Ascensão de um Deus

544 - Incertezas do Futuro

“Você disse que ele queimou sua existência e se ele morrer, tudo relacionado a ele será esquecido...” Murmurou Min Jia com alguma dificuldade.

Xiuyin Mei olhou para Chi Ziyun, Wuhan Xie, Min Jia, Lin Bo e Lian Mei que ali estavam e entendeu a pergunta que esmagava suas esperanças.

“É como vocês estão imaginando... Ninguém irá lembrar dele... Nem mesmo você...” Disse Xiuyin Mei para Lin Bo.

O olhar de todas tornou-se escuro.

“Seus filhos irão desaparecer...” - Xiuyin Mei.

“Como... Como... Porque...” dizia aos prantos Chi Ziyun segurando a mão de seu amado.

“Se ele morrer, a própria Realidade, criará um evento a Nível Existencial, para concertar os paradoxos criados pela extinção do jovem... Nem mesmo os Deuses se lembrarão dele... Eu serei desfeita e tudo será levado ao esquecimento...” - Xiuyin Mei.

O rosto das meninas era um caos completo, seus semblantes deixavam claro a preocupação que dançava em seus corações.

Xiuyin Mei suspirou e começou a explicar a gravidade do que havia acontecido com Le Chang.

“Quando o Exército dos Três Seres me atacou, foi um caos completo, a batalha foi assustadora, os poderosos de nosso planeta lutaram com todas as suas forças, de tal forma que as estrelas de nossa galáxia foram destruídas uma a uma, planetas ao nosso redor foram pulverizados e até o espaço foi ferido de forma irreversível...” - Xiuyin Mei.

“E qual o motivo de você ter usado tal poder?...” Lian Mei murmurou com alguma dificuldade.

Xiuyin Mei olhou para cima e seus olhos brilhavam com as lembranças tristes de um passado distante.

“Dos Três Seres, apenas um lutou naquela época... Os três eram seres humanoides gigantes, seus corpos eram tão grandes quanto as maiores estrelas... Entretanto, eles podiam mudar de tamanho facilmente, sem perder nada de sua força... Um deles, lutou contra três dos mais poderosos cultivadores de nosso Planeta...” - Xiuyin Mei.

“Então é possível se opor?...” Um brilho de esperança apareceu nos olhos de Lin Bo.

Xiuyin Mei olhou para ela com uma certa pena.

“Lutar é eufemismo, o Ser em nenhum momento usou qualquer habilidade marcial ou algo do gênero, ele batalhou de mãos limpas, desviando golpes que poderiam rasgar estrelas com apenas um mover de seus dedos...” - Xiuyin Mei.

O semblante de Lin Bo foi ao chão e ela também se arrastou para o lado de seu único filho, acariciando seu rosto que estava tão magro que era possível ver o contorno de seus ossos faciais.

“Ao ver isto, eu usei a mesma habilidade que Le Chang... Queimando minha Centelha Existencial, algo único, eu moldei a realidade ao redor do planeta inteiro, transportando-o para o outro lado da galáxia e ao mesmo tempo atacando todo o exército inimigo... Eu consegui dizimar cerca de cem bilhões de combatentes, feri o Terceiro Ser e ganhei alguns décimos de segundo para todos nós... Eu fiquei entre a vida e a morte, para a minha sorte, tendo em mãos várias Centelhas Divinas, eu fui capaz de sobreviver, mesmo que como um vegetal, dessa forma, em meus últimos instantes de lucidez, pedi para meu pai pulverizar meu corpo...” - Xiuyin Mei.

Com as explicações de Xiuyin Mei, algumas esperanças foram realocadas nas mentes de quem estava presente, mas era como se a incerteza do futuro fosse um fato angustiante.

Seria Le Chang esquecido? Seria ele um sobrevivente? E se assim fosse, o que lhe esperava era a vida ou o sono eterno?

Xiuyin Mei precisou de várias centelhas divinas para ter a esperança de um vegetal, o que sobrava pra Le Chang?

Enquanto isso, dentro da Formação feita por Di Yu, as coisas começaram a mudar.

Milhões de seres tinham entrado, mas um a um, começaram a serem sugados pelo solo, absorvidos e tendo suas vidas destruídas.

