Ascensão de um Deus

321 - Suma Inseto!

Bai Yong franziu as sobrancelhas.

"…. Então você é da Guilda de Aventureiros?" - Bai Yong.

"…. Não importa… Você morre aqui e agora…" Long Lin disse ao elevar seu cultivo ao pico.

Ela congelou completamente o espaço, fazendo seu oponente revelar um leve traço de medo.

Então, Long Lin retirou um lindo sabre, uma Arma Épica, ela então fez apenas um movimento com sua mão e rasgou Bai Yong ao meio.

No fim, apesar de ele ser um Demônio no Pico do Verdadeiro Senhor, ela era alguém muito a frente. Ela era alguém que havia pisado no Pico Absoluto do Verdadeiro Rei, ou seja, ela estava a Meio Passo do Dao Santo.

Quando ela perdeu para Lau Mei, ela era um pouco mais fraca que sua filha, mas após alguns séculos e encontros fortuitos, ela finalmente pisou no Pico Absoluto do Verdadeiro Rei, sendo assim, ela era a única pessoa neste planeta que podia ser considerada a Meio Passo do Dao Santo.

Dessa forma, Bai Yong não era nada para ela.

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Assim que ela cortou seu oponente ao meio, um pedaço de cristal negro disparou, como uma bala de canhão.

No entanto, o objeto não conseguiu ir nem mesmo a vinte metros, não antes de ser parado.

Long Lin agarrou o cristal em sua mão e sorriu, ela então esmagou o objeto e destruiu completamente a Caixa de Pandora de Bai Yong.

Todavia, ela não notou algo.

A esfera negra, foi apenas uma distração, Bai Fan usou a vida de Bai Yong como distração, onde um pequeno fio de fumaça negra disparou em direção a Le Chang, e quando ela notou, já era tarde demais.

O fio negro adentrou nas narinas do jovem.

Em questão de segundos, as veias pelo corpo de Le Chang saltaram e ficaram pretas, seu rosto empalideceu ainda mais e fios de sangue corriam de seus poros.

Nesse momento, Bai Chen subiu aos céus e foi em direção a Le Chang.

Long Lin apareceu imediatamente e olhou para Bai Chen.

"Quem é você?" Perguntou ele meio receoso.

"Fique tranquilo… Meu papel era matar aquele Demônio…. Desde que você não mate ninguém inocente, eu o deixarei viver… Além disso, pegue…" Ela então moveu sua mão e de seu Anel de Armazenamento, um frasco de jade apareceu.

Dentro dele havia um líquido de várias cores.

"Isso…" Murmurou Bai Chen.

"Não é meu… É só parte de minha missão…  Eu tinha dois objetivos… Primeiro era matar o Demônio que atacou o Continente Zao…. Segundo era entregar isto para Le Chang… Todavia, ele está desacordado e algo parece ter entrado nele…. No entanto, meu papel já foi cumprido, se ele vai viver ou não para receber tal item, o problema é dele…" Ela então não ficou mais tempo e desapareceu através do espaço.

Bai Chen suspirou de alívio, a pressão que aquela mulher causava era colossal, quando ele estava em seu ápice, ele era um Demônio de Sangue Puro no Dao Santo, mas, ainda assim, era apenas um soldado no Exército Demoníaco.

Porém, alguém desse nível, ainda era um ser de grande poder e merecia um grande respeito, afinal ser um Soldado no Exército Demoníaco era uma grande honra.

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Um dia depois.

"Ugh… Ugh!… Ugh… Ugh!" Gemia Le Chang deitado em uma grande cama.

Ele estava pálido e suava frio.

Os lençóis estavam manchados de sangue, o qual escorria na forma de finos fios que saiam de seus poros.

Seu corpo tremia e era possível ver expressões de grande dor no rosto do jovem.

Enquanto isso, em pé, próximas a cama, Lian Mei, Wuhan Xie, Min Jia e Chi Ziyun conversavam.

"Eu… Eu não sei o que está acontecendo… Mesmo com todas as minhas habilidades… Eu simplesmente não consigo fazer nada…" - Chi Ziyun.

"Não é sua culpa… Min Jia disse que o que está dentro de Le Chang é algo extremamente maligno, não é algo que possamos lidar agora…" - Lian Mei.

"Infelizmente somos fracas… Todavia, devemos confiar nele…. Afinal, ele jamais nos deixaria para trás… Nós todas sabemos muito bem disso…" - Wuhan Xie.

"Realmente… Le Chang… Ele… Ele é alguém singular…. É como se tudo girasse ao seu redor, ele é alguém incrível, seu jeito de ser é cativante… Além disso, seu poder é algo surreal, o potencial que reside dentro dele é algo além de nossa imaginação, o melhor agora é termos fé e aguardar…" - Min Jia.

Todas concordaram com as palavras de Min Jia, se era algo que elas não poderiam fazer e mais ninguém neste planeta, a única solução era esperar e ter fé de que ele sairia dessa.

No entanto, mal sabiam elas que fazia um dia que Le Chang travava uma luta interior.

Ele estava dentro de um local escuro.

Uma pequena sala, fria e carregada de um sentimento de perda e tristeza.

"Morra… Morra… Desista… Desista… É sofrimento demais… Você realmente quer isso?… Desista…. Viva uma vida tranquila… O caminho marcial é árduo demais…" Lentamente estas palavras apareciam, como sussurros longínquos.

Le Chang estava encolhido, deitado em posição fetal e chorando.

Ele era apenas um garotinho de dez anos ali e ele chorava ao mesmo tempo que murmurava algumas palavras.

