Ascensão de um Deus

442 - Batalha Divina

Obviamente tudo ali acontecia dentro da mente de Le Chang, em sua Dimensão Espiritual, os tamanhos imensos representavam a forma como a própria realidade os via.

 

O Dragão Yang abriu sua boca e um pilar de luz branca saiu dele, feito de Pura Energia, algo que se ocorre-se no mundo real, arrasaria algumas estrelas no processo.

 

O Dragão Dourado moveu seu corpo para o lado, mas seu movimento não foi de esquiva, mas de completa obliteração já que ele usou suas garras para segurar o Rugido do Dragão Yang, como se fosse apenas um jato de água e não uma energia capaz de destruir estrelas.

 

“ROOOOOOOOOOOOOOOAAAAAAAAAAAAAAR!!!” Le Chang rugiu e esmagou o pilar com suas patas colossais, a Energia explodiu e se dispersou.

 

No instante seguinte, o Dragão Dourado se alarmou e abriu sua boca, enviando um raio de Energia Dourada para o alto.

 

“BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOMMMMMMMMMMMM!!!”

 

A explosão era comparável a uma Supernova, a explosão de uma estrela moribunda.

 

No ar, uma foice imensa estava tremendo diante do poder e um Dragão Cinza colossal jazia ao lado da Foice da Morte. Enquanto isso, o Dragão Primal rondava, esperando o tempo certo para atacar, já que ele era invisível, um ataque surpresa era o ideal, mas Le Chang não tinha aberturas aparentes.

 

Le Chang havia segurado um golpe da Foice da Morte e um Rugido de suas Heranças Divinas.

 

O Dragão Yin apareceu ao lado de Le Chang, movendo-se pela escuridão do espaço, e rapidamente abriu sua mandíbula para morder o pescoço do Dragão Dourado.

 

O jovem rapidamente se mesclou ao espaço, reaparecendo cem mil milhas dali.

 

Todavia, no momento seguinte, a Foice da Morte apareceu, movendo-se através do Tecido da Realidade, e acertando em cheio o corpo de Le Chang.

 

Um corte imenso apareceu e sangue Dourado começou a escorrer.

 

Porém, assim que o sangue saiu de seu corpo e tocou no solo da arena, algo surreal apareceu.

 

“Eu não existo… Eu não tive início e não terei fim, nada está além de mim! Eu sou!” Gritou Le Chang, sua voz Draconiana era tão poderosa que a própria arena estremeceu, as galáxias ao longe brilharam como as faíscas do encontro entre espadas.

 

O sangue dele começou a ferver e lentamente ganhou forma de outros seres.

 

“Eu não sou apenas Le Chang! Eu tenho comigo as minhas esposas, juntos somos uma só carne!” Lentamente as poças de sangue se ergueram e transformaram-se em dragões menores, do tamanho dos Dragões Yin Yang.

 

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

 

Um Dragão Verde apareceu, tão grande quanto um sistema solar, seus olhos eram da cor de suas escamas e em sua testa havia uma joia imensa, a própria Centelha da Vida.

 

Em um instante, um Dragão Vermelho fez sua entrada, como o Dragão de Chi Ziyun, este também era colossal, seu corpo estava envolto em chamas, em suas costas haviam asas imensas e era possível ver as características de uma Fênix neste ser. No centro da testa havia uma pérola, pequena, mas poderosa, representando a Pérola do Extremo Yang.

 

Do outro lado, um Dragão Azul apareceu, sobre sua cabeça havia um Aro Divino, feito puramente de gelo, no qual estavam escritas algumas palavras em uma língua perdida e antiga, tão poderosa e profunda que não era possível nem mesmo olhar para o aro sem sentir-se tonto.

 

Na testa do Dragão Azul havia uma grande pérola feita de gelo, representando a Centelha do Gelo Divino.

 

Já o último Dragão, era diferente, este Dragão era feito de diversas cores.

 

A partir da sua cabeça, até o fim de sua cauda, haviam cinco listras de cores distintas.

 

A primeira listra, que cortava no meio do corpo do Dragão, era Dourada, a direita estava a listra Verde, a esquerda uma listra vermelha e também uma listra branca, já ao lado da listra verde, havia uma de um tom azulado fraco.