Shao Bao, avô de Shao Yang, foi um dos que teve sua vida ceifada, toda a Região Média, da qual a Galáxia Escorpião fazia parte, sofreu um duro golpe, mas não somente ela.

Galáxias inteiras perderam seus maiores combatentes e a chacina foi transmitida para vários lugares.

Ao mesmo tempo, planetas e galáxias explodiam, recebendo ataques colossais por terem seus campeões mortos por Le Chang.

A Realidade entrou em ação e começou a disparar Julgamentos Divinos contra a Formação.

No Reino Mortal, se qualquer um no Dao das Leis ou acima, fosse para o Espaço, sentiria ao longe, um combate entre Deuses.

De um lado, uma Formação feita por Seiryuu, corrompida por Di Yu, o Antigo Deus dos Demônios e do outro o Tecido da Realidade.

Os Pilares de Energia da Realidade rivalizavam com os de Energia Yin, mas os primeiros eram obviamente superiores, de tal forma que após alguns segundos, toda a Formação foi erradicada, mas a destruição desejada por Di Yu já havia sido feita.

Bilhões ou melhor, trilhões morreram em instantes e este foi o último ato de Caos gerado por ele.

Tal acontecimento geraria ondulações por toda a Existência e pela primeira vez em Eras, alguns monstros da escuridão andariam sob a luz novamente.

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Em um local esquecido por todos, deixado no vazio da solidão, mas rodeado pela Aura dos Deuses, algo acontecia.

Um Reino Dimensional pequeno, do tamanho de um sistema solar, tinha no seu centro, disco plano de terra, no qual havia um grande lago no centro dele e no meio do lago, uma pequena ilha, com pouco mais de uma milha de raio.

Bem no centro da ilha, havia um disco de pedra e sobre ela, alguém meditava.

Seus olhos fechados, não eram capazes de esconder o poder que residia em seu interior.

O corpo antigo, com sinais claros de idade avançada, não tivera sucesso em ocultar ossos tão resistentes quanto o metal mais duro da Existência.

Um portal se abria algumas dezenas de metros à frente dele, do qual uma menina, em seus dezoito anos apareceu.

Ela parou e não ousou sair de seu lugar, mas o mais surpreendente, foi o cultivo dela.

Com apenas dezoito anos, ela já havia pisado no Dao do Poder.

O homem idoso a sua frente? Muito além disso, se fosse possível comparar, seria preciso trilhões de pessoas com a força da menina para chegar em meio por cento da força do idoso.

“O que quer minha pequena?...” Em frente a jovem, uma figura feita de carne e osso apareceu tão rápido que o espaço se contorceu devido a velocidade assombrosa.

O mais surpreendente? Ele foi milhares de vezes mais rápido que a própria luz.

“O Conselho do Clã pede sua presença...” A garota falou curvando-se.

Ela tinha longos cabelos dourados, olhos de mesma cor e pele tão branca quanto a primeira neve do inverno.

Seus lábios finos de cor cereja e nariz fino, a deixavam com uma sensação divina, seu corpo era perfeito e entre as mulheres, se ela dissesse ser a segunda mais bela, ninguém ousaria dizer que era a primeira.

Afinal, ela não era humana, muito menos o idoso, mas sim uma raça a muito esquecida, que poucos se lembravam, ou melhor, não acreditavam em sua existência.

Ela e o homem à sua frente, seu avô, eram da Raça dos Deuses, ou melhor, eles eram Deuses.

Suas crianças nasciam diretamente no Dao do Esclarecimento, desde o ventre de suas mães eram aceitos pela Existência e eram o que havia de mais puro e perfeito.

O idoso? Era o mais poderoso cultivador de um dos Clãs da Raça dos Deuses, conhecida por levar o tom Dourado como seu guia, afinal, eles eram os únicos que uma vez viram a Energia Dourada e depois disto, nunca mais ousaram usar outra cor, pois reverenciavam ela como sua própria divindade, ou seja, o Deus dos Deuses, o Mito entre os Mitos, a Lenda que as Lendas proclamavam.

Dos Dozes Clãs Divinos, todos, sem exceção, tinham olhos dourados, ainda mais brilhantes que o Ouro mais puro.




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