Ascensão de um Deus

584 - Ke Kini

Le Chang e as meninas haviam decidido criar este grupo, os Dragões ao Vento, devido à algumas explicações que Seiryuu deu.

O jovem precisava conseguir os Sete Fragmentos da Chave da Criação, e para isto era necessário adquirir os Sete Títulos Divinos, que apenas os Deuses das Raças Divinas teriam.

Segundo Seiryuu, cada Raça Divina tem uma característica predominante na escolha de seu Deus, além do claro poder de batalha.

Os Demônios respondem apenas ao puro poder, onde apenas aquele que é capaz de subjugar todo o Reino Asura sob seus pés é capaz de herdar tal Título.

Apesar de Le Chang estar longe deste nível de força, a diferença é que ele herdou o Título diretamente do Antigo Deus Demônio, Di Yu, agora chamado de Gao Yao.

Os Elfos respondem a compaixão, Xiong Lin deu seu Título de Deusa Élfica para Le Chang porque viu no jovem um sentimento imenso de compaixão, onde ele facilmente tiraria de si para ajudar os necessitados.

Ele lutaria pela justiça e não deixaria o mal prevalecer.

Já os Dragões admiram a Sabedoria, mas também é necessário um grande poder, afinal, o Deus Dragão é aquele que deve liderar o Exército mais poderoso da Existência, em seus embates contra os Demônios e as forças malignas que querem trazer toda a Existência em uma era de tirania e trevas.

Então, vem os Tigres Divinos, atualmente contam com seu Deus, e apenas alguém que se sobressair em Altruísmo, onde tal indivíduo é capaz de sacrificar a si mesmo em benefício do bem maior.

O Deus Tigre atual, era um ser poderoso, um Guerreiro Mágico sem igual, sua força era descomunal, mas não apenas isto.

O maior motivador é uma história de muito, muito, tempo atrás. Onde ele mostrou um alto nível de altruísmo.

É contando, pelos sábios e antigos, que um dia, há centenas de milhares de anos, houve uma batalha contra um Reino Superior, que era versado nas Artes da Magia Negra.

Segundo os historiadores, naquela época o atual Deus Tigre ainda não estava no ápice de sua força e a guerra que ocorria era travada em um canto do Reino Dimensional dos Tigres Divinos. O estopim da guerra é dito ter ocorrido através uma invasão em busca de escravos e tomada do controle de um Planeta poderoso, cheio de mana, que era quase um paraíso devido a ser uma zona neutra em uma região poderosa, onde o povo vivia em paz.

Ke Kini, como é chamado o Deus Tigre Divino, atual, era um general nesta época.

Então, em meio à guerra, uma das batalhas a ser travada aconteceria em um Pequeno Planeta, como este onde Le Chang e seu grupo estão.

Era uma batalha decisiva e os poderosos, superiores de Ke Kini, haviam formulado um plano para lidar com os invasores.

Entretanto, Ke Kini percebeu que no meio do caminho que as forças inimigas iriam se mover, havia um pequeno vilarejo, com não mais que quinhentos habitantes, era um recanto lindo, cortado por riachos e florestas exuberantes, bem como haviam raças diversas vivendo ali, em paz.

Porém, isto seria destruído, já que para o plano funcionar, a rota que os inimigos deveriam tomar seria por aquele vilarejo e devido a batalha ser iminente, não havia possibilidade de retirar os cidadãos sem alertar as forças inimigas.

Ke Kini discutiu com vários de seus superiores, dizendo que era uma afronta a moral dos Tigres Divinos deixar centenas morrerem, mas como eles disseram: Era para um bem maior.

Indignado com esta situação, Ke Kini desertou no mesmo instante e disse: “Covardes! Para sustentar seus castelos cheios de comodidade, trazem a guerra para os pobres e fracos, mas jamais entenderão o que é realmente ser um líder e um governante. Se formos todos como vocês, é melhor que nossa raça seja extinta. Contudo, mesmo que hoje seja o dia do meu último suspiro, eu lutarei pelos fracos e que meu sangue tinja a terra eternamente, para que todos lembrem-se de que por algumas coisas, vale a pena morrer! ”

No mesmo instante ele se teleportou, usando uma ferramenta mágica rara.