 

Além disso, os olhos desse Dragão tinha o mesmo padrão colorido, mas circular, com o Dourado no centro.

 

Ao longe, a Morte e o Dragão das Heranças se alarmaram pela aparição destes Dragões colossais.

 

Isso ocorreu pois Le Chang, Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun e Min Jia eram conectados diretamente pelas suas Almas, de certa forma, seus pensamentos, sentimentos, sonhos, eram um só, e como a Alma é que torna o ser o que ele é, eles eram apenas uma pessoa.

 

Não no sentido de existir, a individualidade era um fato, mas a sintonia entre eles era perfeita, um ajuste mais fino que os átomos de todo o universo.

 

Sendo assim, Le Chang era um com elas e elas com ele.

 

“ROAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRRRRR!!”

 

Le Chang rugiu para o alto e as meninas o seguiram liberando seus rugidos de igual forma.

 

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

“ROAAAAAAAAAAAAAAARRRRRRRRRRRR!!”

 

Le Chang disparou pelo espaço e se jogou diretamente contra suas Heranças, o Dragão Gao Yao e Seiryuu.

 

Chi Ziyun, o Dragão Verde, foi contra a Morte.

 

Lian Mei, o Dragão Vermelho, foi contra a Energia Primal, o Dragão Transparente.

 

Wuhan Xie, o Dragão Azul, foi contra a Energia Yang, o Dragão Branco.

 

Min Jia, o Dragão Listrado, foi contra a Energia Yin, o Dragão Negro.

 

Dessa forma, a batalha dos Dragões e da Morte iniciou-se.

 

Este momento seria escrito nos Pilares da Realidade, para que a eternidade soubesse o que realmente significava o poder e a Ascensão de um Deus e Deusas.

 

Le Chang e suas Heranças começaram sua luta.

 

Suas caudas chocavam-se como chicotes, tão rápidos que chegavam facilmente a mil vezes a velocidade do som e em momentos assustadores podiam beirar cinco mil vezes a velocidade do som. {{Autor: Para efeito comparativo, a velocidade da luz é 874.030, 39 vezes a velocidade do som.}}

 

Le Chang enviava rugidos feitos de pura Energia Dourada, mas o Dragão Cinza respondia da mesma forma, mesclando a Energia Yin e Yang, não somente isto, mas seus golpes possuíam dezenas de habilidades divinas mescladas a eles.

 

As forças eram tão surreais que apenas um mover de seus corpos destruiria planetas.

 

Enquanto isso, Wuhan Xie ficava frente a frente com o Dragão da Energia Yang.

 

O Dragão Azul e o Dragão Branco trocavam golpes colossais, o primeiro enviava rajadas de um vento extremamente frio, que congelava o espaço por onde ele passava.

 

O Dragão Branco enviava ondas de Energia Yang que destruíam as camadas de gelo.

 

Wuhan Xie movia as suas mãos e criava montanhas de dez mil milhas de altura, as quais eram arremessadas a uma velocidade entre quinhentas e mil vezes a velocidade do som.

 

O Dragão Branco era muito poderoso, seu corpo parecia queimar o tecido da Existência, seus rugidos varriam áreas de milhões de milhas, seus socos criavam ondas de choques tão poderosas que poderiam arrastar estrelas.

 

Já Min Jia, lutava com maestria contra o Dragão Yin, como a Energia Yin era algo relacionado a sentimentos e emoções, a Energia Mental de Min Jia era a melhor aposta para contrariar esse poder.

 

De um lado estava a personificação da maldade, do ódio, da morte, do caos, da destruição, de tudo que era mal.

 

Enquanto isso, Min Jia estava controlando a Energia Mental, aquela que dá a capacidade de autocontrole, que torna possível os pensamentos e tudo mais.

 

Dessa forma a batalha continuou, a Vida contra a Morte, o Gelo contra a Energia Yang, a Energia Mental contra a Energia Yin, o Fogo contra a Energia Primal, a Energia Dourada contra as heranças.

 

Le Chang não fazia ideia do porque isto estava ocorrendo, não fazia sentido algum, outras pessoas aparecerem dentro de sua Dimensão Espiritual e participarem de suas Batalhas Interiores.

