direção ao livro, eram imediatamente julgados pelo tecido da realidade e era possível ver fumaças negras sendo retiradas de massas de energia branca, as quais eram absorvidas pelas páginas e o livro se fortalecia.

As Almas Corrompidas eram imediatamente destruídas por pequenos julgamentos celestiais que apareciam a todo instante no recinto.

Era um poder surreal, mas obviamente eram direcionados apenas as Almas e Espíritos Corrompidos.

Conforme mais e mais poder era absorvido pelo livro de Min Jia, mais sua força crescia, a Energia Mental em seu corpo era produzida de forma constante, refinada através das Almas e Espíritos que ao serem levadas para o sono eterno, deixavam uma fração de seu poder para trás como forma de agradecimento a sua salvadora.

Min Jia entendia perfeitamente o que acontecia e um sorriso dançava em seus lábios quando sentia um caloroso sentimento de agradecimento e alegria sendo transmitidos a ela pelo livro que tocava suas mãos.

Então, após alguns minutos, Wuhan Xie tomou a dianteira e começou a cuidar dos monstros que foram aparecendo, a maioria deles eram iguais aos que já foram mencionados, como os seres verdes imensos que mais pareciam dinossauros.

Os seres humanoides e deformados se fizeram presentes e diversos tipos de seres vivos, como dragões esqueléticos e por aí vai.

Não demorou muito para que o grupo atingisse seu objetivo, a chama azul.

Assim que subiram nela, foram imediatamente levados para um local estranho, diferente de tudo que haviam visto aqui antes.

Este local era parecido com uma casa, mas eles estavam em um cômodo comum, uma sala de estar, com alguns sofás, pequenas mesas e no centro haviam algumas xícaras de chá e biscoitos amanteigados.

O cheiro de conforto permeava o coração do grupo, a sensação de tranquilidade e calmaria entorpeciam lentamente os sentidos do grupo.

“Hahahahah! ” Fun Mei começou a rir animadamente e seu olhar começou a esmorecer, seus sentidos estavam sendo, um a um, desligados, como se algo fosse em seu cérebro e desligasse vários interruptores.

As crianças foram as próximas, lentamente caíram em seus joelhos e suas cabeças foram em direção ao solo, totalmente entorpecidas pelo ambiente.

Logo todos desabaram e caíram em sono profundo, com exceção de Min Jia.

Ela era a única que ainda resistia com alguma dificuldade.

Seus joelhos estavam contra o solo e suas mãos apertavam a sua cabeça, como se uma dor excruciante emanasse do âmago de sua alma.

“Durma.... Durma criança.... Durma.... Shhh.... Durma.... Shhhh.... Durma, sinta a brisa, sinta a felicidade, sinta.... Sh.... Durma...”

Sussurros suaves chegavam até a sua mente e se esgueiravam por sua mente, adentrando as pequenas brechas de sua consciência.

Era como se dois mestres do xadrez se enfrentassem, mas apenas um atacava e o outro tentava a todas as custas apenas se defender.

Os ataques vinham de todos os lados, explorando as brechas em suas defesas já fragilizadas pela perda de peças e a perda aumentava a cada segundo, já que quanto mais tempo eles ficavam dormindo, pior seria para voltar.

Min Jia, com um esforço colossal moveu sua cabeça e viu seu marido próximo a ela, Le Chang estava caído e seus olhos ainda estavam abertos, suas pupilas dilatadas e sua respiração se tornava cada vez mais lenta.

As outras meninas também estavam por perto e a situação delas era ainda pior que a de Le Chang, para não dizer o restante do grupo.

Fun Mei provavelmente não teria mais do que três minutos antes de nunca mais acordar.

Enquanto isso, de uma perspectiva totalmente diferente, um ser humanoide jazia imponente a alguns metros do grupo caído.

Ele tinha pele vermelha, seus olhos eram negros e seus cabelos tinham a cor de sua pele.

Em total disparidade com seus antecessores, Anihi tinha a estatura de um homem comum, cerca de um metro e setenta e cinco centímetros.

Ao seu redor moviam-se, como serpentes se enrolando nele, porções de fumaças negras, feitas de Almas e Espíritos Corrompidos.

Anihi movia suas mãos como se tocasse a mortal sinfonia, entoada nas profundezas do Reino Asura, evocando o mal dormente e acordando o ódio e dor no coração de todos.

Era como se suas mãos coordenavam uma orquestra especializada na tristeza, que se fazia bela e perfeita aos ouvidos, mas tortuosa e vil ao coração.

Ele fazia jus ao seu título, O Mago Negro Arcano.

Anihi gostava de brincar com a mente das pessoas, usando uma magia antiga e esquecida, a qual não se baseava na Energia Mental, mas manipulava diretamente o âmago do inimigo.

Podemos dizer que ele era um dos mais temidos e poderosos demônios da Primeira Era, afinal, ele era o Quarto Pilar da Destruição, sua força era centenas, talvez milhares de vezes maior que Ushu.

A sorte do grupo era que seu poder havia sido selado e estava longe, muito longe, de ser o que era antigamente.

Os Seres da Primeira Era, sem dúvida alguma, eram muito mais poderosos que os de atualmente, contudo, o tempo é implacável e até os grandes caem e são forçados a ver os fracos tomando o que lhes pertenciam.

Não importa o quão poderoso, o quão rico, mal, inteligente ou qual for que sejam seus tesouros, todos eles serão levados pelo tempo, esmagados e trucidados no turbilhão temporal, o qual leva tudo e todos ao esquecimento.

Anihi se deliciava vendo um grupo de poderosos cultivadores desmaiados a sua frente, mas seu olhar parecia ter perdido algo, um leve brilho, como se algo faltasse em seu macabro jogo.

Ele só percebeu quando algo apareceu diante de seus olhos.

Uma jovem, sozinha em meio a visão de sua família e amigos desmaiados, lentamente se colocou apenas sofre um joelho e então ergueu sua perna.

Ela levou suas mãos sobre seu joelho e se forçou a erguer-se.

Seu olhar era uma expressão cansada e seu corpo tremia, suor frio corria por suas costas, seus cabelos encharcados com as gotas de suor que escorriam por toda a sua cabeça a deixavam com uma aparência de total derrota.

Ela com um esforço descomunal e uma força de vontade que poderia transcender a capacidade até dos deuses, se colocou de forma imponente entre Anihi e seus aliados.

Ela parecia mal se manter em pé, como se a menor brisa fosse capaz de a derrubar, sua presença era fraca, como a chama de uma vela no fim de sua vida.

No entanto, Anihi não riu, não demonstrou desprezo, ele não subestimou a sua oponente, mesmo sua aparência gritando derrota e fragilidade, aquele olhar que dançava nos olhos de Min Jia não eram de uma menina frágil e indefesa, mas de uma Deusa em sua Ascensão.




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