Todos se surpreenderam quando os relatórios dos batedores chegaram, através de telepatia.

Todos diziam a mesma coisa: “Um homem apareceu do nada na Planície de Kaar Tariu, ele está segurando uma espada em uma mão e a frente dele está o Exército Negro! ”

Quando ouviram isto, muitos ficaram apavorados, a maioria pensava que Ke Kini estava indo resgatar os aldeões, o que acabaria com o Plano deles, mas não foi isso.

Então, o impossível aconteceu.

Ke Kini, o Atual Deus dos Tigres Divinos, lutou por trinta dias e trinta noites, sem descansar por um décimo de segundo, contra uma horda de cem mil Magos, Necromantes, Bestas Demoníacas, Feiticeiros Negros e afins, tudo isto para proteger uma pequena vila no caminho desta horda.

É dito que nunca houve um Guerreiro Mágico tão poderoso quanto ele, que o mover de sua espada decepava a cabeça dos tiranos, que a sua presença espantava o mal em um instante.

Os batedores falaram que tiveram que se distanciar várias milhas por causa do caos da batalha, o mais surpreendente foi que Ke Kini foi visto lutando de forma tão excelente que ele conseguia ver quais ataques em larga escala poderiam causar danos no vilarejo e os destruía imediatamente.

Dessa forma, ele marcou seu nome na história.

As lendas e mitos que foram criadas naquele dia eram incontáveis.

Era dito que sua espada era tão precisa que podia cortar os átomos e que ao redor de seu corpo o poder era tão grande que não havia nada, como se um vácuo fosse criado pelo próprio espaço, dizendo que nada era permitido tocar ele.

Porém, o lado inimigo era insanamente poderoso, lutar contra cem mil inimigos não era algo simplório.

No entanto, Ke Kini estava longe de ser simplório.

Mesmo com cortes imensos em seu abdômen, a perda de um olho, ossos quebrados, dedos esmagados e órgãos atingidos pelos impactos, ele se erguia a cada instante, o sangue jorrava de sua boca, mas ele cuspia para o lado e usava sua espada para erguer-se novamente.

Quando após o fim da trigésima noite, cem mil inimigos haviam sido mortos, os poucos que sobreviveram, ao ver quão poderoso Ke Kini era, desistiram e fugiram.

Era dito que a visão dele no campo de batalha era como olhar a própria morte, ceifando o mal com pura justiça e bravura.

Ele era como um Deus, andando entre os mortais e mostrando o que era o verdadeiro Altruísmo.

Ke Kini esperou até o último inimigo fugir e quando ele não pode sentir mais nenhum deles lhe observando, ele ergueu seu punho para o alto e gritou: “Vida longa aos Tigres Divinos! ”

Após tais palavras ele desabou no chão, em total exaustão.

Porém, quando ele caiu, um homem idoso, no fim de sua vida, apareceu no mesmo instante ao seu lado.

Ao tocar o corpo de Ke Kini, os ferimentos que ameaçavam sua vida foram sarados e ele apenas dormia pacificamente.

Ke Kini estava deitado no chão na sua forma original, um Tigre Divino branco imenso.

O homem transformou-se em um Tigre colossal e ele era o Deus dos Tigres Divinos naquela época.

“Meu tempo acabou meu jovem... Agora é a sua vez, lidere a nossa Raça e que suas ações de hoje, sejam lembradas para todo o sempre. ” Uma coroa apareceu na cabeça do Tigre Divino idoso e ele moveu sua cabeça à fazendo cair, pegando-a com sua pata.

O idoso lentamente levou a coroa até a cabeça de Ke Kini desmaiado e então ele simplesmente desapareceu, desfazendo-se em pura Mana.

A partir deste dia, um General, ao mostrar o epítome do Altruísmo, foi coroado o Deus dos Tigres Divinos.




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