Ascensão de um Deus

586 - Abalaria os Alicerces

Uma mulher alta, sua aparência era de uma jovem, mas um olhar de maturidade permeava seu olhar levemente frio.

Ela tinha longos cabelos prateados, que chegavam até sua cintura, seus olhos eram da mesma cor, seu corpo esguio e alto, com quase um metro e noventa, a deixavam com uma sensação de poder, beleza e leveza.

Ela carregava um Florete em sua cintura, suas roupas eram perfeitas para o combate, usando um tipo de calça, feita de linho, mas extremamente resistente, uma couraça de couro fino e luvas do mesmo material.

Ela era a Espadachim do Orvalho, conhecida como Sharia Lumaer, sua força era a de uma Guerreira Mágica Especialista, de Cor Preta.

Sua voz suave e doce, apesar de encantar, trazia temor, como se apenas respeito devesse ser dirigido a ela e nada além disso.

“Muito bem... O Grupo de Exploradores Celestiais será a Vanguarda. Nos acompanharão todos os Grupos de Classe B, com exceção do Grupo Santos da Cura, que será o líder da retaguarda, encarregada do suporte, seja de cura ou materiais...” Sharia Lumaer fazia jus a sua posição de aventureira mais poderosa do Planeta.

Le Chang olhando de longe chegou à conclusão de que Fun Mei na melhor das hipóteses chegaria a um empate com ela, isso se usar seu cultivo do Dao Marcial, no Caminho da Verdadeira Magia ela seria totalmente obliterada.

Então, lentamente, as divisões dos grupos foram criadas.

Basicamente, haveriam cinco grupos na vanguarda, sendo um deles de Classe A e os outros quatro de Classe B.

Após eles viriam os combatentes de média e longa distância, grupos majoritariamente compostos, respectivamente, por Paladinos e Magos. Este nível era composto por dez grupos de Classe C.

Por fim haveria o Suporte Avançado, eram grupos compostos inteiramente por Magos de Cura, usando magias de cura em área e repelindo maldições das armadilhas que haviam por todos os lugares, esta parte contava com cinco grupos de Classe C.

Enfim havia o Suporte Central, onde o grupo de Le Chang estava, os quais estavam encarregados de carregar Pílulas, Armamentos, Ferreiros para reparos emergenciais, haviam curandeiros que estavam preparados para usar Magias de Curas poderosas o suficiente para resgatar os combatentes das portas do inferno.

O Suporte Central era como um QG ambulante, que seguia as ordens dos Exploradores Celestiais.

No fim, haviam quase duas mil pessoas nesta incursão.

Pode parecer um número imenso, mas não era.

Incursões em Planetas no Ápice do Reino dos Tigres Divinos poderiam contar com centenas de milhares de pessoas.

Afinal, haviam Bestas Demoníacas aos montes.

Dungeons eram formações imensas, as vezes suas entradas eram menores que uma porta comum, mas o seu interior poderia ser dezenas de vezes maior que o planeta onde ela estava, afinal, Dungeons são dimensões separadas do Plano Material comum.

Um enigma que atravessou eras.

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Ao amanhecer do décimo segundo dia do quinto mês do ano, a Incursão começou.

A multidão andava em perfeita formação.

O Grupo de Exploradores Celestiais era composto por cinquenta indivíduos, todos eram, pelo menos, Alto Magos, Paladinos e Guerreiros Mágicos de Cor Vermelha.

Eles eram realmente poderosos, tanto que ao transporem as fronteiras da área ao redor da Dungeon, eles foram imediatamente recebidos com milhares de bestas Demoníacas.

Apesar de serem fracas, seus números tornavam as coisas perigosas, mas em questão de minutos elas foram exterminadas, sem necessidade de interferia dos Grupos de Classe B.

Uma coisa importante de se entender sobre as Dungeons era que elas precisavam ser domadas, ou seja, até alguém a desafiar e derrotar, ela era extremamente selvagem.