"Mãe… Mãe… Pai… Pai… Socorro… Socorro…"

A voz dele estava repleta de desespero e parecia que a cada momento ele afundava ainda mais na tristeza e na perda.

A sala diminuía conforme o tempo passava.

Um dia depois e ela diminuiu significativamente.

Então, dois dias, três dias, quatro dias, cinco dias, seis dias e uma semana se passou.

Agora, Le Chang estava dentro de uma caixa, apertado e ainda chorando em posição fetal.

Todavia, assim que a caixa ia lhe espremer, um pequeno ponto branco apareceu, ele era caloroso e cheio de um sentimento acolhedor.

Le Chang, em sua forma infantil, abriu os olhos e olhou para o ponto luminoso.

A caixa tentou encolher ainda mais e apagar o ponto, mas ao fazer isso o ponto luminoso cresceu ainda mais.

A caixa então foi obrigada a expandir, retornando ao tamanho de uma sala.

Todavia, dessa vez em vez de negra, a cena mudou, ele agora estava deitado no chão, perto de uma árvore, todo machucado.

Então, duas pessoas apareceram.

"Filho… O que aconteceu?" Dizia Lin Bo indo até Le Chang e tirando o pó das vestes do garoto.

"Foram… Foram os garotos do Clã…" Disse Le Chang choramingando.

"Filho…" Uma voz masculina soou nos ouvidos de Le Chang e um homem apareceu, seu rosto era repleto de amor e carinho.

Le Shen pegou o pequeno Le Chang no colo e disse.

"Lembre-se… As dificuldades da vida muitas vezes nos trazem tristezas e angustias.... Mas é você quem decide se é você as deixará lhe moldarem ou fará isso você mesmo… A vida é árdua e percalços apareceram sempre, mas nós devemos os superar, dia após dia e então ascender acima da tristeza, da dor e da morte.... É por isso que cultivamos… É para buscarmos a felicidade, não no poder, mas na criação de laços eternos com aqueles que amamos…" Le Shen dizia abraçando Le Chang e limpando as lágrimas do rosto do menino.

"Filho… Eu e seu pai sempre estaremos aqui por você… Eu tenho muita fé em você… Eu acredito em você… Eu te amo meu pequeno Le Chang…" Lin Bo disse dando um beijinho no rosto de Le Chang e então começou a fazer cócegas no menino que começou a rir.

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As coisas mudaram, Le Chang agora apareceu em sua Caverna Espiritual, seus olhos brilhavam de poder e ao seu lado apareceram algumas pessoas.

Lin Bo, Le Shen, Wuhan Xie, Lian Mei, Chi Ziyun, Min Jia, Tian Mao, Long Mu, Ming Feng, os pais de suas noivas, Lin Yang, Bai Chen, Hu Jiao, Tou Ning, Fan Guan, Gao Yao e Seiryuu.

Le Chang então falou para algo que flutuava a frente dele, uma forma negra humanoide.

"Os laços que eu tenho são mais fortes do que você pensa… Desista…" - Le Chang.

A forma negra disparou contra Le Chang, era visível o ódio que ela carregava.

Todavia, antes de chegar até ele, uma barreira invisível apareceu, ao mesmo tempo, todas as pessoas ao lado de Le Chang levantaram a mão.

Então, no instante seguinte, todos eles se transformaram em pontos luminosos e convergiram para um mesmo ponto, no coração de Le Chang.

Tais pessoas foram criadas pelos sentimentos de Le Chang o âmago de seu ser.

A forma negra então cresceu exponencialmente, seu tamanho era imenso, chegando quase no teto da Caverna Espiritual de Le Chang.

Ele então levou sua mão contra Le Chang.

"Eu sou Bai Fan!" Berrou a forma negra, fazendo tudo tremer.

Todavia, assim que sua mão estava para atingir o jovem, um homem apareceu e com apenas um dedo parou a mão negra.

Gao Yao apareceu como um homem de meia idade, vestia vestes negras e sua pele era parda, seus olhos eram negros como o profundo espaço, suas unhas eram como garras e seus caninos eram pontiagudos, seu cabelo era negro e bem aparado.

"Di Yu…" Murmurou a forma negra irritada.

"Suma… Inseto!" Gao Yao moveu sua mão e a forma negra se dissipou.

Então Le Chang tossiu forte e um punhado de sangue negro saiu de sua boca, no entanto, no Reino Asura, Bai Fan estava ofegante e havia sido jogado para trás do trono.

A imagem do dragão, desenhada acima do trono parecia querer lhe rasgar ao meio, causando uma sensação terrível de medo.

"Maldito… É ele… Ele ainda existe…" Bai Fan murmurava, seu punho cerrado e seus olhos exalavam um ódio assustador.

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"Amor!" As quatro disseram ao ver Le Chang voltando a si.

Elas correram lhe abraçar e rapidamente o fizeram comer algumas Pílulas Yang, ele aceitou e engoliu um punhado delas.

Após algum tempo, ele voltou a si totalmente e olhou em volta, no chão haviam várias toalhas cheias de sangue e medicinas estavam espalhadas por todo o seu corpo.

Ataduras e curativos, demonstrando que elas cuidaram dele, vinte e quatro horas por dia, durante todo o tempo que ele ficou desacordado.

Ele então olhou com um olhar transbordando de amor e ternura e as chamou em um demorado e longo abraço, enquanto ele acariciava os cabelos delas.

Le Chang então recuou um pouco e disse.

"Eu amo vocês… Com toda a minha vida…" Ele então beijou delicadamente cada uma delas e foi limpar suas feridas e retirar as medicinas de sua pele.




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