 

Porém, mal sabia ele do grande segredo do Dao Santo.

 

Existe uma Lei, criada diretamente pelas Leis da Realidade, a qual diz: “Todo Cultivador, seja ele fraco ou forte, mortal ou imortal, divino ou não, é sumariamente proibido de revelar as ocorrências em sua Décima Segunda Batalha Interior. A tentativa de fala, será a perca do cultivo, perda completa das memórias, e o fardo de passar a eternidade como um vegetal!”

 

Isso era simples, o Dao Santo na realidade possuía Treze Batalhas Interiores.

 

Porém, a décima terceira batalha não era como as outras.

 

Na realidade, o próprio Dao Santo é uma Batalha Interior, as Doze são apenas divisões, mas quando o cultivador chega e vence a décima segunda batalha, ele se dá conta e é dito a ele o último fragmento da Grande Batalha Interior.

 

Ou seja, cada Pequena Batalha Interior, lhe dá um fragmento da Grande Batalha Interior.

 

Dessa forma, para o cultivador atingir o Dao do Santo Rei ele deve unir os fragmentos e descobrir seu último obstáculo.

 

Existem dois motivos para a proibição.

 

Primeiro, se for tomado conhecimento desta batalha, o Dao Santo perderia um sentido poderoso, o qual era ensinar ao cultivador que existem desafios ocultos, ou seja, uma lição de que se deve sempre dar à devida importância aos detalhes.

 

Isso se dava ao fato de que em cada Batalha Interior, haveria um indício da tal Grande Batalha, mas até hoje, jamais alguém notou essas discrepâncias, nem mesmo Le Chang.

 

O segundo motivo era uma questão de proteção, já que se o Cultivador notasse a Grande Batalha antes da hora e conseguisse invocar ela, a chance de vencer era zero, a derrota resultava na morte e se por um milagre a pessoa vencesse, ela morreria devido ao peso do poder que desceria sobre seu corpo.

 

Nem mesmo os Deuses Dragões pulavam esta etapa, ou seja, ninguém jamais havia tido esse salto.

 

Sendo assim, este era o motivo das ocorrências estranhas que ocorriam com Le Chang.

 

Derrotar seu potencial? Vencer as Energias? Heranças? Morte? Aparição de suas Esposas?

 

Qual a relação de tudo isso?

 

Essa era uma questão que apenas Le Chang teria a resposta quando atingisse o 12º Grau do Dao Santo.

 

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“BOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOM!”

 

O Dragão Verde criava selos imensos, do tamanho de sistemas solares, dos quais saiam milhares de plantas e animais, feitos puramente da Energia da Vida.

 

A Morte respondia com grande poder e revidava cada golpe com maestria, ela criava seres feitos de Pura Energia da Morte, os quais lutavam contra os animais e plantas.

 

Era como se Chi Ziyun e a Morte fossem generais de um exército, controlando suas tropas.

 

Já Lian Mei lutava bravamente contra a Energia Primal.

 

O impacto de seus golpes era insano, seus punhos draconianos criavam ondas de choques gigantes.

 

Min Jia e a Energia Yin também lutavam com grande poder e sabedoria, a primeira usava dezenas de artifícios, seu poder era tão grande que não mais precisava de uma cítara, ela tocava as próprias cordas da Existência, criando uma linda melodia, a qual ecoava pelo tecido do espaço e do tempo.

 

Já Le Chang e o Dragão de suas Heranças também travavam uma batalha colossal, suas caudas, punhos, garras e dentes eram suas armas.

 

O Dragão Dourado tinha dezenas de cortes profundos, havia marcas de dentes perto de seu pescoço.

 

Já o Dragão Herança havia perdido um pedaço de sua cauda, também havia um local onde faltava carne, devido a uma mordida poderosa do Dragão inimigo.

 

Havia a marca de uma garra em sua face, a qual havia destruído um de seus olhos.

 

Porém a batalha não cessava, mas cada vez tornava-se mais e mais acirrada.

 

Golpes a nível estelares, rugidos poderosos, presenças divinas, auras de todo tipo, sem dúvida alguma esta era uma batalha surreal, repleta de mistérios e de importância.

 

 

Uma verdadeira Batalha Divina.