Uma Dungeon é dividida em Andares, e cada um deles tem algo como um desafio final, que se for derrotado entra em um estado adormecido, onde o perigo diminui de forma significativa.

Não é necessário completar toda a Dungeon para a domar, afinal os Andares são individuais.

Normalmente as Guildas Centrais enviariam pequenos grupos para limpar o Primeiro Andar e então o abriria para os amadores e aventureiros que estavam começando.

Enquanto o grupo mais forte limpava os andares abaixo.

Era uma tática comum e bem efetiva, mas desta vez, a Dungeon era diferente.

As Bestas Demoníacas estavam saindo dela.

Foram vistos diversos Lobos imensos, Ursos com braços mais grossos que troncos de árvores, saindo pela entrada principal.

De tal forma que mesmo após se distanciarem centenas de milhas, ainda não haviam perdido força.

A preocupação maior era que a Dungeon apareceu a pouco mais de oitocentas milhas de uma grande cidade.

Sendo assim, eles não poderiam se dar ao luxo de lidar constantemente com a aparição desses seres assustadores.

Como ela era uma das principais cidades do planeta, conhecida por ser um dos maiores aglomerados de lojas de todos os tipos, se tal situação continuasse muitos fugiriam dela e ela viraria uma cidade fantasma.

Bem como havia um perigo imenso para caravanas que tentavam andar pelas florestas até a cidade.

Muito ataques aconteceram e vários seres morreram.

Nesse instante, uma nova onda de bestas corria na direção do grupo, como se a entrada da Dungeon fosse uma barragem rompida, entregando ondas imensas de caos e destruição.

“Muito bem! Grupos de Classe B entrem em formação! ” A voz de Sharia Lumaer soou no ouvido dos dois mil ali presentes.

“En! ” Gritaram todos.

Rapidamente a formação foi criada, o Grupo de Classe A focava nas bestas mais poderosas e as fracas ou que conseguiam passar por eles, eram exterminadas pelos grupos subsequentes.

Vale lembrar que tudo isto ainda não era dentro da Dungeon e sim nas imediações dela, onde já haviam milhares de Bestas à espreita.

“Combatentes a distância! Entrem em ação! Ataques de grande área estão proibidos! ” Gritou ela, que imediatamente viu o céu clareando quando dezenas de ataques vieram por ele.

Bolas de fogo, de gelo, de água, luz, raios e afins caiam como se fosse o apocalipse.

Lentamente as Bestas Demoníacas na entrada foram exterminadas uma a uma.

Este pequeno aperitivo do que esperava por todos no interior da Dungeon, rendeu quase quinze mil joias de mana, a maioria de baixo escalão, mas ainda era um tesouro para a maioria.

Quem estava encarregado de coletas as Joias de Mana era o Suporte Central, cada jóia seria guardada dentro de sacos especiais que só poderiam ser abertos mediante a mana de cinco indivíduos. Além disso, ao saírem da Dungeon, todos seriam revistados para averiguar se ninguém estava roubando algum item.

Segundo a Guilda Central os Armamentos, Armaduras, Pílulas e receitas, seriam todas leiloadas no principal leilão do planeta.

Le Chang teve o cuidado de guardar os anéis de armazenamento de todos do seu grupo dentro de sua Dimensão Espiritual, que apesar de trazer um gasto relativamente alto de seu poder, era apenas do Qi, o que significava que ele poderia lutar facilmente usando Mana e deixar todo o Qi para guardar seus itens.

Ele usou este momento para praticar sua sensibilidade em relação a Mana, tentando perceber como cada classe lutava.

Dessa forma, ele preenchia as lacunas de seu conhecimento.

Min Jia também fazia o mesmo e ao mesmo tempo conversava e explicava para todos do Grupo Dragões ao Vento as suas descobertas.

Eles ficavam mais fortes e sábios a cada instante que passava e ninguém sabia quão importantes eles seriam nesta incursão, que por mais normal que pareça, reservava um desafio assustador, jamais visto neste pequeno Planeta.

 

Um desafio que abalaria os alicerces e faria todos os poderes locais estremecerem de medo.




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